Finalista do Paulistão, Palmeiras consolida Arena Barueri como alçapão

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A presença do Palmeiras na final do Campeonato Paulista não é novidade. Oitava vez em 10 edições a contar de 2017. Nesse recorte, o time alviverde só não bateu o ponto na decisão doméstica em 2017 e em 2019. Ganhou quatro títulos. A conquista alviverde é outra: a consolidação da Arena Barueri como um alçapão alternativo na ausência do Allianz Parque.

O Palmeiras acumula sete jogos na Arena Crefisa Barueri em 2026. Venceu todos como mandante. Derrotou o Santos, Mirassol, Vitória, Capivariano, Fluminense e o São Paulo duas vezes. O gramado sintético faz a diferença. A torcida única nos clássicos também. Os detalhes relevantes são a média de público de 15.670 por partida e o ambiente hostil para os adversários. Não tem sido — nem será fácil — visitar o Palestra naquele território.

O que não se pode perder de vista é a consolidação da ideia de Abel Ferreira. Um dos benefícios de mandar partidas no campo sintético é a pressão do Palmeiras na saída de bola dos adversários e a indução aos erros. O Palmeiras soube explorar essa vantagem no início da partida e abriu o placar com o meia Mauricio antes dos 10 minutos da etapa inicial.

Quando descansava, o Palmeiras recuava a marcação, entregava a bola ao São Paulo, mas protegia bem a área e desarmava o São Paulo. Faltava profundidade ao time tricolor. A ideia de iniciar a partida com Lucas Mouras e Luciano não funcionou. Danielzinho fez muita falta. A escolha por Luan deixou a equipe do Morumbi sem a conexão entre Marcos Antônio e Danielzinho, que só entrou aos 10 minutos da etapa final e mudou a dinâmica da equipe.

Um dos méritos do Palmeiras é a repetição da escalação a exaustão. Abel Ferreira outra vez iniciou a partida com os 11 jogadores preferidos e John Arias no banco de reservas como opção. Do meio para a frente, a construção teve Andreas Pereira, Marlon Freitas, Maurício, Flaco López e Allan atrás de Vitor Roque.  Os pontas movimentavam-se muito. Não ficavam fixos em um lado e dificultavam muito a organização do sistema defensivo do São Paulo.

O erro do Palmeiras foi desperdiçar oportunidades, recuar em defesa do resultado e deixar o jogo vivo quando Flaco López abriu 2 x 0. O São Paulo cresceu em busca do empate, teve pênaltis polêmicos a favor e contra, diminuiu o placar com Jonathan Calleri, mas faltaram força, futebol e ousadia para arriscar mais em busca da decisão nas penalidades máximas. Hernán Crespo fez três substituições e não colocou Ferreira em campo. O São Paulo precisava da velocidade e dos dribles dele para infiltrar em uma defesa sólida como a de Abel Ferreira.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Abel Ferreira Análise tática Arena Barueri final estadual futebol paulista Gramado sintético Palmeiras Paulistão São Paulo

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