Carlo Ancelotti anuncia a convocação de Neymar no Museu do Amanhã. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Rio de Janeiro — Carlo Ancelotti é o técnico recordista de títulos da Champions League. Cinco orelhudas por Milan (2) e Real Madrid (3). Ostenta conquistas nas principais ligas nacionais da Europa: Alemão, Espanhol, Francês, Inglês e Italiano. Cinco jogadores de diferentes nacionalidades foram eleitos melhor do mundo na Bola de Ouro e/ou no Fifa The Best sob o comando do treinador. São os casos do ucraniano Shevchenko, do português Cristiano Ronaldo, do francês Karim Benzema e dos brasileiros Kaká e Vinicius Junior.
Currículo passando a limpo, faço essas lembranças para dizer o seguinte: a CBF não contrataria um técnico desse perfil para se esquivar de trabalhar com Neymar na Copa. Não está no contrato a obrigação de convocar o jogador do Santos. Muito menos em asteriscos com explicações em notas de rodapé. Embora não tenha nascido no país, Carlo Ancelotti mandou recado aos torcedores no estilo: “verás que um filho teu não foge à luta”.
Cito o trecho do Hino Nacional porque, ao convocar Neymar, Carlo Ancelotti assume a missão de fazer Neymar jogar oito partidas na última Copa da carreira sem a certeza de que ele se apresentará 100% fisicamente, clinicamente e tecnicamente para fazer a diferença. Matou no peito e o problema, a partir de agora, é exclusivamente dele.
Carlo Ancelotti comandou Cristiano Ronaldo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Zidane, Pirlo, Maldini, Thiago Silva, Vinicius Junior, Rodrygo, Modric, Benzema, Bale, Beckham, Drogba, Lampard, Sergio Ramos, Casemiro, Ronaldo, Cafu, Del Piero em clubes de ponta como Milan, Real Madrid, Chelsea, PSG, Bayern de Munique e Juventus. Por que ele temeria ou se esquivaria da experiência do contato com Neymar a essa altura da carreira?
Depois do anúncio da lista no evento separado por cerca de 100 metros da sala de conferências, Carlo Ancelotti sentou-se aqui na sala de conferências do Museu do Amanhã, na Zona Portuário do Rio, seguro. Poucas vezes se viu um técnico com o tamanho dele para bancar a convocação de Neymar sem dar muita satisfação. Bufou, fez pausas em busca de palavras devido ao vocabulário pobre de um aprendiz do idioma de Camões e defendeu a escolha.
“Futebol não é uma ciência exata, cada um tem a sua opinião. Não se pode dizer que essa opinião é errada, e essa é a correta. Na medicina, um médico pode dizer o que não é correto, porque a medicina tem a universidade, e o futebol, não. Isso é bom, porque todo mundo pode opinar e pensar de diferentes maneiras. E, no fim, neste caso sou eu que tenho que tomar a decisão. Por sorte, ninguém hoje pode dizer que o treinador se equivocou. É preciso esperar até o fim de julho, aí alguém por certo dirá que acertou ou se equivocou”, afirmou.
Carlo Ancelotti não dá garantia a Neymar de titularidade, camisa 10 e faixa de capitão. Deixa claro a necessidade do cumprimento de um processo e dos protocolos criados no vestiário em um ano. “Escolhemos Neymar não porque pensamos que vai ser um bom reservas, e sim porque pode trazer suas qualidades para a equipe, mesmo que jogue um minuto. Escolhemos esses jogadores porque estão certos que vão ajudar. Quanto tempo? Não sei”.
Uma outra resposta chamou a minha atenção. O esclarecimento de que ele tem currículo, mas não faz milagres. “Não sou um mago, e sim um trabalhador há 40 anos. Tenho o conhecimento e a confiança de que esse time pode competir com os melhores do mundo. Podemos ganhar a Copa do Mundo e chegar à final? Sim, podemos chegar a jogar à final. Mas não sei se é suficiente, o melhor é chegar e ganhar a final”, afirmou.
» Goleiros
Alisson (Liverpool)
Ederson (Fenerbahçe)
Weverton (Grêmio)
» Zagueiros
Bremer (Juventus)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Ibañez (Al-Ahli)
Léo Pereira (Flamengo)
Marquinhos (PSG
» Laterais
Danilo (Flamengo)
Wesley (Roma)
Alex Sandro (Flamengo)
Douglas Santos (Zenit)
» Volantes
Bruno Guimarães (Newcastle)
Casemiro (Manchester United)
Fabinho (Al-Ittihad)
» Meias
Danilo Santos (Botafogo)
Lucas Paquetá (Flamengo)
» Atacantes
Endrick (Lyon)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
Igor Thiago (Brentford)
Luiz Henrique (Zenit)
Matheus Cunha (Manchester United)
Neymar (Santos)
Raphinha (Barcelona)
Rayan (Bournemouth)
Vinicius Junior (Real Madrid)
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