O retrato da exaustão e da frustração tricolor na altitude de 2.850m, em Quito. Foto: Rodrigo Buendia/AFP
Era uma vez um São Paulo que perdeu jogo de ida por 2 x 0 nas oitavas de final da Libertadores de 1993 para o Newell’s Old Boys, no El Coloso, em Rosário, e virou para 4 x 0 no Morumbi, à época sem o “s” do naming rights. Milagres acontecem. Aquele foi protagonizado pelo timaço comandado pelo mestre Telê Santana e pode inspirar a equipe de Hernán Crespo a virar a série contra a LDU depois da derrota por 2 x 0, em Quito, no primeiro duelo das quartas de final.
Se levarmos em conta a quantidade de problemas, o São Paulo faz uma campanha muito além das possibilidades na Libertadores. Coleciona lesões. Três delas muito relevantes: Oscar, Lucas Moura e o centroavante Calleri. Restou Luciano do quarteto dos sonhos.
Podemos citar ainda os desfalques de André Silva, Luiz Gustavo e Ryan Francisco. Mesmo assim, Hernán Crespo se mostra especialista em costurar colcha de retalhos. Com ele no comando, o tricolor só havia sofrido dois gols em um jogo na estreia diante do Flamengo, uma derrota por 2 x 0, e no empate por 2 x 2 diante do Sport com time desfigurado.
O São Paulo cumpriu o script na altitude de 2.850m, em Quito. Um dos pré-requisitos para a resistência é ter a posse de bola. O tricolor conseguiu: 54% x 46% no jogo inteiro. A equipe finalizou mais do que a LDU, porém sem a precisão necessária em jogos desse tamanho.
Além dos erros na frente, o São Paulo teve o sistema defensivo comprometido pelo erro do ala-direito Cedric Soares e de um dos três zagueiros, Ferraresi, no lance do primeiro gol marcado pelo atacante equatoriano Bryan Ramirez.
Antes de Estrada marcar o segundo da LDU, a etapa final indicou soluções a Hernán Crespo para o segundo jogo. Maílton, Rodriguinho e Ferreira entraram muito bem nas vagas de Cédric Soares, Bobadilla e Rigoni, respectivamente. Há possibilidade remota de Lucas Moura jogar na volta, mas esse pode ser o ponto de partida na próxima quinta-feira.
Conselho: vale passar o vídeo da virada de 1993 contra o Newell’s Old Boys na preleção, Hernán Crespo! É preciso se apegar a tudo. Inclusive àquela exibição de gala do Raí.
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