O Vasco foi o time da virada no primeiro jogo sob a batuta de Renato Gaúcho. Foto: Matheus Lima/Vasco
Foi a noite dos técnicos estreantes. Em São Januário, Renato Gaúcho iniciou a terceira passagem pelo Gigante da Colina honrando um dos mantras da torcida: “O Vasco é o time da virada”. No Canindé, Roger Machado assumiu o São Paulo e a liderança isolada do Campeonato Brasileiro com apenas uma partida no cargo. Sorte de iniciantes? Não. Há trabalho, claro. O dono da prancheta cruzmaltina fez mudanças. O treinador tricolor pegou apostou na sequência.
Renato Gaúcho organizou o Vasco no sistema 4-1-4-1. Pegou algumas peças improvisadas pelo antecessor Fernando Diniz e colocou no devido lugar. Em vez de zagueiro, Hugo Moura era o volante posicionado na frente da linha defensiva e atrás do quarteto de criação. Nas ações de ataque, ele dava um passo atrás e ficava entre os beques Saldivia e Robert Renan. Os laterais Paulo Henrique e Lucas Piton avançavam para apoiar. Básico, mas fundamental.
Além de Hugo Moura, Renato Gaúcho escalou os volantes de origem Tchê Tchê e o novo capitão do time, Tiago Mendes. O novo técnico não gosta de goleiro capitão. Tirou a faixa de Léo Jardim na base da conversa. Disse na entrevista coletiva que só não compraria essa briga se tivesse treinado o São Paulo na era Rogério Ceni. Cada técnico com sua mania.
Tchê Tchê era volante na teoria no sistema de jogo do São Paulo. Na prática, ocupou o lado direito na linha de quatro armadores, com Nuno Moreira e Tiago Mendes por dentro e Andrés Gómes no cantinho predileto dele, a ponta esquerda. A novidade foi David na função de centroavante. Ele fica mais confortável nas pontas ou como segundo atacante, mas topou a missão de falso nove. Era o jogador mais avançado com mobilidade tática.
O plano tinha tudo para dar errado quando Flaco López abriu o placar para o Palmeiras, mas alguns ajustes de Renato Gaúcho deram força ao Vasco para virar a partida. Uma delas, a entrada de Cuiabano. Forte fisicamente, ele foi o autor do gol da virada. Tiago Mendes não sentiu o peso da faixa de capitão e havia empatado. Funcionou contra o Palmeiras. Vajamos como o treinador organizará o time cruzmaltino contra o Cruzeiro no Mineirão.
Roger Machado não reinventou a roda na primeira partida no São Paulo. O sistema 4-3-1-2 havia sido usado por Hernán Crespo. O time passou a ter o tempero do novo treinador. Lucas fazia a função do meia, com Bobadilla, Danielzinho e Marco Antônio colaborando muito na criação como sempre buscando aproximação com Lucas Moura.
Para terminar, precisamos falar sobre Jonathan Calleri. O centroavante tricolor tem seis gols nos últimos oito jogos. Marcou nos últimos dois jogos contra o Palmeiras e a Chapecoense. Belo início de temporada para quem acumula oito bolas na rede em 14 partidas.
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