Emiliano (E) e Ramón Díaz: filho é braço direito do novo técnico do Vasco. Foto: AFP
Vítima do Vasco na semifinal da Copa Libertadores da América de 1998, o técnico Ramón Díaz, agora, é aliado cruzmaltino. O argentino comandava o River Plate nos confrontos com Antônio Lopes. Foi vítima do golaço de falta do meia Juninho Pernambucano no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, no empate por 1 x 1. Como havia vencido o primeiro duelo por 1 x 0, em São Januário, o time carioca decidiu o título com o Barcelona de Guayquil e conquistou o título inédito na competição continental.
Ramón Díaz é uma boa escolha para o momento do Vasco. Tem títulos relevantes no currículo como a Libertadores de 1996. Comandava um timaço com Ortega e Francescoli no meio de campo e o centroavante Hernán Crespo. Colecionou títulos nacionais com o River Plate e o San Lorenzo nos tempos de torneios clausura e apertura. Quando comandava a seleção do Paraguai, eliminou o Brasil de Dunga nas quartas de final da Copa América 2015.
A torcida do Vasco precisa se acostumar com uma figura importante nas comissões técnicas de Ramón Díaz. O filho dele. Emilian Díaz, é figura discreta, quase imperceptível no banco de reservas. No entante, funciona como das armas secretas do Paraguai.
Emiliano Díaz é uma espécie de “nerd” da comissão técnica. O responsável, por exemplo, por criar e ensaiar jogadas de bola parada. O cara também organiza os treinos. Entra em campo antes do pai e deixa tudo prontinho para o coroa de 63 anos escolher os procedimentos. Portanto, Emiliano é o cara mais próximo dos jogadores liderados pelo pai.
Funciona como uma espécie de Lucas Silvestre, filho de Dorival Júnior; Matheus Bachi, filho de Tite; Cuquinha, irmão do Cuca. é o estudioso da turma. Uma espécie de F5, uma atualização do pai na definição dos padrões táticos e dos planos de jogo.
Exigente, Ramón cobra análise das 10 últimas partidas dos adversários. O filho é o responsável pelo minucioso dossiê. Informa o pai dele sobre as bolas paradas e aéreas do rival, sistema tático, posicionamento, estatísticas. A vitória do Al Hilal contra o Flamengo nas semifinais do Mundial de Clubes do ano passado tem muita influência de Emiliano.
Ao contrário do pai, o filho domina as novas tecnologias. Quando auxiliou Ramón Díaz no River Plate, entregava um Ipad a cada jogador com um aplicativo no qual estavam todas as informações sobre os adversários. Estudá-los era o dever de casa. Emiliano Díaz substituiu o pai na rápida passagem pelo Botafogo. Ramón estava doente. Havia passado por uma cirurgia na próstatam, não assumir o Botafogo a tempo e Emiliano foi técnico em três jogos.
O jovem Emiliano faz uma espécie de upgrade na carreira do pai. Atrevido, teria tentado clonar, no River Plate, o posicionamento do Bayern de Munique, de Pep Guardiola. Admirador de José Pekerman, ficou encantado com a Colômbia em um amistoso diante da Holanda e desafiou seu velho a fazer o mesmo na última passagem pelo time argentino.
Campeão do Mundial Sub-20 em 1979, ao lado de Diego Armando Maradona, Ramón Díaz fez o gol da Argentina naquela derrota por 3 x 1 para o Brasil na Copa do Mundo de 1982. Ficou fora do torneio em 1986 e 1990 por causa de uma guerra de vaidades com D10S.
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