Campanha mobiliza contra eutanásia

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Campanha ‘Não Mate, Trate’ chama atenção para o tratamento aprovado da Leishmaniose Visceral Canina, antes tida como fatal

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Quem teve um cão com Leishmaniose Visceral Canina até o começo de 2017 sabe das implicações desse diagnóstico. Os cachorros infectados pela picada do mosquito palha, além de não terem tratamento disponível, eram vistos como ameaça de transmissão da doença para humanos. A recomendação era certa: eutanásia.

Mas essa realidade mudou.. Neste ano, os Ministérios da Saúde e da Agricultura aprovaram o tratamento para cães com leishmaniose. A doença em animais agora é entendida como o que realmente é: infecciosa, mas não contagiosa. Acontece que apenas o mosquito consegue transmitir a doença, o cachorro é só um hospedeiro. Mordidas, arranhões, lambeduras e dejetos não são capazes de contagiar seres humanos ou outros animais.

Como a chegada do tratamento é recente, muitos veterinários e tutores ainda desconhecem essa alternativa. E com isso em vista, a ONG Arca Brasil e a Brasileish, associação para pesquisa e orientação sobre a doença, lançaram a campanha #NãoMateTrate, apoiada pela publicitária e ativista Carol Zerbato.

“Não há cura, mas há tratamento. E todo tutor responsável tem o dever de lutar pela vida dos seus cães, assim como os cães têm o direito de viver”, esclarece Carol Zerbato.

Conhecida por sua luta contra exploração de animais em cativeiro pela indústria do entretenimento, a ativista entra na causa em prol da conscientização social, já que a doença é crônica e requer atenção por toda a vida do cachorro, mas não justifica mais a morte induzida.

Outras personalidades como a atriz Paolla Oliveira também se juntaram à campanha. Em sua conta nas redes sociais, a global defende: “A doença tem tratamento e, com dedicação, cuidado e carinho, seu amigo pode voltar a ter uma vida saudável”.

Conheça Cola, o cão “Blade Runner”

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O vira-lata de Bangoc, na Tailândia, é o primeiro cão a usar próteses semelhantes às dos atletas paralímpícos

Vítima de uma crueldade, Cola foi resgatado e ganhou próteses atléticas
Vítima de uma crueldade, Cola foi resgatado e ganhou próteses atléticas. Crédito:  AFP / LILLIAN SUWANRUMPHA

 

Cola, um cão vira-lata de Bangcoc, amputado das patas dianteiras, já pode correr de novo graças a próteses feitas sob medida, parecidas com as utilizadas pelos atletas paralímpicos.  A vida de Cola sofreu uma mudança dramática em 2016, quando um morador do bairro onde ele rondava cortou suas patas dianteiras por ele roer seus sapatos.
Um aposentado britânico, Johm Dalley, instalado na Tailândia há anos, teve pena do cachorro e o levou a Phuket, um balneário famoso por sua praia de areia branca no sul do país.
Depois de um tempo, Dalley decidiu recorrer a uma empresa local especializada em próteses humanas para fazer um par de patas para Cola. “Estas próteses leves lhe dão um melhor equilíbrio do que um modelo anterior, mais pesado”, comemora Dalley.
“É incrível como os cães se adaptam rapidamente”, diz Dalley, que além de Cola tem mais oito cães.
Depois de Cola, Dalley decidiu criar uma associação, “Soi Dogs” (soi em tailandês significa rua), dedicado aos cães de ruas.
“Queríamos conseguir uma prótese que não fosse muito pesada, um pouco flexível ao nível do pé”, explicou Teddy Fagerstrom, diretor sueco do laboratório.
Paradoxalmente, Fagerstrom espera que o caso de Cola – o primeiro cão a usar próteses semelhantes aos dos atletas paraolímpicos, de acordo com John – sensibilize os tailandeses sobre a conveniência de recorrer a próteses de alta tecnologia em um país onde há uma tendência de se esconder deficiências.
Veja galeria de fotos:

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Pets que arranham árvores podem pegar e transmitir esporotricose

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Já ouviu falar em esporotricose? As úlceras na pele, que atingem tanto animais quanto humanos, podem ser consequência de um hábito aparentemente simples: arranhar árvores

Crédito: Comac/Divulgação
Crédito: Comac/Divulgação

Causadas por fungos, as micoses afetam animais e pessoas de várias maneiras e em diferentes graus de intensidade. A esporotricose é uma delas e o fungo causador pode ser encontrado em plantas e em troncos de árvores, principalmente. Por isso, gatos que com o hábito de arranhar troncos estão mais suscetíveis à doença. Em cães, a infecção é mais difícil de acontecer.

Machucados na face e nos membros do pet podem ser sinais de que ele está infectado. A partir desse ponto, os tutores devem tomar uma série de cuidados específicos com o animal. Usar luvas ao manipulá-lo para evitar o contato direto com as úlceras, ter o máximo de cuidado com arranhaduras e mordidas e o garantir acompanhamento de um médico veterinário são medidas essenciais para a saúde do pet e, consequentemente, do tutor e sua família.

“O tratamento é feito à base de medicamentos antifúngicos por via oral. O tempo de cura é em torno de três meses, sendo sempre importante o acompanhamento de um médico veterinário devido aos efeitos colaterais do remédio”, explica Ana Claudia Balda, médica veterinária, parceira do Comac (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), coordenadora do curso de Medicina Veterinária e professora do mestrado em Saúde e Bem-Estar Animal nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

 

A esporotricose é considerada uma epidemia pelos especialistas, sendo uma das grandes preocupações dos veterinários quando o assunto é saúde pública. Isso acontece pela fácil transmissão do animal às pessoas. Um pet que está contaminado e não recebe a devida atenção pode contaminar uma família inteira.

É importante ressaltar que o animal pode transmitir a enfermidade aos humanos mesmo sem estar infectado pelo fungo, pois o micro-organismo fica nas unhas do pet, após o contato com plantas ou solo contaminado.

Descobrir a doença no início é importante porque impede o contágio de novas vítimas. Apesar de a esporotricose ter cura, o tratamento é longo e pode causar efeitos colaterais.

Medo de fogos? Veja como amenizar

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Com a chegada das festas de fim de ano, tutores têm de se preparar para lidar com o pânico que muitos cães têm do barulho e, assim, evitar acidentes e até mesmo o óbito

Crédito: Reprodução
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Os cães possuem uma audição muito sensível, podendo escutar a origem do som em até seis centésimos de segundo e chegando a escutar até 45 mil hertz. Alguns se escondem dos barulhos, fogem, se ferem e outros correm para os donos tremendo. Quando estão em pânico, os cães podem até chegar a óbito, principalmente os que têm problemas cardíacos.
O especialista em comportamento animal e zootecnista Renato Zanetti explica que é importante entender a diferença entre medo e pânico para que o tutor saiba identificar qual a sensação de seu cachorro. “Medo é quando o animal sente que está em perigo, mas não faz coisas estranhas que normalmente não faria. Já o pânico é um nível maior e faz com que o pet não consiga processar muito bem essa emoção. O pânico impede que tenham a percepção do ambiente, podendo levar o cachorro a atravessar portas de vidro, escalar paredes, subir em telhados e até saltar de muros altos”, conta.

Mas para que isso não aconteça, Zanetti lista algumas dicas para minimizar esses problemas e ajudar os tutores a passar a virada do ano tranquilo com seu animal de estimação.

1. Estar em um lugar tranquilo, com o mínimo de barulho possível para que o pet não fique estressado e consequente sinta medo ou pânico;
2. Abafar o som externo. Deixar o ventilador ligado, colocar uma música calma, fechar janelas e portas;
3. Adaptar o cachorro ao ambiente que irá passar o ano novo, seja em casa sozinho ou em um day care;
4. O espaço tem que ser seguro para o cachorro. Todos os possíveis locais que eles possam escapar, devem estar fechados, como portas e janelas;
5. É importante disponibilizar tocas para ele se esconder, locais como embaixo da cama, dentro de caixas, dentro do banheiro, dentro da casinha ou uma caixa de transporte;
6. Disponibilizar petiscos diferentes ou comidas congeladas e brinquedos recheáveis para distraí-lo e estimulá-lo;
7. Se o pet ficar sozinho, o espaço deve ser livre de prateleiras, vidros, objetos de decoração ou porta retrato. Isso evita que ele se machuque;

E não se esqueça: não contribua para esse sofrimento desnecessário. Esqueça os fogos, eles não têm importância. Importante é celebrar com a família e os amigos, incluindo os pets!

 

Cães percebem e respondem a emoções negativas

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Estudo da Universidade de São Paulo mostra que lamber a boca fora do contexto da alimentação é uma resposta do cão a emoções negativas. Pesquisadora já havia demonstrado que cachorros interpretam expressões faciais de humanos

 

Fora do contexto de alimentação, ato de lamber a própria boca é sinal visual de emoções negativas – Crédito: Natalia de Souza Albuquerque/Divulgação
Fora do contexto de alimentação, ato de lamber a própria boca é sinal visual de emoções negativas – Crédito: Natalia de Souza Albuquerque/Divulgação

Por Valéria Dias, do Jornal da USP

É muito comum cães apresentarem o comportamento de lamber a própria boca (mouth-licking, em inglês). Se isso ocorre quando ele está prestes a ser alimentado ou diante de um alimento, trata-se de algo ligado à salivação e ao desejo de comer. Entretanto, muitos cães apresentam esse mesmo comportamento em situações não associadas ao ato de se alimentar. Um artigo publicado por pesquisadores do Instituto de Psicologia (IP) da USP na revista Behavioural Processes ajuda a entender por que isso ocorre.

“Nosso estudo constatou que quando os cães percebem algo negativo que afeta o próprio estado emocional deles (possivelmente também de forma negativa), eles apresentam um sinal visual, que é o ato de lamber a própria boca”, revela a autora do estudo, a bióloga Natalia de Souza Albuquerque, que está desenvolvendo a pesquisa para seu doutorado.

“Quando nós, seres humanos, vemos alguém com um rosto fechado, com uma cara de bravo, isso pode mudar nosso estado interno. Com os cães parece ocorrer algo semelhante.”

O estudo contatou que os cães lambem a própria boca a partir de um contato visual com uma expressão negativa seja de um homem, de uma mulher ou de um outro cão. Entretanto, nos estudos realizados pela bióloga, o mouth-licking ocorreu predominantemente a partir da visualização de uma imagem de expressão negativa de um ser humano (homem ou mulher), mas independentemente da emissão de algum som indicativo de emoção.

“O fato de expressar mais esse comportamento para seres humanos e estar relacionado apenas com o visual e não auditivo nos faz acreditar que esse comportamento foi selecionado durante a domesticação, ao longo do processo de evolução, para facilitar a comunicação entre cães e pessoas”, destaca a pesquisadora. Entretanto, Natalia faz uma ressalva: ainda não há informações comprovando que os cães fazem isso de forma intencional, ou seja, com a intenção de comunicarem o que sentem aos seres humanos. “Talvez em estudos futuros nós consigamos desvendar, mas, por enquanto, não temos essa informação e não podemos falar a respeito.”

Segundo a bióloga, existe uma literatura que associa o mouth-licking a respostas ao estresse no cão. Mas esse comportamento nunca havia sido avaliado sistematicamente por meio de estudos científicos. Natalia destaca que há muitas informações circulando sobre comportamento de cães sem real fundamentação teórica. Como exemplo, a pesquisadora cita um desses mitos: o de que, ao balançar o rabo, o cão está sinalizando amizade e que podemos nos aproximar dele.

“Atualmente, estudos têm mostrando que balançar o rabo pode sinalizar diversas coisas, como agressividade, frustração e felicidade. Isso mostra que não é algo tão simples e não compreender verdadeiramente esses comportamentos pode até ser perigoso, pois o cão pode balançar o rabo por se sentir acuado e estar sinalizando que não quer uma aproximação”, alerta a pesquisadora.

Cães reconhecem expressões faciais

Natalia analisou os vídeos novamente e percebeu que o mouth-licking está relacionado à percepção que os cães têm de emoções negativas de humanos Crédito: Natalia de Souza Albuquerque/Divulgação
Natalia analisou os vídeos novamente e percebeu que o mouth-licking está relacionado à percepção que os cães têm de emoções negativas de humanos Crédito: Natalia de Souza Albuquerque/Divulgação

Para chegar à conclusão de que o mouth-licking expressa uma reação do cão a emoções negativas, Natalia analisou vídeos que ela havia gravado anteriormente durante uma pesquisa sobre reconhecimento de emoções faciais por cães, em seu mestrado pela Universidade de Lincoln, no Reino Unido. Os testes foram realizados com 17 animais e as filmagens resultaram em 34 horas de vídeos, que foram analisados quadro-a-quadro. (Leia aqui o artigo publicado sobre este estudo.)

Neste estudo anterior, os cães foram expostos a imagens de homens, mulheres e cães com expressões faciais de raiva e de alegria. No momento da exposição era tocado um som (vozes de humanos e latidos de cachorros), durante 5 segundos (mesmo tempo de apresentação das imagens), e que poderia ser positivo, negativo ou ser um som neutro.

A pesquisadora analisou o comportamento dos cães, observando o movimento dos olhos e da cabeça dos animais. Ela constatou que eles reconheciam o conteúdo emocional do estímulo. Diante de um som positivo, os cães passavam mais tempo olhando para a imagem correspondente a essa emoção. E o mesmo acontecia para estímulos negativos. (Leia aqui reportagem publicada sobre esta pesquisa.)

Ao fazer uma codificação detalhada dos vídeos, Natalia percebeu que era comum os cães apresentarem o comportamento de mouth-licking. As análises atuais, então, mostraram que o mouth-licking está relacionado à percepção de emoções negativas, de seres humanos, transmitidas pelo canal visual. Esses novos dados dessa nova análise fazem parte da tese de doutoramento em desenvolvimento pela pesquisadora no Instituto de Psicologia (IP) da USP. A orientação do trabalho é da professora Briseida Dôgo de Resende, além da colaboração do grupo de pesquisadores da Universidade de Lincoln. A previsão de defesa é 2019.

Programe as férias e não se esqueça do pet

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Na hora de planejar as férias, é importante decidir, com antecedência, o que fazer com o melhor amigo. Para quem vai levá-lo, é preciso cumprir exigências sanitárias. Se o pet vai ficar, saiba como escolher a melhor opção de companhia

 

Crédito: Reprodução
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Com a chegada das férias, já tem gente preparando as malas para curtir o próximo destino. Muitos incluem o pet no roteiro da viagem, mas com as restrições ainda impostas por companhias aéreas e empresas de ônibus, nem sempre isso é viável. O que não significa deixar o melhor amigo desamparado: hoteizinhos e pet sitters podem garantir uma bela aventura para os peludos.

 

“Quando não é possível levar seu amiguinho em uma viagem, temos duas opções: deixá-los em hotéis para cães, ou na casa de algum amigo ou parente. Tenha certeza que o estará deixando em um local onde será bem acomodado e acolhido”, afirma Lorena Bastos, clínica geral e cirurgiã da Clínica Salud Pet. Em se tratando de gatos, deixar a casa pode não ser uma boa ideia.

“Os gatinhos ficam super bem sozinhos em casa, necessitando apenas de alguém para alimentá-los e fazer a higienização da caixinha de areia. Eles não gostam muito de sair de seu ambiente. Existem hotéis próprios para eles, que oferecem conforto, mas, em caso de dúvidas, a melhor opção ainda é contratar um pet sitter. Esse serviço consiste em pessoas que vão até a sua casa para cuidar do seu animalzinho, não gerando assim stress para ele”, aponta a veterinária.

Já para o cão, o serviço de pet sitter não é a melhor opção, diz Lorena Bastos.  “Eles normalmente exigem mais atenção, passeios e companhia. Nesse tipo de serviço, o animal fica uma boa parte do tempo sozinho, o que no caso dos cachorros, pode acarretar o stress do animal. A melhor opção para os cãezinhos é ficar na companhia de alguém de confiança”.

Na ausência dos tutore,s é comum notar uma mudança de comportamento nos animais, alguns podem parecer até deprimidos. “Assim como nós sentimos falta deles, os pets sentem muito a nossa falta também. Para amenizar isso, é interessante deixá-los na companhia de pessoas que irão interagir com eles e mantê-los ativos. Por isso, é importante averiguar com antecedência onde eles vão ficar hospedados, para se certificar que o local é adequado para seu pet. Hotéis que mantém os cães presos não são indicados para animais companheiros e ativos, por exemplo”, esclarece Lorena.

Apesar dessa mudança de comportamento ser comum, é importante estar atento, para que isso não prejudique o bem-estar dos pets. “Se a saúde do animal fica comprometida, como é o caso de animais que ficam extremamente deprimidos, se recusam a se alimentar, praticam automutilação, um veterinário ou um especialista em comportamento animal deve ser consultado”, aponta Lorena.

Se a ideia é levar o amigão na viagem, algumas medidas devem ser tomadas com antecedência. “A primeira coisa a se fazer é consultar o veterinário do seu pet, para verificar se a vacinação está em dia e de acordo com as exigências, atestar a saúde do animal e se ele está em condições para a viagem”, alerta a veterinária.

Para viagens de avião, são necessários:

  • Atestado de saúde feito por um veterinário (válido por 10 dias).
  • Vacinação antirrábica, aplicada no mínimo 30 dias antes da viagem (muitas vezes a vacinação de campanha não é válida para o caso, por não ter assinatura de um veterinário).
  • Checar com a companhia aérea sobre tamanhos de caixas de transporte e animais permitidos.
  • Se a viagem for internacional, é necessário entrar em contato com o Ministério da Agricultura para a emissão do Certificado Veterinário Internacional, com pelo menos 1 mês de antecedência.

Durante a hospedagem, em hotéis especializados, é importante que os animais levem com eles alguns de seus itens de uso pessoal. “Os pertences do pet, como comedouro e bebedouro devem ser levados, já que alguns cães estranham vasilhas que não são deles, e por já estarem em ambiente diferente, podem não querer comer ou beber água. A caminha e brinquedos que ele goste, são boas dicas, ter esses objetos por perto ajuda a minimizar a falta de casa, deixando o pet mais acomodado no novo ambiente. Também é importante levar a ração que ele está acostumado a comer, para evitar problemas intestinais, falta de apetite e alergias”, observa a veterinária.

Para quem optar por um desses hotéis, algumas dicas podem fazer toda a diferença:

  • Visite o local para saber como os animais são tratados.
  • Tenha atenção com a limpeza do ambiente.
  • Sentir confiança nas pessoas que trabalham no hotel e no lugar é fundamental.

 

 

 

Bazar para apaixonados por gatos

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Com produtos divertidos, evento vai reverter 100% do lucro para a causa animal

 

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

É apaixonado por gato ou conhece alguém que seja? Na edição de Natal do evento do Clube do Gato no Cobogó, neste fim de semana, o público vai encontrar produtos super diferentes e exclusivos, com 100% do lucro revertido para a causa animal.

Além dos itens para gatos, como arranhadores, camas e brinquedos, há muitas sugestões de presentes para os que amam os felinos, como artigos estampados com ilustrações exclusivas doadas por artistas de todo o país em prol dos animais.

Desde 2012, o #ClubedoGato encaminhou 586 animais para adoção responsável! O valor para sustentar esse projeto depende da venda dos “produtos-do-bem”.

Veja alguns dos mimos que estarão à venda:

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SERVIÇO 
– 09/12 (10h às 20h)
– 10/12 (12h às 20h)
Local: Cobogó Mercado de Objetos (SCRN 704/705 bloco E lojas 51/56 – (61) 3039-6333

Mantendo o pet em tempos de crise

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Veterinária dá dicas para economizar com as despesas, sem deixar o pet de lado. Para quem está pensando em levar um animal para casa, ela lembra que é importante muito planejamento

Crédito: Reprodução
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Vacinas, vermífugos, remédios antipulgas, alimentação saudável, brinquedos, lugar confortável para dormir, passeios, acompanhamento veterinário, atenção e amor devem fazer parte do dia a dia do amigo peludo. Em tempos de crise, porém, muita gente tem medo de não conseguir manter o padrão ao qual o pet está acostumado. Por isso, a veterinária Ana Carolina Junqueira Mendes, da Aila (Aliança Internacional do Animal), organização não-governamental que atua há quase 20 anos em prol do bem-estar dos animais, lista uma série de atitudes que ajudarão os tutores no período de contenção de despesas, evitando abandonos:

Banho em casa ou no Pet shop?  Segundo Ana Carolina, tudo depende da pelagem do animal. “Se for curta, o dono pode dar banho em casa mesmo”, orienta. Ter todo o material de banho ao alcance das mãos é mais um ponto a ser levado em conta, de acordo com Ila Franco, fundadora da Aila. “Os cuidados com as orelhas são extremamente importantes. Não deixe cair água no focinho. Se isso acontecer, seque com a toalha”, ensina Ila. Ela avisa que há cachorros que precisam de banhos semanais; outros, não. “Dar banho só por dar e não observar as reais necessidades do animal é uma rotina já estabelecida e corriqueira”, explica Ila. Converse com especialistas e peça informações sobre os melhores produtos de higiene, cuidados na hora de secá-los, como mantê-los tranquilos durante o banho, sugestões de tosa e corte das unhas. Negociar valores mais em conta quando você leva o animalzinho toda semana em um mesmo local é um ótimo negócio.

Saúde em dia: Prevenir é o melhor remédio para o seu bolso e para a saúde do seu companheiro de quatro patas. Pelo menos uma vez ao ano, o animal precisa ir ao veterinário para passar por um check-up e atualizar as vacinas. Esse acompanhamento pode evitar que problemas simples de saúde se agravem e precisem de intervenções cirúrgicas, aumentando as despesas. Planos de saúde para cães e gatos, consultas em clínicas com preços populares e negociar descontos com aquele profissional que você já conhece ajudam a manter as finanças em ordem.

Conforto com economia: quando o dinheiro está curto, é preciso focar nas reais necessidades dos animais. Se não dá para comprar aquela caminha incrível que você viu no pet shop, use a criatividade e os itens que você tem em casa. Lençóis e travesseiros limpos que estão guardados no fundo do armário podem se transformar numa caminha confortável para cães e gatos. O mesmo vale para comedouros e bebedouros. Não é preciso comprar os mais caros, apenas escolher aqueles que são específicos para essas funções.

Alimentação que cabe no bolso: se aquela ração premium não se encaixa mais no orçamento, opte por uma mais em conta – que seja de boa qualidade – ou alimentos orgânicos, frutas, fibras, verduras, legumes e carnes. Frutas não ácidas, como maçã, banana, pera, mamão e figo estão liberadas. No quesito verduras e legumes, recorra à cenoura, à vagem, à couve e ao espinafre. Carnes magras, frango e cordeiro são ótimas pedidas para o cardápio. “Evite as carnes gordurosas e gordura em geral”, recomenda a veterinária Ana Carolina. Na lista do que não oferecer aos pets estão ainda os alimentos com amido, pão e cebola, que é tóxica para os cachorros. Só ofereça arroz em pouquíssima quantidade. A versão integral é a mais saudável para eles. Você mesmo fará a alimentação dos bichos em casa? Use pouco sal, gordura e temperos. Moderação nunca é demais. Esses cuidados valem para cães e gatos. Antes de sair dando comida para o pet, consulte um médico veterinário. Só ele pode analisar as reais necessidades nutricionais do seu amigo, levando em conta o peso, a raça e outras especificidades.

Medicamentos: nada de sair gastando uma fortuna com remédios, a não ser que eles sejam recomendados pelo médico veterinário. Esqueça aquela história de ter uma farmácia em casa para casos de emergência.

Para quem está pensando em levar um pet para casa, a dica é: planeje-se. Saber quanto gastará com o animal é o melhor caminho para organizar o seu orçamento. O pet precisará de alimentação de qualidade, vacinas, vermífugos, remédio antipulgas, brinquedos e um lugar adequado e seguro para dormir. Os adotados, habitualmente, já vêm castrados e com as vacinas para a sua faixa etária em dia. Coloque tudo no papel, pesquise preços e tire dúvidas com o médico veterinário de sua confiança.

É essencial ter consciência de que ele fará parte da família para sempre, assim como acontece com uma criança. Não dá para descartá-lo porque o dinheiro é pouco, certo? Se está pensando em adquirir um peludinho, é bom saber que a adoção ajuda a reduzir a quantidade de animais abandonados em abrigos (aqueles que têm sorte de serem acolhidos) e nas ruas (expostos a todo tipo de violência). De acordo com informações da OMS (Organização Mundial de Saúde), há 30 milhões de cães e gatos abandonados no Brasil. Na Grande São Paulo, esse número passa dos 2 milhões.

 

Sobre a Aila (Aliança Internacional do Animal)

A americana Ila Franco trabalha focada na vida plena e segura dos animais há mais de 40 anos. Em 1999, ela fundou a Aila (Aliança Internacional do Animal) aqui no Brasil, uma entidade filantrópica não-governamental, sem fins lucrativos, que tem como objetivo defender o bem-estar animal por meio de ações educativas junto às comunidades, oferecendo formação humana voltada ao respeito à vida em todas as suas manifestações.

A organização resgata animais vítimas de maus-tratos e oferece todo o suporte necessário para reinseri-los à sociedade. Os pets acolhidos recebem tratamento clínico, são esterilizados, vacinados, vermifugados, alimentados, cuidados com amor e preparos para doações responsáveis. A aliança Internacional do Animal e seus parceiros acreditam que os animais, assim como os seres humanos, têm direito à liberdade e à vida digna. Por isso, julgam inaceitável, sob quaisquer circunstâncias, a crueldade entre ambas as espécies.

Atualmente, a instituição abriga em torno de 1500 animais, entre cães, gatos e aves. Eles são acomodados em três espaços distintos, todos localizados em Cotia, SP. Grande parte vive num espaço de 120 mil m², divididos de acordo com suas condições. Quando são acolhidos pela Aila, passam por uma triagem com veterinários e pela própria Ila Franco.  Depois, são acomodados de acordo com suas necessidades físicas e emocionais, nos chamados condomínios, com casas suspensas de madeira e alvenaria em tamanhos confortáveis aos cachorros. Protegidos do frio e da chuva, eles ainda contam com lagos para se refrescar em dias de calor intenso, móveis para descansar, brinquedos, água limpa, alimentação saudável e equilibrada, espaço abundante para se exercitar, natureza farta e muito amor e atenção.

Os gatos ficam em um local amplo só para eles, divididos de acordo com o quadro de saúde de cada um, com balanços, areia, brinquedos térreos e aéreos e móveis suspensos para se exercitarem. Em breve, os animais terão acesso à uma clínica veterinária exclusiva, em fase de construção dentro de um dos espaços da Aliança Internacional do Animal.  Para saber mais, acesse www.aila.org.br

Mantendo os gatinhos na ativa

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Enriquecimento ambiental é fundamental para que os gatos não fiquem parados o dia todo e, assim, acabem obesos. Caixas de papelão, bolas de papel e arranhadores garantem diversão e mandam o tédio embora

Brinquedinhos simples como esse são garantia de diversão para gatos Crédito: Reprodução
Brinquedinhos simples como esse são garantia de diversão para gatos Crédito: Reprodução

Gatos são dorminhocos por natureza. Com os tutores fora de casa na maior parte do dia, corre-se o risco de os bichanos ganharem muito peso.

“Se deixarmos, os gatos passam a maior parte do tempo dormindo, podendo dormir até 19 horas por dia. Estimulá-los com diferentes tipos de brinquedos, como bolinhas com guizo, varinhas com penas, arranhadores, além de oferecer locais como esconderijos e prateleiras, é fundamental para incentivar a atividade física” afirma médica veterinária Sandra Nogueira, da Hill’s Pet Nutrition.

Existem dois tipos de enriquecimento ambiental: vertical e estrutural. O vertical estimula a habilidade natural dos felinos de pular, saltar e escalar podendo ser feito através de prateleiras, arranhadores, escadas ou até mesmo deixando objetos no alto para estimular a curiosidade, pois sabemos que os gatos são animais curiosos e que adoram uma novidade. O enriquecimento estrutural pode ser feito por meio da colocação de esconderijos, caminhas, brinquedos, arranhadores e até mesmo caixas de papelão. Brinquedos como, bolinhas com guizo, de papel, de plástico, de diferentes cores e tamanhos também são exemplos de enriquecimentos estruturais e colaboram para aguçar o lado caçador dos felinos. O ideal é misturar os dois tipos de enriquecimento deixando o ambiente mais interessante.

 O proprietário deverá ser encorajado a conhecer o estilo e preferências do gato e saber quais são os brinquedos/estratégias para incentivar a atividade física do seu animal.

 Para garantir o controle de peso dos gatos somente exercícios não é suficiente. Um alimento adequado para a fase ou estilo de vida também é importante. Segundo Sandra Nogueira, “garantir que os gatos recebam o alimento adequado, na quantidade ideal, recomendada pelo médico-veterinário ou pelo guia de alimentação na embalagem é fundamental para a saúde dos animais”.

 Muitos proprietários optam por deixar o alimento durante o dia todo a disposição, o que é correto para os felinos, porém, o alimento deverá ser oferecido na quantidade indicada. Sandra afirma que “muitos proprietários deixam o comedouro cheio de alimento não se atentando na quantidade oferecida”.

 Gatos com sobrepeso são comumente vistos nas clínicas veterinárias, portanto é papel do proprietário controlar o peso do seu animal juntamente com o médico veterinário. Segundo Sandra um “alimento adequado, na quantidade correta e o estímulo da atividade física com o enriquecimento ambiental é suficiente para controlar o peso dos gatos”.

Cuidado com guloseimas no Natal!

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As festas de fim de ano estão chegando e, nessa época, aumenta em 30% o número de animais nos hospitais veterinários e uma das principais causas do problema é a ingestão de alimentos destinados ao consumo humano

 

Crédito: Total Alimentos/Divulgação
Crédito: Total Alimentos/Divulgação

 

GATOS COMEM DOCE?

Cientistas afirmam que, em geral, os gatos não se interessam por doces. Na verdade, a preferência do gato é o sabor da proteína animal. “Os gatos, apesar de terem sido domesticados, continuam sendo carnívoros restritos e não consumem doces porque, na verdade, não têm capacidade de sentir esse sabor”, afirma Marcello Machado, médico veterinário e gerente técnico da Total Alimentos.

De acordo, com a revista Scientific American a causa é um gene.  Os felinos, inclusive leões e tigres, não têm uma parte do DNA que existe no gene Tas1r2, o qual é responsável por gerar proteínas que formam os receptores de doces (localizados na língua dos gatos). Por isso, os felinos não percebem o sabor doce como humanos e outros mamíferos.

“Os tutores sabem que o olfato e tato de seus gatos são mais apurados, mas talvez não saibam que o paladar dos felinos seja mais restrito. Saber disso, ajuda até no manejo alimentar: o tutor deve oferecer alimentos elaborados com fontes de proteínas de origem e evitar oferecer doces, pois podem causar obesidade e diabetes”, explica o médico veterinários dos Snacks DogLicious e CatLicious.

E OS CÃES?

Se o consumo desregrado de açúcar pode causar malefícios ao ser humano, o mesmo ocorre com os cães, como explica Marcello Machado: “O açúcar pode trazer inúmeros problemas, principalmente obesidade e a rejeição futura de alimentos adequados para a saúde do animal”. Segundo o veterinário, os tutores não devem oferecer doces em barras, sejam caseiros ou industrializados, e, principalmente, chocolates! “O chocolate é tóxico para cães e também para os gatos. A substância chamada teobromina, presente no cacau, pode causar intoxicações, vômitos e diarreia”, afirma.

CURIOSIDADE SOBRE O PALADAR DOS CÃES

Não se engane, os cães possuem menos papilas gustativas do que ser humano. Então, seu animal de estimação, não sente com tanta intensidade os sabores “O homem tem 9 mil papilas gustativas, enquanto os cães têm, aproximadamente, 1.706 apenas”, finaliza o veterinário.

OPÇÕES

Os cães e gatos também podem aproveitar as festas de fim de ano de uma maneira divertida, deliciosa e sem riscos.

“Se o tutor quer agradar o cãozinho ou o gatinho, deve oferecer petiscos específicos de pet para ele, pois muitos dos alimentos para humanos podem causar intoxicações sérias nos animais de estimação”, aponta Marcello Machado.

O veterinário reforça que os snacks podem ser oferecidos como agrado ou  recompensa, mas não substituem a alimentação completa diária.