O cadáver insepulto da República

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Charge do Elvis

Se for perguntado a todo e qualquer cidadão brasileiro que destino deveria ser dado aos R$ 2,2 trilhões arrecadados até o momento, pelo governo federal na forma de impostos e outros tributos, com certeza, a unanimidade das opiniões seria no sentido de que essa montanha de dinheiro imposta a cada cidadão brasileiro, voluntário ou não, deveria ser investida diretamente em saúde, educação, segurança, moradias, transportes, infraestrutura, geração de empregos e outras benfeitorias necessárias e urgentes para a população.

Absolutamente ninguém iria, sequer, mencionar que uma parte dessa fortuna fosse utilizada, pelo próprio governo, para divulgar suas ações, por melhores e mais importantes que fossem. Da mesma forma, ninguém iria desejar que se utilizassem esses recursos para bancar cartões corporativos ou para pagar altos salários, custeando mordomias inaceitáveis para um alto salário tais como: auxílio moradia, verba para passagens ou mesmo carro oficial. Não faz o menor sentido os contribuintes bancarem toda essa regalia para os salários mais distantes da realidade brasileira.

O que os cidadãos almejam, desde sempre, é que o dinheiro, que é dele, seja revertido em seu benefício, sem subterfúgios, sem intermediações e obviamente sem desvios. Caso esse anseio da população seja concretizado, num país com uma das maiores cargas tributárias do planeta, o retorno em serviços públicos colocaria o Brasil no topo das nações com os melhores indicadores de desenvolvimento humano do mundo.

Obviamente que essa é ainda uma realidade distante, quase utópica e talvez até romântica. De fato, a população paga, e muito, por aquilo que não tem e não chega ao seu alcance. Tratasse o Código do Consumidor sobre o serviço público, nossos administradores não sairiam dos tribunais. Pudesse ainda, o mesmo Código, ser aplicado contra o governo por não entregar ao cidadão o que é prometido nas propagandas oficiais e até mesmo assegurado pela própria Constituição, nossos administradores se veriam em sérios problemas com a lei.

 

A frase que foi pronunciada:

“Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana.”

Teilhard de Chardin

 

Felicidades

Na quarta-feira dona Marina Costa Frechiani comemora 102 anos. Pioneira, forte, inteligente, e absolutamente lúcida prefere viver com ótimo humor e vendo o lado positivo de tudo. Toda a família, em Brasília desde a construção da cidade, está em festa. Mais parentes chegarão do Espírito Santo. Tataravó, dona Marina chegou a essa idade com apenas uma restrição alimentar: o açúcar. Mesmo assim, a doçura é o que todos dizem quando falam nela.

 

Notícia boa

Rio de Janeiro inaugura o primeiro laboratório do país para experimentação tecnológica. Desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil, Fashion Lab abre suas portas como um espaço aberto e colaborativo para a realização de experimentos que utilizem tecnologias inovadoras destinadas à indústria da moda. A ideia é que o Fashion Lab seja utilizado por todos os elos da cadeia têxtil e de confecção. As grandes atrações serão as impressoras 3D e 4D multimateriais, cortadora a laser, cortadora de vinil, fresadora de alta precisão, máquina de costura de ultrassom, plotter da Audaces; além de outros recursos para planejar, desenvolver, construir e validar novos projetos e produtos.

Foto: senaicetiqt.com

Férias

Se você sempre sonhou em aprender um idioma e nunca teve oportunidade, a Casa do Ceará criou o curso intensivo de férias para iniciantes com aulas absolutamente gratuitas de italiano, francês ou espanhol. Aulas de 2ª a 5ª, a partir do dia 7 de janeiro. Mais informações pelo telefone: 3347-0560.

Foto: casadoceara.org.br

Essa não!

Assustado com a irmã que passava mal, o rapaz foi ao posto de saúde do Lago Norte saber se havia atendimento de emergência. Dor de estômago, diarreia e vômito. A resposta da primeira profissional que o atendeu foi: leva um sorinho que ela vai melhorar. Deve ser psicológico.

Charge do Cazo

Doença

Corre pelas redes sociais que há cada vez mais casos registrados da doença Gnatostomiase. Com a popularização de pratos crus a doença geralmente é resultado do consumo de carne crua de peixes de água doce. Atinge vários órgãos, entre eles a pele, manifestando-se frequentemente como lesão subcutânea migratória.

Foto: pescamadora.com.br

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

A estação   de   tratamento   de   esgotos   ainda   não   está   funcionando.   Há   muita discussão em torno das três soluções para os esgotos de Brasília. Precisa, entretanto, que alguém enfrente o problema, e tire a solução das salas de reuniões, e passe-as para a realidade. (Publicado em 07.11.1961)

O barato que sai caro. Carta de um concurseiro.

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    Cara Circe Cunha, espero poder contar com o seu espaço para trazer a voz de milhares de concurseiros à sua coluna no Correio Braziliense. Brasília é a capital dos concursos e estamos totalmente desamparados. No dia 02 de outubro de 2018, foi publicado o edital nº 01 do concurso público para provimento de vagas em cargos de nível superior da Advocacia Geral da União (AGU), abrangendo os cargos de Administrador, Analista Técnico-Administrativo, Arquivista, Bibliotecário, Contador, Técnico em Assuntos Educacionais e Técnico em Comunicação Social. A banca responsável pelo certame foi IDECAN e as provas estavam marcadas para o dia 09 de dezembro. Concurseiros de todo o Brasil, aguardavam desde 2014, por uma nova oportunidade de ingressar em um órgão tão significativo do Poder Executivo.

   Vida de concurseiro, pelo menos aqui em Brasília, todos sabem como é: gastos com cursinhos preparatórios, aulões e livros; abstenção de momentos em família e entre amigos; em média 8 a 12 horas de estudos por dia, de domingo a domingo, forma sistematizada entre os estudantes; um sacrifício maior ainda por parte daqueles que precisam conciliar os estudos com o trabalho, esposa e filhos, como é o meu caso. A rotina que já é cultura em nossa cidade. Além dos conteúdos básicos e específicos para cada prova, é essencial um bom conhecimento da banca, da sua tradição. O IDECAN, uma banca até então sem relevância nacional, especialista apenas em concursos pequenos de prefeituras,  lançou-se por baixo custo a grandes editais.

   Em Brasília, o IDECAN venceu a licitação para realizar o concurso do CBMDF por um valor de R$ 2.012.900 reais. Resultado: no dia da prova do cargo: qbmg02 os candidatos não receberam o cartão de respostas com os nomes corretos e deveriam, a pedido da banca, riscar à caneta o nome diferente da sua identidade que estava impresso no cartão de respostas e escrever o próprio nome por cima, ato que por si só seria suficiente para anular a integridade do Concurso. Na prova de oficiais o despreparo da banca foi ainda mais escandaloso. O que seria uma simples tarefa não foi executada. O IDECAN foi incapaz de entregar a folha de redação para todos os candidatos. A instrução a seguir foi a  de escrever a redação, em uma folha A4 em branco,  e colocar todos os dados pessoais. Um verdadeiro absurdo. Final da novela. As provas foram anuladas a pedido do Ministério Público do Distrito Federal que recomendou sob alegação de “inconsistência relativa à ausência de folhas de respostas da prova discursiva”. Depois disso pelo baixo preço cobrado, a PMDF havia escolhido o IDECAN para a realização do certame da corporação, entretanto, com sensatez, diante do circo de horrores, decidiu por desclassificá-la e contratar o segundo colocado.

   Pois bem. Não é novidade para ninguém que o concurso da Advocacia Geral da União também foi marcado por diversos problemas, a começar pelo cancelamento das provas aplicadas no período matutino e para o cargo de Técnico em Comunicação Social . O motivo teria sido uma falha na logística que causou o atraso e até mesmo a não entrega dos cadernos de provas em quatro cidades: Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA). Como um dos candidatos ao concurso, cheguei ao local de provas com mais de uma hora de antecedência, verifiquei se o meu nome constava na lista fixada no lado de fora da universidade e aguardei a abertura dos portões.

   Às 8 horas liberaram a entrada e, aparentemente, tudo corria bem. Até que me deparei com a primeira questão: Por que não passamos por detectores de metais ao entrarmos nas salas? Geralmente, é o que acontece, como podem atestar quem tem experiência com bancas mais competentes. Sendo assim, qualquer candidato mal intencionado poderia entrar com qualquer artifício que facilitasse uma possível fraude e permanecer até o final das provas, sem que ninguém percebesse.

   A segunda questão diz respeito ao despreparo dos fiscais de prova. Na minha sala, a orientação quanto aos horários foi passada de forma incorreta e, como é proibido o uso de relógios e qualquer tipo de eletrônico durante a realização das provas, dependemos dos fiscais para estimar o nosso tempo. Mesmo com essas falhas, quem estava ali não imaginava  o que  estava por vir.

 O concurso com provimento de vagas em cargos de nível superior da Advocacia Geral da União (AGU), abrangendo os cargos de Administrador, Analista Técnico-Administrativo, Arquivista, Bibliotecário, Contador, Técnico em Assuntos Educacionais e Técnico em Comunicação Social teve as provas encerradas às 13h 30min e as próximas iniciariam às 15h. Como deveria estar presente às 14h, almocei no carro com a família e voltei à universidade para a segunda etapa.

   As falhas ocorridas no período da manhã se repetiram. Além disso, em outras salas, problemas muito piores ocorreram. Em um dos pacotes de cadernos de provas para o cargo de Analista Técnico-Administrativo havia uma abertura de cerca de 15 centímetros, e um dos cadernos, de cor azul, que estava dentro do pacote, apresentava indícios de que havia sido manuseado, segundo o candidato que se recusou a fazer a prova e abriu um boletim de ocorrência na Delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo ele, todos os demais candidatos que presenciaram a cena testemunharam uma possível fraude no concurso. Acesso à reportagem CLIQUE AQUI   Como se não bastasse, em outras salas, ficais autorizaram candidatos a folhear os cadernos de prova antes do horário de início. Houve também candidato passando a prova à lápis sem ser repreendido por nenhum fiscal. Um candidato com nanismo, que solicitou atendimento especial no ato da inscrição do concurso, não teve, sequer, uma cadeira adaptada; uma situação totalmente constrangedora e desrespeitosa. A cadeira em que sentei estava grande para mim, imagino a dificuldade que deve ter sido para ele. É de praxe também que todas as provas iniciem e terminem no mesmo horário, por medidas de segurança. Isso não ocorreu no período vespertino, com uma diferença de tempo que beirou 20 minutos.

   Por fim, na sexta-feira que antecedeu o concurso, os candidatos receberam uma retificação do edital. Uma das alterações dizia respeito a entrega da prova discursiva: “O candidato, ao término da realização da prova discursiva, deverá, obrigatoriamente, devolver a folha de textos definitivos, sendo obrigatória a retirada da folha de identificação anexa, pelo fiscal de sala.” Ao entregar a minha prova, questionei à fiscal sobre a retirada da folha de identificação da minha redação e obtive a resposta de que isso seria feito depois. Observei que o mesmo aconteceu com os outros candidatos da minha sala.

   Ontem a banca IDECAN emitiu uma nota confirmando a reaplicação das provas que ocorreram no período matutino – cargos de Administrador, Contador, Arquivista e Técnico em Assuntos Educacionais – e para o cargo de Técnico em Comunicação Social, que ocorreu no período vespertino, para o dia 27 de janeiro de 2019. Afirmou também, na mesma nota, que “as provas para os cargos de Analista Técnico-Administrativo e Bibliotecário não precisarão ser reaplicadas.” Um prejuízo gigantesco para todos aqueles que se prepararam para esse concurso e, principalmente, para aqueles que se deslocaram de outros estados para a realização das provas. Resta saber se, no dia 27 de janeiro, a banca já terá uma cadeira adaptada para o candidato com nanismo e se respeitará tantas outras solicitações de atendimento especial.

   O que mais causa indignação entre os candidatos é o fato de um órgão tão respeitado quanto à AGU contratar uma banca como a IDECAN (que se intitula como um Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistência Nacional), visto o seu histórico “peculiar” em realização de certames. As perguntas que ecoam entre os estudantes participantes desse concurso são: A realização do último concurso do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal não foi suficiente para atestar a incompetência da banca? Vale à pena escolher um instituto  que apresenta um baixo valor para ganhar dos concorrentes enquanto os estudantes pagam um alto preço pela incapacidade da banca? Fica a reflexão.

A frase que foi pronunciada:

Se você quer ser bem-sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo.

 Ayrton Senna , que não teve oportunidade de conhecer o IDECAN

IBAMA

   Superintendentes do IBAMA no Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia enviaram uma carta oficial ao presidente eleito Jair Bolsonaro denunciando aparelhamento no órgão e empecilhos para o cumprimento de fiscalizações ambientais. Um destaque interessante é sobre o Decreto de Temer que converteu multas em serviços de preservação ambiental. Diz a carta que “após um ano da publicação do decreto, o IBAMA ainda não estabeleceu em regulamento próprio as regras para julgamento dos pedidos de conversão em multa, provocando uma desconfiança ou descontentamento generalizado, levando ao descrédito do estado brasileiro.” Em outro trecho, criticando o loteamento de cargos pelo PT, PSOL, MDB e PCdoB, eles dizem: “a maior autoridade em instrução processual do IBAMA em Brasília é um dos maiores advogados do MST” e mais. O documento afirma que pessoas desses partidos foram identificadas com nome, CPF , SIAPE, cargos, filiação partidária e os papéis que desempenham contra o Estado brasileiro. Acesso à carta CLIQUE AQUI.

 

 

Natal Solidário

   O restaurante Carpe Diem (104 Sul), em parceria com o grupo Setec, está arrecadando brinquedos novos e usados, em boas condições, que serão doados à Creche Fale. A instituição, localizada no Recanto das Emas, cuida de centenas de crianças portadoras do vírus HIV. Os objetos podem ser entregues nos pontos de coleta: Carpe Diem (104 Sul), The Room Bar e lavanderia Acqua Flash, até o dia 21 de dezembro.

Cartaz: facebook.com/CarpeDiemBSB

Outro lado

   Em sua coluna de 12/12, há uma nota sob o título É Natal. Esclarecemos que não é papel do Sindivarejista a formação de mão de obra para o comércio de entrequadras e shoppings. Fundado há 48 anos, o Sindivarejista reúne hoje 35 mil lojas.  Cabe a cada uma delas decidir sobre as formas e metodologia de atendimento envolvendo empregados e consumidores. O sindicato defende o bom atendimento como forma de fidelizar clientes e dinamizar o comércio. Por derradeiro, com todo o respeito, discordamos da coluna quando ela afirma que, no quesito atendimento de lojas, “Brasília é um desastre”. A generalização é um equívoco que pode ser corrigido. A perspectiva é do amigo Kleber Sampaio, assessor de imprensa do Sindivarejista.

Escândalo

   Segundo ambientalistas que trabalham em áreas remotas e em condições de risco de morte, existe hoje um incentivo velado ao desmatamento para a extração de madeira a baixo custo.

Arte e Cultura

   O Google Arts & Culture, disponível em site e aplicativo (iOS e  Android), tem parceria com mais de 1800 instituições culturais de 70 países, que disponibilizam seus trabalhos ao alcance global. São mais de 6 milhões de fotos, vídeos, manuscritos e outros documentos de arte, cultura e história, representados por mais de 7.000 exposições digitais em toda a plataforma.  O passeio no Museu Nacional CLIQUE AQUI.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

            As cidades satélites estão sem transportes, e sem abastecimento do governo. Os moradores ficam expostos aos exploradores particulares.(Publicado em 07.11.1961)

Curupiras é o que somos

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Charge do Cazo

Claude Lévi-Strauss, nascido há exatos 110 anos na Bélgica, embora fosse formado em Direito, Filosofia e Letras, foi com a disciplina de Antropologia que alcançou fama e prestígio mundial. Esteve no Brasil entre os anos 1935 e 1938, onde ajudou a fundar a Universidade de São (USP) e onde ministrou aulas na área de Etnografia, oportunidade em que conheceu e estudou, de perto, algumas tribos do Mato Grosso e da Amazônia.

Apesar do extenso material que produziu ao longo dos seus mais de cem anos vividos, no Brasil esse pesquisador ficou mais conhecido por uma frase a ele atribuída, em que aparentemente sentenciou: “O Brasil é o único lugar que passou da barbárie à decadência sem conhecer a civilização.” De lá para cá, a frase em forma de predição, vem se confirmando com uma constância cada vez mais maior. Cuidamos, com zelo, de começar pelo final, como quem inicia a construção de uma casa pelo telhado, desprezando a importância estrutural do alicerce. São inúmeros os casos que exemplificam esse nosso modo muito sui generis de agir.

Na discussão atual das propostas que visam estabelecer uma chamada Escola Sem Partido, debate-se tudo, da doutrinação de alunos até as questões de gênero, tão cara aos partidos de esquerda, apenas por uma questão estratégica de atrair simpatias, já que nos regimes onde vigoraram esse matiz ideológico, qualquer desvio de conduta sexual era punido com a morte.

Levamos adiante temas com essa complexidade e sutilezas e não nos damos conta que muitas de nossas escolas espalhadas pelo interior do país sequer possuem telhado, ou carteiras escolares. Indagar alunos, que em alguns lugares andam quilômetros descalços para assistir aulas, com o estômago vazio, o que eles acham dessas propostas, chega a ser surreal. Do mesmo modo, quando se vêm casos de feminicídios e de abusos sexuais ou de agressões físicas violentas praticadas a cada minuto contra mulheres de todas as idades nesse país, com os agressores recebendo penas ridículas ou mesmo sendo liberados pela justiça, vemos que ainda temos muito que evoluir.

Por outro lado, o Legislativo aprova leis que aumentam para até quatro anos de detenção para os agressores de animais. Pune-se quem arranca a casca de uma planta medicinal para fazer remédio e nada acontece com quem arranca uma floresta inteira e aterra rios para plantar milho para galinhas. Prendem-se traficantes de animais, mas não traficantes de pessoas e de órgãos. Proíbe-se menores de trabalhar, mas faz-se vista grossa para aqueles que estão soltos nas ruas se prostituindo, usando drogas ou cometendo delitos.

Com isso, andamos com os pés virados para trás, como o Curupira, ou com os pés enviesados como o ex-presidente Jânio Quadros, preocupado com o uso de biquínis e de maiôs nas praias, enquanto as tropas militares já estavam na soleira de sua porta.

 

A frase que foi pronunciada:

“Mocidade vaidosa não chegará jamais à virilidade útil. Onde os meninos camparem de doutores, os doutores não passarão de meninos. A mais formosa das idades ninguém porá em dúvida que seja a dos moços: todas as graças a enfloram e coroam. Mas de todas se despiu, em sendo presunçosa”.

(Palavras à Juventude)

Rui Barbosa

 

Natal Solidário

O Restaurante Carpe Diem (104 Sul), em parceria com o grupo Setec, está arrecadando brinquedos novos e usados, em boas condições, que serão doados à Creche Fale. A instituição, localizada no Recanto das Emas, cuida de centenas de crianças portadoras do vírus HIV. Os objetos podem ser entregues nos pontos de coleta: Carpe Diem (104 Sul), The Room Bar e Lavanderia Acqua Flash, até o dia 21 de dezembro.

Cartaz: facebook.com/CarpeDiemBSB

Outro lado

“Em sua coluna de 12/12, há uma nota sob o título. É Natal. Esclarecemos que não é papel do Sindivarejista a formação de mão de obra para o comércio de entrequadras e shoppings. Fundado há 48 anos, o Sindivarejista reúne hoje 35 mil lojas. Cabe a cada uma delas decidir sobre as formas e metodologia de atendimento envolvendo empregados e consumidores. O sindicato defende o bom atendimento como forma de fidelizar clientes e dinamizar o comércio. Por derradeiro, com todo o respeito, discordamos da coluna quando ela afirma que, no quesito atendimento de lojas, “Brasília é um desastre””. A generalização é um equívoco que pode ser corrigido. A perspectiva é do amigo Kleber Sampaio, assessor de imprensa do Sindivarejista.

 

Escândalo

Segundo ambientalistas que trabalham em áreas remotas e em condições de risco de morte, existe hoje um incentivo velado ao desmatamento para a extração de madeira a baixo custo.

Charge do Amâncio

Arte e Cultura

O Google Arts & Culture, disponível em site e aplicativo (iOS e Android), tem parceria com mais de 1800 instituições culturais de 70 países, que disponibilizam seus trabalhos ao alcance global. São mais de 6 milhões de fotos, vídeos, manuscritos e outros documentos de arte, cultura e história, representados por mais de 7.000 exposições digitais em toda a plataforma. Veja um passeio no Museu Nacional, no blog do Ari Cunha.

Link de acesso: https://artsandculture.google.com/

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

A iniciativa privada está tremendamente prejudicada em Brasília. Precisa do prestígio pessoal do novo prefeito, para que o Congresso aprove mensagem presidencial que está na câmara, isentando do imposto de renda, construções para fins de aluguel. (Publicado em 07.11.1961)

Problemas de uma cidade quase idosa

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Foto: Letícia Carvalho/G1

Um tema que, no mínimo, poderá, doravante, regular toda a vida urbana da capital do país com reflexos óbvios no futuro da cidade e de seus habitantes. Dessa vez, coube aos deputados distritais, em fim de mandato, dar uma espécie de grand finale político e relâmpago à essa questão que já se arrasta por longos nove anos. Com a aprovação da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) pela Câmara Legislativa, mais um capítulo na conturbada história envolvendo as terras do Distrito Federal é escrito.

O fator que explica os muitos anos decorridos entre a apresentação dessa proposta e sua aprovação é que, desde que surgiu há exatos 9 anos, a Luos jamais conseguiu reunir num mesmo documento os reais anseios da população de Brasília. Urbanistas, arquitetos e outros técnicos que entendem da dinâmica de uma cidade têm um pensamento distante do que sempre pretenderam os políticos, os grileiros, os empreendedores e demais empresários ligados ao milionário mercado da especulação imobiliária que se criou por essas bandas com a maioridade política da capital.

Com isso, o futuro da cidade, mais uma vez, fica em suspenso, à mercê agora dos humores do mercado e dos múltiplos interesses que se escondem por detrás dessa medida. Um fato que demonstra bem essa dicotomia entre o que querem os brasilienses e o que pretendem os que apoiam esse documento foi dado pelas manifestações contra e a favor da aprovação dessa proposta.

Por um lado, e como fizeram desde o princípio, estão as mais de duas dezenas de Entidades da Sociedade Civil do Distrito Federal que, em Carta Aberta ao GDF, se uniram para lançar um manifesto chamando a atenção para os graves problemas que ameaçam o futuro da capital e que vai, pouco a pouco, minando a qualidade de vida de todos. A Luos, na opinião dessas entidades que congrega professores de arquitetura e urbanismo, técnicos em meio ambiente, em gestão pública e outras especialidades, foca seu intento nas áreas passíveis de alterações e alienações, principalmente nos mais de 365 mil terrenos do Distrito Federal onde poderão ser erguidos novos empreendimentos.

Com isso, deixa de lado aspectos fundamentais como o inchaço da cidade, a crise de abastecimento, o aumento da criminalidade, dos engarrafamentos, a questão da destruição das áreas de preservação da capital e outros aspectos importante na vida das metrópoles.

Para essas entidades, há questões a serem resolvidas nas áreas com deficiência nas políticas públicas, na ineficiência na gestão hídrica, na falta de visão integrada do DF, na perda de áreas rurais, na ineficiência da mobilidade urbana, na falta de rotina de restauração conservação e manutenção do patrimônio cultural, na falta de um plano diretor de arborização urbana e plano distrital de adaptação às mudanças climáticas, entre outros assuntos de suma importância.

Contudo há aqueles que se dizem satisfeitos, além dos distritais, com a aprovação da Luos como é o caso do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), da Associação Brasiliense dos Construtores (Asbraco), da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), além dos grileiros e de todos que têm se beneficiado com a transformação de terras em capital político e econômico.

 

A frase que foi pronunciada:

“Nada mais fácil do que fazer planejamento de um país sem incluir gente.”

Jaime Lerner – Política

Charge do Junião

Estudar

CESAS, da 602 Sul, é um colégio público da capital do país que não tem número suficiente de alunos matriculados para 2019. Jovens e adultos que queiram completar o ensino médio e fundamental terão também a oportunidade de participar de cursos profissionalizantes. Telefone para contato: 3901-7592.

 

Casa do Ceará

Por falar em cursos, a Casa do Ceará começará as férias com animação total. Vários cursos à disposição da comunidade. Cabeleireiro, corte e costura, manicure, culinária, depilação, bordado em pedraria, yoga e pintura em tela. Ligue para: 3533-3800.

Foto: casadoceara.org.br

Novidade

Certidão eleitoral, diversas consultas, processos, variedade de nada consta… aos poucos a internet vai ocupando o lugar de burocratas. Vale ver, no blog do Ari Cunha, Gabriel Senra no TedMauá trazendo o assunto à tona.

Fotovoltaica

É dever dos líderes públicos atender aos anseios da sociedade brasileira. O crescimento sustentável do Brasil será potencializado pelo uso da energia solar fotovoltaica como política pública estratégica para o desenvolvimento econômico, social e ambiental, contribuindo para diversificar a matriz elétrica, gerando milhares de empregos, reduzindo a queima de combustíveis fósseis, ampliando a liberdade do consumidor, estimulando a cadeia produtiva, reduzindo perdas e trazendo economia para os cidadãos, as empresas e os governos. A opinião é de Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR)

Foto: youtube.com/MundoEnergy

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Parece que o ideal seria reaver esses lotes, para que a Caixa Econômica não faça especulação, e vendê-los aos industriais que não têm onde colocar seus funcionários, e aos funcionários da prefeitura que comprovarem não possuir outro terreno em Brasília. (Publicado em 07.11.1961)

Diagnósticos de uma medicina mecanizada

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Foto: opiniaoenoticia.com.br

Não é de hoje que médicos e especialistas em exames laboratoriais e de imagens alertam para os perigos causados aos próprios pacientes pelo excesso e banalização desses procedimentos. Por falta de uma regulação mais precisa pelos órgãos de vigilância de saúde, o Brasil se tornou campeão mundial em exames de imagens e exames laboratoriais. Com isso, muitos pacientes são submetidos a uma bateria de procedimentos clínicos, muitos deles, absolutamente desnecessários e inócuos do ponto de vista do diagnóstico.

Por trás de tantos pedidos de exames está o mercado da medicina, representado pelos laboratórios e pelas clínicas, pelos hospitais, planos de saúde e por muitos médicos ligados a esses esquemas bilionários que encontraram em nosso país um paraíso e uma mina de ouro para essas rotinas duvidosas.

Nos últimos, anos um fator muito específico, e de ordem estrutural, vem contribuindo não só para esses números exagerados de exames que são solicitados aos pacientes, como também para o aumento de casos de erros médicos. Trata-se obviamente da má formação dos médicos, principalmente daqueles oriundos das inúmeras faculdades que foram criadas em todo o país nos anos mais recentes.

A mercantilização da medicina, representada pela ganância das clínicas de exames laboratoriais e de imagens, dos planos de saúde, dos hospitais particulares, aliadas à má formação profissional de uma imensa geração de novos médicos, oriundos de escolas sem qualidade atestada, resultaram nesse descalabro que faz com que, no Brasil, o número de pedidos de exames médicos sejam o triplo dos requeridos em países como França, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido.

Para se ter uma ideia, enquanto que naqueles países a média anual de exames como a ressonância magnética representava, em 2016, 52 pedidos para cada mil habitantes, aqui esse número chega a mais de 149 para cada grupo de mil brasileiros. De fato, muita gente já pode perceber, durante as curtíssimas consultas médicas que, cada vez mais, esses profissionais, por insegurança e pela deficiência de formação, já não conhecem os segredos e a importância da etiologia, ou seja, o estudo das causas e origem de uma doença.

Na raiz do problema está o fato de que muitos médicos já não conversam e muito menos ouvem seus pacientes. Há casos, inclusive, de profissionais que, sequer, olham nos olhos de seus pacientes, permanecendo, durante toda a consulta de cabeça baixa, fazendo anotações. Muitos desses profissionais apoiam seu trabalho de diagnose exclusivamente com base nos resultados mostrados pela pilha de exames pedidos. Com isso, a relação médico/paciente, fundamental para a boa prática da medicina, desaparece e passa a ser substituída pelo o que dizem os números e as imagens.

 

A frase que foi pronunciada:

“A medicina é minha fiel esposa e a literatura é minha amante; quando me canso de uma, passo a noite com a outra.”

Anton Tchekhov

 

Guardians

Foi em São Francisco que Topher White criou os Guardians. Celulares velhos recolhidos e transformados em monitores para proteger a floresta amazônica. Com placas solares que os mantém ligados, os aparelhos espalhados distinguem o som de uma serra, que é captado pelo controle, alertando a equipe sobre a presença de máquinas. A comunidade indígena de Tembé recebeu a novidade de braços abertos.

SolidariedArte

Realizado pelo Grupo Cultural Azulim, o Rap Christmas vai reunir no sábado, dia 22, a partir das 14h, no Ginásio de Sobradinho I, os principais grupos que fazem história no movimento hip-hop do DF. A entrada é um quilo de alimento não perecível (exceto sal). O evento é livre para todos os públicos. Segundo IIranildo Gonçalves Moreira, o evento “promete ser uma grande celebração, pois pretende reunir a primeira formação dos grupos e, de quebra, encerrar com chave de ouro a Campanha Nacional do Natal Sem Fome na sua 27° edição”, explica.

Cartaz: facebook.com/GrupoCulturalAzulim

É Natal

Seria interessante se o Sindivarejista capacitasse os vendedores do DF. Como tratar um idoso, prestar atenção no que diz o cliente, não discutir sobre folgas na frente dos clientes, não mastigar enquanto atende, ser respeitoso sem ser pegajoso, dar preferência a quem está presente e não ao telefone, considerar que organizar a loja não é prioridade quando se tem um cliente querendo comprar. Comportamentos simples que fazem a diferença no atendimento. Brasília é um verdadeiro desastre nesse quesito.

Capa: facebook.com/Sindivarejista

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O comércio da W-3 da Asa Norte está vivendo momentos difíceis. O dr. Jânio mandou dar uns lotes residenciais à Caixa Econômica e outras autarquias. Resultado, ninguém construiu residências, e não há, portanto, compradores para as casas comerciais. (Publicado em 07.11.1961)

Quando os alunos superam os professores

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Charge do Frank

De Norte a Sul do país, o que a população assiste abismada é a progressão do crime organizado com a escalada de delitos de toda a ordem, numa clara demonstração de que esse tipo de banditismo, as funções de cada um, assim como as ações perpetradas, obedecem já a um rigoroso esquema de táticas de guerrilha urbana.

Para os estudiosos desse fenômeno, a origem das organizações criminosas se deu ainda nos anos setenta, quando do encarceramento de bandidos e de membros da guerrilha de esquerda em celas comuns. Dessa convivência, forçada atrás das grades, os criminosos aprenderam, dos presos políticos, noções básicas de guerrilha e de organização e de métodos de grupos para melhor eficácia das ações.

Com esses chamados “subversivos”, os bandidos passaram a aprender as primeiras noções de organização, hierarquia, comando, táticas, transmissão de ordens codificadas, assaltos a bancos com uso de explosivos, assassinatos espetaculosos de altos membros da segurança pública, atentados contra policiais e delegacias, incêndios a coletivos com a intenção de levar pânico e medo à população, entre outras ações.

Com esses presos por crimes políticos, a maioria oriunda das classes médias e altas, com boa formação escolar – sendo que alguns receberam treinamento específico de táticas de guerrilha – os bandidos compreenderam a importância de fortalecimento econômico do grupo através da constituição de um caixa único com o dinheiro proveniente de crimes, bem como a necessidade de aplicá-los no mercado financeiro, além de uma infinidade de outras estratégias visando o crescimento e a sobrevida dessas organizações. E foi o que efetivamente tem sido feito desde então. Logo surgiram, nas duas maiores metrópoles do país, esses grupos de criminosos, que num primeiro momento, agiam, basicamente, nos limites de suas regiões. Com o advento da era da informática, também esses grupos foram beneficiados com a expansão de seus negócios. O contrabando, o tráfico de armas e de drogas levou ainda esses foras da lei a interagir para além das fronteiras do país, formando verdadeiros cartéis do crime organizado, com a divisão dos trabalhos e das funções, assim como a criação e demarcação de territórios para a atuação de cada facção.

O fato é que, desde o retorno da democracia ao país e principalmente nas duas últimas décadas, os diversos governos, tanto federal, como nos estados, não deram a devida importância à formação dessas facções. Somente com os episódios mais recentes em São Paulo e no Espírito Santo, quando esses grupos conseguiram paralisar por completo essas metrópoles, impondo o medo não apenas a população em geral, mas às próprias autoridades, é que o país acordou, de vez, para esse pesadelo.

O mais preocupante agora é que, dado o nível de organização empresarial e técnico alcançado por esses criminosos, nem mesmo com parte de suas lideranças, colocadas em presídios, ditos de alta segurança, o fluxo de comando entre eles foi cessado, pelo contrário, vem crescendo e assustando todos os brasileiros.

O poderio alcançado por essas facções atingiu tamanha proporção que hoje é consenso que o crime organizado se tornou um problema de segurança nacional que pode, inclusive, levar à desestabilização do país. Dessa forma, torna-se imperioso reconhecer que os antigos alunos dos presos políticos, superaram, em muito, seus professores e hoje dão aula de como amedrontar uma nação inteira.

 

A frase que foi pronunciada:

“Um tempo atrás, quando se falava em crime no Brasil, se preocupava com PC Farias. Hoje nos preocupamos com o que o PCC farás.”

Danilo Gentili

Foto: facebook.com/Danilo.Gentili.Oficial

Visto

Mais uma vez o IDECAN, a mais incompetente banca de concursos do país, mostra a que veio. Depois de anular as provas dos Bombeiros, uma delas por que esqueceram as folhas de redação, agora anuncia que o concurso da AGU será anulado porque cadernos de exames não chegaram em algumas partes do país. Milhares de pessoas prejudicadas. Isso é um abuso, um caso clássico de dano moral. Não para a Justiça, que deixa claro não julgar mérito. Pelo desastre de outros processos seletivos, esse Instituto deveria ter todos os direitos cassados.

Foto: Advocacia Geral da União – GNews — Foto: Reprodução GloboNews

Lido

Current Biology é uma respeitada revista científica que abrange todas as áreas da biologia, uma delas a genética. Um grupo de cientistas conseguiu fazer uma análise genética do papagaio comparada com outras aves longevas e identificou vários genes com evidência de pressão seletiva, sugerindo a importância para a longevidade e para a cognição. Este trabalho é produto de uma colaboração de vários laboratórios do Brasil, financiados como uma rede de genômica pelo CNPq-MCT, como parte da rede SISBIO de estudos da biodiversidade, além de alguns laboratórios norte-americanos. Além do alcance científico da pesquisa, a equipe que trabalha nesse projeto comemora o fato de que uma revista científica de impacto internacional, como a Current Biology, venha a publicar sobre uma pesquisa financiada originariamente por uma agência brasileira. A novidade nos foi enviada pelo doutor Claudio Mello, da Universidade de Oregon.

Ouvido

“Quando ela disse que iria visitar o João de Deus por um milagre, eu disse a ela: procure o Deus de João, que Ele sim é confiável!” Conversa na parada, perto do posto de saúde do Paranoá.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Agora é que começaram a asfaltar algumas partes do Trecho 2, mas é deplorável, a situação de um modo geral, vivida pelos industriais que fizeram, ali, vultosos investimentos. (Publicado em 07.11.1961)

Visão panorâmica

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Uma coisa é subir no palanque e fazer campanha eleitoral, outra muito diferente é subir a rampa do Planalto para governar um país complexo como o Brasil. Obviamente que diante da realidade que se apresenta ao eleito, sempre existiu aquele que prefere tomar um atalho mais fácil e governar o país ,cooptando com benesses, todas as forças políticas ao redor, dentro do velho esquema do presidencialismo de coalizão, onde todos lucram, menos a população que é chamada apenas para pagar a conta desses acertos escusos.

Com isso , para cada passo que o país avançava em frente, correspondia a dois passos recuando, ou seja, ficava patinando. Prova disso é que em praticamente todas as metas que o país estabeleceu nos últimos anos , como na questão do Plano Nacional de Educação (PNE), apenas uma , entre as vinte metas estabelecidas, foi efetivamente cumprida e saiu do papel.

Mesmo em questões prementes como o aquecimento global, que diz respeito à própria sobrevivência da espécie humana, o Brasil ameaça recuar e se retirar do Acordo de Paris. Pelo menos foi essa a promessa do então candidato Jair Bolsonaro. Agora, a um passo de ser empossado e diante dos fatos que lhe são apresentados, como a possibilidade de uma parceria bilionária com a União Europeia, o futuro presidente tem pensado melhor e mais profundamente no assunto.

Nesse caso, seguir os passos do presidente americano Donald Trump, definitivamente não seria uma boa ideia. Mesmo as alegações, em parte verdadeiras, sobre questões de possíveis perdas da soberania nacional, parecem não possuir o condão de levar adiante essa ideia formulada em palanque. Até as intenções de investir contra as inúmeras Unidades de Conservação, caem no vazio e se mostram apenas retórica de palanque. Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra do Brasil, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que entre os anos 2000 e 2016 o país perdeu 7,5% de suas florestas. Uma área equivalente a 4.017.505 Km² foi reduzida para 3.719.801 Km² em 2016. Um território maior em tamanho que muitos países do globo. O avanço do agronegócio nas bordas do bioma amazônico é uma realidade vista facilmente por todo o mundo e isso acaba por comprometer a aceitação de nossos produtos, num mercado atento para os problemas do aquecimento global.

Agora mesmo na COP24 , realizada pela ONU , na Polônia e que trata da questão climática, o Brasil ensaiou um recuo pedindo que os países em desenvolvimento não sejam marginalizados nas negociações dessa nova conferênci. Com isso Bolsonaro se verá obrigado a rever suas posições sobre o tema.

Um argumento forte que chama a atenção para uma melhor reflexão sobre o assunto clima foi dado pelos cientistas que demostraram que uma redução significativa na poluição do ar, e mesmo das águas, salvaria milhões de vidas nas próximas décadas, reduzindo também, enormemente, os gastos com saúde pública.

Os compromissos assumidos perante o mundo nos Acordos de Paris, considerados na ocasião ambiciosos, não podem ser rasgados sob pena de o mundo perder, de vez, a confiança no Brasil. Colocado na berlinda entre os ruralistas e um mundo em rápido processo de destruição, Bolsonaro terá que escolher entre a razão e as ambições desse grupo que o apoia. O que está em jogo é a perda de mercados para os produtos do Brasil. Nesse caso específico é preciso que o Brasil recue dois passos atrás para avançar na agenda ambiental, não apenas por que todo o mundo está e olho nos próximos movimentos do novo governo, mas sobretudo por que entre os 18 países com mais perdas econômicas decorrentes dos desastres climáticos, o Brasil aparece na dianteira.

Segundo a organização alemã Germnwatch o Brasil pode sofrer perdas da ordem de bilhões de reais a cada ano com eventos extremos, como tempestades e inundações e outros acontecimentos naturais , caso insista em desprezar os acordos climáticos. Não temos aqui mecanismos para prever desastres, nem Defesa Civil para prevenir e combater perigos iminentes.  Com isso, ao descer do palanque e subir a rampa do Planalto ao novo mandatário é possibilitado uma visão panorâmica e abrangente do Brasil e do mundo e isso é bom e necessário.

As frases que foram pronunciadas:

Lula: “Bolsonaro só venceu porque não concorreu contra mim.”

Bolsonaro: “Só não concorri com Lula porque ele está preso.”

Natal vermelho

Mais ou menos R$1.500 uma passagem ida e volta para Curitiba, de Brasília. Nada de museus, igrejas, centros culturais, passeios de trem. O convite da deputada Benedita da Silva é para passear em um lugar sem muito atrativo turístico. O prédio da Superintendência Regional da PF.

Incrível

Inaz do Pará, banca do concurso da Novacap adia o certame por falta de espaço. É preciso uma regulamentação nessa festa que desrespeita quem passa anos abrindo mão da vida social para estudar.

De graça

Programa de primeira na Torre de TV. Estação Cerrado encerra as atividades no dia 15, sábado. Todas as atividades são gratuitas ao público. Veja no blog do Ari Cunha o que você pode aprender nessas férias. Desde oficina de Turbantes Étnicos até marketing em projetos culturais. Veja a programação completa clicando AQUI

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

O Setor de Indústrias e Abastecimento, onde está todo o dinheiro de Brasília, não tem água, luz, esgotos, nem telefones. Os comerciantes são obrigados ao uso de estações de rádio clandestinas, para comunicações com os escritórios na cidade.(Publicado em 07.11.1961)

Toma que o filho é teu

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Foto: Cesar Itiberê/PR

Não se conhece, até o presente momento, nenhum estudo, projeto ou posicionamento de técnicos e estudiosos da complexa ciência do urbanismo, a respeito da criação, via medida provisória, da chamada Região Metropolitana de Brasília. Assinada pelo presidente Temer há poucos dias do fim de mandato, em atendimento ao seu correligionário e governador eleito do DF, Ibaneis Rocha (MDB), a medida, pelo que foi passado para a imprensa, irá facilitar a destinação de recursos federais aos governos estaduais e distrital, para as áreas de segurança, educação, transporte e saúde.

Na teoria, fica criada a Grande Brasília. Na prática, há muito já se sabe, e a população da capital sente, que o Entorno do DF é uma realidade concreta que afeta todos os setores da cidade, sendo considerado até um fenômeno natural e inerente à maioria das inchadas metrópoles brasileiras. Na verdade, trata-se de um cinturão formado por dezenas de cidades dormitórios que abrigam homens e mulheres que todos os dias acorrem ao Distrito Federal para trabalhar e para a utilização dos serviços públicos ofertados pela capital. Com isso, o que se tem é uma realidade factual que foi sendo formada ao longo do tempo, em muitos casos, incentivada pelos próprios governos locais, principalmente após a conquista da maioridade política da capital, interessados em criar zonas e áreas de influência política.

Formada por dezenas de regiões ligadas aos estados de Goiás e Minas Gerais, essas áreas, limítrofes ao quadrilátero do Distrito Federal, por sua formação e origem, apresentam os mais baixos índices de Desenvolvimento Humano, com problemas nos setores de saúde, educação, segurança, sem infraestrutura no abastecimento de água, coleta de esgoto e lixo, asfalto, iluminação e diversos itens necessários ao bom funcionamento de um bairro e à uma vida digna de seus moradores.

Como sempre acontece no Brasil do improviso, o que se tem agora é uma realidade de grandes proporções que antecedeu a qualquer processo racional de planejamento urbano. Com isso, a herança política, legada pela incúria de sucessivos governos passados, terá que ser assumida integralmente pelo GDF, o que irá acarretar enormes problemas a uma cidade que parece já experimentar um processo precoce de decadência, antes mesmo de conhecer um apogeu.

Por outro lado, é sabido, desde sempre, que os governos dos estados de Goiás e de Minas Gerais jamais se interessaram por essas cidades próximas ao Distrito Federal, deixando-as entregues à própria sorte e aos cuidados da capital.

Em países sérios, a criação e fundação de cidades obedecem a critérios rígidos, sendo antecedidas pela instalação de infraestruturas básicas e de planejamento minucioso para evitar que essas áreas se transformem em periferias problemáticas para as metrópoles próximas. Mesmo sem conhecer em detalhes como se processará a criação dessa Região Metropolitana, o jeito é desejar boa sorte ao governador nessa tarefa, fazendo votos para que essa não seja mais uma empreitada de cunho político, sem compromisso com o futuro e com seus eleitores.

 

A frase que foi pronunciada:

“Aqueles que olham para as leis da Natureza como um apoio para os seus novos trabalhos colaboram com o Criador.”

Antoni Gaudi

 

É lei 

Alérgicos, hipertensos, diabéticos, celíacos, portadores de insuficiência renal, muito mais gente do que se pensa depende das informações dos rótulos dos alimentos, para não passar mal ou mesmo para não morrer. Vale conhecer o portal direitodesaber.org para brigar pelo direito de ter as informações verídicas sobre a composição dos alimentos nos rótulos.

Acesse a página no link: alimentacaosaudavel.org.br

Charge: thegreenestpost.com

Perigo

Estranho o PLP 459/2017 já está em regime de urgência na Câmara dos Deputados, mesmo sem ter passado pela votação na CCJ. Parece que falta argumentação jurídica. Maria Lucia Fatorelli avisa que está prestes a acontecer uma fatalidade legislativa. O intuito desse PLP é jogar no lixo todas as regras de finanças públicas do país.

À vista

Uma das partes mais perigosas desse Projeto de Lei Complementar é a contratação ilegal da dívida pública, comprometimento do Estado com garantias e indenizações elevadas e desvio de recurso público: dinheiro pago por contribuintes será desviado durante o seu percurso pela rede bancária e não chegará ao orçamento público.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

A arrecadação está deficiente. Todo o mundo burla o fisco, da maneira que quer. E a prefeitura não tem feito muito empenho em receber tributos. (Publicado em 07.11.1961)

Desigualdade e pobreza, os grandes desafios dos próximos governos

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Foto: Cristiano Mariz/VEJA

Dois indicadores sociais divulgados agora, um pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outro pelo Ministério da Fazenda, mostram que a questão da desigualdade no Brasil, um tema secular, vem piorando sensivelmente nos últimos anos. Com isso, vai ficando cada vez mais patente que esse é um problema estrutural que pode definir o sucesso ou o fracasso de qualquer governo, seja ele no âmbito federal ou local.

Sem atacar de frente essa questão, qualquer outra ação governamental perde o sentido e a eficácia. Tomando como exemplo a questão da reforma da Previdência, numa população que cresce e envelhece, seguindo, de perto, o padrão mundial, estimativas feitas pelo Ministério da Fazenda indicam que os 20% da camada mais rica do Brasil, chega a abocanhar 40% dos gastos feitos pela Previdência, ou seja, de cada R$ 100 em benefícios, R$ 40 ficam no andar de cima. Essa situação piora ainda mais quando se verifica que os 20% mais pobres ficam com apenas R$ 3 repassados por esse Instituto.

Diante de uma situação como essa, de flagrante desigualdade de tratamento, é que fica mais claro a urgência de uma reforma da Previdência que promova um verdadeiro equilíbrio fiscal de longa duração. Segundo o relatório apresentado pelos técnicos do Ministério da Fazenda, as reformas, ao poupar os mais pobres, poderão gerar melhores indicadores na distribuição de renda. Trata-se aqui de uma questão urgente, quando se sabe que os gastos com o regime geral da Previdência poderão alcançar esse ano a cifra de R$ 591 bilhões.

Ao lado desse problema de proporções gigantescas, tem também a questão do aumento da pobreza, verificado em todo o país. De acordo com estudos do IBGE, houve um sensível aumento da pobreza entre os anos 2016 e 2017. Por esses indicadores, a proporção de pessoas pobres no Brasil (com rendimentos até R$ 406 por mês) que era de 25,7% em 2016, subiu para 26,5% em 2017. Em números absolutos, essa população variou de 52,8 milhões para 54,8 milhões de pessoas nesse período ou mais de um quarto da população. Nesse universo, as crianças e adolescentes são as mais afetadas, o que acaba por comprometer o futuro de toda uma geração, com sérios prejuízos para o país.

A população situada na faixa da extrema pobreza (renda inferior a R$ 1,90 ao dia) também aumentou, passando de 6,6% em 2016, para 7,4% em 2017, ou seja, esse contingente aumentou de 13,5 milhões para 15,2 no mesmo período.

Em algumas regiões do país essa situação é ainda mais dramática. No Nordeste 44,8 da população estava em situação de pobreza ou 25,5 milhões de pessoas. Mesmo no Distrito Federal essa situação é grave e com um adendo: por aqui, segundo o Mapa das Desigualdades, elaborado pelo Movimento Nossa Brasília, pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e a Oxfam Brasil, existe um verdadeiro abismo social entre as diversas regiões da capital.

A partir desse estudo foi criado o chamado “desigualtômetro” que mostra as gritantes diferenças entre, por exemplo, o Plano Piloto (PP) e a Estrutural. Entre essas regiões, até próximas, o nível de desigualdade entre o PP e a Estrutural chega a ser 15 vezes superior. Enquanto no PP 84,4% da população possui plano de saúde, por exemplo, na Estrutural apenas 5,5% tem esse benefício.

Nesse sentido, o que os estudiosos do problema apontam como urgente é um combate, sem tréguas, contra a desigualdade social até para tornar a cidade mais humana e governável do ponto de vista político.

 

A frase que foi pronunciada:

“A pior forma de desigualdade é tentar fazer duas coisas diferentes iguais.”

Aristóteles

Charge do Duke

 

Começo

Ricardo Quadros Laughton se despediu da esposa Ângela Ramos, no hotel, e foi direto à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A reunião acabaria no final da tarde. O tempo passou e a esposa não conseguia o contato com o marido. Atenderam o telefone. “O senhor Ricardo esqueceu o telefone, vamos levá-lo onde a senhora estiver. ”

Foto: Reprodução/Sindicato Rural de Montes Claros

Meio

Como isso nunca havia acontecido, Ângela estranhou. Estranhou mais ainda quando viu a equipe que estava chegando com o celular. Mércia, um médico e uma psicóloga. Durante o encontro na CNA, Ricardo, presidente do Sindicato Rural de Montes Claros e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais, teve um mal súbito e, apesar de todo o pronto atendimento, não resistiu e faleceu.

 

Fim

Mércia de Andrade Silva, assessora executiva da Presidência da CNA-DF, Gilson Maia, superintendente da CNA DF e o diretor geral do sistema SENAR, Dr. Daniel Kluppel Carrara, foram incansáveis para resolver todos os problemas burocráticos dessa fatalidade. Mércia, a Dra. Rosane Curi Zaratini, diretora do SENAR, a psicóloga Maria Conceição Gutti e dona Maria Gomes Otsuki, gerente do hotel Aracoara, não mediram esforços para dar suporte à viúva.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

As superquadras ainda não foram iluminadas internamente. Fizeram uma experiência no IAPC, que redundou em nada. Ninguém sabe os pareceres dos técnicos. (Publicado em 07.11.1961)

ANS e os planos de saúde

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Charge: correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2013/08/26

Resolução normativa aprovada, no início dessa semana, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promete ampliar as regras para a portabilidade de carências para todos que queiram mudar de plano ou de operadora, desde que sejam beneficiários dos planos de saúde coletivos empresariais.

O prazo, para essa nova medida entrar em vigor, será a partir de junho do próximo ano, quando será alterado também a chamada “janela”, que deixa de existir. Também será extinto a compatibilidade de cobertura entre planos para o exercício da portabilidade. Desde que foram criados pela Lei nº 9.656 de 1998, os planos de saúde já tiveram seu desenho alterado dezenas de vezes. São mais de 45 medidas provisórias e, pelo menos, algumas centenas de novas regulamentações baixadas pela ANS nesses últimos 20 anos.

Hoje esses planos atendem mais de 20% da população e são os recordistas em reclamações de todo o tipo feitas pelos usuários, não apenas contra as operadoras, mas, sobretudo contra a própria ANS, que muitos acusam de fazer o jogo desses planos. A principal reclamação e mais recorrente é quanto aos reajustes das mensalidades que costumam ser fixadas bem acima dos índices de inflação, fazendo com que muitos associados, principalmente aqueles que aderiram isoladamente, abandonem esses planos.

Apenas nos últimos três anos, os planos perderam três milhões de usuários ou um milhão a cada ano. Para os beneficiários, é preciso maior controle dos reajustes e de cobertura por parte da ANS. Já para as operadoras, é necessária uma maior desregulamentação do setor, deixando os planos ao sabor das variações do mercado. Segundo o IBGE, para uma inflação em torno de 4,5%, acumulada nos últimos 12 meses, o reajuste dos planos quase triplicou atingindo 13,5%. Mesmo assim, as empresas que comandam o setor apontam o controle nos reajustes como um grande entrave para uma expansão maior desses serviços.

No meio dessa briga existem aqueles que chegam a propor que o governo assuma de vez esse setor e passe a custear a mensalidade desses planos para cada brasileiro, pondo um fim ao odioso sistema que separa os cidadãos em brasileiros de primeira e de segunda categoria.

O fato é que, dentro do atual sistema, os maiores beneficiários são justamente as empresas que operam nesse setor. Mesmo os profissionais de saúde reclamam dos baixos repasses feitos pelos planos. Para um setor que movimenta algo em torno de R$ 170 bilhões ao ano, toda a atenção das agências reguladoras é mais do que necessário. A questão dos reajustes permanece como um dos temas mais polêmicos da saúde complementar. Segundo especialistas, a própria metodologia de cálculo nessas majorações das mensalidades não é muito clara. Sobre esse assunto, o Tribunal de Contas da União (TCU), ao fazer recentemente uma análise das metodologias desses reajustes, chegou à conclusão que a ANS comete muitas falhas sobre esse ponto específico. Num ponto, todos os usuários desses planos, sejam eles coletivos ou individuais, concordam: a Agência Nacional de Saúde Complementar dá mostras de operar, como as demais agências reguladoras, sempre em benefício das operadoras e em prejuízo dos associados aos planos.

Existe ainda pouca transparência nesse setor que se aproveita da omissão da ANS, sendo que a saída para esse impasse só será possível com uma reestruturação completa, com base no equilíbrio perfeito entre o que necessitam de fato os usuários e o que reclamam as empresas do setor.

 

A frase que foi pronunciada:

“O STF ratificar o indulto de Temer é estímulo e fermento a atos de corrupção. É o crime compensando.”

Senador Reguffe (DF), em forte pronunciamento no plenário do Senado

 

Ponto já

Realmente há algum mistério nos hospitais públicos e postos de saúde do DF. Osnei Okumoto, futuro secretário de Saúde, deve enfrentar todos os que forem contra a população. Coletores de registro de ponto e uma câmera próxima para registrar as presenças. É o que deveria ser feito. Câmeras em órgãos públicos não tiram a privacidade, pelo contrário, dão segurança. Quem não deve não deveria temer.

Tecnologia

Time da UnB vai participar da International Collegiate Programming Contest (ICPC). No dia 31 de março, na cidade do Porto, em Portugal, começa a aventura por 5 dias. Rafael Chehab, do curso de Engenharia da Computação, José Marcos Leite e Luis Gebrim, ambos de Ciências da Computação, formam a equipe que obteve a quarta colocação na prova. A classificação garantiu a participação inédita da UnB.

Foto: Luis Gustavo Prado/Secom UnB

Perigo e ação

Entre o Deck e o Big Box do Lago Norte, um fio de alta tensão deixou a população em risco. Bombeiros e CEB foram ágeis.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os abrigos públicos, que foram prometidos, ainda não foram construídos, e agora, com estas chuvas, quem apanha ônibus no meio do percurso estará mesmo sujeito a enfrentar o tempo como ele vier. (Publicado em 07.11.1961)