55% pretendem ou pretende?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

“55,91% pretende presentear os pais”, escreveu o Correio Braziliense. Ops! Maltratou a língua. Na pressa, esqueceu-se de pormenor pra lá de importante. Com percentagem, o verbo pode concordar com o número ou com o nome: Dez por cento da população votou (concorda com população) ou votaram (concorda com dez). Um por cento dos presentes saiu (concorda com um) ou saíram (concorda com presentes). No caso, […]

Tropeço do G1

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

O portal G1 deu a notícia. Donald Trump firmou acordo com a Pfizer para comprar 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19 em 2020. E, em 2021, “outras 500 milhões de doses”. Ops! Tropeçou na língua e maltratou a concordância. Milhão é masculino convicto. Que tal respeitá-lo? Assim: outros 500 milhões de doses.  

É proibido entrada? É proibida entrada?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

“Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que imagina nossa vã filosofia”, disse Shakespeare. Ele devia estar pensando na concordância do é bom, é proibido, é feio, é necessário, é preciso & cia. A danada tem manhas. O adjetivo pode ficar invariável ou flexionar-se. Depende do recado. O imutável tem vez quando se deseja fazer referência de modo vago e geral. No […]

Maioria das grávidas mortas é brasileira? São brasileiras?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

“Maioria das grávidas mortas por covid-19 é brasileira”, escreveu o Estadão. Leitores ficaram na dúvida: é ou são? Trata-se do partitivo. O verbo pode concordar com o núcleo do sujeito (maioria) ou com o complemento (grávidas): Maioria das grávidas mortas por covid-19 é brasileira (concorda com maioria). Maioria das grávidas mortas por covid-19 são brasileiras (concorda com grávidas). Parte dos estudantes saiu (concorda com parte). […]

Nenhum dos dois conseguiu? Conseguiram?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Apareceu no jornal: “Nenhum dos dois conseguiram sustentar a tese”. Valha-nos, Deus! O repórter tropeçou na concordância. Nenhum, seguido de nome ou pronome no plural, exige o verbo no singular: Nenhum dos dois conseguiu sustentar a tese. Nenhum dos candidatos alcançou a nota mínima. Nenhum de nós viajou neste fim de semana. Nenhuma das aprovadas respondeu à convocação.    Nenhum ou nem um? Nenhum = […]

Faltam 3 meses? Falta 3 meses?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Chegou o ano das eleições municipais. Políticos e imprensa adotaram a contagem regressiva. Recorrem, então, a palavra pra lá de traiçoeira. Trata-se do verbo faltar. Quando o sujeito vem posposto, não dá outra. Desatentos pisam a concordância. Aparecem horrores como “falta três meses, falta cinco, falta quatro” e por aí vai. Vale lembrar: o dissílabo não goza de privilégios. Concorda com o sujeito: faltam três […]

Um terço dos contaminados apresentou sintomas? Apresentaram sintomas?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Ops! A dúvida assalta gregos e troianos. Mas dirimi-la é fácil como andar pra frente. Trata-se do partitivo — parte de um todo. A língua tem expressões partitivas. É o caso de parte de, uma porção de, grupo de, o resto de, a metade de, a maioria de, um terço de. Etc. e tal. Quando seguidas de complemento plural, o verbo se esbalda. Pode concordar […]

EUA têm? EUA tem?

Publicado em Deixe um comentárioportuguês

Apareceu na telinha durante o Jornal da Band: “EUA tem 55 mil mortos por coronavírus”. Viu? Pisaram a concordância. Substantivo próprio no plural tem manhas: Se o nome é usado só no plural e precedido de artigo = o verbo concorda com o artigo. Em siglas, o artigo não aparece. Mas conta como se estivesse presente: Os Estados Unidos têm 55 mil mortos. EUA são, […]