Do hepta do Grêmio ao primeiro título estadual da carreira de Diego Costa

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O heptacampeonato do Grêmio tem uma história simbólica em tempos de jogadores vendidos na adolescência — alguns até mesmo no fim da infância. Protagonista na vitória por 3 x 1 contra o Juventude nesse sábado, na Arena, em Porto Alegre, o centroavante Diego Costa jamais havia conquistado um título estadual. O sergipano de Lagarto tinha 17 anos quando deixou o país para defender o Sporting Braga, em Portugal.

Diego Costa voltou ao Brasil em 2021 depois de o Atlético ter conquistado o Campeonato Mineiro no Triplete do Galo. Nada ganhou na passagem pelo Botafogo. Construída na Europa, a carreira do atacante rendeu um título da Europa League e dois no Campeonato Espanhol pelo Atlético de Madrid. Duas taças na Premier League e uma Copa da Inglaterra com a camisa do Chelsea.

Diego Costa ganhou um Brasileirão e uma Copa do Brasil pelo Atlético-MG, porém faltava uma conquista raiz. Um Estadual para chamar de seu. A taça chegou como o ego dele gosta. Coadjuvante de Hulk no Galo e de Tiquinho Soares no Botafogo, O centroavante, enfim, achou um time brasileiro no qual é protagonista. Sucede a Luis Suárez com autoridade. É um dos artilheiros do Campeonato Gaúcho com seis bolas na rede ao lado do colega Cristaldo.

Diego Costa assumiu a responsabilidade na final. Comportou-se como referência. Virou a partida contra o Juventude depois do passe de Cristaldo. Foi garçom de Nathan Fernandes na jogada do terceiro, o gol do título. Entregou a performance necessária desde a transferência de Luisito para o Inter Miami. Quatro meses depois, o Grêmio tem um nove substituto.

O heptacampeonato do Grêmio desafia o Inter a quebrar a hegemonia tricolor em 2025. O clube colorado detém a maior sequência de títulos na história do Estadual. Foram oito troféus no período de 1969 a 1976. Portanto, falta um para o Grêmio. O Inter impediu o octa do arquirrival em 1969 ao derrotá-lo na decisão do Gaúcho.

Apesar da derrota por 3 x 2 para o Inter no único clássico disputado neste ano, o Grêmio festeja mais do que a taca. O parte rumo às disputas da Libertadores, do Brasileirão e da Copa do Brasil com um sistema tático definido: 4-2-3-1. As ideias do técnico Renato Gaúcha estão incutidas na mente dos liderados. Pepê e Villasanti dão proteção à defesa. Pavon, Cristaldo e Gustavo Nunes formaram a linha de meias responsáveis por abastecer Diego Costa. Do jeitinho que ele gosta.

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Marcos Paulo Lima

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