Pets estressados, deprimidos e ansiosos podem se beneficiar de florais. Porém, só um especialista deve indicar a melhor formulação
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Você já deve ter percebido que os os animais de estimação não só percebem os sentimentos dos tutores como, muitas vezes, até os absorvem. Por conviverem em ambientes domésticos e urbanos, muito próximos aos tutores, os pets também desenvolvem doenças que são conhecidas entre os humanos, como estresse, depressão, ansiedade e hiperatividade.
Não importa o porte nem a raça do animal de estimação, diversos fatores são capazes de desencadear problemas psicológicos e de saúde no pet. A falta de exercícios e atividades físicas somadas à ausência do tutor são os principais fatores que colaboram para deixar o animal depressivo e estressado. Os florais, medicamentos com formulações de essência de flores, sendo elas terapêuticas, podem ser um dos medicamentos indicados para alguns casos, sendo bom em resultado e no custo benefício.
“O tratamento com florais são os mais indicados na atualidade, porém é preciso identificar o real sintoma do pet e aplicar a formulação mais indicada. É indispensável procurar um especialista para a identificação do tipo de transtorno comportamental que o animal manifesta” comenta Daiane Cavassin Kasecker, farmacêutica e representante comercial da DrogaVET de Curitiba.
Segundo Daiane, esses medicamentos são usados de forma complementar no tratamento de distúrbios dos pets, sendo o Rescue um dos mais indicados pelos profissionais de medicina veterinária. Ele ajuda a combater a ansiedade dos animais, e é indicado o uso quando o melhor amigo apresenta sinais de medo em contato com ruídos alto, como tempestades e fogos de artifícios. Pode ser usado, ainda, para minimizar a ansiedade de separação, quando o tutor esta ausente, e até mesmo na adaptação a um novo ambiente. Também compõem a de indicações os fitoterápicos passiflora e valeriana, dois princípios ativos com ação calmante e antiestresse. Além disso, a valeriana possui ação ansiolítica, reduzindo a ansiedade naturalmente sem efeitos colaterais.
“Apesar de não ter nenhum tipo de efeito colateral, o tutor deve acompanhar sempre de perto o tratamento de seu pet; afinal eles são como filhos e o momento da recuperação é de extrema importância para a convivência” finaliza a farmacêutica.
A programação do carnaval também inclui os cachorros. Mas, atenção: só leve a cachorrada para folias específicas para pets! Nada de expor o melhor amigo ao barulho e ao calor dos blocos tradicionais
Chico, com uma de suas muitas fantasias, arrasando no “lado negro da força” Crédito: Arquivo Pessoal
Mal acabou o Natal e já estamos perto do carnaval. E dá para cair no samba ao lado do melhor amigo. Bailinhos de CarnaPet estão cada vez mais comuns, uma boa oportunidade para o cachorro socializar com outros e para os tutores tirarem fotos dos bichos com fantasias engraçadas. Só não vale expor os animais ao som alto e ao sol forte, nem insistir para que vistam roupinhas que os deixem desconfortáveis. Com alguns cuidados, porém, é possível se divertir muito no meio da bicharada. ”
A veterinária Carla Storino Bernardes, da Cobasi, recomenda levar os animais apenas em blocos pet friendly, com trajeto encurtado, ou em local fixo, como praças. No caso dos eventos específicos para pets, ela lembra que o tutor deve manter as vacinas em dia, assim como o uso de antiparasitários. “Durante o dia, o tutor deve se atentar à hidratação do pet. Em relação à interação do animal com outros, é necessário focar no comportamento do para evitar brigas entre eles. Não é recomendado levar fêmeas no cio para locais com outros animais; além do cruzamento indesejado, isso pode causar disputa entre os cães machos do local”, ensina.
Kit carnaval do Chico: pomada hidratante, óculos escuros e repelente
O golden Chico vai para seu segundo carnaval. “Ele gosta muito de estar com os aumigos”, conta a tutora, Dayane Siqueira. Ela planeja levá-lo a vários eventos carnavalescos específicos para pet. “O cuidado que tenho é manter ele sempre hidratado. Usamos uma pomada para não queimar as patinhas e bastante repelente. Nos bailinhos que têm concurso de fantasia, eu só visto na hora do desfile para ele não ter ficar muito quente, já que é muito peludo”, diz. Outro cuidado é com a plaquinha de identificação, sempre no pescoço do golden, para o caso dele se perder.
O tutor deve pensar sempre no conforto do animal, lembra a veterinária Carla Storino Bernardes. “Se o dia estiver muito quente, a fantasia deve ser evitada, tendo como alternativa uma bandana, adereços como gravata e lacinho e até mesmo coleiras e peitorais coloridos. Caso o tutor realmente queira fantasiar o seu pet, priorize tecidos mais frescos como algodão.”
Programação
28 de janeiro (domingo) – A Mr.Brownie & Vai Bem Gelados vai organizar uma folia para os pets. De 12h às 20h, vai ter fotógrafo e concurso de melhor fantasia, com prêmio. Quem comprar uma sobremesa ganha uma bola do sorvete MapaDog Vai bem para o cachorro se deliciar. Também terá expositores pets e foodtruck de cerveja e cachorro-quente no espaço gramado no fundo da loja. Fica na CLS 103, bloco B, loja 40.
3 de fevereiro (sábado) – Carnapet da Ciadaterra Pet Shop, com concurso de fantasia, sorteio de brindes, café da manhã, petiscos para os pets e promoções. Das 9h30 às 13h30, na 109 Sul
3 de fevereiro (sábado) – Grito de Carnaval do Armazém Rural, a partir das 9h30, com concurso de fantasia, sorteios de brindes e petiscos. Na 205 norte
11 de fevereiro (domingo) – Carnapet do Shopping Felicittá. com desfile e concurso de fantasia. Inscrições de 1 a 8 de fevereiro, gratuitas. A festa será das 16h às 21h no shopping, que fica na Avenida Castanheiras, Rua 36 Norte – lote 05, Águas Claras
Shopping de Águas Claras organiza encontro de cães neste fim de semana. Dessa vez, o tema será Spitz alemão, uma raça extrovertida, companheira e muito, muito fofa
Clóe, spitz alemão: não é uma fofura? Crédito: Arquivo pessoal
Quem ama os cães da raça Spitz tem um encontro marcado no DF Plaza Shopping, neste sábado (20) a partir das 14h. O espaço Lounge Pet do shopping será invadido por muita fofura e simpatia dos bichinhos dessa raça. Com entrada gratuita, o evento promoverá diversão e interação entre os pets e toda a família.
Para receber os animais, o DF Plaza preparou um espaço cercado com grama sintética e brinquedos especialmente pensados para diversão dos cães, como túnel, rampa para escalar e piscina de bolinhas. Em parceira com o grupo Spitz Alemão – DF, haverá diversos sorteios para o público presente no local, incluindo uma cesta de brindes da DrogaVet, farmácia de medicamentos veterinários manipulados.
”Em 2017 trouxemos os pets para dentro do shopping e foi um sucesso. Em 2018 não será diferente. Cães de diversas raças e seus donos serão sempre bem-vindos em nosso espaço. Estamos ansiosos por mais esse momento de confraternização ” afirma o coordenador de Marketing do DF Plaza, Judá Cardoso.
De beleza cativante e pelos macios, o Spitz Alemão é uma raça nórdica muito antiga nativa da Alemanha com tamanhos variados: o gigante, o standard (padrão) e o miniatura. Os pets dessa raça são muito extrovertidos e companheiros. Cachorros devotados aos donos, adoram a companhia da família e estão sempre muito animados para brincar.
Cansado de ser enganado pelo cachorro ou arranhado pelo gato na hora do medicamento? Seus problemas acabaram… Farmácias agora manipulam ou transformam remédios em petiscos saborosos
“Tá querendo me enganar, humano?” Crédito: Reprodução
Tem tarefa mais difícil que dar remédio para cachorro? Tem, sim: medicar os gatinhos. Só quem já saiu todo arranhado da empreitada (sem conseguir que o pet engolisse o comprimido, diga-se de passagem) conhece essa luta! Existem alguns truques, como enrolar num pedacinho de presunto ou de pão. Mas nossos amados bichinhos aprendem rapidamente a nos enganar. Fingem que tomaram o remédio, que fica guardadinho num canto da boca, esperando só o tutor virar de costas para ser cuspido (e descoberto tempos depois).
Mas, acredite: existe solução! Os medicamentos em forma de drágea (o clássico comprimido), cápsulas e líquido podem passar por remanipulação. Isso significa que o farmacêutico pega o remédio e dá uma nova cara a ele – por exemplo, de bifinho, inclusive com o gosto e o cheiro de carne. Ou, então, transforma as gotinhas em uma deliciosa pasta de frango. Isso também vale para as receitas médicas que podem ser manipuladas, em vez de compradas prontas.
“Como a grande maioria dos medicamentos tem sabor amargo, os bichinhos conseguem facilmente identificá-los e não os ingerem, deixando-os de lado”, afirma Renata Piazera, farmacêutica e sócia-fundadora da farmácia de manipulação Fórmula Animal. Uma das estratégias usadas por Renata é remanipular os medicamentos em forma de pequenos petiscos, sabor hambúrguer. De acordo com ela, a transformação não interfere na fórmula do medicamento; ela apenas torna o produto mais palatável.
De acordo com a veterinária Gisele Starosky, também é possível manipular os medicamentos em forma de xarope salgado ou doce, pastas comestíveis, géis, biscoitos e sachês com sabor. No caso dos líquidos (inclusive de cápsulas líquidas), ela lembra da importância de verificar se o pet tomou tudo, para não interferir no tratamento. “O que é possível fazer é manipular esses suplementos na forma de xarope com sabor ou até em pastas ou biscoitos palatáveis”, ensina.
Com esses truques, nem os gatos escapam do remédio. “Para gatos, indicamos manipular os medicamentos na forma de pasta oral. A pasta pode ser aplicada diretamente na patinha do animal, e este, ao lambê-la, vai ingerir o medicamento. A pasta pode ser feita com sabores que os gatos mais gostam como salmão, bacalhau e azeitona!”, diz.
A inflamação na bexiga está ligada a diversos fatores, incluindo desequilíbrio alimentar e estresse. O não tratamento pode levar a complicações graves
Água sempre limpa e disponível ajuda a prevenir cistite Crédito: Divulgação
A cistite em gatos é um problema urinário bastante comum que provoca muita dor e incômodo. Trata-se de uma inflamação na bexiga que pode ter diversas origens ou até ocorrer por causa desconhecida. “Além disso, a doença pode desencadear outros distúrbios no sistema urinário e, se não tratada adequadamente, motiva complicações graves”, explica o médico veterinário Marcello Machado, gerente Técnico Nacional da Total Alimentos.
Em geral, a ocorrência dessa enfermidade é mais frequente em animais machos entre 2 e 6 anos. “A identificação da cistite felina acontece por meio de exame clínico, testes de urina e exame de imagem, sendo importante que, ao fechar o diagnóstico, sejam identificados os possíveis agentes causadores do problema”, explica o médico.
Diferentemente da maior parte dos animais, as bactérias não são os principais causadores da cistite em gatos. É mais comum que o aparecimento da patologia tenha relação com fatores como:
idade;
alimentação incorreta;
baixa ingestão de água;
doenças anteriores;
obesidade;
estresse.
Gatos estressados, ansiosos e agressivos sofrem alterações no sistema endócrino, neurológico e de defesa do organismo, e isso aumenta a predisposição do pet ao desenvolvimento de cistite. Nesses casos, o diagnóstico é mais complicado e requer uma análise mais detalhada sobre cada sintoma.
“A cistite causada por estresse ocorre quando o animal vive em um ambiente sem condições adequadas para o desenvolvimento saudável e não recebe os cuidados necessários referentes a alimentação, saúde, atenção e higiene”, conta Machado.
Ainda existem casos de cistite idiopática, em que o agente causador é desconhecido.
Sintomas
Quanto mais cedo a patologia for identificada, menos o felino sofrerá com os sintomas, e menores as chances de complicações. Para isso, é fundamental manter uma rotina de acompanhamento veterinário e ter atenção às mudanças de comportamento do animal. Caso note algum dos sintomas de cistite em seu animal de estimação, procure a orientação de um especialista para realizar exames detalhados:
periúria (urinar fora do local apropriado – no caso, a caixinha de areia)
dor ao urinar;
sangue na urina;
diminuição na quantidade da urina;
urina com odor forte.
Os felinos diagnosticados com cistite devem receber medicação recomendada pelo veterinário e ter cuidados especiais com a ingestão de água e alimentação. A melhor ração para gato com cistite deve ter quantidades reguladas de sódio, magnésio e fósforo, baixo teor de proteínas e pH adequado, para não sobrecarregar o sistema urinário.
Chuva forte, calor e sol: essa é a combinação perfeita para a proliferação de pulgas, carrapatos e outros parasitas. Tosas regulares e produtos específicos ajudam a combater o problema e evitar doenças
Gatos também são alvo fácil de pulgas e carrapatos Crédito: Reprodução
Estamos no verão, estação marcada por dias de muito sol, temperaturas mais altas, chuva forte e um ambiente perfeito para parasitas. Pulgas, carrapatos e mosquitos adoram esse clima e, por isso, os cuidados com os pets devem ser redobrados.
Pulgas e carrapatos podem sobreviver em um ambiente por diversos meses em fases imaturas e é justamente durante períodos mais quentes e úmidos que concluem seu ciclo e tornam-se adultos, assumindo a forma encontrada nos pets. E é no verão que animais de estimação ficam mais vulneráveis e infestações acontecem com mais frequência, seja por conta de ambientes infectados ou transmissão de um animal para outro durante passeios, que também ficam mais frequentes.
Parasitas provocam coceiras, alergias e transmitem doenças graves. A melhor maneira de combatê-los é a prevenção. Para ajudar os tutores a manterem os parasitas longe de casa, confira algumas recomendações da Comissão de Animais de Companhia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal:
Mantenha a higiene do pet em dia com banhos e tosas regulares e utilização de produtos recomendados para prevenção e controle de parasitas no ambiente que ele vive;
Consulte o veterinário assim que perceber algo fora do normal. Quanto antes a presença de parasitas for detectada, mais fácil e rápido será se livrar deles.
Após os passeios, reforce a procura por parasitas e fique de olho no comportamento do seu pet nos dias seguintes. Pulgas saltam altas distâncias e podem, facilmente, ir de um pet a outro.
Use somente produtos adequados para a proteção de cães ou gatos contra os parasitas e indicados pelo veterinário. A eliminação ainda na fase imatura das pulgas reduz a infestação ambiental.
Gatos também têm problemas com parasitas, merecem atenção especial e medicamentos que os protejam de infestações, principalmente por pulgas.
Cheque as dobrinhas e os pelos do pet. Carrapatos podem se esconder debaixo da pelagem ou em locais menos expostos, como entre os dedos ou dentro das orelhas
Assim com crianças, os cães precisam de brinquedos para desenvolver a cognição, socializar, diminuir o estresse e, claro, para se divertir. O ideal vai depender da idade e personalidade de cada um
Freesbe: ótima opção para interagir com o cão nas áreas externas Crédito: Reprodução
Você sabe qual é o brinquedo ideal para o pet? As melhores opções são aquelas que levam em conta quem ele é: seu comportamento, idade, condições de saúde, se convive só ou tem irmãos de peloe necessidades. Brinquedos e brincadeiras são responsáveis pelo desenvolvimento físico e intelectual, socialização entre animais e o próprio tutor, redução de quadros de ansiedade e depressão e melhora da atenção.
Cientes de que a interação com os amigos peludos ultrapassa o simples ato de jogar bolinha e esperar que eles a tragam de volta, o médico veterinário Marco Antonio Chiara Berti e a americana Ila Franco, fundadora da Aila (Aliança Internacional do Animal), ensinam caminhos que levam à diversão inteligente e prazerosa. Veja as dicas:
Para que servem os brinquedos? A funcionalidade deles vai além do entretenimento. Na parte motora, por exemplo, ajudam no crescimento dos músculos, ossos e na lubrificação das articulações dos filhotes. Quando o assunto é a cognição, os brinquedos têm papel decisivo na evolução intelectual dos animais, assim como acontece com as crianças. Os bichinhos passam a responder aos estímulos externos e chegam a fazer associações de sons com imagens. Outros benefícios são prevenir e reduzir a depressão, aliviar o estresse, melhorar a atenção e facilitar a socialização do pet com os donos e com outros animais.
Idade e diversão: Os filhotes estão naquela fase divertida de explorar o mundo. Por isso, roem, pulam, correm, rosnam, mordem, atacam as coisas que estão no chão e fazem aquela bagunça que a gente ama. “Eles precisam de alternativas macias e com sons suaves. Os educativos são perfeitos para os adultos. Idosos se dão bem com os de pelúcia, de tamanho grande e com som suave”, detalha Ila Franco. Ao saberem que alguém brincará com eles todos os dias, os animais tendem a ficar menos ansiosos e, de quebra, abandonam o hábito de roer e destruir objetos dentro de casa, o que é uma maravilha, certo?
Todo cuidado é pouco: Quer evitar que os cães grandes engulam algo que cause uma tragédia? Evite dar brinquedos pequenos a eles. Descarte os ossinhos de galinha, que podem causar intoxicação e levar à morte por asfixia. “Os de couro de vaca são extremamente danosos à saúde dos cachorros”, orienta Ila Franco. Pelúcias com enchimento e alternativas moles e com apito dentro também não são recomendadas pelos especialistas, assim como os brinquedos específicos para crianças. Os felinos não devem receber opções com fitas, bolinhas, penas e enchimento de pelúcia. Também evite os brinquedos feitos com materiais que se quebram facilmente, soltam pedaços pontiagudos e podem machucar ou levar a óbito.
Rodízio: Os cachorros, assim como as crianças, enjoam de brincar com os mesmos objetos. Se o seu amigão deixou aquele brinquedo que ele amava de lado, guarde-o e dê um que ele não conhece. Depois de um tempo, ele receberá o objeto que estava guardado como se fosse uma novidade. Vale usar a criatividade e montar distrações com garrafas pet, cordas resistentes e bolas macias, sempre prestando atenção à segurança dessas invenções.
De olho no comportamento: Animais com energia acumulada tendem a ficar agitados. Se for o caso do seu pet, ofereça a ele brinquedos que o façam correr e pular. Que tal se exercitar com o amigão jogando bola e disco frisbee? Os peludinhos pacatos adoram entretenimento com pouco esforço físico. “Cães e gatos têm necessidade de explorar os espaços com a boca e com o olfato. Por isso, cheiram e mordem “o mundo” à sua volta”, alerta Berti. Para eles, brincar também está ligado à aprendizagem.
Alimentos de brincar: Transformar a hora das refeições em brincadeira é ótima pedida para o pet. Você pode elaborar um desafio escondendo a comida ou dificultando o acesso a ela (num espaço de tempo que não deixe o bichinho ansioso ou com fome). Assim, ele tem comida, entretenimento e diminuição da ansiedade, principalmente quando passa boa parte do dia sozinho. Bolas conhecidas como porta-ração têm furos para liberar a comida à medida em que os cães as movimentam são feitas com esse objetivo. Então, adquira um que se encaixe ao perfil do seu amigão e boa diversão.
Brinquedo para dois ou mais: Tem mais de um animal em casa? Então, dê um brinquedo para cada um. A atitude não impede que eles brinquem com o mesmo brinquedo, é claro. Outra boa ideia é amarrar brinquedos em pontos fixos separados para que um pet não se aposse do objeto do outro.
Boa ação: Ciente de todos os benefícios que os brinquedos trazem aos animais, que tal presentear os pets que vivem em abrigos? Quando chegam à Aila é de praxe cães e gatos ficarem ansiosos. É aqui que o respeito dos profissionais e o uso de brinquedos ajudam a acalmá-los, criando laços de afeto e confiança. “Oferecemos brinquedos que sirvam a propósitos diferentes: carregar, chacoalhar, rolar e confortar. Cada pet acolhido recebe, no mínimo, um tipo dessas quatro alternativas”, explica Ila. Bolas macias de borracha, bichos de pelúcia e os educativos, como os pratos de comer giratório para treinar cães e gatos a comerem mais devagar, são essenciais para os pets da organização.
Saiba mais sobre a Aila
A organização resgata animais vítimas de maus-tratos e oferece todo o suporte necessário para reinseri-los à sociedade. Os pets acolhidos recebem tratamento clínico, são vermifugados, vacinados, esterilizados, alimentados, cuidados com amor e preparados para adoções responsáveis. A Aliança Internacional do Animal e seus parceiros acreditam que os animais, assim como os seres humanos, têm direito à liberdade e à vida digna. Por isso, julgam inaceitável, sob quaisquer circunstâncias, a crueldade entre ambas as espécies.
Atualmente, a instituição abriga em torno de 1100 animais, entre cães e gatos. Eles são acomodados em três espaços distintos, todos localizados em Cotia, SP. Grande parte vive num espaço de 120 mil m², divididos de acordo com suas condições. Quando são acolhidos pela Aila, passam por uma triagem com veterinários. Depois, são acomodados de acordo com suas necessidades físicas e emocionais, nos chamados núcleos, com casas suspensas de madeira e alvenaria em tamanhos confortáveis aos cachorros. Protegidos do frio e da chuva, eles ainda contam com lagos para se refrescar em dias de calor intenso, móveis para descansar, brinquedos, água limpa, alimentação saudável e equilibrada, espaço abundante para se exercitar, natureza farta e muito amor e atenção.
Assim como os cães, os gatos ficam em um local amplo só para eles, divididos de acordo com o quadro de saúde de cada um, com todos os acessórios necessários para seu conforto. Para saber mais, acesse www.aila.org.br
Não é à toa que o cachorro é considerado o melhor amigo do homem. Além do amor incondicional, eles trazem tantas melhorias à saúde que foram tema de diversas pesquisas científicas publicadas em 2017. Se entre os seus planos para o ano novo está levar um cãozinho para casa, conheça seis benefícios comprovados pela medicina
Caminhar e correr com o melhor amigo: além de prazeroso, faz bem à saúde. Crédito: Reprodução
1. Mais exercícios
Tutores de cachorros andam em média 22 minutos a mais por dia do que pessoas que não têm um cão. Eles também tiram mais proveito das caminhadas. Por quê? Porque andar com um cão não significa só dar uma voltinha, mas também dar passadas rápidas e vigorosas. A rotina regular de levar o cão para o passeio foi associada, por outro estudo, à maior aderência dos tutores aos objetivos fitness.
2. Alívio do estresse
As vantagens terapêuticas de ter a companhia de um cão são imensas: essa é a razão de muitos hospitais e instituições para idosos adotarem cães terapeutas (no Brasil, uma prática que ainda está começando). As necessidades básicas humanas pelo toque podem ser atendidas pelos pets. Acredite ou não: apenas de brincar com um cão, seus níveis de serotonina e dopamina — neurotransmissores associados ao prazer — sobem, promovendo uma sensação de calma e felicidade. Interagir com cachorros pode relaxar e ser uma solução para a solidão, particularmente se você está estressado ou ansioso.
3. Novas redes sociais
A companhia de um cão também ajuda a fazer amizades e ter suporte social. Quando andamos com nossos cachorros, temos maior probabilidade de fazer amigos na vizinhança e com outros tutores em parques e nas ruas. Além disso, os tutores podem expandir seus círculos sociais em eventos e encontros de cães.
4. Menos alergia
Crianças expostas a cães têm menos risco de desenvolver alergia e asma. Isso porque a sujeira que fica nos pelos dos animais pode alterar a microbiota intestinal humana, o que muda a forma como nosso sistema imunológico reage. Por isso, pessoas expostas a cães no início da vida têm menos reações a alérgenos do que as demais.
5. Melhoria nos relacionamentos
Além de nos ajudar a fazer novas amizades, cães ajudam os tutores a melhorar os relacionamentos já existentes. Casais que têm um cachorro tendem a vivenciar um relacionamento mais feliz devido a um aumento na habilidade de lidar com o estresse. Eles também interagem mais um com o outro, já que compartilham atividades com seus pets tanto dentro quanto fora de casa.
6. Saúde do coração
Os cães ajudam o coração a ficar mais saudável. Pesquisas mostram que ser tutor de um cão tem efeitos positivos na saúde cardiovascular de diversas formas. O efeito calmante dos cães não apenas reduz a pressão sanguínea, mas ajuda a reduzir os níveis de colesterol e triglicérides. O alívio do estresse também reduz os batimentos cardíacos acelerados, reduzindo os efeitos negativos do excesso de ansiedade.
Mas, atenção! Só adote um animal se tiver certeza disso. Cães dão trabalho, vivem muito, exigem uma série de cuidados de saúde e merecem uma vida plena e de qualidade. Jamais leve um cachorro para casa por impulso e sem avaliar se você, de fato, tem condições financeiras e emocionais para retribuir todo o amor que eles proporcionam aos tutores. Leia mais sobre isso aqui.
Mesmo com câncer terminal, uma mulher decidiu adotar um chiuhuahua resgatado das ruas. O cãozinho soube retribuir o ato de amor, e não saiu do lado dela em nenhum momento. Connee morreu com Petey no seu colo
A família feliz, no dia da adoção de Petey, que está no colo de Tom Crédito: Arquivo Pessoal
Do The Dodo
No dia de ano novo, há três anos, Tom e Connee Prettyman decidiram resgatar mais um cão. A foto deles tirada logo após conhecerem Petey no abrigo norte-americano de Pasado’s Safe Haven, em Monroe, Washington, mostra a família toda sorrindo.
Connee viu a foto de Petey online. Ela vinha passando bastante tempo na frente do computador naqueles dias: era a única forma que tinha para continuar em contato com os amigos. Connee lutava contra um câncer de mama agressivo, e Tom cuidava dela.
“Em 1 de janeiro de 2015, Connee viu a foto de Petey no computador. Ela viu o rosto dele, e disse: ‘Quero adotá-lo'”, recordou Tom, em entrevista ao site The Dodo.
Naquele ponto, o casal já sabia que o câncer – que havia entrado em remissão anteriormente – tinha se espalhado para o cérebro. Enquanto antes eles pensavam que ela sobreviveria à doença, agora sabiam que tinham de fazer cada dia da vida de Connee valer.
Mas, apesar de ser difícil para Connee viajar, ela estava determinada a encontrar esse pequeno Chihuahua, encontrado nas ruas e levado para o abrigo de Pasado’s Safe Haven para tentar encontrar um lar. O casal dirigiu duas horas para encontrar Petey e adotá-lo. “Connee queria um par para Vida, sua pequena PomChi (mistura de Lulu da Pomerânia e Chihuahua)”, explica Tom. O casal também tinha Shiloh, que estava com 13 anos. Connee estava preocupada com o fato de que, assim que Shiloh morresse, e ela também já não estivesse por perto, Vida ficaria sozinha. “Ela queria que Vida tivesse um amigo. E Petey era o cara.
O casal não estava junto há tanto tempo – mas sabiam quase tudo sobre a vida um do outro. Tom e Connee nasceram com apenas três dias de diferença, em janeiro de 1953, e Tom gosta dizer que suas almas vieram à Terra quase ao mesmo tempo. “Em 2011, eu me divorciei, e me reconectei com Connee por um grupo de Facebook. Em 7 de julho de 2012, a pedi em casamento. E, em abril de 2013, ela encontrou um nódulo no seio. O câncer já estava lá.”
Eles adiaram a data do casamento e Connee começou a se tratar. “Como eu podia trabalhar de casa, ficava com ela, e cuidava dela”, recorda Tom.
O casal manteve-se positivo e esperançoso. Mesmo quando o tempo de Connee estava passando, a casa enchia-se de amor. “Petey e Vida nunca deixaram de ficar ao lado dela, o tempo todo.”
Vida e Petey não saíram do lado de Connee Crédito: Arquivo Pessoal
Quando Connee já estava acamada, Petey e Vida eram seus guardiões. E, em 22 de outubro de 2015, quando ela morreu, os cãezinhos se recusaram a sair de perto. “Eles estavam no colo dela quando ela morreu”, diz Tom. “E eles sabiam. Eles ficaram ao lado dela o tempo todo.”
Logo depois que Connee faleceu, Shiloh também morreu, de velhice. Mas Petey e Vida deram conforto a Tom. Agora, dormem com ele na cama todas as noites. E, embora Connee não esteja mais lá, Tom ainda a sente por perto.
“Três anos atrás, minha mulher, que estava lutando contra um câncer de mama metastático que migrou para o cérebro, encontrou nosso lindo Petey online, no Pasado’s Safe Haven, para ser uma companhia para nossa PomChi Vida, e nos apaixonamos por ele. Embora minha mulher tenha falecido de câncer no mesmo ano, Petey e Vida estiveram ao seu lado até o fim. Obrigado, Pasado’s, por resgatá-lo, de forma que ele pode encontrar seu lar conosco!”.
Connee ajudou a fortalecer Tom, e ele espera que sua história encoraje mais pessoas a adotar animais. “Ela era uma mulher incrível. Me fazia rir todos os dias, mesmo doente. Eu não trocaria isso por nada.”
Cachorros italianos matam fashionistas de inveja e ganham roupas sob medida de grifes famosas, para acompanhar o visual dos tutores
Cachorro usa roupinha da casa Temellini Milano, desenhada para fazer par com a da tutora AFP / Marco Bertorello
O projeto, bastante curioso, nasceu em fevereiro da imaginação de Giovanna Temellini, uma milanesa de 57 anos que trabalha com moda há 25. “Tudo nasceu do amor”, diz a estilista e prototipista, que dedica seu tempo livre para ajudar associações de proteção dos animais.
Uma noite, em seu atelier, sua filha disse a ela: “Você faz muitas coisas para todos os cães… Mas, quando chove, o meu fica com as orelhas molhadas”.
Na noite seguinte, uma de suas colaboradoras apresentou uma pequena jaqueta com dois capuzes para as orelhas, combinando com a de sua filha.
A partir daí, surgiu a ideia de uma oficina de confecção sob medida para cães, “Temellini Dog- A-Porter”, para criar roupas que combinam com os projetos de Giovanna para suas clientes.
A palavra-chave das coleções é elegância, com tecidos de alta qualidade, enfatiza ela que trabalhou para grandes nomes na moda, como Bottega Veneta, Ermanno Scervino ou Armani.
“Sou muito respeitosa e atenta a todas as necessidades do cão, para que a roupa não limite seus movimentos, não o impeça de correr, se sujar, socializar. Recuso-me a fazer coisas que limitam o cão ou o ridicularizam, porque ele se dá conta disso”, afirma Temellini, que possui dois cães da raça galgo afegão, Ulisse e Anubi.
Rejeitando a ideia de criar roupas elásticas para facilitar a tarefa, ela estuda a morfologia de cada animal e estabeleceu cinco categorias de vestimenta (para doberman, basset, galgo…) com entre 6 e 7 tamanhos diferentes.
Cães friorentos
Ao receber um pedido, ela mede o tamanho do pescoço do cachorro, do tórax e o comprimento entre o pescoço e a cauda. Seguindo a tabela de tamanhos, verifica onde o animal diverge, e em função disso alarga, estreita ou faz a roupa inteiramente sob medida.
Naturalmente, há em seu escritório manequins de costura em forma de cachorro.
Para Giovanna Temellini, a ideia é oferecer uma coleção adequada para todos os companheiros de quatro patas, incluindo aqueles com deficiências físicas.
Fora de questão colocar material sintético em contato com a pele, nem penas ou peles – “nenhum animal deve aquecer outro animal”.
Em contrapartida, belos tecidos têm seu lugar, de caxemira a alpaca, ideal para proteger cães que sofrem de reumatismo.
Tudo isso tem um preço: uma camiseta de caxemira custa 142 euros, um blazer de lã 212 euros e um casaco com pequeninos bolsos falsos 252 euros.
“Imediatamente me apaixonei pelo trabalho de Giovanna. Ela utiliza tecidos muito finos”, diz Beatrice Gerevini, dona de um basset alemão, Wolfgang.
“É muito difícil encontrar suéter para bassets, que têm uma forma particular. Mas são cães extremamente friorentos”, observa, apontando que Wolfang gosta de usar roupas, ao contrário de seu outro cão.
Para esta estudante de 24 anos, combinar sua própria roupa com a de seu animal de estimação cria “uma conexão com seu cachorro”, o que ela diz ser maravilhoso.
É também “um tipo de brincadeira, uma maneira de ser notada. As pessoas sorriem quando nos veem”.
Entre os muitos fãs de Giovanna Temellini, um homem da região de Bergamo chegou para comprar para a sua cachorrinha, adotada em um abrigo, “um guarda-roupa completo”. Porque depois do que ela viveu, “ela merece”.