O combo da derrota do Fluminense: gol cedo, posse sem fôlego e expulsão

Compartilhe

O Fluminense ostenta a melhor média de posse de bola do Campeonato Brasileiro: 60,3%. O mais próximo disso é o Cruzeiro de Artur Jorge com 54,5%.  A fome tricolor pelo controle da partida ajuda a explicar a derrota anunciada para o Bolívar por 2 x 0 no estádio Hernando Siles, na altitude de La Paz, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América.

O time de Luis Zubeldia tentou ter a bola nos pés enquanto foi possível. A partida terminou com 50% para cada lado. Anormal nas partidas. O Fluminense costuma ser extremamente dominante nesse quesito. A partir disso, constrói o resultado. Isso foi impossível no ar rarefeito. Até havia posse, mas faltava oxigênio para atacar o adversário, principalmente ao sofrer um gol cedo no primeiro tempo e ter um jogador expulso no começo da etapa final. O jogo ficou extremamente desconfortável para os brasileiros.

O Bolívar finalizou 14 contra a meta de Fábio. Obrigou o goleiro a trabalhar pelo menos cinco vezes. O Fluminense teve seis chutes. Não houve necessidade de intervenção de Lampe. Descaracterizado, o time carioca sofreu desde o início ao sofrer um gol ao seis minuto marcado por Robson Matheus.

Correr nos 3.600m com 0 x 0 é dureza. Atrás no placar piora a missão. Com um a menos desde o início da etapa final depois da expulsão do volante Bernal fica praticamente impossível. O carrasco Robson Matheus fez o segundo e transformou a situação do Fluminense dramática no Grupo C.

A equipe das Laranjeiras tem apenas um ponto. Amarga a lanterna, a oito do líder Independiente Rivadavia, para quem o tricolor perdeu no Maracanã na segunda rodada. O Bolívar é o vice-líder com quatro. Haverá confronto direto com o concorrente boliviano no Rio de Janeiro na penúltima rodada. Antes disso, é obrigatório vencer o Independiente Rivadavia na quarta, no Malvinas Argentinas.

A sorte do Fluminense começou a mudar na temporada com a perda de Lucho Acosta no início do clássico contra o Flamengo. O meia vinha fazendo muita diferença no meio de campo tricolor. O time ainda não se encaixou sem ele.

Independentemente da contusão de Lucho Acosta, o Fluminense não faria milagre na altitude levando gol aos seis minutos do primeiro tempo precisando correr atrás desde o início precisando dosar a energia para manter o controle do jogo e atacar com menos fôlego do que tem ao nível do mar. Ainda mais com um jogador a menos! Temos o combo perfeito de uma derrota anunciada em La Paz.

X: @marcospaulolima

Instagram: @marcospaulolima.jor

Marcos Paulo Lima

Publicado por
Marcos Paulo Lima
Tags: altitude Análise Bolívar derrota desempenho Fábio Fluminense Futebol brasileiro Grupo C La Paz Libertadores Lucho Acosta Luis Zubeldía posse de bola Robson Matheus

Posts recentes

  • Esporte

Personagem do Dia 28: Mbappé e os 0,12% na história das Copas do Mundo

Boston — Sete mil duzentos e noventa e cinco jogadores disputaram pelo menos um jogo…

47 minutos atrás
  • Esporte

Podcast | Fast Foot #7: A queda do Brasil e o início das quartas na Copa

O sétimo episódio Podcast “Fast Foot” do blog Drible de Corpo na Copa do Mundo…

12 horas atrás
  • Esporte

Personagem do Dia 26: Merino, o medalhista de prata autor do gol de ouro

Em uma Copa do Mundo, alguns jogadores confirmam o protagonismo esperado. Outros, silenciosamente, esperam o…

3 dias atrás
  • Esporte

Personagem do Dia 25: Ancelotti falhou como protagonista do Brasil na Copa

Nova Jersey — O Brasil desembarcou pela primeira vez em uma Copa apostando num técnico…

4 dias atrás
  • Esporte

Noruega elimina Brasil porque tem 9, 10 e explorou caos tático de Ancelotti

O Brasil está eliminado da Copa do Mundo pela sexta edição consecutiva. Depois da França…

4 dias atrás
  • Esporte

Podcast | Fast Foot #6: Brasil x Noruega, pré-jogo das oitavas da Copa

No sexto episódio do Podcast Fast Foot na Copa do Mundo de 2026, apresento análise,…

5 dias atrás