Como Fernando Diniz criou atalho para a virada do Vasco contra o Fluminense

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O Vasco perdeu o primeiro tempo do clássico desta quinta-feira para o Fluminense porque deixou passar o detalhe de que Luis Zubeldía tem obsessão por jogadas ensaiadas. Assim o tricolor abriu o placar com Serna. O time das Laranjeiras sofreu a virada na etapa final devido ao menosprezo da capacidade cruzmaltina de ser agressivo pela esquerda sem o suspenso Lucas Piton. Os dois gols da vitória foram construídos justamente daquele lado.

Quando entrevistei Muricy Ramalho no ano passado em uma vinda do São Paulo a Brasília, um dos elogios do coordenador a Luis Zubeldía dizia respeito à construção de jogadas ensaiadas. Ele investe tempo nisso por acreditar que boas tramas nas cobranças de faltas e de escanteios não somente surpreendem adversários: destravam jogos.

Renê bate a falta, o capitão Thiago Silva escora, Serna domina a bola e chuta rápido no canto esquerdo de Léo Jardim. Para mim, ele pula atrasado. O gol poderia ter sido evitado.

A grande sacada de Fernando Diniz não chega a ser novidade. O lateral-direito Pumita foi escolhido o substituto de Lucas Piton. Obviamente, ele não tem a perna canhota para dar profundidade ao Vasco, ou seja, chegar à linha de fundo e fazer o que se espera de um especialista na posição. Era necessário apresentar uma alternativa para reagir.

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O que fez Fernando Diniz? Usou Pumita como um lateral construtor pelo centro e deu o corredor para o cara do jogo: Andres Gomez. Em uma comparação com os sinais de trânsito, ele ganhou faixa exclusiva para deitar e rolar em cima de Samuel Xavier, Matheus Martinelli e Soteldo, responsáveis pela proteção do lado direito da defesa do Fluminense.

Andres Gomez fez estrago. Da velocidade, dos dribles e do passe do colombiano na ponta esquerda começaram os gols da vitória do Vasco. No primeiro lance, ele cruza, Nuno Moreira falha, mas o erro vira assistência para o oportunista Rayan abrir o placar e alcançar Kaio Jorge na artilharia da Copa do Brasil com cinco gols.

O lance da virada começa com a cobrança de falta rápida de Rayan. Andres Gomez é acionado novamente na ponta esquerda e cruza na medida para o centroavante Vegetti deixar a torcida cruzmaltina em êxtase. Pumita posicionava-se por dentro nos dois lances e Andres Gomes era o trem bala da colina. Passava por cima dos marcadores e distribuía assistências. Luís Zubeldia não contava com a astúcia de Fernando Diniz para transformar um setor aparentemente fragilizado pela ausência de Lucas Píton no caminho para a virada.

Vasco e Corinthians estão em vantagem nas semifinais da Copa do Brasil, mas as duas séries estão abertas. As vitórias por um gol dão o benefício do empate nas partidas de volta neste domingo, mas Fluminense e Cruzeiro, respectivamente, podem dar o troco ou no mínimo levar a decisão para o drama das cobranças de pênalti. O fato é que os dois jogos foram de ótima qualidade.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Copa do Brasil Fernando Diniz Fluminense Luis Zubeldía Rayan Serna Vasco Vegetti

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