Bap nunca quis Filipe Luís: teve de engoli-lo no fim da era Landim

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Filipe Luís sai com 101 jogos: 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas e 5 títulos. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

“Vaidade, definitivamente o meu pecado favorito”. A frase é do personagem John Milton, interpretado por Al Pacino no filme O Advogado do Diabo (1997). Luiz Eduardo Baptista, o Bap, jamais quis Filipe Luís como primeiro técnico do mandato dele, iniciado em janeiro de 2025. O treinador é uma criação do adversário político Rodolfo Landim e dos fiéis escudeiros  do antecessor, Marcos Braz e Bruno Spindel. Bap teve de engolir o ex-lateral depois do título na Copa do Brasil de 2024 contra o Atlético-MG e do terceiro lugar no Brasileirão em 2024, Devolveu o time ao prumo depois da demissão de Tite.

Tal como um prefeito de município pequeno, Bap aguardava pela primeira oportunidade para inaugurar o banquinho da praça. As perdas da Supercopa do Brasil para o Corinthians e da Recopa Sul-Americana para o Lanús deixaram a bola quicando na frente do dirigente. Por que não fez isso depois da derrota nos pênaltis para o PSG na Copa Intercontinental? Filipe Luis saiu grandão da final. A torcida não aceitaria. Fez vigília à espera da renovação.

O início da temporada virou casca de banana. A péssima largada foi gerando o ambiente favorável a Bap. O duelo de volta contra o Madureira era irrelevante.  A final do Carioca contra o Fluminense, não. Filipe Luís estava a uma conquista de se tornar o treinador mais vitorioso na história do clube na decisão de domingo. Bap não quis pagar para vê-lo superar Carlinhos. Motivo: seria quase impossível ter outra oportunidade em curto prazo para fazer a mudança tão desejada desde a posse, em janeiro de 2025.

Enquanto o Flamengo goleava o Madureira por 8 x 0, a diretoria trabalhava nas costas de Filipe Luís em busca de um novo treinador. Deixou o técnico campeão da Copa do Brasil em 2024 e do Carioca, Supercopa do Brasil, Brasileirão, Libertadores e vice Mundial em 2025 ser hostilizado pela torcida depois do jogo. Xingado. Expôs o profissional a dar entrevista coletiva. Falar sobre os planos para o clássico de domingo. E aí, o surpreendeu ao anunciar a demissão.

Escrevi na última sexta-feira no blog que a longa negociação da renovação de Filipe Luís havia desgastado os relacionamentos. A corda esticou demais. Bap, Boto e o técnico voltaram das férias em raias diferentes. Cada um correndo por si. O técnico não poderia vacilar. Pisou em falso contra o Corinthians, tropeçou no Lanús e caiu como queria Bap. Enfraquecido. Contestado pela torcida em uma semifinal de Carioca contra o Madureira!

Um dos mantras de Bap ao assumir era “profissionalismo”. Quem tanto criticou as decisões de Rodolfo Landim demitiu Filipe Luís igualzinho o antecessor no anúncio da saída de Rogério Ceni em 2021: no início da madrugada. Na calada da noite. A nota do clube foi publicada à 1h01 da matina. Estava oficializada a queda da maior revelação dos últimos tempos na escola de técnicos do país.

Agora, sim, o vaidoso Bap terá um técnico para chamar de seu: Leonardo Jardim, terceiro colocado no Brasileirão do ano passado e eliminado da Copa do Brasil nas semifinais pelo campeão Corinthians.

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Os 7 pecados capitais do Flamengo em um começo de temporada caótico

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: análise esportiva Bap bastidores do Flamengo decisão política Filipe Luis Futebol brasileiro gestão Flamengo mengo opinião futebol

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