O Corinthians jogou até 21/12125 e estreou no Paulistão em 11/1/26. Foto: Rodrigo Coca/Corinthians
A Copa do Brasil, com início nesta terça-feira, tem o antídoto contra a maratona insana de jogos do novo calendário do futebol nacional neste início de temporada. Se os times da Série A do Campeonato Brasileiro só acessam o torneio a partir da quinta fase, por que não aplicar esse modelo nos estaduais a partir de 2027?
Os times da elite deveriam ter o benefício de iniciar a disputa dos estaduais a partir da fase eliminatória. Vou usar o Carioca como exemplo: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco não disputariam os seis jogos da primeira fase e participariam a partir das quartas de final. O Paulistão poderia fazer as devidas adaptações para acomodar Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Red Bull Bragantino e Mirassol a partir do mata-mata.
O argumento para isso é óbvio: os times da primeira divisão jogaram até 7 de dezembro no ano passado. Corinthians, Vasco, Fluminense, Cruzeiro e Flamengo continuaram em campo nas disputas da Copa do Brasil e da Copa Intercontinental. A última data de bola rolando no país no ano passado foi 21 de dezembro. Vinte dias depois, tinham compromissos oficiais pelos estaduais.
Em contrapartida, a Série B do Campeonato Brasileiro terminou em 23 de novembro. A C teve capítulo final em 25 de outubro e a D, em 4 de outubro. Quem entra em férias primeiro volta a treinar mais rápido. Consequentemente, entra na competição em vantagem. O Corinthians jogou pela última vez em 21 de dezembro e teve de enfrentar a Ponte Preta em 11 janeiro, que havia se despedido da temporada em 4 de outubro na conquista do título da Série C. Portanto, a Copa do Brasil deveria inspirar as federações.
Sem os times da Série A na primeira fase, os estaduais poderiam ampliar a oferta do número de vagas. O Carioca, por exemplo, tem 12 times. Poderiam ser 16, com Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco entrando nas quartas de final. Os outros 12 disputariam as outras quatro vagas para o mata-mata. Simples assim.
É possível fazer as devidas – e justas – adaptações no Mineiro, no Gaúcho e nos demais torneios domésticos com participação de times da Série A. Não existe país mais “criativo” na elaboração de regulamentos mirabolantes. É possível criar mecanismos para tornar o calendário mais justo, equilibrado e racional. A Copa do Brasil oferece essa alternativa.
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