Casa de Chá completa dois anos e renova pratos com sabor do cerrado

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Localizada na Praça dos Três Poderes, a Casa de Chá une história e gastronomia, com novas opções de almoço, comidinhas e sobremesas

Em que capital do mundo se pode sentar tranquilamente num espaço agradável consumindo bons sabores a preços acessíveis e mirando num ângulo de 360 graus as três sedes dos poderes que sustentam o regime democrático?

Acertou quem respondeu Brasília, sinal de que conhece a Praça dos Três Poderes e já ouviu falar ou esteve lá, como as mais de 300 mil pessoas que visitaram a única atração que não é política do pedaço. Projetada por Oscar Niemeyer nos anos 1965 e 1966, a Casa de Chá já se tornou um ícone da praça, desde que foi reinaugurada há dois anos. Atualmente o local passa por processo de restauração do calçamento de pedras portuguesas.

Diversidade

Pratos como o filé ao molho de umbu privilegiam a gastronomia regional brasileira. Crédito: Liana Sabo

Sob o tema “Sabores do Brasil, raízes do cerrado”, o cardápio valoriza ingredientes regionais que traduzem a diversidade cultural da capital federal. Entre as novidades do almoço estão pratos que destacam produtos típicos de diferentes regiões do país, como o frango caipira assado ao molho de cajá, servido com arroz da roça preparado com milho, cenoura e pequi, acompanhado de picles de maxixe, sugestão de quinta-feira.

Na quarta-feira, a proposta é o filé-mignon ao molho de umbu, acompanhado de cuscuz com castanhas brasileiras, passas e gremolata de maxixe. Outra opção é a moqueca de pescada amarela com arroz de laranja e limão e farofa de coco.

Sexta-feira traz ossobuco glaceado na cerveja e doce de umbu com arroz candango e legumes tostados, como minimilho e vagem. Sábado tem filé de carne de sol ao molho de buriti, vinagrete de feijão fradinho e purê de batata-doce roxa com crispy de queijo e pimenta-de-macaco e domingo, arroz com camarão, lula e polvo finalizado com tomate assado e pesto de castanha de baru. O novo menu também conta com uma opção vegana: shitake tostado levemente defumado servido com vinagrete de feijão fradinho e purê de batata-doce roxa.

O frango caipira ao molho de cajá é servido às quintas-feiras

São sempre três sugestões de prato principal e uma entrada por R$ 79. Além das opções fixas, os clientes poderão experimentar diariamente o Especial do Dia, uma receita exclusiva criada pelo chef da casa, que se chama Jefferson Feitosa de 26 anos, ele próprio
formado na escola do Senac.

“Esse novo cardápio representa uma homenagem à diversidade da gastronomia brasileira e ao papel da Casa de Chá como espaço de inovação e aprendizagem. Conseguimos unir tradição, ingredientes regionais e formação profissional em um lugar que faz parte da história de Brasília”, destaca o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa.

Lanches, bebidas e livros

As novidades também chegam às entradas, lanches e sobremesas. Entre os destaques estão a burrata cremosa com molho pesto artesanal e tomate confit, além da tartine São João Dom Bosco, preparada com creme de abacate, ovo, presunto de Parma tostado e creme de burrata sobre pão italiano artesanal.

Na confeitaria, os sabores do Cerrado também ganham destaque. O Florescer de Ipê, inspirado nas cores e aromas da região, é uma criação da aluna Denise Vieira, que combinou bolo de laranja Bahia, creme aveludado de pequi e crumble crocante de açafrão. Já a torta de amora com brigadeiro caramelizado artesanal aposta no equilíbrio entre frescor, cremosidade e doçura.

A carta de vinhos da casa presta homenagem a personalidades como Oscar Niemeyer e Lucio Costa

O cardápio de bebidas faz jus ao nome e proposta da casa. Tem bons chás e vinhos do cerrado, produzidos na Vinícola Brasília, como o branco Cobogó, que no rótulo se tornou Lucio, e o tinto Croquis, agora chamado Oscar, numa homenagem aos construtores da cidade. Ambos saem por R$ 127 cada.

Com capacidade para 60 lugares, o espaço funciona de quarta a domingo até as 19h30 e além dos sabores dispõe de uma lojinha que oferece objetos temáticos, lembranças e sugestões de presentes, como o Quiz Minha Brasília, jogo de tabuleiro educativo que propõe uma imersão na história, arquitetura e curiosidades da capital federal, por meio de perguntas dinâmicas.

Já a seção de livros traz uma coletânea de obras sobre gastronomia de diversos autores, inclusive da colunista, que publicou Histórias dos Sabores que Vivi, reunindo colunas e matérias sobre o assunto publicadas no Correio Braziliense. Informações: https: casadecha.df.senac.br.

Liana Sabo

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