Dudu ajudou a quebrar tabu de 33 anos no Alto da Glória. Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Há menos de um ano, o Palmeiras era criticado por ser um time reativo — à espera de uma bola. Sem medo de ser feliz assim, Abel Ferreira soube sofrer contra São Paulo e Atlético-MG nas quartas e semifinais da Libertadores, desbancou os dois adversários e usou a mesma estratégia para superar o Flamengo na final única, em Montevidéu. Jogou assim na final do Mundial de Clubes contra o Chelsea e quase levou a decisão aos pênaltis nos Emirados Árabes Unidos. A frustração provocou mudanças de conceito na academia.
Líder isolado do Brasileirão depois da vitória por 2 x 0 contra o Coritiba, no Couto Pereira,o Palmeiras tem várias facetas. É perigoso dominando ou sendo dominado. Com ou sem a posse de bola. Com ela em movimento ou parada. Com ou sem centroavante. Aliás, reparou que a boa fase alviverde tirou a necessidade da contratação de um centroavante da pauta? Dudu, Rony, Gustavo Scarpa e até Raphael Veiga posicionado volta e meia no papel de falso 9 engavetaram o debate acalorado depois da derrota para o Chelsea.
O Palmeiras joga feliz. A alegria está no rosto dos jogadores na entrada em campo. Abel Ferreira — e até o vizinho chato dele — relaxam de vez em quando e curtem o momento. O Palmeiras acumula 17 jogos de invencibilidade. Não sofre gol há seis. Quebrou jejum de 33 anos como visitante em duelos contra o Coritiba. Ganhou o Paulistão com autoridade em uma virada épica diante do São Paulo e mantém o foco na Série A, Copa do Brasil e na possibilidade de se tornar o primeiro clube brasileiro tetracampeão continental.
Chamei atenção na semana passada para o fato de o Palmeiras ter pontuado contra os três concorrentes mais badalados no primeiro turno. Goleou o Corinthians e empatou com Atlético-MG e Flamengo. São cinco pontos no total. Levando-se em conta que os três rivais ainda não duelaram entre si, os resultados podem fazer muita diferença mais à frente.
O maior adversário do Palmeiras — e de todos os concorrentes — nas próximas semanas é o encavalamento de mata-matas na Copa do Brasil e na Libertadores. O duelo com o São Paulo nas oitavas de final do torneio nacional pode (ou não) deixar hematomas. O confronto com o Cerro Porteño no torneio continental é bem menos desgastante.
Chamo atenção, ainda, para o elenco curto do Palmeiras. Quem tem dinheiro pode resolver isso na janela de transferências do meio da temporada. Aquisições pontuais podem fortalecer a candidatura a repetir o triplete do Atlético-MG. O alviverde está imponente.
Siga no Twitter: @marcospaulolima
Siga no Instagram: @marcospaulolimadf
New Jersey — A França acaba de dar um recado às outras 47 seleções da…
Retomando uma tradição do Blog Drible de Corpo nas coberturas da Copa do Mundo, está…
Aos 47 anos, Juan Silveira dos Santos é um peça importante no organograma da CBF.…
Perambulando por Nova York com meu tênis de andarilho, como diz a canção clássica do…
New Jersey — Não há nada ruim que não possa piorar para o Brasil. Como…
Meu personagem do dia 4 de 39 na Copa do Mundo é um holandês. Não,…