Diniz vence Fluminense com show de seu novo “JK”: Rayan, a joia do Vasco

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Um dos segredos do sucesso da última passagem de Fernando Diniz pelo Fluminense foi a atenção dada ao desenvolvimento do atacante John Kennedy — apelidado carinhosamente de JK nas Laranjeiras. Ele marcou o gol do título inédito contra o Boca Juniors na final da Libertadores.

A vitória do Vasco contra o time tricolor pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro consolida um novo xodó na biografia do técnico. Aos 19 anos, Rayan decidiu mais uma vez na arrancada cruzmaltina em busca de uma vaga à Libertadores. Sim, o time de São Januário pegou o elevador e ocupa o oitavo lugar. Virou time de G8, como defendeu o presidente Pedrinho em uma tese considerada absurda no início desta Série A.

A evolução do trabalho de Fernando Diniz permite mutações táticas durante a partida. A escalação inicial apontava um Vasco configurado no 4-2-3-1. Na prática, o Vasco derrotou o time tricolor no sistema 3-5-2. Cuesta, Barros e Robert Renan formavam uma trinca na defesa. Os laterais Paulo Henrique e Lucas Piton se projetavam a partir da linha do meio de campo com Tchê Tchê, Nuno Moreira e Philippe Coutinho centralizado. Na frente, Rayan e Andrés Gomez.

Rayan ocupou o espaço de Pablo Vegetti. Referência do ataque, o argentino ficou no banco de reservas. A joia do Vasco tinha o papel de camisa 9 no ataque, mas o principal trunfo dele é a mobilidade. O primeiro gol sai justamente por causa dessa característica. Ele recebe a bola fora da área e chuta. O lance é construído pela direita em uma tabela entre Nuno Moreira e Paulo Henrique até chegar a Rayan. A finalização desvia na defesa e engana o goleiro Fábio. Uma detalhe: Cano era o centroavante na passagem de Diniz pelo Fluminense. Quando ele estava mal, John Kennedy supria a ausência. Parecido, não?

Homenageado antes da partida pelo presidente da CBF, Samir Xaud, o goleiro Fábio foi o personagem do segundo gol do Vasco. Falhou na defesa parcial do chute de Rayan e a bola caiu nos pés do português Nuno Moreira para ampliar a placar no Maracanã.

O Fluminense estava entregue. Os gritos de “olé” dos vascaínos, maioria entre 53.746 torcedores, massageou o ego do Vasco. A bola passava de pé em pé no melhor estilo Fernando Diniz, à espera do apito final. Autor de seis gols nas últimas seis exibições, Rayan entra na briga pela artilharia do Vasco e do Brasileirão. Tem 11 bolas na rede, uma a menos do que Vegetti. Arrascaeta e Kaio Jorge lideram com 15 cada.

Rayan marcou contra o Flamengo, Cruzeiro, duas vezes diante do Vitória, uma no duelo com o Fortaleza e outra nesta segunda-feira como referência do ataque diante do Fluminense. Diniz tem 32 jogos no Vasco, mas o trabalho está acelerado. Permite ao torcedor dormir tranquilamente, sem os pesadelos do rebaixamento, e projetar vaga à Libertadores. Nem que seja pegando carona em um bilhete premiado aberto pelo campeão da Copa do Brasil ou da Libertadores.

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Marcos Paulo Lima

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