Igor Jesus vive céu pela Seleção e inferno com Botafogo na volta a Santiago

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Um dos camisas 9 testados pela Seleção na Era Dorival Jûnior, Igor Jesus viveu o céu e o inferno no Estádio Nacional de Santiago num espaço de seis meses. Em setembro, ele marcou o primeiro gol do Brasil contra o Chile na vitória por 2 x 1 pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Ao lado do parça de Botafogo Luiz Henrique, autor do segundo, deixou o campo em alta na estreia pela amarelinha.

Na noite desta quarta-feira, Igor Jesus não balançou a rede na estreia do atual campeão da Libertadores contra a Universidad de Chlle. O Botafogo perdeu por 1 x 0 no mesmo Estádio Nacional, em Santiago, e viu o centroavante do time ser expulso no fim da partida. O cartão vermelho tira o jogador da partida de terça-feira contra o Carabobo, no estádio Nilton Santos.

O Botafogo foi o inverso da exibição de domingo contra o Palmeiras, no Allianz Parque. O primeiro tempo lembrou o ímpeto da estreia no Brasileirão. No segundo, o nível da atuação começou a cair, o técnico português Renato Paiva protelou substituições e o Glorioso foi castigado pelo gol de Di Yorio.

Não seria fácil inicia a defesa do título sem o zagueiro Bastos, os maestros Almada e Savarino e o ponta Luiz Henrique. Não é meio time. Trata-se de quase a equipe inteira. Artur está em fase de adaptação. Independentemente disso, entregará menos qualidade do que Luiz Henrique. Santiago Rodríguez também. Patrick de Paula é uma aposta na reciclagem de um ótimo volante.

Há sinais de evolução. O Botafogo constrói oportunidades. A questão é o acabamento das jogadas. O time do ano passado tinha jogadores com apetite pelo gol. A derrota é ruim, mas não pode abalar as convicções de Renato Paiva nem esgotar a paciência da torcida.

Taticamente, há uma ideia em desenvolvimento. O volante Gregore recua para formar uma trinca de defensores com Jair e Alexander Barboza. Marlon Freitas assume o papel de primeiro volante. Vitinho e Alex Telles espetam como alas. Alinham com Patrick de Paula, Matheus Martins e Santiago Rodrígues por dentro. Na frente, Igor Jesus era o homem a ser abastecido. REsumindo: um 3-6-1 ousado para dominar o meio de campo. Consequentemente, não faltou posse de bola: 63% x 37%. A questão é a conversão das oportunidades em gol.

São duas partidas sob o comando de Renato Paiva. O Botafogo não balançou a rede contra o Palmeiras nem diante da Universidad de Chile. Os 180 minutos de seca terão de dar lugar ao grito de gol na partida do fim de semana contra o Juventude. Afinal, o discurso da evolução é comprovado com efetividade.

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Marcos Paulo Lima

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