Sabe jogar com 10! Resistência é a marca de Artur Jorge na Libertadores

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A resiliência do técnico Artur Jorge na Copa Libertadores da América é impressionante. Pela terceira vez um time comandado pelo técnico português teve um jogador expulso em jogo do torneio e ele saiu de campo sem contabilizar danos. Suportou a pressão e cumpriu o objetivo. Nessa quarta-feira, o Cruzeiro segurou 0 x 0 com a Universidad Católica e retorna a Belo Horizonte com um pontinho importantíssimo na corrida para chegar às oitavas.

O time celeste perdeu Kevin Arroyo aos três minutos do segundo tempo. Virou um jogo de resistência depois da perda do atacante equatoriano. O Cruzeiro aguentou firme, entre outros motivos, por causa da média de idade. A Universidad Católica iniciou a partida com média de 29,5 anos. Artur Jorge tinha uma formação com 26,3 anos. Faz muita diferença.

A outra razão é a atuação do goleiro revelado na base. Otávio brilhou. Escrevi na semana passada que o garoto de 20 anos pode estar se candidatando a repetir a trajetória de Gomes. A cria da Raposa ganhou espaço com Vanderlei Luxemburgo e virou ídolo. O dono das traves na Tríplice Coroa de 2003. O menino pegou muito e ajudou a segurar o placar em Santiago.

O terceiro elemento é Artur Jorge. O técnico parece programado para resistir bravamente. Em 2024, o Botafogo goleou o Peñarol por 5 x 0 na partida de ida das semifinais. O Glorioso foi a Montevidéu e perdeu o lateral-direito Mateo Ponte no segundo tempo. A expulsão empurrou os uruguaios ao ataque, o adversário chegou a 3 x 1, mas segurou o resultado e confirmou a presença na finalíssima contra o Atlético-MG em Buenos Aires.

Veio a final e lá estava novamente um cartão vermelho no meio do caminho. Gregore foi expulso no primeiro minuto da decisão no Monumental de Núñez. O Botafogo enfrentou o Atlético-MG com 10 jogadores praticamente o confronto inteiro. Bem distribuído em campo, fez três gols no Galo, sofreu um, mas conquistou a Glória Eterna em 2024.

Não pode ser mera coincidência. Artur Jorge tem repertório para conduzir uma partida com 10 jogadores seja no Botafogo ou no Cruzeiro. Uma prova disso é pouco. Três é demais! Confirmou a classificação com 10 nas semifinais contra o Peñarol, ganhou a Libertadores contra o Atlético-MG com 10 e depositou um ponto precioso na conta do Cruzeiro com 10.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: análise de futebol Artur Jorge Botafogo Copa Libertadores 2026 Cruzeiro expulsão goleiro Otávio Tática Universidad Católica

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