Bahia 3 x 0 The Strongest: Rogério Ceni consolida estilo City de jogar

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Na semana passada, chamei a atenção para a função do lateral-direito Gilberto no empate do Bahia com o The Strongest na altitude de La Paz na partida de ida da segunda fase preliminar da Copa Libertadores da América.

O técnico Rogério Ceni o posicionava como volante quando tinha a posse da bola. Gilberto fazia o papel de volante ao lado de Carlos Alexandre e o sistema de jogo alternava para o 3-2-5. Pep Guardiola faz muito isso no Manchester City, o principal time do Grupo City, do qual a SAF tricolor faz parte.

Gilberto não iniciou o duelo desta terça no triunfo por 3 x 0 contra o The Strongest, na Arena Fonte Nova, mas viu o lateral-esquerdo Luciano Juba assumir a função tática dele na classificação para enfrentar Boston River ou Ñublense na terceira etapa preliminar. Com a bola, ele virava lateral construtor por dentro ao lado de Carlos Alexandre.

A defesa formava linha de três defensores com Gabriel Xavier, Kanu e Santiago Mingo. Na frente, um quinteto formado por Ademir e Pulga nas pontas, Everton Ribeiro e Jean Lucas centralizados e Luciano Rodríguez na frente. Sem a bola, Luciano Juba voltava à lateral esquerda alinhando com as três torres de Rogério Ceni e o Bahia mudava para o 4-1-4-1.

Assim, o Bahia controlou e dominou o The Strongest do técnico brasileiro Antônio Carlos. A torcida pilhada e a expulsão de Adrián Jusino aos 45 minutos do primeiro tempo completaram o serviço e o time boliviano não suportou a pressão em Salvador.

Há mais um detalhe na montagem da escalação inicial: a média de idade do Bahia. Rogério Ceni apostou na juventude: 26,2 anos contra 30,5 do adversário.

O primeiro gol saiu dos pés do caçula entre os 11 titulares. Aos 21 anos, o atacante uruguaio Luciano Rodríguez cobrou pênalti com firmeza para garantir a vantagem no primeiro tempo.

No segundo, entrou em cena o segundo jogador mais velho na escalação do Bahia. Aos 30 anos, Ademir balançou a rede duas vezes e autenticou a classificação. Duas assistências do outro ponta. Erick Pulga é uma baita contratação. Faz a diferença.

O Bahia marcha rumo à terceira fase com status de favorito, ao menos no papel, contra o Boston River ou Ñublense. O sucesso diante do The Strongest assegura no mínimo a presença da Copa Sul-Americana, mas há potencial para mais. Rogério Ceni sabe disso.

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Marcos Paulo Lima

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