Canobbio foi um dos símbolos da ótima estreia do Athletico no Brasileirão. Foto: José Tramontina/Athletico
O líder do Brasileirão é o…
…Athletico-PR! O Furacão não iniciava o Brasileirão com essa intensidade desde a quinta rodada de 2021. Foi a última vez que o time liderou a Série A. A liderança na primeira rodada faz um pouquinho mais de tempo. Rolou na largada de 2018. O início do trabalho de Cuca impressiona. São oito vitórias consecutivas, 27 gols marcados e dois sofridos.
Areia e lama
O Brasileirão começa mais uma vez sem controle de qualidade dos gramados. Vou falar apenas de dois pisos. O que é o campo do Serra Dourada? Lembrou o Mané Garrincha na estreia do Gama contra o Corinthians, em 1999. Alguém prestou atenção no lamaçal do Estádio Heriberto Hülse no empate por 1 x 1 entre Criciúma e Juventude?
Pode isso, Arnaldo?
As críticas ao nível da arbitragem têm explicação: dos 10 jogos da primeira rodada do Brasileirão, só três contaram com árbitros do quadro da Fifa: Bráulio da Silva Machado (SC), Flávio Rodrigues de Sousa (SP) e Rodrigo José Pereira de Lima (PE). Os dois representantes do país na última Copa do Mundo ficaram fora: Raphael Claus e Wilton Sampaio. Anderson Daronco e Ramon Abatti Abel também.
Extremos
O melhor jogo da primeira rodada opôs a escalação mais jovem contra a mais velha no Maracanã. De um lado, o Red Bull Bragantino com média de idade de 24,5 anos. Do outro, o experiente Fluminense com 31,4 anos. Foi um jogo elétrico no Rio. Pedro Caixinha deixou Fernando Diniz em dificuldade no início do segundo tempo. Que fase do Marquinhos, hein!
O plano de Abel
Atual bicampeão brasileiro, o Palmeiras mandou a campo o segundo time mais jovem da primeira rodada. Abel Ferreira derrotou o Vitória por 1 x 0 com um time na faixa etária de 26,1 anos. Perde apenas para o Red Bull Bragantino. O técnico português aprendeu a lidar com o campeonato. Precisava de uma dose de juventude para competir no Barradão.
Cartões de visita
Publiquei a seguinte matéria nesta segunda na edição impressa do Correio Braziliense. De acordo com a classificação no site da CBF, a primeira rodada teve 84 cartões para jogadores e técnicos: 76 amarelos e 8 expulsões. Para se ter uma ideia, a liga nacional da Europa mais rígida é a da Espanha. A média por lá é de 5,22 cartões por partida.
Modo silencioso
Faltam sistemas de som em estádios do país-sede da Copa de 2014. A CBF determinou que os árbitros expliquem lances polêmicos para a torcida. Faltou combinar com a administração de algumas arenas ultrapassadas do futebol nacional. É ocaso do Serra Dourada. Houve uma porção de problemas, mas não havia como comunicar decisões.
Repertório
Fiz um levantamento durante a primeira rodada e identifiquei o uso de oito sistemas de jogo diferentes. O 4-2-3-1 foi usado por cinco times. Quatro apostaram no 4-3-3 e outros quatro no 4-4-2. Houve quem preferisse o 4-3-1-2, o 4-1-3-2, e treinadores adeptos de três zagueiros. Dois atuaram no 3-4-1-2, um no tradicional 3-5-2 e configuração no 5-4-1.
Chuveirinho
A primeira rodada teve 28 gols. Quase um terço de cabeça. Foram oito com origem em cobranças de falta, escanteio ou bolas cruzadas para a área. Luiz Fernando (Atlético-GO), Pablo e Mastriani (Athletico-PR), Danilo Barbosa (Botafogo), Lima (Fluminense), Eduardo Sasha e Thiago Borbas (Red Bull Bragantino) e Fernando (Internacional) usaram a cuca.
Fiel
A torcida do Corinthians pode até não ter fé no Timão e fechar o ano sem títulos, mas a torcida não arrasta o pé da Neo Química Arena. O melhor público da rodada é da Fiel: 44.285 pagantes. Lamentável a ausência da torcida do Fluminense no Maracanã. O tricolor teve a segunda pior plateia da largada da Série A com 16.431 pagantes em casa.
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