Último trabalho de Luís Zubeldía foi em outro tricolor, o São Paulo. Arte: Fluminense
Em tempos de procura dos times brasileiros por técnicos estrangeiros, o Fluminense era um dos últimos a resistir. Ao contratar o argentino Luis Zubeldía, ex-São Paulo, o clube carioca encerra 28 anos de escrita. O último técnico importado havia sido Hugo de León.
De lá para cá, Botafogo, Fluminense, Vasco, São Paulo, Santos, Palmeiras, Corinthians, Atlético-MG, Cruzeiro, Internacional e Grêmio tiveram ao menos um comandante importados. A exceção era justamente a equipe das Laranjeiras.
O uruguaio teve passagem relâmpago pelo cargo. Durou apenas duas semanas. Naquele ano, foi o primeiro técnico demitido no Campeonato Brasileiro depois de um empate com o Cruzeiro, no velho Maracanã. Deu lugar a Carbone naquela época. O tricolor foi rebaixado.
O então presidente Álvaro Barcelos estourou champanhe ao comemorar a virada de mesa depois da queda para a segunda divisão em 1996 e a permanência na elite em 1997, e aproveitou o momento festivo para anunciar Hugo de León. A diretoria anunciou o treinador em 20 de junho e o despediu em 10 de julho de 1997.
Antes de Hugo de León, passaram pelo cargo os argentinos José Omar Pastoriza, Adolpho Russo e Alfredo González, o paraguaio Fleitas Solich e uma legião de uruguaios, entre eles, Ondino Viera. Os ingleses Quince Tayler e Charlie Williams, o húngaro Eugênio Medgyessy e o dinamarquês Pode Pedersen foram os europeus a ocupar o cargo.
Luis Zubéldía assume a prancheta depois de uma passagem marcada por altos e baixos no São Paulo e muita instabilidade interna no trabalho dele. Deixou o São Paulo classificado para a fase de mata-mata da Libertadores. No ano passado, foi eliminado invicto nas quartas de final pelo Botafogo na decisão por pênaltis depois de empate no agregado. Terminou em sexto lugar no Brasileirão.
O sucessor de Renato Gaúcho não herda terra arrasada. Tem 14 jogos na Série A para dar o estilo dele ao Fluminense até a semifinal da Copa do Brasil contra o Vasco, em dezembro, após o fim do Brasileirão. Por enquanto, a meta é encerrar o Brasileirão em uma posição estratégica para conquistar acesso à Copa Libertadores da América de 2026. Não parece impossível.
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