Universidad Catolica cala o Mineirão em noite irritante para a torcida celeste. Foto: Douglas Magno/AFP
Procura-se um treinador capaz de reinstalar o chip de Leonardo Jardim no Cruzeiro. Tite bugou o time. Artur Jorge tateia uma maneira de restaurar o futebol agradável do ano passado, protagonista do terceiro lugar no Campeonato Brasileiro e da campanha até as semifinais da Copa do Brasil. Não está sendo fácil – e a derrota por 2 x 1 para a Universidad Católica do Chile deixou isso claro onde não deveria: no Mineirão.
Embora a formação inicial mostrasse um Cruzeiro configurado no 4-2-3-1, o time celeste se comportou na maior parte do jogo no 4-3-3. Quando sofreu a virada, o lusitano partiu para o abafa no 4-2-4 no fim da partida, porém não conseguiu empatar a partida.
Interessante notar algumas ideias de Artur Jorge. Uma delas vai consolidando Gerson na função de volante com liberdade de avançar pelo centro e não aberto em uma das pontas como tentou Tite no início da temporada. Ele foi durante boa partida um meia pela direita. Matheus Henrique ficava entre ele e Wanderson.
Os jogadores mais avançados eram Christian centralizado como se fosse um homem de ligação e Matheus Pereira praticamente formando uma dupla de ataque com Villarreal. O plano não funcionou no primeiro tempo. Prova disso é o gol de Justo Giani graças a uma cobrança de escanteio perfeita de Fernando Zuqui na altura da marca do pênalti.
Matheus Pereira cobrou pênalti com perfeição no empate do Cruzeiro, mas o sistema defensivo foi facilmente envolvido pelo toque de bola da Universidad Católica no lance crucial da partida. O time chileno pressionou o mineiro com toques rápidos pela direita até a infiltração no tempo certo de Jimmy Martinez em uma cabeçada entre as pernas do goleiro Matheus Cunha, cada vez mais rejeitado pela irritada torcida do Cruzeiro.
Como diria Galvão Bueno, vai se criando um clima. Assim como a China Azul não foi com a cara do Tite, a relação com o goleiro substituto de Cássio está ficando insustentável. Mais cedo ou mais tarde, Pedro Lourenço terá de ir ao mercado em busca de uma grife não somente para devolver Matheus Cunha ao banco, mas com a missão de suceder Cássio. Nomes pesados como Dida, Gomes ou Fábio quando chegaram à Toca da Raposa.
X: @marcospaulolima
Instagram: @marcospaulolima.jor
Costumamos dizer que um bom time começa por um grande goleiro. No caso do…
A derrota de virada do Fluminense para o Independiente Rivadavia da Argentina por 2 x…
A temporada de mudanças nos naming rights dos principais estádios do Brasil não vai se…
Phd na arte do futebol, Arthur Antunes Coimbra usou a linguagem da bola para realizar…
O que começou como uma disputa isolada entre sindicatos de clubes e uma empresa de…
Os candidatos a camisa 9 da Seleção na Copa do Mundo de 2026 não negam…