Antes e depois dos gênios: a nada mole vida de Barcelona e Chicago pós-Messi e Jordan

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A vida do Barcelona depois do fim da Era Lionel Messi não tem sido nada fácil. Quem disse que seria? Desfrutar de um extraterrestre no time do coração (não o meu) é bom demais. Hipnotiza. Parece que o tempo dele ali é eterno, mas a areia cai lentamente na ampulheta até que um dia o sonho acaba num toque de mágica.

Difícil é continuar torcendo quando o ídolo eleito seis vezes melhor do mundo, protagonista de 10 títulos do Campeonato Espanhol, sete da Copa do Rei, oito da Supercopa da Espanha, quatro da Liga dos Campeões, três da Supercopa da Uefa, três Mundiais de Clubes da Fifa e autor de 672 gols em 778 jogos — média de 0,86 por partida — bate a porta e vai embora. Eis o drama dos fanáticos e simpatizantes do clube catalão.

A temporada do Barcelona sem o segundo melhor jogador da história do futebol — depois do Rei Pelé é terrível. O time ocupa o nono lugar no Campeonato Espanhol. Pior do que isso somente a 12ª posição em 1941/1942, ou seja, durante a Segunda Guerra Mundial.

A situação também é crítica na Liga dos Campeões. O Barcelona decidirá no confronto direto com o Benfica de Jorge Jesus, em 23 de novembro, se avançará às oitavas de final da Liga dos Campeões ou será reprovado. Arrisca ficar fora do mata-mata pela primeira vez desde 2000/2001. À época, Milan e Leeds United passaram. Terceiro colocado, amargou o “rebaixamento” para a Copa da Uefa, atual Liga Europa.

Quebrado financeiramente, o Barcelona vive enredo de clube brasileiro. Demitiu o técnico holandês Ronald Koeman, é comandado pelo interino Sergi Barjuan e ofcializou a contratação de Xavi Hernández como treinador. Uma tentativa de resgatar o badalado slogan “més que un club”.

O perrengue do Barcelona sem Messi lembra a desorientada vida do Chicago Bulls pós-Michael Jordan. Hexacampeã da NBA liderada pelo Pelé do basquete, a franquia entrou em colapso na edição de 1998/1999, depois da segunda aposentadoria do ídolo. Terminou a temporada regular em 15º, o popular último lugar na Conferência Leste.

Se o basquete imitasse o futebol, o Bulls teria sido rebaixado para a Série B. A torcida esperou 12 anos para resgatar o alto nível e decidir o título do Leste contra o Miami Heat em 2010/2011. Perdeu a série por 4 x 1. O Bulls tinha time, mas faltava um Jordan, um Messi, o cara da última bola.

Posso citar outros. O Real Madrid ainda não disputou a final da Champions League sem Cristiano Ronaldo. O Cleveland Cavaliers voltou a ser time comum sem o ídolo LeBron James.

Sabe aquele clichê “ninguém é maior do que o clube” usado pelos cartolas? Mitos como Lionel Messi, Michael Jordan, Cristiano Ronaldo, LeBron James e outros extraclasse provam que há controvérsias. Barcelona, Chicago Bulls, Real Madrid e Cleveland Cavaliers tinham uma cara antes e outra depois da passagem desses gênios do esporte.

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Marcos Paulo Lima

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