Filipe Luís usa truque da Copa América de 2019 para dar vitória ao Fla

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Alguém vai ganhar puxão de orelha do técnico Filipe Luís depois da importante vitoria por 1 x 0 contra o frágil Deportivo Táchira da Venezuela na estreia rubro-negra na Copa Libertadores da América. O treinador diz ter sido surpreendido pela linha defensiva de cinco no primeiro tempo da partida, mas Edgar Pérez usou esse sistema no fim de semana passado na vitória por 3 x 2 contra o Estudiantes de Mérida pelo campeonato local. Não parecia, mas era uma das variáveis.

O plano desta quinta tinha um quinteto, e até um sexteto na frente do  goleiro Jesús Camargo, com um volante recuando para ampliar o cerco. Apesar do 5-4-1, o Flamengo teve oportunidades de abrir o placar com Varela e Luiz Araújo. A falta do gol começou a gerar ansiedade, erros de passe e de finalização no acabamento dos 62% de posse de bola na casa do adversário.

O Flamengo chega ao gol da vitória a partir do momento em que Filipe Luís troca Ayrton Lucas por Alex Sandro; Michael por Juninho, e passa a ter praticamente dois homens dentro da área como se fossem centroavantes. Cebolinha e Luiz Araújo davam suporte agressivos pelas pontas.

Juntos durante 14 minutos no duelo, Bruno Henrique e Juninho tabelaram pelo alto depois do cruzamento de Cebolinha no limite da linha de fundo, o desvio de BH e o toque de peito de Juninho para um fundo da rede no primeiro lance dele em campo. Havia entrado um minuto antes.

Juninho teve estrela no lance, mas Filipe Luís foi buscar a jogada no repertório de Tite no título da Copa América de 2019. Alex Sandro e Cebolinha formavam o corredor esquerdo da Seleção. O lateral era quem acionava o ponta nas jogadas de mano a mano. Ele driblava, finalizava ou dava passe para dois companheiros que fechavam como centroavantes: Firmino e Gabriel Jesus, que vinha da direita para o meio da área. Filipe Luís era reserva de Alex Sandro e via tudo isso sentado no banco. Apostou na memória tática da dupla e colheu o lançamento de Alex Sandro para o Cebolinha servir Bruno Henrique e este a Juninho.

O resultado foi bom? Sim. O desempenho também? Não! Foi uma das piores exibições do time sob comando de Filipe Luís, mas temos de faze ponderações. A logística é o pior inimigo do Flamengo neste grupo da Libertadores. O elenco fez praticamente uma viagem de ida e volta à Europa para enfrentar o Delortivo Táchira. Vai ser assim também contra o Central Cordoba e a LDU na casa dos dois adversários.

Não se mantém o padrão de excelência sem contar com caras como Arrascaeta, Gerson, Plata, Wesley e Danilo. De La Cruz mais uma vez esteve abaixo da imensa capacidade.

José Boto respira aliviado a cada gol de Juninho. A indicação foi dele e o jogador marca mais um gol decisivo. Foi dele o do título contra o Flu na final do Carioca. O duelo de ida termina 2 x 1 por causa dele e garante o direito do empate por 0 x 0 na volta. Agora, credita três pontos e garante a pole position na largada pelo tetracampeonato.

O comportamento do Flamengo nos ultimos 10 minutos é inaceitável. O time ficou flertando com o perigo, tomou bola na trave no fim da partida e escapou de sofrer o gol de empate na estreia. Quem não vencia fora de casa desde 31 de agosto de 2022 no duelo de ida contra o Vélez pejas semifinais daquela Libertadores. De lá para cá foram nove partidas sem vencer no campo de diferentes adversários. Caiu o tabu.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Deportivo Táchira Éverton Cebolinha Filipe Luis Flamengo Juninho Libertadores

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