Ancelotti define novos líderes e desafia Neymar a aceitar ser “mais um”

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Carlo Ancelotti não escreveu um livro sobre liderança por acaso. Do ponto de vista da gestão do grupo, só não lê quem não quer as entrelinhas de algumas decisões do técnico italiano de 66 anos em nove meses de trabalho na Seleção Brasileira.

O treinador repulsa jogadores com pensamento individualista. Avisou em uma das entrevistas coletivas que não deseja na Copa do Mundo jogadores obcecados pelo prêmio de melhor do mundo. A interpretação óbvia: a prioridade é construir um time.

“Cada um de nós pensa em um objetivo que é muito claro:  ganhar o Mundial, e não ser o jogador melhor do mundo, ou do Mundial. Não quero jogadores que pensam em estar no Mundial para serem os melhores. Tem que estar no Mundial para ganhar”, disse na entrevista antes do amistoso contra a Coreia do Sul no ano passado.

Aos poucos, Carlo Ancelotti construiu pilares de liderança. Entregou a faixa de capitão ao zagueiro Marquinhos. Devolveu Casemiro, esquecido por Dorival Júnior, ao meio de campo. Apostou na experiência de Danilo, o do Flamengo, para fazer parte de um elenco de 26 jogadores. Ouviu Taffarel e manteve Alisson intocável sob as traves do Brasil.

Contra a França, Carlo Ancelotti entregou a camisa 10 e a faixa de capitão ao atacante Vinicius Junior. Trata-se nesse caso de uma liderança técnica. O italiano o conhece e o brasileiro brindou o técnico com dois dos cinco títulos dele na Champions League vestindo uma camisa pesadíssima como a do recordista Real Madrid. Rodrygo era outra referência do Carletto dentro das quatro linhas, mas lesionou-se e está fora da Copa.

Certo ou errado, Ancelotti construiu o alicerce da Seleção Brasileira. As atitudes não eram somente um recado à torcida. As decisões também tinham o endereço de Neymar. Ele é uma das lideranças, mas precisa ajudar Ancelotti a ajudá-lo.

O primeiro passo é óbvio: voltar a jogar com o mínimo possível de regularidade. Ancelotti também precisa entender se Neymar topa ser mais um e jogar a Copa do Mundo até mesmo como alternativa no banco de reservar ou titular substituído quase sempre durante os jogos ou se quer a 10, a faixa e mais poder do que Alisson, Marquinhos, Danilo, Casemiro e Vinicius Junior. Nome e números ele tem neste momento, mas não parece o suficiente para o comandante verde-amarelo levar em conta no veredicto.

Leia também:

A dura lição para Ancelotti: “Não prometa aquilo que não pode cumprir”

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Carlo Ancelotti Copa do Mundo Futebol brasileiro Marquinhos Neymar Tática Vinícius Júnior

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