24/12/2019 Credito:Sueli Maestri/Divulgaçao Favas Contadas - ALMA VIVA
O Chile não tem apenas um grande vinho, tem dois. Uma semana depois do lançamento em São Paulo do Don Melchor 2017, o primeiro vinho premium do país que completa 30 safras, Brasília recebeu o enólogo Michel Friou que trouxe na bagagem o Almaviva safras 2007, 2016 e o 2017. Este último recebeu 100 pontos James Suckling, pelo seu espetacular blend com 65% Cabernet Sauvignon, 23% Carmenère, 5% Petit Verdot e 2% Merlot. O vinho estagiou por 19 meses em barricas de carvalho francês, a maior parte de primeiro uso, o que lhe garantiu taninos mais suaves e macios, complexidade aromática e uma cremosidade que, conforme Friou, é uma característica desse grande tinto.
E como todo grande vinho, o Almaviva 2017 foi lançado, em setembro passado, na La Place de Bordeaux, a bolsa de negócios de vinho mais importante do mundo, em que os grandes rótulos são comercializados. Trata-se daquela categoria que compra as safras mais prestigiosas num mercado de futuros antes mesmo de ela ser engarrafada.
Embora venham do mesmo terroir — Puente Alto, no vale do Maipo — os dois vinhos têm produção diferenciada. Don Melchor é exclusivamente feito na Concha y Toro, enquanto Almaviva resulta de uma parceria entre a empresa francesa Baron Philippe de Rotschild e a chilena Concha y Toro. O nome também vem de uma obra francesa: Conde de Almaviva, o herói d’As bodas de Fígaro, famosa comédia de Beaumarchais, que mais tarde se transformou numa ópera do gênio Mozart.
Elaborado com frutas menos maduras que as de outros anos, o Almaviva 2016 surpreendeu até o próprio enólogo, confessa Friou. “Aquele ano, foi mais frio, com muita chuva em abril”, lembra o autor que colheu os frutos do trabalho quando o vinho entrou no top ten da Wine Spectator. Composto de Cabernet Sauvignon, 66%; Carmenère, 24%, Cabernet Franc, 8% e Petit Verdot, 2%, o 2016 “é acentuadamente elegante, aveludado e fiel aos que o antecederam no estilo e na precisão”, destaca a ficha técnica.
Tortelli de confit de pato com tangerina foi o prato sugerido pelo chef Marcelo Petrarca na harmonização dos vinhos que acompanharam, ainda, lombo de cordeiro com risoto de açafrão, tops do menu do Bloco C (211 Sul). Já o Almaviva 2017, saído de uma colheita em época mais seca e mais quente apresenta mais concentração de açúcares em sua assemblage de 64% de Cabernet Sauvignon; 28% de Carménère; 7% de Cabernet Franc e 1% de Merlot. Algumas garrafas estão disponíveis na Super Adega.
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