Dois pontos de vista sobre a estreia de The good doctor

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Série protagonizada por Freddie Highmore (Bates motel) garantiu temporada completa. O Próximo Capítulo assistiu ao piloto e apresenta crítica de The good doctor

Criada por David Shore e Daniel Dae Kim, The good doctor é uma das apostas do canal ABC para o período da fall season. A atração é protagonizada pelo ator Freddie Highmore, bastante celebrado pela atuação em Bates motel, em que ele interpreta Shaun Murphy, um cirurgião que tenta uma vaga no prestigioso Hospital San Jose St. Bonaventure. No entanto, o médico sofre resistência do hospital devido fato de ter autismo e savantismo (um distúrbio psíquico em que a pessoa possui grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência).

O primeiro episódio foi exibido em 25 de setembro nos Estados Unidos e The good doctor já garantiu uma temporada completa, como anunciou o presidente da ABC em entrevista ao portal Variety. O Próximo Capítulo assistiu ao piloto e, como as opiniões foram divergentes, confira abaixo crítica sobre The good doctor em dois pontos de vista.

Crítica de The good doctor

Ponto de vista – Adriana

Logo à primeira vista, The good doctor lembra outra série médica famosa, House. Tudo porque o protagonista Shaun Murphy, por ter uma inteligência além do comum e ser autista, acaba tendo atitudes inesperadas e métodos nada convencionais. Como o Dr. House, Shaun também pode dividir a opinião do espectador. Sem muito (ou qualquer) traquejo social, o personagem pode parecer, para algumas pessoas, pouco empático. Para mim, o sentimento foi exatamente o contrário. Adorei Murphy, sua sinceridade e acho que os flashbacks do personagem servem para aproximá-lo do espectador.

O piloto de The good doctor é promissor. A série entrega um bom protagonista, debate autismo (mais uma para lista ao lado de Atypical e Young Sheldon) e deve agradar aos fãs de produções médicas. A estreia da série não é perfeita, na verdade, está longe disso, mas mostra potencial. Há alguns problemas, como personagens secundários fracos e até o recurso de mostrar como a mente de Shaun trabalha soa mal feito — a intenção é boa, mas a execução é didática até demais.

Crédito: ABC/Reprodução

O principal destaque da produção está ligada ao passado de Shaun. Os flashbacks são tocantes e fazem com que o espectador possa compreender melhor a vida do médico. Como o canal pediu uma temporada completa, The good doctor ainda terá muito mais a explorar sobre esse personagem. Mas se vai durar muito mais ainda é um mistério. Se seguir o caminho dos tradicionais programas médicos ainda veremos muito mais de The good doctor.

Ponto de vista – Ronayre

The good doctor era uma aposta importante e o que mais contava na produção era a presença do talentoso ator Freddie Highmore. Infelizmente, nem a considerável capacidade de atuação de Highmore foi capaz de promover o mínimo de empatia do público pela série.

Tudo é da pior qualidade possível. A história é baseada em um clichê simplesmente insustentável: o gênio que não tem muito jeito social, mas com um bom caráter humanista. Grande parte do plot do piloto se encontra na “decisão” da diretoria do hospital em deixar, ou não, um médico com autismo atuar no local. A outra parte do piloto se encontra em Shaun tentando salvar a vida de um garotinho que sofreu um acidente ao ser atingindo por uma placa de vidro.

Com exceção de Highmore, as atuações são sofridas, os diálogos repetitivos, a história é atropelada e o personagem de Shaun, que deveria ser a grande atração, é insuportável. Os flashbacks dele sofrendo bulliyng em preto e branco doem os olhos.

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