Seu pet pede muito colo? Pode ser o coração

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Cansaço fácil dos cães é um dos sintomas de problemas no coração, fique atento. Um a cada quatro cães com mais de sete anos tem algum tipo de doença cardíaca

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Um dos primeiros indicativos de que a saúde cardíaca do cãozinho não anda bem é o cansaço fácil.  “Se o cachorro pede colo durante um passeio, na rota que já estava acostumado, ele pode sofrer de problemas cardíacos”, atenta o médico veterinário da Equilíbrio (Total Alimentos), Marcello Machado. Dificuldade para respirar, fadiga excessiva, tosse e rejeição a atividades físicas podem ser sinais de que o coração do cachorro não está conseguindo suprir adequadamente os tecidos, causando insuficiência cardíaca ou outras doenças do coração.

De olho na alimentação

Mudanças no estilo de vida e na alimentação são fundamentais para que um animal cardiopata tenha qualidade de vida “junto com prescrição dos médicos veterinários, o cão precisa de alimentos específicos para cardíacos, com esses procedimentos combinados garantirá a ele bem-estar e longevidade”, explica. Ele recomenda alimentos ricos em Taurina e L-carnitina, que auxiliam no funcionamento do músculo cardíaco, e possuem baixos teores de fósforo e sódio: “Os níveis dessas substâncias precisam ser controlados, pois o sódio pode gerar acúmulo de fluídos, e o fósforo em excesso pode gerar a sobrecarga dos rins e até uma doença renal, de tratamento muito mais complexo que uma doença cardíaca”.

Comida caseira não é aconselhada. De acordo com o médico veterinário, é difícil conseguir o perfeito balanceamento e equilíbrio nutricional por meio da comida preparada em casa pelo tutor do animal.

Sintomas:

  • Dificuldade para respirar;
  • Alteração da cor da língua;
  • Rejeição a atividades físicas;
  • Sono demasiado;
  • Fadiga;
  • Sede;
  • Tosse.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença cardíaca é realizado por meio de exames específicos: a bioquímica sérica (exame de sangue) e o ecodoppler cardiograma e deve ser realizado por um médico veterinário, de preferência, especialista em cardiologia.

 

Alergia pode piorar no frio

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Pets com dermatite alérgica desencadeada por ácaro e poeira sofrem mais no inverno. Por isso, fique atento a sinais de que o animal está com desconforto, como coceiras exageradas

Crédito: Reprodução
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Coceiras e pruridos podem piorar durante o inverno. Segundo a dermatologista veterinária Ursula Thomas, da  Ceva Animal Health, cães e gatos que sofrem de dermatite alérgica desencadeada por alérgenos domésticos, como poeira e ácaro, sofrem especialmente nessa época do ano, quando, devido ao frio, passam a ficar mais tempo dentro de casa.

 

“Além disso, o clima seco do ambiente doméstico pode levar a um aumento na vontade de se coçar. Assim, o tutor deve procurar a ajuda de seu veterinário na temporada de inverno para discutir medidas de controle ambiental, bem como opções de tratamento tópico para a doença da pele”, diz. Ela ressalta que a maioria dos cães e gatos, quanto tem comichões, demonstra desconforto  lambendo as patas, a barriga ou as pernas ,ou coçando a cabeça ou as orelhas.”Muitas vezes, isso é confundido com um mero comportamento”, observa.  “Pode ser aconselhável o uso de banhos frequentes com xampus apropriados e / ou a aplicação de pulverizadores e mousses hidratantes.  Banhar um animal com xampu incorreto pode fazer mais mal do que bem”, diz.

Quais os transtornos dermatológicos mais comuns entre pets?

Cães e gatos podem sofrer de uma grande variedade de problemas de pele, como alergias cutâneas (dermatite alérgica), doenças parasitárias da pele, infecções bacterianas e fúngicas, bem como câncer de pele e vários distúrbios cutâneos autoimunes. Na minha carreira como dermatologista veterinária, o problema de pele mais comum tem sido a dermatite alérgica. Infelizmente, é uma doença incurável. Mas os dermatologistas veterinários estão empenhados em desenvolver um plano de tratamento que melhor se adapte às necessidades do animal de estimação e do tutor.

Remédios caseiros podem ajudar?

Para o sucesso a longo prazo de qualquer terapia relacionada com a pele, é extremamente crítico que os tutores permaneçam em contato direto com o clínico geral e o dermatologista durante todo o curso da vida do animal. Isso garante um suporte veterinário contínuo, que permitirá responder melhor a qualquer alteração no estado de saúde do animal de estimação e prevenir doenças de pele no futuro.

Como o pelo de cães e gatos variam consideravelmente em comprimento, densidade e forma, existem algumas raças que são mais difíceis de diagnosticar e tratar?

Dependendo do tipo e do comprimento do pelo, a pele do animal pode ou não ser de fácil visualização para o tutor e o veterinário. Assim, lesões cutâneas podem passar despercebidas por algum tempo em cães e gatos com um pelo denso ou muito longo. Portanto, é aconselhável realizar um exame minucioso da pele e do pelo regularmente, para que os proprietários alertem o veterinário sempre que notarem alterações. De forma similar, quando os veterinários prescrevem qualquer tipo de tratamento tópico para um animal com um pelo denso e/ou longo, é aconselhável tosar nas áreas afetadas durante a duração do tratamento, para observar melhor a evolução.

Alguns problemas de pele são genéticos. Existem algumas raças predispostas a essas doenças?

Para alguns problemas de pele, já se identificou uma associação com genes. Um exemplo seria a ictiose dos goldens retrievers. No caso da ictiose, os animais afetados sofrem de caspa severa e generalizada, que pode impactar significativamente a aparência geral do indivíduo e predispor o animal a infecções bacterianas e fúngicas cutâneas. Também sabemos que algumas raças de cães são mais propensas a desenvolver certas doenças de pele do que outras. Por exemplo, collies, pastores de Shetland sheepdogs e pastores alemães têm propensão para uma doença inflamatória da pele chamada  lúpus eritematoso. Do mesmo modo, o husky siberiano e o malamute do Alasca são propensos ao desenvolvimento de dermatose responsiva ao zinco.

 

Saiba quais frutas o pet pode comer

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Frutas e hortaliças são ótimas para se oferecer como petisco ou complemento da ração. Algumas, porém, estão proibidas para o consumo animal

Mel e Marley: eles exigem frutas toda semana Crédito: Arquivo pessoal
Mel e Marley: eles exigem frutas toda semana Crédito: Arquivo pessoal

Quando o vendedor de frutas passa pela quadra de Wanessa Bougleux, no Guará, Mel e Marley abanam os rabinhos, em aprovação. Apaixonados por mamão, melancia, maçã e banana, eles fazem questão de garantir o petisco. “A mel vai onde minha mãe está, cutuca ela com a patinha e a leva para a porta. O Marley aprendeu com ela. Quando ninguém vai comprar, eles vão para a janela e choram”, diz a tutora dos dois Shihtzu.

Frutas e hortaliças podem ser ótimas opções de lanches ou para complementar a ração dos pets. Mas nem nem sempre o que é benéfico para os seres humanos também é bom para o organismo dos animais, observa Jorge Morais, veterinário e diretor da rede de franquias Animal Place. Entre os vegetais recomendados por ele, estão a cenoura, que auxilia na saúde oral; o alface e a couve, que são alimentos ricos em fibras e melhoram o trato intestinal; a beterraba e a abóbora.

O profissional também afirma que frutas como a banana, o caju – sem a castanha-, o caqui (moderadamente pois é rico em carboidrato) o, a maçã, a pera, a manga (sem a casca e o caroço), o kiwi, a goiaba e o morango são excelentes para balancear a alimentação dos pets.

Já na lista de vegetais que devem sair do cardápio dos animais de estimação, estão a pimenta, que favorece o surgimento de gastrite; a cebola, que ataca os glóbulos vermelhos do pet, gerando anemia profunda,e a batata crua, que contém substâncias tóxicas para o animal. Já entre as frutas que eles não devem consumir estão o tomate verde, que pode causar arritmias cardíacas, salivação, diarreia e vômito; a laranja e as frutas cítricas no geral, o abacate, a carambola, e a uva, que pode levar a lesões renais.

Lola ganha banana como petisco Crédito: Arquivo pessoal
Lola ganha banana como petisco Crédito: Arquivo pessoal

O veterinário também frisa que os cães e gatos são carnívoros por essência, mas que, tomando o devido cuidado, os vegetais e as frutas podem servir como petiscos ou como estratégias para a distração dos seus apetites vorazes. É o que faz Ana Júlia Albuquerque, tutora de Mia e Lola. As cachorrinhas adoram fruta, especialmente melancia, banana e maçã. “Dou como petisco, umas duas vezes por semana”, conta a jovem, que buscou saber quais as espécies indicadas para as cachorrinhas, principalmente depois de Lola passar mal com abacate.

“Não substitua a ração ou comida caseira por vegetais e frutas, eles devem ser apenas complemento à alimentação principal do animal”, reforça Jorge Morais. “Os vegetais misturados na ração podem até mesmo ser uma boa alternativa para fazer os cães comerem, mas é sempre bom lembrar de consultar um veterinário para escolher a melhor e mais adequada dieta para o pet”, finaliza.

PODE:

  • Banana
  • Caju (sem castanha)
  • Caqui (com moderação)
  • Maçã
  • Melancia (sem caroço)
  • Pera
  • Manga (sem casca nem caroço)
  • Kiwi
  • Abacaxi (sem casca)
  • Goiaba
  • Morango
  • Cenoura
  • Alface
  • Couve
  • Beterraba
  • Abóbora

NÃO PODE

  • Pimenta
  • Tomate verde
  • Batata crua
  • Abacate
  • Uva
  • Frutas cítricas, como laranja
  • Carambola
  • Uva
  • Uva passa

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Você viu a Laila?

Ajude a Laila a voltar para casa. Ela desapareceu no Riacho Fundo 2 há dois meses. A família está desesperada e oferece recompensa.

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Alimentação ameniza gases

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Cães que comem rápido demais têm mais propensão a gases. Oferecer a comida fracionada facilita a digestão e pode melhorar o problema

 

Crédito: Reprodução do site www.cambalacho.com.br
Crédito: Reprodução do site www.cambalacho.com.br

 

Vários fatores podem causar gases nos cães. Um dos motivos é o fato do animal se alimentar muito rapidamente – o ideal é oferecer alimentação três vezes ao dia, isso facilita a digestão e a absorção dos nutrientes. Outra causa da constipação são as doenças gastrointestinais, a qualidade da composição do alimento e também a mudança brusca do tipo de alimentação sem prévia toca gradual.

“Diarreia crônica ou aguda, ventre enrijecido e fezes com coloração mais escurecida são sinais de que talvez o cãozinho tenha algum problema gastrointestinal”, afirma o médico veterinário da Equilíbrio e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado. A constipação e os gases são sintomas comuns e podem ser controlados com uma alimentação específica “Depois de constatada a doença intestinal, o cão precisa consumir alimentos específicos para amenizar as crises, pois o manejo nutricional de uma doença gastrointestinal exige alimentos formulados com ingredientes específicos, como a proteína de soja, glutamina e prebióticos, que proporcionam alta absorção e ajudam na digestibilidade”, explica o veterinário e especialista em nutrição animal.

A dieta especial é coadjuvante à terapia farmacológica e pode ser necessária por toda a vida do animal, “em quadros agudos, crises, o alimento especial deve ser utilizado, no máximo, durante um mês, mas nos casos crônicos o pet precisa consumir ao longo da vida, sempre com acompanhamento veterinário”, completa Machado.

 

 

Bolas de pelo: saiba como lidar

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Comuns por causa do hábito de limpeza dos gatos, bolas de pelo nem sempre são expelidas e podem causar obstrução intestinal

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Os gatos são animais extremamente limpos e fazem sua higiene com sucessivas lambidas pelo corpo. O único problema é que os pelos mortos retirados durante essa autolimpeza viram uma bola de pelo depois de engolidos.

As bolas de pelo formam o que se chama de tricobezoar. Além dos pelos acumulados no sistema digestivo, há secreções gástricas, que saem no vômito. “Em alguns casos, quando o felino não as expele, pode ocorrer até obstrução intestinal e a necessidade de uma intervenção cirúrgica”, explica a coordenadora da Comunicação Científica da Equilíbrio e médica veterinária Bárbara Benitez.

“Os gatos costumam passar até duas horas diariamente se lambendo, então você pode imaginar a quantidade de pelo que ele acaba ingerindo”, complementa a médica.  Os mais afetados são os gatos de pelos longos, como os Persas. Por isso é fundamental que o tutor escolha um alimento específico para eles. Embora o vômito seja o meio natural de expelir a tricobezoar, o animal também pode descartá-la pelas fezes. “Uma dica é escolher alimentos que contenham óleo mineral e fibras, que estimulam a regulação intestinal e ajudam a evitar bolas de pelos”, explica Bárbara.

A veterinária explica que, no mercado, há produtos preventivos, que ajudam os bichanos a lidar com esse hábito. Veja na embalagem se o alimento tem a palavra “hair ball” escrita. Nesse caso, é indicado para os gatos com maior propensão à formação das bolas de pelo.

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Parabéns pra você!

Hoje é AUniversário do Chokito, o amor da mamãe Eloá. Parabéns, lindinho!!!

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Você viu o Pingo?

A família do vira-latinha Pingo está desesperada. Aos 10 anos, ele está desaparecido. Sumiu de casa, na QNE 30 de Taguatinga,  por volta das 11h do dia 5 de julho. “Ele é um charme de cachorrinho, tímido, pelos eriçados, acinzentado ( uma mistura de pelos brancos e pretos), magrinho, de raça indefinida e tem uma faixa de pelos brancos no peito”, diz Melissa Seixas. “Por favor, pelo amor de Deus, quem o vir nos avisar, estamos adoecidos de preocupação e saudade”, destaca.
 Quem tiver notícias ou mesmo se tiver visto o Pingo por perto pode entrar em contato com o 996238800 (Juliana)/ 981705658 ( Melissa)/ 33549463 ( Sergio ou Celia).

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Proteja o melhor amigo do frio

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Brisa Wolff, mascote da AuAu Petshop, toda "empacotada" neste inverno. Crédito: Danielle Wolff/Divulgação
Brisa Wolff, mascote da AuAu Petshop, toda “empacotada” neste inverno. Crédito: Danielle Wolff/Divulgação

Com as temperaturas de Brasília em queda, não é só a gente que tem de se empacotar. Os cães têm uma proteção natural, mas isso não significa que eles não passam frio. Você sabe como identificar se o seu melhor amigo precisa de um reforço na para ficar quentinho?

Patas, narizes e orelhas merecem atenção e não devem estar gelados, pois dizem muito sobre a saúde dos animais”, ensina a veterinária e especialista da Hercosul Alimentos, Laís Alarça. “Os pets que dormem fora de casa também merecem atenção e não basta apenas uma casinha no pátio, é necessário cuidar para que eles tenham cobertores e roupas secas para ajudar a aquecer nos dias mais frios”, diz.

Além disso, os animais idosos são os que mais sofrem com as baixas temperaturas. O porte e a quantidade de gordura corporal também interferem nesse processo. “A pelagem dos animais ajuda a proteger dos ventos gelados, ou seja, tosas durante o inverno não são indicadas”, acrescenta a veterinária.

Laís Alarça também alerta para o perigo que os gatos correm no inverno, pois se escondem em qualquer local para procurar abrigo e fugir do frio, inclusive os motores dos carros. “Os acidentes desse tipo são sérios e quase sempre são fatais. É aconselhável sempre dar algumas batidas no capô e laterais do carro para que eles saiam antes da pessoa ligar o automóvel”, aconselha.

Outro cuidado importante é com aquecedores, pois o calor pode levar os animais para perto do aparelho e as queimaduras são constantes. “Evitar colocar esses equipamentos no chão e nunca deixar os pets sozinhos com aquecedores ligados garantem a segurança”, completa. Cuidado também com o ar condicionado, pois o equipamento pode ressecar as vias respiratórias dos animais. “Não é necessário parar de usar, mas evite passar a noite toda com ele ligado”, diz.

Atenção para o sistema respiratório dos pets com focinho curto, como Pug e Bulldog. Outras raçams como Chihuahua, Boston Terrier, Yorkishire, Dachshund e Poodle sofrem mais com o frio. “Os cães menores e com pelos rasos costumam sentir mais do que os animais de grande porte e com pelagem longa. O tutor deve ter bom senso para avaliar se o pet está bem aquecido, e qualquer dúvida deve ser sanada com um especialista”, diz a veterinária.

Sobre os passeios com os pets, a especialista explica que podem acontecer normalmente. Porém, eles devem usar roupas que os mantenham protegidos. “Outra dica seria diminuir o tempo das caminhadas, mas não é necessário deixar de fazê-las”, afirma Laís.

“Cachorrinhos de pelo longo podem usar roupinhas para os os momentos de passeio, porém, ao chegar em casa, deve-se retirar a roupinha e escovar bem o pelo, evitando fazer nós. Também é importante trocar regularmente para lavagem, substituindo por outra limpinha”, ensina a empresária Danielle Wolff, da petshop AuAu, do Lago Norte. “Os cães de pelo curto podem usar sem restrições, claro que sempre mantendo a higiene“, diz. “Na caminha ou no cantinho de dormir, é sempre bom ter uma mantinha, uma coberta para que eles se mantenham aquecidos, também fazendo a troca das cobertinhas, mantendo sempre tudo limpinho e confortável”, recomenda.

Apesar de grifes de roupinhas estarem cada vez mais criativas e confortáveis, há quem queira confeccionar os modelitos dos pets. No aplicativo Pinterest, há vários passo a passos para criar um ambiente aquecido e aconchegante para os pets neste iverno. Os DIY, que incluem camas feitas com uma camiseta antiga e roupinhas customizadas, são fáceis de fazer, e os bichinhos vão ficar agradecidos. Veja alguns Pins que são tendências no aplicativo:

 

 

Lágrima ácida não tem relação com pH

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Apesar do nome popular, cães e gatos com lágrima ácida não têm pH lacrimal alterado. As manchas, que podem estar associadas à drenagem do canal lacrimal, devem ser avaliadas por oftalmologistas

Mel: tratamento à base de vitaminas resolveu o problema das manchas Crédito: Arquivo Pessoal
Mel: tratamento à base de vitaminas resolveu o problema das manchas Crédito: Arquivo Pessoal

Eles nascem branquinhos, branquinhos. Mas, como passar dos meses, muitos cachorros e gatos desenvolvem a chamada lágrima ácida, manchas escuras na pelagem da região dos olhos. Embora ainda não se saiba a causa, alguns especialistas acreditam que a alteração na cor seja consequência da acidez lacrimal. De acordo com o médico veterinário da loja virtual Petlove Márcio Waldman, alguns pets têm problemas de drenagem nessa região. “Em vez da lágrima escorrer para dentro dos canais de drenagem que levam a região nasal, ela flui pelo canto, formando a famosa expressão ‘pelo queimado’ ”, explica.

De acordo com ele, já foram realizados estudos que chegaram à  seguinte conclusão: animais brancos com os pelos manchados possuem o mesmo PH da lágrima do que os outros sem o mesmo problema. “Logo, a questão da acidez fica um pouco comprometida na sua essência”, afirma Waldman. Até o momento, foi confirmado que a quantidade de ferro contida na lágrima tinge o pelo branco de uma cor que lembra ferrugem, mas não se pode afirmar que todos os cães e gatos com tingimento nessa região têm uma quantidade maior de ferro na lágrima que o normal.

A shitzsu Mel sempre apresentou lágrima ácida. “Minha primeira tentativa para solucionar o problema foi usar um produto importado. Usei por três meses e resolveu por um tempo. Mas, depois de alguns meses, a lágrima começou a manchar o pelo novamente. Tentei de novo, mas agora sem sucesso”, conta a tutora, Thayná Barbosa. Depois de ouvir relatos positivos sobre um tratamento à base de vitaminas, ela resolveu testar. “Em dois meses, o resultado começou a aparecer. O rosto da Mel ficou branquinho e até hoje faço manutenção diária. Nunca mais o pelo voltou a manchar”, conta.

O veterinário Márcio Waldman alerta que os tutores devem ter cuidado com produtos não licenciados, que podem gerar efeitos colaterais a longo prazo (leia entrevista abaixo). De acordo com ele, é importante consultar um especialista. Em alguns casos, se o médico veterinário identificar uma infecção, ele pode receitar um antibiótico que, em pequena quantidade, tende a clarear temporariamente a mancha.

 

Entrevista // Márcio Waldman

1) Alguns tutores acreditam que a alimentação também pode influenciar no surgimento das lágrimas. Há algum fundamento científico nessa informação?

É muito comum ouvirmos que uma determinada ração melhorou o tingimento das lágrimas ou que outra opção de ração piorou, mas aparentemente isso é mera observação do acaso, pois ainda não foi comprovado o causador desse tingimento. Ressalto que o PH da lágrima pode ser mais crença que realidade. A quantidade de ferro na lágrima parece ser algo que tem algum fundamento científico, mas ainda precisa de confirmação, assim como todas as outras causas que são: genética, obstrução do sistema de drenagem da lágrima, inflamações etc.

2) Para o animal, há algum desconforto? Ou é apenas uma questão estética?

A não ser que haja alguma inflamação, não há desconforto qualquer ao animal. Os casos de tingimento sem inflamação são totalmente estéticos.

3) Quais os riscos de produtos não licenciados para a saúde do animal?

Essa é uma responsabilidade enorme, existe o risco de administrar ao pet um produto não testado e não licenciado, causando algum tipo de efeito colateral em médio ou longo prazo. Não recomendamos a automedicação e nem orientações de pessoas não formadas para isso. O melhor tratamento para o animal é mera consequência do melhor diagnóstico, que só pode ser conseguido no seu médico veterinário de confiança.

 

 

Cuidados com o gatinho nesse inverno

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Com o frio, eles mudam o comportamento e podem ficar mais suscetíveis a doenças. Saiba como cuidar dos gatinhos no inverno

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Com a entrada do inverno, o comportamento dos felinos muda., Eles ficam encolhidos e buscam se aconchegar próximo aos cantos mais quentes da casa, o que inclui o colo do seu tutor, já que podem ter a imunidade mais baixa. Confira alguns cuidados que o médico veterinário da Max Cat e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado, listou como os mais importantes nessa estação mais fria:

Higiene

No inverno, há maior proliferação de fungos. Por isso, lembre-se de limpar os comedouros e bebedouros dos gatos com água quente e enxugando bem, além disso aspirar tapetes e mobílias é de grande importância para não deixar aumentar as bactérias do ambiente. Nessa época de temperaturas mais baixas o banho também pode ser poupado para os felinos, e pode ser substituído por uma boa escovação, para manter os pelos bonitos e sem resquícios de sujeiras.

Água

Ofereça água, mesmo no frio, sendo em bebedouros e fontes automáticas distribuídas pela casa. Se o felino não costuma beber em temperatura muito fria e o tutor observar que a ingestão diminuiu, é aconselhável oferecer em temperatura ambiente. Outro forma de incentivar a ingestão é oferecer alimento úmido, assim como Max Cat Patê, que possui 80% de água no produto. Assim, o gato pode ter uma alimentação de qualidade, por ser um alimento 100% completo e ainda ingere a água que tanto necessita para a saúde.

Alimentação e Vacinação

Uma alimentação de qualidade é fundamental nesse período mais frio do ano, já que aliada à vacinação mantém a imunidade do gato, protegendo-o de doenças da época, como resfriados.

Se o gato tem uma dieta de qualidade, não há necessidade de suplementação com vitaminas a mais do que existem na alimentação diária, apenas em casos de alguma afecção instalada.

As vacinas que o felino deve tomar necessitam ser alinhadas junto com o médico veterinário, com base na idade e no estilo de vida do gato, se vive dentro do ambiente ou não e se possui contato com outros animais. As principais vacinas indicadas nesse período são contra calicivírus, herpervírus e parvovírus, que são agentes causadores da gripe felina e no caso do parvovírus, a panleucopenia.

Fase de vida do felino e o frio

Gatos filhotes e idosos são mais frágeis quando a temperatura abaixa. Pois a camada de gordura subcutânea é menor e os mecanismos fisiológicos do controle de temperatura são menos eficazes. No inverno, é importante deixá-los com acesso a ambientes internos, oferecendo cobertores para protegê-los das temperaturas baixas e ventos gelados.

Aprenda a dar remédio para gatos

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Não é fácil dar remédios para gatos, animais desconfiados e ariscos por natureza. Veja como executar a tarefa sem ganhar (muitos) arranhões

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A hora do remédio não precisa ser tão estressante   Crédito: Divulgação

 

Quem já teve de medicar um gato sabe bem o suplício que é domar essas pequenas ferinhas e terminar sem mordidas e arranhões. Gatos são desconfiados por natureza, e estão sempre com a patinha atrás, quando consideram uma atitude suspeita. Mas, segundo o veterinário da Max Cat Marcello Machado, gerente nacional da Total Alimentos, algumas estratégias podem facilitar essa tarefa.

 

 

1 – Remédio Líquidos e/ou Xaropes

Introduza o remédio com a ajuda de uma seringa própria para o felino. É importante medir a quantidade receitada pelo veterinário, pois assim você evita que ocorram intoxicações e outros acidentes com o seu gato. Pegue-o no colo, faça bastante carinho e deixe um petisco sempre à vista, assim você fará com que seu pet associe o remédio a uma recompensa positiva ao final de todo o processo. Mantenha sempre o diálogo com seu pet e, quando ele estiver tranquilo, puxe o lábio dele e apoie o bico da seringa. Pressione lentamente a seringa para que o peludo não engasgue e para que o animal ingira o líquido de forma gradativa. Evite que o felino tenha reações físicas, pois é perigoso machucar o pescoço ao tentar escapar. Outra dica é embrulhá-lo em uma coberta para que fique bem confortável e evite que você seja arranhado com as garras do gato.

2 – Medicamentos Sólidos

Dar um remédio em forma de comprimo para um gato não é tão amistoso como acontece com um cão, pois os felinos são mais ariscos. Uma dica é misturar o comprimido em algum alimento que o gato goste muito, por exemplo um petisco mais macio ou um patê. Dê um pedaço sem o remédio, depois ofereça o pedaço com o comprimido escondido e por último dê outro sem nada. Espere e certifique-se de que o pet engoliu tudo. Outra forma é pegá-lo de costas para você, colocá-lo entre suas pernas, segurar a cabeça e colocar o medicamento bem mais do que a metade da língua – segure a boca para que ele engula. Essa é uma maneira interessante e que evita que o felino fique exaltado e machuque você sem querer, pois quando o gato não encara o tutor é menos provável que ele fique estabanado e/ou agressivo. Para facilitar mais ainda, no mercado existem os aplicadores de comprimidos, eles introduzem o remédio diretamente na garganta sem que o pet sinta o gosto da medicamentação.

3 – Remédios Pastosos

Os remédios em pasta têm sido os mais indicados para os felinos, sendo também a forma mais tranquila de fornecer a medicação para o peludo. A pasta pode ser passada nas patinhas, pois instintivamente, o gato tende a lamber. Outro ponto bem estratégico é no focinho. Nesses casos, a única preocupação é verificar se o pet lambeu toda a pasta e não deixar que a medicação caia sem antes ele ter lambido completamente.

Atchim! Saiba como evitar a gripe em pets

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Os pets também pegam gripe, um problema que cresce no outono e no inverno. É importante imunizá-los para prevenir as doenças do trato respiratório

Crédito: Reprodução
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Principalmente no outono e inverno, cresce a incidência de problemas respiratórios. Por isso, é importante estar em dia com a vacina da gripe. “Há duas formas de vacina para os cães: a intranasal, que pinga uma gotinha no nariz do pet; e a injetável, aplicada embaixo da pele. Ambas têm a mesma eficácia”, afirma a veterinária Gabriela Bianchi, da Petz. Nos gatos, a proteção é feita com a vacina v4, que previne também contra panleucopenia, calicivirose e clamidiose.

Secreção nasal e ocular, espirros, tosse, prostração, diminuição de apetite e até febre são os principais sinais.  “Mas a gripe pode se agravar e fazer com que o pet desenvolva pneumonia e dificuldade respiratória”, explica Gabriela.

Para evitar o transtorno, a veterinária orienta que os pets devem ser vacinados ainda filhotes, a partir de três semanas no caso dos cães, e oito semanas no caso dos gatos. Nos mais velhos, o reforço deve ser feito anualmente. Por não terem ainda o sistema imunológico desenvolvido, os pequenos são mais vulneráveis a infecções virais e bacterianas.

O mesmo acontece com os idosos, que, em muitos casos, já têm outras doenças associadas e são mais debilitados. Vale lembrar que tanto filhotes quanto idosos (a partir de 7 anos) fazem parte do grupo de pets mais suscetíveis à gripe.

Nos cães

A gripe canina, também chamada de tosse dos canis ou traqueobronquite infecciosa canina, é transmitida por meio de vírus pelo ar, secreções respiratórias, contato direito com o cão infectado e objetos contaminados. Ela pode ser causada pelo vírus da Parainfluenza, pela bactéria Bordetella bronchiseptica ou ainda pela combinação dos dois tipos de agentes – e não é transmitida para os seres humanos ou outras espécies.

Nos felinos

A rinotraqueíte felina é transmitida entre os próprios gatos. Uma das complicações da doença é que, como a mucosa da boca se enche de aftas (lesões ulcerativas), o pet pode parar de comer e beber por causa da dor, debilitando seu organismo. O tratamento inclui antibióticos e terapia de suporte, como hidratação durante internação e nutrição complementar.

Dicas de prevenção

Os pets devem ser protegidos do frio, em áreas cobertas. É importante que tenham à disposição casinhas, cobertores, mantas e até as tradicionais roupinhas. Quem dá banho nos cães e gatos em casa deve tomar cuidado com a friagem e, de acordo com a veterinária, o ideal seria realizar o processo no pet shop – onde tanto a pele como a pelagem do pet são secas de forma adequada.

Além da imunização contra gripe, também é fundamental estar em dia com outras vacinas, como a antirrábica, V8 ou V10 (polivalente), contra giárdia e leptospirose.