Assistência de um para o outro e gols como nos velhos tempos. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
O Maracanã viveu uma noite “revival” como disse o colega jornalista Vinicius Doria durante a goleada por 4 x 1 contra o Independiente Medellín pela segunda rodada do Grupo A da Copa Libertadores da América. Remanescentes do ano da graça de 2019, Arrascaeta e Bruno Henrique regeram o recital rubro-negro diante de 50 mil torcedores no Maracanã.
Everton Ribeiro foi para o Bahia; Gabriel Barbosa está emprestado pelo Cruzeiro ao Santos; Gerson está no time celeste, mas Arrascaeta e Bruno Henrique continuam firmes e fortes no Flamengo. Bruno Henrique fez o segundo gol com a cabeçada característica dele depois de um cruzamento milimétrico de quem? Arrascaeta!
Àquela altura, o Flamengo se impôs depois de abrir o placar com um belíssimo chute de Lucas Paquetá e o empate de Yony Gonzalez depois da falha do meia rubro-negro Carrascal.
O terceiro gol do Flamengo é marcado pelo Rei da América. De quem Arrascaeta recebe a bola antes de estufar a rede? Do Bruno Henrique! Como nos velhos tempos do inesquecível time comandado por Jorge Jesus — e agora liderado pelo competente Leonardo Jardim.
Quando tem recaídas de falta de objetividade, toques de bolas excessivos e até uma certa displicência e menosprezo ao adversário, o Flamengo sofre gols como o de Yony Gonzalez.
Em contrapartida, o Flamengo é letal ao seguir a cartilha de Leonardo Jardim, ou seja, ao acelerar o jogo e pressionar o adversário jogando verticalmente, em direção ao gol, como aquele Monaco liderado pelo português na temporada de 2016/2017. Pedro entrou e ainda conseguiu fazer mais um comercial para convencer Carlo Ancelotti a levá-lo para a Copa.
Há males que vem para o bem. A derrota para o Red Bull Bragantino na volta da Data Fifa mudou o vestiário. As cobranças entre os jogadores aparentam ter resultados práticos como as vitórias em série contra Santos, Cusco, Fluminense e Independiente Medellín. O time dá sinais claros de evolução sob nova direção, incluindo rodagem de elenco.
Do ponto de vista tático, eu chamo a atenção para um detalhe: o planejamento de Leonardo Jardim par lidar com a linha de cinco do Independiente Medellin. Tite e Filipe Luís tinham muita dificuldade com esse tipo de posicionamento defensivo. O Flamengo teve paciência e inteligência para progredir à espera do mínimo vacilo para balançar a rede.
Sim, o Independiente Medellin é frágil, aliás, como os demais representantes colombianos nesta largada da Libertadores. Juntos, os times do país de Shakira acumulam oito partidas em duas rodadas e (ainda) não venceram. A seleção colombiana é uma. Fortíssima na Copa do Mundo, com Luís Diaz, James Rodriguez, John Arias e companhia. Os times são ruins, entre outros motivos, pelo êxodo dos melhores justamente em direção ao Brasil. Talentos como Carrascal, por exemplo, estavam do lado rubro-negro da força.
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