O peso de Rondinelli, Ronaldo Angelim e D4nilo na história do Flamengo

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O Flamengo tem tradição de conquistar títulos em cobranças de escanteio de um camisa 10 na cabeça de um zagueiro letal. Arthur Antunes Coimbra, o Zico, colocou a bola na cabeça de Rondinelli, o Deus da Raça, no título do Campeonato Carioca de 1978.

Em 2009, Petkovic não vestia a 10, usada por Adriano Imperador, mas era o maestro da trupe de Andrade. O camisa 43 ergueu a bola na área e Ronaldo Angelim determinou a virada do Flamengo contra o Grêmio por 2 x 1, no Maracanã, e o título.

Neste sábado, foi a vez de Danilo consagrar o Flamengo, primeiro brasileiro tetracampeão da Libertadores. Arrascaeta bateu o corner como se estivesse com a bola na mão.

Os gols dos três zagueiros têm uma relevância imensa na história do clube. Em 1978, Rondinelli abriu caminho para a era dourada do Flamengo. Em 2009, Ronaldo Angelim fez as pazes do time com o Brasileirão depois de 17 anos de jejum. Agora, Danilo escreve a história do primeiro brasileiro tetracampeão da Copa Libertadores da América.

A trave do lado esquerdo do Estádio Monumental de Lima, no Peru, tem um pote de ouro rubro-negro. Só pode. Ali, Gabriel Barbosa comandou a virada diante do River Plate por 2 x 1 na final única de 2019. Seis anos depois, a cabeçada de Danilo tocou na trave antes de estufar a rede de Carlos Miguel.

Para mim, falha de dois dos três beques escalados por Abel Ferreira. Murilo errou o tempo de bola, Gustavo Gómez não saltou, e o mineiro de Bicas foi no quinto andar para consumar o tetra.

A quarta estrela tem as marcas de Danilo, do goleiro Rossi, do maestro Arrascaeta, mas precisamos falar (muito) sobre Filipe Luís. Na temporada de 2008/09, a primeira de Pep Guardiola como técnico profissional, o catalão ganhou LaLiga, Copa do Rei, Liga dos Campeões, Supercopa da Espanha, Supercopa da Uefa e Mundial de Clubes da Fifa pelo Barcelona.

Em um ano no Flamengo, Filipe Luís ostenta Copa do Brasil, Carioca, Supercopa do Brasil, Libertadores, está a uma vitória do título no Brasileirão e disputará a Copa Intercontinental. Óbvio, ele não éo novo Guardiola. Ressalto o tamanho do feito.

Filipe Luís repete Paulo César Carpegiani. Em 1981, o volante recém-aposentado assumiu o Flamengo. Ganhou a Libertadores e o Mundial. Parabéns pelo tetra!

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Marcos Paulo Lima

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