Sombra e ossos se divide entre o romance e a fantasia

Compartilhe

Série Sombra e ossos, da Netflix, tem grande apuro visual, mas desliza ao não ter um protagonista forte, Leia a crítica!

Série que está no top 10 da audiência da Netflix, Sombra e ossos chama a atenção por não se decidir entre o romance e a fantasia. Apresentando os dois de maneira separada no roteiro, ela acaba não sendo nem uma coisa nem outra. Deve agradar mais órfãos de Harry Potter do que os das comédias românticas, mas poderia atingir os dois.

A saga é inspirada na trilogia literária de Leigh Bardugo. A primeira temporada traz a órfã Alina Starkov (Jessie Mei Li) e o melhor amigo dela, Mal Orestsev (Archie Renaux). Num mundo de fantasia, eles vivem em um país dividido por um local chamado Dobra. Até nos mapas, a Dobra é representada pela escuridão. Poucos se arriscam a atravessar a região, repleta de criaturas violentas tementes a luz.

Mal acaba sendo convocado pelo exército para uma missão que atravessa a Dobra. Alina, que é cartógrafa, convence os militares e participa da aventura também. Durante o ataque das criaturas, Alina descobre ser uma grisha, espécie de feiticeira com poderes que podem vencer a Dobra.

Alina e Kirigan

Assim, ela é separada de Mal e levada ao general Kirigan (Ben Barnes), o melhor personagem da temporada, com segredos e charme. Aí está um dos problemas de Sombra e ossos. Kirigan seduz o público e ganha a nossa torcida, especialmente quando está em jogo o coração de Alina, cujo romance com Mal não tem a menor química. Um outro romance que se desenvolve mais tarde (e do qual não daremos spoiler) também acaba chamando mais a atenção do que o dos jovens protagonistas.

Quem também rouba a cena é o trio Kaz (Freddy Carter), Inej (Amita Suman) e Jesper (Kit Young), que promove uma verdadeira caça a Alina para explorar os poderes dela em benefício próprio.

Um dos destaques de Sombra e ossos, como costuma acontecer com séries de fantasia, é o apuro visual. Os efeitos especiais dos poderes das grishas, o jogo de luz entre a Dobra e o que não é a Dobra, a fotografia de locações lindas. A série termina com um gancho certeiro para uma ainda não confirmada segunda temporada. Fica a impressão de que a decisão sobre o caminho será tomada.

Vinícius Nader

Boas histórias são a paixão de qualquer jornalista. As bem desenvolvidas conquistam, seja em novelas, seja na vida real. Os programas de auditório também são um fraco. Tem uma queda por Malhação, adorou Por amor e sabe quem matou Odete Roitman.

Posts recentes

Análise: Dor e glória em uma edição de colecionador no BBB

A imagem de Ana Paula Renault com o troféu nas mãos, cercada por seus aliados…

3 dias atrás

‘Euphoria’ não está tão ruim quanto dizem

Terceira e última temporada da produção na Max apresenta quase uma nova série para a…

1 semana atrás

‘Beauty in Black’ e o prazer de uma boa vilã

Desde que a segunda temporada de Beauty in Black chegou à Netflix — há pouco mais…

2 semanas atrás

Conheça a história central de “Quem ama cuida”, a próxima das nove

Com Letícia Colin vivendo mocinha justiceira, a novela das 21h da TV Globo tem assinatura…

2 semanas atrás

Análise: Mais que a originalidade, ‘Três Graças’ vence coroando a autenticidade

A novela original superou o aguardado remake de Vale tudo, lamentavelmente desconfigurado por Manuela Dias  Patrick…

3 semanas atrás

A onipresença de Belo na telinha

O ano de 2025 foi do cantor, que se lançou como jurado de reality, ator…

4 semanas atrás