Chef de Goiás contorna pandemia e lança geleias com frutos do cerrado

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Baru, seriguela e cagaita são alguns produtos do cerrado usados pela chef Márcia Pinchemel no preparo de uma linha de geleias gourmets que ainda inclui a laranja, feita com gengibre e curry, e o abacaxi mesclado à pimenta calabresa. Nascida em Goiânia, a grife se chama Du Cerrado e está disponível na internet. “Em janeiro deste ano, me senti pronta para o mercado, quando estava ajustando detalhes veio este vírus devastador e nos paralisou”, lembra a autora, que tem toda uma bagagem de vivências e alquimias com os frutos do cerrado.

“Os meus xodós são o baru e cagaita”, revela a chef, que mistura o primeiro com café e cachaça e o segundo, em três versões: cagaita diet; aromatizada com canela e com pimenta dedo-de-moça. Já a seriguela tem um toque italiano, vem com limão siciliano. É ótima para acompanhar uma carne assada. Os preços das geleias variam de R$ 13,94 o pote de 40g até R$ 42,62, o kit com três unidades de 40g.

Tudo começou em Piri

Crédito: Cristina Dourado/Divulgação. A chef Márcia Pinchemel e as geleias

“A cidade de Pirenópolis foi minha grande inspiração e me deu a oportunidade de conhecer, apreciar e transformar os frutos do Cerrado. Quando dei por mim estava completamente apaixonada por uma castanha rude, mas extremamente delicada ao paladar, chamada baru, que até hoje considero o rei do Cerrado, coroado sempre em minhas invenções gastronômicas”, escreveu Márcia na introdução de seu livro Frutos do Cerrado paixão, aromas e sabores. A obra reúne 147 receitas, entre entradas, pratos principais e sobremesas. Muitas delas desenvolvidas e executadas no bistrô que a chef manteve por seis anos na subida da Rua do Rosário e, por isso mesmo chamado Lê Bistrô, em Pirenópolis. Depois ela mudou para a Rua Direita e ficou até 2012.

Foi lá que a baiana Márcia Pinchemel abraçou o que viria a ser uma missão. Formada em gastronomia pela Universidade Estadual de Goiás, a chef despertou o interesse de autoridades locais e obteve apoio para a realização do primeiro Festival Gastronômico e Cultural de Pirenópolis, idealizado por ela, em 2004. Na pauta, só produtos do cerrado. Nem os chefs cariocas, nem os paulistas conheciam os ingredientes e em vez de lidar com trufas, foie gras e cogumelos europeus a que estavam acostumados, tiveram de explorar as possibilidades do pequi, guariroba, baru, cagaita, além de carnes silvestres, como ema e queixada.

Loja virtual

Du Cerrado surgiu depois de muita pesquisa para obter “mais cremosidade com menos açúcar”, diz a chef, que testou os sabores com os amigos e logo procurou registrar a produção no INPI, enquanto ganhou de uma amiga o desenho da logomarca.

A volta de Márcia Pinchemel para Goiânia se deu para ficar perto da mãe, de 90 anos. “Sou a única filha que mora em Goiás, uma em Salvador, uma no Rio de Janeiro e a outro na Califórnia”, explica a chef, que montou uma cozinha semi-profissional no fundo da casa, na qual prepara as geleias. Você pode encomendá-las no site www.ducerradogo.com.br

Liana Sabo

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