Pedro encosta em Luizão e mira recorde de Gabigol na Libertadores

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É uma pena Pedro não constar entre os 26 convocados para a Copa do Mundo no Canadá, nos Estados Unidos e no México. Compreensível. Perdeu a vaga para Igor Thiago. O concorrente é simplesmente vice-artilheiro do Campeonato Inglês com 22 gols pelo Brentford, cinco atrás do fora de série norueguês Erling Haaland. Pesou muito. Nem a experiência do jogador do Flamengo na edição de 2022 foi capaz de favorecê-lo.

O gol de Pedro na difícil vitória por 1 x 0 contra o Estudiantes é o perfil de um centroavante raiz. Feeling para a jogada, visão periférica, velocidade de raciocínio e uma finalização precisa com crueldade. A bola foi colocada na rede com uma finalização sutil. Ainda assim, sem chance alguma para o goleiro trapalhão Muslera.

Pedro está na cola de Luizão na lista dos maiores artilheiros brasileiros na Libertadores. Tem 28 gols, um a menos do que o vice-artilheiro. Os de Pedro são todos com a camisa rubro-negra. Luizão fez oito pelo Vasco, 15 pelo Corinthians, 1 no Grêmio e cinco na passagem pelo São Paulo.

O camisa 9 do Flamengo se aproxima rapidamente dos líderes. Gabriel Barbosa lidera a lista de artilheiros brasileiros da Libertadores com 31 gols: 30 no Flamengo e 1 no Santos. Pedro pode alcançar ou até mesmo ultrapassar Luizão na próxima semana contra o frágil Cusco do Peru no Maracanã. A perseguição a Gabigol fica para a fase de mata-mata no segundo semestre. Parece questão de tempo para Pedro assumir o topo.

Depois da ode a Pedro, algumas observações. Não gosto muito do Bruno Henrique aberto na esquerda, quase pisando na linha lateral. A fase exuberante dele no Flamengo na temporada de 2019 foi atuando próximo de Gabriel Barbosa. Eles formavam praticamente uma dupla de ataque no 4-1-3-2 de Jorge Jesus. Willian Arão protegia a defesa atrás da trinca de meias formada por Éverton Ribeiro, Gerson e Arrascaeta. Funcionava muito bem.

Leonardo Jardim posicionou Bruno Henrique aberto na esquerda. Ele era muitas vezes um ponta-esquerda, mesmo. Havia sido assim também contra o Athletico-PR, quando entrou na vaga de Saúl Ñiguez, assumiu a ponta canhota e deu assistência para Pedro marcar o gol do empate na Arena da Baixada. Se o plano é ter os dois juntos, faço uma última observação.

O Flamengo perdeu uma Libertadores para o Palmeiras em 2021 porque Renato Gaúcho deu brecha ao primeiro gol alviverde marcado por Raphael Veiga em um lance construído justamente nas costas de Bruno Henrique e de Filipe Luis à época. O atacante já não era um grande marcador cinco temporadas atrás. É menos aos 35 anos. Demanda ajuste tático.

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Marcos Paulo Lima

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