Motim a bordo

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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

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Major Olimpio Foto: Ailton de Freitas/Agência O Globo

 

Enredados, cada vez mais, na própria teia de interesses e ganâncias que vão tecendo a sua volta, o clã Bolsonaro e aqueles que orbitam cegos ao seu comando vão se isolando daquele grupo original que apoiou a campanha vitoriosa, certos de que poderão seguir em frente sem cuidar do que vem pela retaguarda, pelos flancos e principalmente pelo centro. Na verdade, parecem marchar com antolhos, que lhes limitam a visão, obrigando-os a seguir sempre em frente.

Não haveria problema algum se tal estratégia não redundasse em prejuízos a outrem, no caso a nação, conduzida para mais uma crise institucional por conta exclusiva da soberba de um grupo e sua obstinação desmesurada pelo poder instantâneo. Fossem notoriamente reconhecidos pela capacidade de manipulação nas artes da engenhosidade e engenharia política, seria até interessante assistir no que consiste esse ardil de incendiar o partido que os elevou ao poder.

Mas, em meio à chanchada ridícula em que se transformou a política nacional, o que se tem é um agrupamento familiar de neófitos nas artimanhas políticas das profundezas, querendo erguer para si e seus comandados ou tomar de outro, uma agremiação política inteirinha, de modo a que possa atrelar, a essa nova sigla, os desejosos inconfessos desse grupo de iniciantes.

De fato, trata-se mais de um motim na nau do PSL do que algo que possa ser considerado uma tática inteligente de assumir o leme com sérios propósitos e certeza da rota. O risco de uma aventura desse calibre é o naufrágio de toda a galera, colocando à pique também uma oportunidade que se quis crer de ouro de salvar o país das garras das esquerdas. Em política a mais curiosa e excêntrica posição é aquela em que um indivíduo ou grupo coeso passa a ser, ao mesmo tempo situação e oposição, situando-se num ponto de bipolaridade, onde não consegue ser, sequer, confiável aos seus próprios propósitos. “Na verdade, afirmava Maquiavel, não há maneira de possuir um estado senão arruinando-o”, e essa parece ser o propósito dessa turba.

O problema com motins desse gênero, em que se pede a certificação de navegação à piratas, depois de zarpada a embarcação, é que além de soar como piada, enseja a que todos saquem suas espadas da bainha. A briga generalizada deflagrada a bordo da nau do PSL por ordem dos onipresentes filhos, além de entornar o caldo de laranja na candidatura do pai, atiça as pretensões daqueles que almejam desertar dessa embarcação desgovernada. Há muito já se sabe que aqueles que não conseguem governar o próprio clã, colocando cada um no seu lugar, fazendo-os responsáveis por suas virtudes e vícios, dificilmente conseguirá comandar um país inteiro. Com isso vai se aproximando o momento crucial em que o patriarca terá que optar entre a República e os rebentos, sabendo que uma escolha exclui a outra. Ou talvez aprenda da pior maneira possível que a coisa pública e o escrínio do lar com suas vicissitudes são incompatíveis e até antagônicas com a vida pública, racional e impessoal. Nesse abraço de afogados Bolsonaro terá que decidir entre chegar vivo à margem ou afundar de mãos dadas.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Holofotes mudam os políticos.”

Carlos Bolsonaro

Foto: istoe.com

 

 

Calçadas

Há dinheiro no GDF para calçadas em todas as regiões administrativas. O diretor de Urbanização da Companhia, Luciano Carvalho, dá a dica aos contribuintes de estreitar a relação com a administração da região onde mora e solicitar a obra.

Calçadas da Asa Norte foram reformadas | Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

 

Reconhecimento

Bombeiros e policiais recebem apoio do senador Izalci Lucas e do governador Ibaneis Rocha. Fotografados com o documento que justifica o aumento salarial para as duas categorias, o próximo passo é encaminhar a proposta ao Governo Federal. Apenas uma pendência ainda não foi resolvida: o governador prometeu chamar a última turma do último concurso dos Bombeiros. A defasagem no quadro é patente.

Foto: Divulgação/Bombeiros (correiobraziliense.com.br)

 

Contrastes

Bolsonaro em Aparecida. Essa é uma notícia base para entender a linha editorial de cada jornal impresso ou online do país. Algumas manchetes estampavam vaias ao presidente, outras, ovação. Pesquisando nos vídeos ficou claro. Ao presidente não houve vaias. Pelo contrário. Um corredor humano o esperava de mãos estendidas.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Se, ao seu desembarque, não houvessem os “cerca o homem”, todos haveriam cumprimentado o senador, sem aquela cena constrangedora do dr. Israel Pinheiro se retirar para a estação de passageiros, porque não podia se aproximar do senhor. (Publicado em 01/12/1961)

Sínodo e o caminho do meio

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Foto: HENRY ROMERO / Reuters/19-1-2018

 

Falar em caminho do meio para radicais soa como uma afronta. A recomendação, de muito bom senso, vem do budismo: uma religião filosófica, cujo entendimento ainda está muito além do que pode ser captado por nossas autoridades, seculares e religiosas.

Em tempos de radicalismo, induzido pela amarga experiência vivida pelos brasileiros, ao longo de mais de uma década, colocados sob o jugo de uma esquerda irresponsável e cleptocrata, é fácil entender a oposição do atual governo a uma Igreja Católica, historicamente aliada do petismo, quando o assunto é soberania da Amazônia. Para o governo, cuja a orientação e influências militares são visíveis, a realização do Sínodo da Amazônia, sob a liderança de uma ala da igreja ligada às teses do Conselho Indigenista Missionário, da Pastoral da Terra e outras vertentes abduzidas estrategicamente pelas esquerdas, é uma ameaça à soberania da região amazônica e uma porta aberta à internacionalização daquela vasta área. Nesse pseudo antagonismo, é possível afirmar que tanto o governo como a igreja possuem razão no assunto.

Um olhar distante e isento sobre as cabeças desses dois importantes protagonistas sobre o futuro da Amazônia, uma resposta salta de imediato à frente de todos: ambos, igreja e militares, possuem não só responsabilidades sobre o que pode acontecer naquela parte do Brasil, como devem atuar juntos para potencializar a resolução dos vários e sérios problemas locais. Visto de longe, é possível detectar que militares e religiosos possuem mais pontos em comum sobre essa questão do que dissensões. O problema é: como contornar um assunto quando se enxerga o problema sob o ponto de vista extremado?

Os militares precisam entender que muito antes da chegada de uma força armada nacional naquela região com a missão de salvaguardar aquele território, a igreja Católica, na forma de padres catequistas, já adentrava aquelas matas, cumprindo missões de fé determinadas pelo alto clero. A construção de fortificações naquelas remotas áreas foram obras do governo português e, portanto, se inserem no quadro do Brasil Colônia.

Dessas fortificações, surgiram cidades como Macapá, São Luís, Belém, Manaus. A presença de militares brasileiros naquelas paragens data apenas do início do século XX com o Marechal Cândido Rondon. Somente algumas décadas depois é que o governo militar, instalado em 1964, viria a se preocupar em desenvolver alguns projetos para a região. Portanto, em se tratando de interação e conhecimento da região, a Igreja leva uma certa vantagem temporal, pois permaneceu naquelas matas ininterruptamente desde meados do século XVI.

Mas foram os militares da Escola Superior de Guerra que, no tempo do Governo JK, realizaram aquela que foi a obra mais importante para manter a soberania do Brasil sobre a Amazônia: a rodovia Belém-Brasília, de 1961. Em 1966 os militares criaram a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O lema era: “integrar para não entregar”. Mesmo a criação de Brasília, por JK, reforçaria o interesse sobre a Amazônia.

A Transamazônica (BR 230), inaugurada em 1972, marcaria também o interesse dos militares sobre a região. O problema é que a noção de ocupação rápida daquela localidade, com a concessão de vantajosos incentivos fiscais, deu início também a degradação acentuada daquelas áreas, desmatamento, doenças levadas pelos brancos às aldeias, hidroelétricas em áreas sensíveis e outros desastres provocados pela total falta de planejamento e conhecimento do equilíbrio delicado da região.

Foi apenas em 1985, já no final do ciclo militar, que a Amazônia passou a fazer parte das prioridades de defesa nacional, com o Programa Calha Norte (PCN). A desconfiança mútua deve ceder lugar para a colaboração e troca de informações e de projetos comuns para a Amazônia, que pertence igualmente a brasileiros de farda e de batina.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O futuro da Amazônia, realidade viva e não de museu, está nas nossas mãos.”

Papa Francisco

 

 

Obdachlos

Em maio do ano que vem, os ocupantes da Embaixada Brasileira em Berlim, na Wallstrasse 57, estarão sem teto. Isso se o nosso governo não correr com as providências. O atual aluguel da embaixada brasileira em Berlim é de 200 mil euros mensais e mais 7.500 euros para a manutenção. O prédio, construído no ano 2000, onde o corpo diplomático brasileiro ocupa os 7 andares há décadas, acabou de ser comprado pela China. Com a reciprocidade em mente, sondou-se a possibilidade de receber como doação um terreno para a construção da nova embaixada em Berlim. A resposta já chegou: um sonoro não.

Foto: facebook.com/brasemb.berlim

 

 

Experiência

Uma das maiores vantagens dos carros elétricos, além da energia limpa, seria a falta de barulho. Andam pelas pistas como os flocos de neve caem no inverno: em silêncio. Por falta de segurança, já trataram de instalar um barulho nos veículos para que se façam presentes.

Foto: Renato Alves / Agência Brasília

 

 

Ibram

Por falar em barulho de veículos, as reclamações de moradores nas áreas de restaurantes e lanchonetes que fazem entrega aumentam a cada dia. Os motoqueiros modificam o escapamento e os insuportáveis decibéis incomodam madrugada a dentro.

 

 

Enigma

Não é segredo, mas poucos sabem disso. É proibido entrar no Congresso Nacional portando qualquer tipo de bandeira.

Foto: congressonacional.leg.br/visite

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O discurso do sr. Aurélio Viana não transcrevemos. É cheio de verrima, de mágoa sem razão e, sobretudo, ofende aos deputados e ao Senado, quando se refere aos 300 bilhões de déficit no nosso orçamento, se fôssemos seguir as aprovações do Senado. (Publicado em 01/12/1961)

Um Brasil direto da fonte

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Foto: ONU/Reprodução

Fosse dito, há um ano atrás, que Jair Bolsonaro iria abrir a 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), poucos acreditariam. Ainda mais que diria em seu discurso, perante o mundo, que o Brasil ressurgiu das cinzas depois de estar à beira do precipício socialista.

Para aqueles que, a essa altura dos acontecimentos, já possuem uma ideia do estilo do atual presidente, seu discurso não se diferenciou daquilo que vem propondo desde sua campanha em 2018. Surpreso mesmo ficaram aqueles que duvidavam que o presidente teria a ousadia de desafiar os variados regimes socialistas com assento na ONU. Para esses, Bolsonaro desfilou uma série de fatos que apresentam essas esquerdas como culpadas diretamente pelo subdesenvolvimento crônico, corrupção generalizada, altos índices de criminalidade, além de ataques aos valores familiares e religiosos que formam a maioria dos povos do continente. O mesmo que os brasileiros puderam, em grande parte, vivenciar durante os governos petistas. Nesse sentido, o presidente Bolsonaro deixou muito claro seu posicionamento ideológico diante de nações como Cuba, Venezuela, Nicarágua e outras onde os sistemas socialistas continua persistindo no desmonte das liberdades individuais, da economia de livre mercado, entre outros valores da democracia e do liberalismo.

Nesse ponto, acusou o regime cubano de escravizar seus médicos, de interferir na América Latina para impor, pela força, o sistema socialista, incluindo também, nesse rol, a Venezuela, onde a ditadura impôs a pobreza generalizada, expulsando pela fome e violência mais de 4 milhões de compatriotas que foram buscar refúgio em outros países, inclusive no próprio Brasil.

Para marcar seu posicionamento, Bolsonaro deixou claro também os esforços de seu governo em trabalhar conjuntamente com países como os EUA para que se restabeleça a democracia nos países da América do Sul, pondo fim às ditaduras socialistas que ainda insistem no continente.

Para se situar de forma coerente entre aqueles que não se intimidam em reconhecer sua posição totalmente contrária à dialética das esquerdas, o presidente Bolsonaro fez referência também ao Foro de São Paulo que, para ele, se trata de uma organização criminosa criada por Fidel Castro e Hugo Chávez para difundir o socialismo na América Latina, alertando que esse organismo continua ainda vivo e, por isso, tem que ser combatido. “Não pode haver liberdade política sem que haja também liberdade econômica e vice-versa”, enfatizou o presidente em seu discurso marcado por um posicionamento político e ideológico firme.

Obviamente que as esquerdas cuidaram logo, nas redes sociais, de apontar como vexaminoso e falso esse discurso. Uma olhada também nas milhares de opiniões que se seguiram nas redes e que expressam a maioria da população brasileira: Bolsonaro falou exatamente o que os seus eleitores e outros queriam ouvir.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Bolsonaro com B de Brasil”

Faixa em NY

 

 

Cuidados

Depois das vistorias da vigilância sanitária em salões de beleza, seria interessante a visita de fiscais do trabalho nesses mesmos salões. São funcionárias sem direito algum, que dividem o salário apenas para ter um local para trabalhar.

Foto: saude.df.gov

 

 

Segredo

Por mais placas e sinalizações, são inúmeros os visitantes perdidos no Senado Federal. Em breve, a Casa oferecerá aos visitantes um aplicativo como o Waze, que funciona especificamente no perímetro da Casa.  Mas, por enquanto, é segredo.

Foto: Pedro França/Agência Senado

 

 

Visita

Marcelo Ferreira da Silva, administrador do Lago Norte, está sempre ligado à comunidade. Com o WhatsApp a postos, ouve todas as reclamações e resolve quando é possível. Em outubro, vai tomar café com os moradores do trecho 9 do SMLN.

Foto: lagonorte.df.gov

 

 

Receitas

Em Manaus, há um concurso de melhores receitas regionais da alimentação escolar.  Essa é uma boa ideia para o secretário da educação, João Pedro Ferraz dos Passos, implementar. Afinal, Brasília é a casa de todos os estados.

Foto: Arquivo/Ac (acritica.com)

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

No lado dos ministérios militares, cada dia um palanque diferente. E as rodinhas brancas dos condecorados de 25 de agosto ainda registram, na calçada, o trajeto do “professor” antes da renúncia. (Publicado em 30/11/1961)

Ecologia, economia e comércio em volta da Amazônia

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Foto: Reuters/Ricardo Moraes/Direitos Reservados

 

Enganam-se as autoridades brasileiras caso acreditem que o governo americano, que parece lhe servir de modelo, fará vistas grossas aos incidentes que vêm ocorrendo na região amazônica. Principalmente com relação à leniência com que o atual governo vem tratando essa questão. Não existe a tão almejada amizade fraterna entre governos, como erradamente sonham alguns dentro e fora do Palácio do Planalto.

O mundo move-se pelo interesse, em nome do qual não hesita fazer a guerra. Prova disso é que assim que retomaram seus trabalhos, os congressistas americanos focaram seus debates sobre os últimos acontecimentos havidos na região amazônica, principalmente na parte brasileira. Tido por muitos políticos daquele país como uma espécie de quintal próprio, a Amazônia vem tomando lugar entre as preocupações de americanos e de europeus, receosos que de essa região venha, conforme advertem os cientistas, entrar num processo irreversível de destruição, com sérios prejuízos para todo o planeta.

A bancada democrática americana vem pressionando para que o governo adote uma postura mais dura com relação aos produtos brasileiros, sugerindo, inclusive, que se adote uma proibição às importações de determinados itens. A punição se estenderia também aos acordos de livre comércio. Entre os itens que poderiam sofrer restrições estão o petróleo, o milho, o papel, o tabaco, o açúcar, a madeira, o couro, a soja e a carne, ou seja os principais produtos da pauta de exportação brasileira destinados para aquele país.

Do desmatamento que segue sem restrições, inclusive impulsionado pelo mercado chinês, as preocupações se estenderam às queimadas descontroladas que varrem parte significativa do bioma da região. Curioso notar que esses embargos poderiam englobar também a assistência militar, assunto de grande interesse para o governo brasileiro.

Durante os debates que se seguiram, foi aberta ainda uma oportunidade para que a pesquisadora brasileira do Peterson Institute for International Economics e diretora do Programa de Estudos Latino Americanos da Johns Hopkins University, Monica De Bolle, apresentasse sua visão sobre a questão amazônica. Em sua avaliação, o governo brasileiro precisa entender que o comércio no século XXI exige uma estreita simbiose entre ecologia, economia, principalmente na área comercial. “sob Bolsonaro e sua guerra ideológica contra o clima e o ambientalismo, muitos predadores passaram a se sentir confortáveis em depredar a Amazônia”, afirmou a pesquisadora, para quem é preciso que o governo reveja, o mais urgente possível, o desmonte das regulações e das agências ambientais como o Ibama e o Inpe.

Bolle criticou também a atuação do governo Trump em não aderir, de forma racional, à agenda ambientalista. “O fogo na Amazônia não é só uma tragédia, mas também uma oportunidade para que os governos do Brasil e dos Estados Unidos parem de negar as mudanças climáticas e passem a cooperar em estratégias para preservar a floresta e o meio ambiente” afirmou.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a força da lei.

Mas quem são mesmo os amigos e os inimigos? ”

Alguém na Praça dos Três Poderes, bastante confuso.

Foto: EBC

 

 

Cuidados

Não é só por causa da seca que a conjuntivite aumenta. Uma vistoria nas grandes clínicas dos olhos em Brasília seria interessante. De um paciente para o outro, o que se passa nos equipamentos é um papel seco. Nada mais.

Foto: hojeemdia.com

 

 

Anjos inocentes

Fica, em Samambaia Norte, a instituição Santos Inocentes. Na QR 425, Conj. 5. Essa casa, além de rejeitar o aborto, recebe as adolescentes e mulheres que resolveram manter a vida da criança, apesar das dificuldades. Esse é um bom lugar para se investir. Veja como no link Como colaborar.

 

 

Receitas

Quase um terço de todos os alimentos que produzimos, 1,3 bilhão de toneladas por ano, é perdido ou desperdiçado. A informação é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Veja, no link Sete receitas com cascas e bagaço de alimentos, as publicações sobre o uso de cascas de alimentos em receitas deliciosas.

Brigadeiro de casca de banana

 

 

História

Escrita por Ari Cunha em 1961, a notinha da história de Brasília de hoje comenta sobre as aves da região nos primeiros anos da cidade. Ontem, foi publicada uma matéria no El Pais com a informação de que a metade das aves mais comuns da Europa e da América do Norte desapareceram. Os estudos dizem que, nos últimos 50 anos, há três bilhões de pássaros a menos.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O Lago está bonito. Está na cota mil, e cheio de garças. A nossa Lagoa do Jaburu, também. Vou pedir ao Anapolino para me mandar duas sacas de arroz em semente, para plantar lá, e conservar as aves que poderão desaparecer. (Publicado em 30/11/1961)

Amazônia, uma filha maltratada

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Foto: BBC

Soberania, com o sentido de domínio inconteste e irrenunciável sobre um determinado bem, um mantra tão caro as alas militares de todo o planeta ao longo da história, parece possuir, no mundo atual, que se pretende globalizado, uma outra semântica. Essa significância mais diluída e imprecisa, obviamente, põe de cabelos em pé todos aqueles grupos que acreditam que esse domínio e posse, antes de quaisquer outros sentidos, representa uma carta branca de alforria para, inclusive, pulverizar esse bem , transformando-o em cinzas.

Numa analogia mais aproximada, seria como se um pai, por sua autoridade de progenitor, possuísse também o direito de vida e morte sobre seu filho (ou a mãe, mas aí já é outra história). Não só para o mundo moderno, mas em todo o tempo e lugar, o sentido de domínio sempre foi imposto pelo poderio da força bélica. Ocorre que na atualidade essa posse também passou a ser encarada pela noção de responsabilidade e respeito por esse bem.

Da posse pelo uso, do passado, passou-se agora a posse pelo zelo. Dono, repetia o filósofo de Mondubim, é quem cuida, assim como pai é quem cria. A diluição de fronteiras, a conhecida escassez progressiva e alarmante de recursos naturais e sobretudo os efeitos indiscutíveis das mudanças climáticas, colocam a grande região amazônica no centro das atenções mundiais pelas mais diversas razões. Algumas coerentes e outras estratégicas, decorrentes das presentes e urgentes necessidades da espécie humana.

Com isso, o que se quer clarear aqui, é sobre a necessidade de o Estado brasileiro passar a ver aquela região, sempre deixada à margem, com um novo olhar, assumindo uma responsabilidade para além da retórica da força, considerando aquela metade do país, como um centro de atenção e cuidados permanentes. Para tanto, é preciso abandonar o passado extrativista, primitivo e predador, adotando agora uma moderna estratégia que possa, inclusive, servir de parâmetro para o restante do planeta.

Foi preciso que mundo desse um puxão de orelhas no novo governo para que ele se conscientizasse de que esse problema histórico do abandono a que sempre foi relegada aquela região, havia chegado ao limite do tolerável. Claro que essa situação atual resulta de um passado sistemático de descaso e desatenção, não só por parte do governo federal, mas sobretudo por parte das lideranças daquela região, tradicionalmente preocupadas mais em enriquecer a si a aos seus em detrimento da floresta e de seus habitantes. Pelo volume que tomou essa questão, é que os problemas da região amazônica, por complexidade e grandeza, representam hoje o maior desafio da atualidade para o país. Bravatas e outros gritos de guerra roucos, de nada adiantam. Dizer aos vizinhos que o filho é seu e você o castiga o quanto quer, pode ter um preço impagável.

Uma espécie de conselho tutelar do mundo se formou e pode deitar sua mão pesada sobre Estados irresponsáveis, como é hoje o nosso caso.

A frase que foi pronunciada:

Estamos nos afogando em informações, enquanto ansiamos por sabedoria. A partir de agora, o mundo será dirigido por sintetizadores, pessoas capazes de reunir as informações certas no momento certo, pensar criticamente sobre elas e fazer escolhas importantes com sabedoria.

Edward Osborne Wilson, entomologista norte americano e biólogo

Educação

Embrapa cria uma cartilha “Três famílias e o fogo – um encontro no Cerrado” onde a comunidade começa a aprender sobre as estratégias com o fogo para combater o próprio fogo, além de outras técnicas para o manejo de áreas. Alunos do quinto ano da Escola Classe 111 Sul foram os primeiros a receber a cartilha durante visita do grupo à Embrapa Cerrados.

 

Calor

Brasília alcançou os 34ºC, sendo o mais alto grau da história da cidade. A umidade parece menor que os 13% apontados pelos ponteiros. Onde estão as cigarras que em setembro chamavam as chuvas?

Charge: Pelicano

Boicote

Para denunciar o preço abusivo cobrado pelos postos de gasolina estão usando também o e-mail  151@procon.df.gov.br . Entende-se que mais de R$4,22 é valor acima do normal. A tecnologia ajuda no boicote aos altos preços.

foto: Rafaela Gonçalves/Esp. CB/D.A Press

Dilma

Espetacular a entrevista da ex-presidenta Dilma dada ao Juca Kfouri. Ela fala muito bem quando está entre 4 paredes. 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

E por falar nisto, doutor, seja contra a eleição para vereadores em Brasília. Mesmo que o senhor se desgaste, seja contra. Estão fazendo horrores, em matéria de política, nas cidades satélites. Parece São João Del Rey na campanha eleitoral. (Publicado em 30/11/1961)

Democracia ética

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Charge do Sinfrônio

 

Em sua prestação de contas, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em novembro de 2018, o então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, informou ter arrecadado R$ 4.377.640,00 dos quais gastou R$ 2.812.442,00. Com isso ficou provado, de forma cabal, que todas e quaisquer despesas efetuadas no passado para esse fim, para todos os cargos eletivos, estavam ou superfaturados ou tiveram, em suas prestações de contas, valores declarados de forma claramente enviesada, seja com a utilização de notas frias ou com outros mecanismos pouco ortodoxos, para dizer o mínimo.

Há também a possibilidade de que, em seus périplos pelo país, muitos candidatos tenham se portado como antigos e nababescos monarcas distribuindo moedas de ouro por onde passavam. Com isso, por exemplo, ao comparar os gastos de campanha da ex-presidente Dilma, em 2010 e 2014, que, segundo Antonio Palocci, custaram respectivamente R$ 600 milhões e R$ 800 milhões, ou R$ 1,4 bilhão no total. A diferença chama a atenção pela disparidade desses valores. O pior é que, em sua prestação de contas, apresentadas à época ao Tribunal Superior Eleitoral, ela havia declarado gastos de R$ 153 milhões em 2010 e R$ 350 milhões em 2014, ou seja, um total de R$ 503 milhões nas duas campanhas.

Para um especialista em aritmética, não há como avaliar e comparar racionalmente esses gastos por suas disparidades ou incongruências, mesmo sabendo que essas despesas foram efetuadas num mesmo país. De qualquer forma, essa diferença de valores, apresentada ao TSE pela ex-presidente, é mais um problema para ela explicar aos tribunais.

O que importa aqui é que ficou comprovado que os gastos de campanha de praticamente todos os candidatos anteriores à presidência da República estão superfaturados ou maldosamente superdimensionados.

Não se sabe que medidas ou providências o TSE passou a adotar diante da evidência de tal disparidade de valores. Mas ainda assim esse não é, pelo menos por enquanto, o ponto central da questão. O problema está justamente centrado agora na pretensão absurda dos parlamentares em aumentar o Fundo Eleitoral para 2020 de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,7 bilhões. Somando-se ao Fundo Partidário, os contribuintes terão que destinar obrigatoriamente R$ 5 bilhões aos partidos com assento no Congresso, tudo isso apenas para as eleições do próximo ano. Lembrando aqui que a maioria desses partidos já possuem estruturas montadas nos estados e contam ainda com verbas generosas repassadas diretamente pelos Legislativos locais e federal para a manutenção dessas representações. Mesmo um eleitor desatento pode constatar com certa facilidade que tanto os partidos políticos como as próprias eleições se transformaram, a olhos vistos, em oportunidades vantajosas e altamente lucrativas. Não surpreende, pois, que toda essa dinheirama acabe ofuscando o essencial que é a democracia verdadeiramente representativa e ética.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“É lícito afirmar que são prósperos os povos cuja legislação se deve aos filósofos.”

Aristóteles, filósofo grego

FOTO: CREATIVE COMMONS

 

 

Motos

É preciso cortar o mal pela raiz. Motos transitam em ciclovias e nos jardins das superquadras como se fosse permitido. Colocam em risco a vida de ciclistas e pedestres. A falta de campanha educativa está fazendo com que o trânsito de Brasília se iguale aos piores lugares do país.

 

 

 

Produção

Deu no Antagonista que Jean Wyllys fará residência na Universidade de Harvard, no departamento de estudos afro-latino-americanos.

Foto: jornaldacidadeonline.com

 

 

Vale ler de novo

Por falar em Harvard, em evento organizado por alunos brasileiros, o general Mourão foi aplaudido mais de 10 vezes na solenidade. A pergunta do professor, cientista político e doutorando, Fernando Bizzarro, foi determinante para o sucesso do vice-presidente: “O senhor não teme que a associação das forças armadas, que são uma instituição permanente do Estado brasileiro, com um governo, que é algo necessariamente temporário, ela pode corroer a legitimidade e a unidade das Forças Armadas? Por que a lição que o general Geisel aprendeu não se aplica ao senhor?”, perguntou o professor. Interessante que parte da plateia aplaudiu o professor efusivamente. Até que veio a resposta: “O Geisel não foi eleito. Eu fui.” Nesse momento todos se levantaram para aplaudir o vice.

 

 

Caráter

Um jornalista se infiltrou como paciente de Heloísa Bolsonaro, psicóloga. A esposa de Eduardo Bolsonaro recebeu, por via eletrônica, o profissional por um mês. Parece que o tiro saiu pela culatra. Os leitores receberam muito mais informações sobre o jornalista do que sobre ela. A questão jurídica que a iniciativa desperta é susceptível a várias frentes.

Print: perfil no Instagram do presidente Jair Messias Bolsonaro

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

E por falar em doutor Jânio, o senhor, que viaja muito, não o encontrou por aí, não? O dr. Oscar Pedroso Horta hipotecou a casa dele em São Paulo, e eu nunca vi dinheiro espichar tanto. (Publicado em 30/11/1961)

Lições do passado

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Foto: ADRIANO MACHADO (REUTERS)

 

Na grande maioria das cartilhas que versam sobre a ciência da administração, consta, de forma muito clara, a recomendação de que o bom gestor, seja ele da área pública ou privada, deve possuir a capacidade de delegar poderes aos seus auxiliares por ele escolhidos, de forma a ter tempo para refletir e decidir sobre questões centrais que requerem bom senso e racionalidade.

Todos aqueles administradores que, por algum motivo, tentaram passar ao largo dessa lição, concentrando todo o poder e as decisões em suas mãos, acabaram enredados numa espécie de labirinto erguido por ele próprio, tornando-se prisioneiro de suas ações. Com isso, quem perde, além dele próprio, são todos aqueles que têm suas vidas dependentes dessas decisões. Outra recomendação passada por essas cartilhas diz respeito ao debate ou brainstorm exaustivo que essas decisões devem sofrer entre o líder e sua equipe, para que desse processo resulte soluções coerentes e exequíveis. Não é por outra razão que ditadores e outros indivíduos com propensões centralizadoras acabam sempre atropelando a mecânica da boa administração, não confiando em ninguém, ou pior, confiando nas pessoas erradas que os induzem a adotar medidas desastrosas.

Num país como o nosso, onde o presidencialismo adquire uma característica quase monárquica e, portanto, centralizadora, onde, ao mesmo tempo, a governabilidade só se efetiva por meio de um presidencialismo de coalizão, do tipo toma-lá-dá-cá, essas contradições e anteposições de vontades ficam realçadas a cada instante e, não raro, geram crises sistêmicas.

Numa situação delicada e instável como essa, diria até radioativa, qualquer colocação fora da balança resulta num abalo da paz entre as instituições. Assim, de susto em susto, avançamos a passos trôpegos. Com um quadro institucional montado precariamente dessa maneira, o pior pode acontecer quando o comando do Executivo passa a ser ocupado por alguém que fala antes de refletir e, pior, dirige suas diatribes a qualquer um que ouse discordar de sua onisciência.

O centralizador é, antes de tudo, um desconfiado. Desconfia da própria sombra. Em alguns casos, chega a ficar paranoico, vendo fantasmas e traidores por detrás de todas as portas. Depois de uma facada e várias cirurgias é até compreensível. Mas essa situação pode ainda ser mais agravada, quando o pequeno núcleo que orbita próximo do centralizador alimenta e envenena sua percepção sobre todo seu entorno. Nesse caso, o que seria um problema de ordem contida apenas na ciência da administração, ultrapassa essa matéria e vai ter na esfera da psicanálise, onde o problema toma uma feição mais próxima de uma patologia de personalidade.

A história está repleta de exemplos em todo o tempo e lugar de situações anormais como essas. A questão aqui é que nenhuma dessas experiências vindas do passado resultaram em algo positivo. Pelo contrário.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A paranoia é a consciência aguda da fragilidade da vida.”

Luiz Felipe Pondé, doutor em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Foto: acim.com

 

 

Auditoria cidadã

Defensora ferrenha da clarificação das iniciativas que tratam da vida do povo brasileiro, Maria Lucia Fattorelli protesta: É imprescindível a rejeição da  PEC  438/2017  e  do  PLP  459/2017,  ou,  no mínimo, a revogação do infame caráter especial dessa PEC e de urgência desse PLP, para que a  complexa  e  danosa  operação  de  que  trata  da  chamada  “Securitização  de  Créditos  Públicos”  seja completamente  conhecida por  todos  os parlamentares que  terão a  responsabilidade  de  votar  tais projetos.

 

 

Continua

A leitora, alerta: “A PEC 438/2018 escancara o privilégio da dívida pública, relaxa a “Regra de Ouro” da Constituição Federal, inclui o esquema da “securitização de créditos públicos” no texto constitucional e prevê até demissão de servidores públicos, entre outros absurdos. Veja o material completo no link: PEC 438/2018 – PAGAMENTO POR FORA DOS CONTROLES ORÇAMENTÁRIOS, MEDIANTE DESVIO DE ARRECADAÇÃO DURANTE O PERCURSO PELA REDE BANCÁRIA, ALÉM DE GERAÇÃO ILEGAL DE DÍVIDA ONEROSÍSSIMA!.

 

 

 

Estiagem

Aparelhos que medem a umidade do ar chegam em até 5% em certas horas do dia e em certos locais da cidade. A situação está perigosa, principalmente para os idosos e crianças. Ari Cunha previa a chuva com sabiás e cigarras, mas nem isso estamos ouvindo e estamos quase na metade de setembro.

Charge: Cazo

 

 

Importante

Dia 6 de outubro é dia de votar no Conselheiro Tutelar da sua região. Depois de uma prova, a documentação é analisada para então o candidato concorrer à eleição. São pessoas que devem ter pelo menos 3 anos de experiência com trabalho diretamente ligado a crianças e adolescentes.

Capa da Cartilha: conselhotutelar.sejus.df.gov

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

A cidade está mudando agora. Estão plantando árvores em todas as quadras, e o verde já dá aspecto melhor à criançada brincando. (Publicado em 30/11/1961)

Jesus foi morto pela mesma cobiça humana encontrada em muitas falsas igrejas

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Charge: williameamigos.blogspot.com

 

Conhecida e famosa em todo o mundo justamente por listar as maiores fortunas individuais do planeta, a revista norte americana Forbes, surpreendeu ao anunciar, em uma de suas edições de maior sucesso, que os mais famosos líderes das igrejas evangélicas do Brasil na atualidade, exibem também, riquezas de fazer inveja a outros bilionários tradicionais espalhados pelo globo. Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, com uma fortuna oficialmente declarada de mais de US$ 950 milhões aparece no topo do ranking, que é seguido por Valdemiro Santiago da Igreja Mundial, com uma fortuna presumida de US$ 220 milhões. Obviamente, supõe, os repórteres, essas quantias podem variar ainda mais, num país, onde as brechas e os mecanismo utilizados pelos bilionários para escapar da fiscalização da Receita e de outros órgãos do Estado são imensas.

Assim como são grandes também as lacunas na legislação quando o assunto é o binômio, lucro e igrejas. De fato, a única realidade que pode ser confirmada com exatidão entre a fortuna desses e de outros líderes religiosos no Brasil é que o mercado da fé está entre os negócios mais rendosos do país.

Não surpreende, pois, que o crescimento no número de igrejas do tipo caça-níqueis tem sido espetacular, assim como as benesses alcançadas por esse novo tipo de elite. Cientes do poder argentários que possuem, esses, auto intitulados pastores, investem, cada vez mais também no poder político, através da criação de uma larga e bem nutrida bancada evangélica, de olho na pavimentação de uma estrada futura que os leve à chefia do Executivo.

Com a eleição agora de Jair Bolsonaro essa estratégia, há muito sonhada, parece ter adquirido maiores chances de êxito. O problema aqui é como conciliar as nuances desse tipo peculiar de fé, com o Estado laico. No Artigo 19 da atual Constituição está claramente expresso: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter, com eles ou seus representantes, relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”. Nada que uma maioria ocasional e bem azeitada no parlamento não possa contornar, acreditam alguns desses novos pretendentes ao comando do País.

Não há como esconder a presença desses novos pretendentes ao poder. No desfile de 7 de Setembro na Esplanada, numa posição de destaque, que antes pertenciam aos ministros de Estado, lá estava o Bispo da Universal. Ao fundo do palanque presidencial aparecia também o bispo da Igreja Sara Nossa Terra, entre outros membros dessas igrejas neopentecostais.

Favorecidos em questões de isenção fiscal, alvarás de funcionamento para seus templos, doações de terrenos, distribuição e concessões de rádios e TVs, bem como financiamento dentro das leis destinadas à cultura e outras benesses do Estado esses tipos de igrejas rendem mais do que uma grande empresa, alvejada por todo o tipo de impostos e taxas. Também aqui no Distrito Federal o lobby dessas igrejas é poderoso.

No final de agosto último o governador Ibaneis assinou o decreto instituindo percentual mínimo de lotes destinados a entidades religiosas, dentro do programa Igreja Legal, concedendo lotes públicos a muitos desses empresários celestes que serão “pagos “através de “moedas sociais”, ou seja, lá o que isso significa.

Por certo, o própria Cristo, conforme mostra parte de sua biografia, não aprovaria o rumo tomado por essas igrejas que comercializam seu nome sem o menor pudor. Estudo recente realizado pelo Biblista e arqueologista italiano Alberto Maggi, frade da Ordem dos Servos de Maria e autor de muitos livros sobre o cristianismo, revelou em seus últimos estudos evidências que mostram que Jesus Cristo morreu justamente por ter apresentado a todos, inclusive aos poderosos dirigentes dos templos judaicos daquela época, um Deus diferente daquele até então mostrado. Segundo Maggi, Cristo foi assassinado por contrariar os interesses da casta sacerdotal no poder, temerosa de perder o domínio do povo e sobretudo, ver desaparecer a riqueza acumulada às custas da cobrança de indulgências das mais variadas e que abarrotavam os cofres desses templos.         Em suma, exploravam a própria fé das pessoas, conforme ainda é feito agora. Para Jesus Cristo, Deus é Pai e nunca pede nada de material a seus filhos. Ao perdoar gratuitamente os pecadores, sem a necessidade de ofertas apenas com a máxima: “perdoais e sereis perdoados” (Lc6,37) Jesus contrariou interesses nada santos, fez crescer o medo entre sacerdotes, escribas, fariseus e saduceus, que através de reunião do Sinédrio, sob o comando de Caifás, decretaram: “Jesus deve ser morto”, assim como todos os seus discípulos, pois, segundo rezam as escrituras:” Se deixarmos que ele continue, todos acreditarão Nele…” (Jo 11,48).

De acordo com esses novos estudos, Caifás condenou Jesus à morte, não por questões de teologia ou temas espirituais, mas por interesses materiais. “Não compreendeis que é de vosso interesse que um só homem morra pelo povo e não pereça a nação toda?” (Jo 11,50). Para Alberto Maggi, Jesus foi morto pela cobiça humana a mesma que torna os homens refratários à ação divina.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A força persuasiva da doutrina não depende da verdade que emana, mas sim dos efeitos que produz. Aqui, nesta faixa de terra, muitas pessoas renasceram.”

Alberto Maggi, estudioso da Bíblia e arqueologista italiano

Foto: ilcittadinodirecanati.it

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Depois da crise, quando o senhor foi embora, e deixou a gente na expectativa de muitos dias, todos nós ficamos com raiva. E quando seus amigos diziam que senhor tinha viajado para “não se desgastar”, a raiva aumentava mais ainda, porque nós estávamos nos desgastando demais, e o senhor é o chefe. (Publicado em 30/11/1961)

Brasil e a busca por independências

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Foto: Pedro Ladeira (Folhapress)

 

Passadas mais de três décadas da promulgação da Constituição, o tempo e as mudanças ocorridas não apenas nas instituições republicanas, mas no próprio seio da população, trariam novos desafios, novos protagonistas e novos paradigmas na longa e árdua caminhada do país rumo à consolidação de sua democracia.

As guinadas políticas e ideológicas experimentadas pelo país, indo de uma extrema esquerda a uma posição clara de direita, em pouco menos de quinze anos, mas do que solavancos no ordenamento jurídico do Estado, produziria um movimento de acomodação em nosso instável terreno político, forçando, com isso, a abertura de brechas que assegurassem legalidade aos novos comandantes do leme do grande transatlântico Brasil.

Indo dos mares de um estatismo quase puro a um liberalismo que se pretende ortodoxo, o país parece ter atravessado de um polo ao outro, em tão curto espaço de tempo, que não teve tempo de despir uma fantasia e já colocar outra por cima, originando uma espécie de boi com asas e nadadeiras.

De fato, não seria de todo extravagante se o Brasil adotasse como animal símbolo o ornitorrinco. Um mamífero, ovíparo, com bico de pato, com cauda similar ao castor e esporões venenosos. Ou seja, é o que não aparenta ser. A chegada de governos de orientação tão díspares mexeu com o ordenamento institucional do país, com cada grupo buscando adequar o Estado ao seu estilo.

Obviamente que a adoção de um sistema que busca erguer novas construções sobre pilares de uma ruína completa não parece apontar para um futuro de estabilidade. Dentro do que foi apresentado no texto anterior, a mudança de governo e a guinada à Oeste do Muro de Berlim vem, a exemplo do que foi feito pelos governos petistas, seguidamente forçando nossas instituições e nosso arcabouço jurídico às adaptações ao novo momento político, mesmo aqueles que todos acreditavam estar a salvo dessas intromissões.

Se anteriormente houve tentativas de garantir armaduras ao governo por meio da lei de regulação das mídias e da imprensa, agora as investidas vêm sendo feitas no sentido de conter investigações incômodas aos três Poderes, quer por meio de projetos como a Lei de Abuso de Autoridade ou outros mecanismos do gênero.

Em que pese a importância do Ministério Público para o pleno funcionamento do Estado Democrático de Direito e que foi, sem dúvida alguma, um dos maiores avanços da Constituição Cidadã de 1988 para a estabilidade de nossa jovem democracia, essa instituição vem sofrendo percalços ao longo desses trinta anos que, em regra, sempre buscaram frear sua atuação sempre que ela se aproxima dos chamados intocáveis da República.

Infelizmente, o que torna essa instituição, como outras do Judiciário, frágeis e mesmo débeis, é o processo de escolha de seus membros pelo Executivo. Com tal modelo fica praticamente impossível que essas importantes lideranças do meio jurídico fiquem totalmente libertas da influência política de seus patrocinadores. Com isso, a cada procurador-geral, a cada ministro do Supremo Tribunal Federal, os reflexos de sua atuação posterior se fazem e é por todos assim percebido, segundo predileções de quem o indicou ou daqueles que o protegem.

Mesmo a necessária sabatina, para a verificação de suas habilidades, obedece às regras distantes e estranhas ao exercício de suas funções. Com isso, a tão pretendida independência do Ministério Público fica também seriamente comprometida. Não é por outro motivo que, agora, importantes procuradores ligados à força-tarefa da Lava Jato pediram renúncia coletiva dessa operação, em reação à medida adotada por Raquel Dodge, que arquivou trechos da delação premiada do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, que citava em seu depoimento os presidentes da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal.

Não é por razão também que a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem não só repudiando o nome indicado para procurador-geral, Augusto Aras, que consideram um retrocesso institucional. Para tanto, estão organizando um protesto para a próxima segunda-feira (9), no que chamam de Dia Nacional de Mobilização e Protesto, contra assa escolha feita fora da lista tríplice.

Até mesmo a explicação dada pelo presidente Bolsonaro para a escolha desse nome foge totalmente ao modelo republicano. Para o chefe do Executivo, o próximo procurador-geral precisa ser “alguém afinado com ele”. Diante de mais essa investida, não há como negar que a independência total do MP fica, senão comprometida, ao menos abalada.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Eu não gosto desse homem. Preciso conhecê-lo melhor.

Abraham Lincoln, 16° presidente dos Estados Unidos.

Foto: whitehouse.gov

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

A Brasília do dr. Jânio Quadros está diferente. O que salvou nossa cidade naquela época, foi o dr. Paulo de Tarso, que gosta muito do Planalto. Não fosse isto, já não haveria mais ninguém aqui. (Publicado em 30/11/1961)

Cristo aponta para a Amazônia

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Foto: paieterno.com

 

Deixada praticamente à própria sorte por séculos, não surpreende que a região Amazônica venha a apresentar agora um conjunto de problemas que, somados, superam qualquer outra questão premente no Brasil atual. Experiências passadas ensinam que se você não ocupar o espaço que lhe cabe, em tempo e hora e de forma incisiva, outro virá ocupar esse vácuo deixado. É exatamente o que parece estar acontecendo hoje com a Amazônia brasileira. Depois de sucessivos governos que tinham apenas uma visão parcial desse problema, excluindo nesse caso os militares, que por razões estratégicas sempre chamaram a atenção para essa vastidão verde sem controle, por onde entravam e saiam, ouro, minerais diversos, madeiras, drogas e armas.

É preciso lembrar que uma presença mais efetiva e eficaz de nossas Forças Armadas nessa região, principalmente ao longo dos milhares de quilômetros de fronteiras, só não foi concretizada devido à falta de interesse de governos passados que praticamente pouco ou nada investiram nesse quesito. Como resultado desse desleixo, o que se observa hoje é que a Amazônia possui tantos problemas como o número de árvores que lá restaram de pé.

Embora a culpa principal recaia sobre o governo federal, por sua capacidade de ação, parte significativa desse problema foi e é de responsabilidade direta dos diversos governadores e políticos dessa região, que sempre lucraram em cima do caos e da desordem que tomou conta daquela parte do país. Agora de nada adianta o governo atual ficar apontando o dedo para todo o lado, buscando culpados e conspiradores em toda parte. Para um presidente que se ajoelhou contrito diante do bispo Macedo da Igreja Universal, uma instituição sabidamente caça níqueis, criminalizar a Igreja católica, acusando-a de inimiga da pátria é um pouco demais.

A preocupação do governo de que o Sínodo da Amazônia vem sendo preparado com propósitos e viés políticos para alardear para a opinião pública mundial a situação caótica da região, pode ter um fundo de verdade, mas deveria contar com o apoio do Planalto, já que essa instituição, ao contrário de muitas outras, está nessa região, desde a chegada de Cabral por essas terras e conhece o problema.

O que o governo deveria fazer, e esse é seu papel, é reunir-se com essas lideranças e também com parte daquelas ONGs, que trabalham com seriedade, aproveitar toda a experiência dessas instituições ao longo dos anos e traçar um projeto de longo prazo, visando proteger essa região e seus povos nativos da pilhagem que hoje é feita interna e externamente à luz do dia e sob o nariz das autoridades inertes.

Em Carta sobre o Sínodo da Amazônia, os religiosos das Igrejas amazônicas falam da preocupação com a “Casa Comum”. “A nossa Igreja, diz o documento, assumiu o compromisso de se “encarnar na simplicidade”, na realidade dos povos e de empenhar-se para que, por meio da ação evangelizadora, se tornasse cada vez mais nítido o rosto de uma igreja amazônica, comprometida com a realidade dos povos e da terra”.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O que estamos fazendo para as florestas do mundo é apenas um reflexo do que estamos fazendo a nós mesmos e uns aos outros.”

Mahatma Gandhi, líder espiritual

Foto: Rühe/ullstein bild/Getty Images

 

 

Vanguarda

Com o total apoio do senador Eduardo Gomes, com a presença do chefe de gabinete da Primeira-Secretaria, Thiago Rodrigues Teixeira, sob o olhar da representante da ONU, Ana Carolina Querino, a diretora-geral do Senado Ilana Trombka e a gestora do órgão responsável pelo Plano, o Núcleo de Coordenação de Ações Socioambientais (NCas), Karin Kässmayer, é lançada mais uma iniciativa inédita em todo o país. O Senado Federal passa a contar com um Plano de Equidade de Gênero e Raça (PEGR), a única instituição pública do Brasil a adotar a prática.

 

 

Na prática

Diversos setores da Casa participaram das discussões com o Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado Federal e traçaram 28 objetivos que serão alcançados através da Comunicação, Educação, Cultura Organizacional, Gestão, e Saúde. A novidade será o monitoramento de setores para acompanhar a evolução e engajamento ao programa.

 

 

Por todos

Durante o lançamento, a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, afirmou que  “o Plano é um instrumento que influencia o Senado internamente, porque é construído coletivamente, a várias mãos, mentes e corações, e do ponto de vista externo pretende ser um exemplo para as organizações públicas”.

 

 

Elogios

Ana Carolina Querino, da ONU, lembrou que o Senado já foi agraciado duas vezes com o selo Pró Equidade, do Governo Federal, e que agora dá um passo decisivo na direção de um ambiente de trabalho exemplar: – Fico muito feliz em saber que existe essa preocupação em consolidar o plano internamente com as temáticas de gênero e raça, para criar um ambiente livre de discriminação, de racismo e que todos os colaboradores possam usufruir de um ambiente de trabalho saudável”. Veja mais sobre o assunto a seguir.

Leia o plano em: PLANO DE EQUIDADE DE GÊNERO E RAÇA

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

E o que aconteceu em Sobradinho poderá se repetir em outras cidades satélites como o Gama, onde uma onda de politiqueiros vive insuflando o povo, para usar, nas entrelinhas, os pedidos de votos. (Publicado em 29/11/1961)