Sob pressão, Comissão de Arbitragem da CBF perde nome indicado por Seneme

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Ricardo Marques Ribeiro sai da CBF 26 meses depois da posse. Foto: Felippe Rocha / LANCE!press

A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) passa por um momento de turbulência. Ricardo Marques Ribeiro não é mais integrante da equipe liderada pelo presidente Wilson Luiz Seneme. O ex-juiz tomou posse em 22 de junho de 2022 e deixa o cargo 26 meses depois de ser nomeado ao lado de Péricles Bassols.

Há duas versões para a saída de Ricardo Marques Ribeiro.  O ex-árbitro acumulou desentendimentos com Seneme e o relacionamento profissional se desgastou. A personalidade forte de Ricardo Marques e as constantes discordâncias estariam incomodando o chefe de arbitragem da CBF e a solução drástica tomada por Seneme com aval da cúpula da CBF foi tirá-lo do grupo.

O blog confirmou a saída com uma fonte da CBF e a sinalização da sede na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, é oura. Ricardo Marques Ribeiro teria alegado compromissos em Minas Gerais e não conseguia conciliar com a responsabilidade no Rio de Janeiro.

Wilson Seneme justificou assim o convite a Ricardo Marques quando assumiu a Comissão de Arbitragem da CBF: “O Ricardo Marques era árbitro até ontem, tem a formação de direito, é um advogado. É importante essa busca de membros de comissão, é um papel estratégico para ter referências jurídicas dentro do departamento”, afirmou o presidente.

“Foi um árbitro internacional por muitos anos, participou de um Mundial sub-20, participou de uma final no Uruguai x Argentina Sub-20 com o Centenário lotado, fez uma arbitragem inesquecível naquele dia”, elogiou Wilson Seneme à época.

Com a saída de Ricardo Marques, a Comissão de Arbitragem segue gerenciada por Wilson Seneme e o vice dele, Emerson Augusto de Carvalho. Péricles Bassols e Regildênia de Holanda Moura são os outros membros remanescentes.

O setor tem causado desgastes ao presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. O VAR é o principal imã das críticas e o dirigente tem se incomodado com a insatisfação e os ataques dos clubes no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. Portanto, há cenas dos próximos capítulos, provavelmente com mais trocas no ponto fraco do organograma da entidade.

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Marcos Paulo Lima

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