O brasiliense Robert Renan cabeceira para fazer o primeiro gol do Vasco. Foto: Matheus Lima/Vasco.
O Palmeiras se nega a perder ponto. O Flamengo faz um esforço danado para deixá-los pelo caminho. Essa é uma das diferenças entre os times protagonistas da polarização pelo título da Série A do Campeonato Brasileiro. Há dois perfis totalmente diferentes.
No sábado, o time alviverde perdia por 1 x 0 para o Santos, gol de Rollheiser, no último jogo da casa própria com nome de Allianz Parque. O Nubank comprou os naming rights.
Os comandos do técnico Abel Ferreira não se deram por vencidos. Flaco López empatou a partida aos 19 minutos do segundo tempo e só não virou nos acréscimos porque houve toque na mão de Arias no gol corretamente anulado pelo Árbitro Assistente de Vídeo (VAR).
O Palmeiras poderia ter perdido três pontos. Salvou um na véspera de o Flamengo, o concorrente mais próximo na classificação, entrar em campo. Assim é o time de Abel.
O Flamengo pisou no gramado do Maracanã com a possibilidade de reduzir a vantagem do líder de seis para quatro pontos, tendo um jogo a menos e um confronto direto no Maracanã antes da pausa para a Copa do Mundo. Em tese, uma belíssima motivação.
O time rubro-negro abriu o placar com o centroavante Pedro, um dos artilheiros da Série A com oito gols ao lado do centroavante colombiano Viveros. Ampliou na cobrança de pênalti do volante Jorginho em falta sofrida justamente pelo camisa 9 do Flamengo.
O time de Leonardo Jardim cometeu um pecado quase proibido no Palmeiras e Abel. Ceder o empate. Competitivo ao extremo do início ao fim, o alviverde dificilmente tem esse tipo de comportamento. Ponto ganho está ganho e ponto final.
No Flamengo é diferente. Pontos ganhos significam alta periculosidade de perdê-los. Há o vício da acomodação, da soberba, do sentimento de já ganhou. O pecado cometido várias vezes na era rica do clube se repetiu contra o Vasco por culpa do técnico Leonardo Jardim.
Fissurado em recuar o time para explorar contra-ataques, o técnico português foi recuando e enchendo o técnico Renato Gaúcho de coragem para buscar o empate. A reação começou com Robert Renan explorando a fragilidade rubro-negro nos cruzamentos. Hugo Moura igualou o placar em outra bola colocada dentro da área do Flamengo.
O Palmeiras lutou para salvar um ponto no Allianz Parque. Nada surpreendente. Essa é a mentalidade do técnico Abel Ferreira. Se não dá para ganhar três, que seja um. Do outro lado, quem tinha três nas mãos até os 39 minutos do segundo tempo sofreu dois gols em 13 minutos e saiu do Maracanã com um merecido sentimento de derrota.
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