A escola italiana e o ‘modus operandi’ de Ancelotti para moldar a zaga

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Danilo é o símbolo da versatilidade italiana: joga nas quatro posições da defesa. Foto: Raphael Ribeiro/CBF

Mera coincidência? As escolhas da maioria dos defensores de Carlo Ancelotti têm uma característica em comum: a passagem pelo futebol italiano. Inegavelmente uma das melhores escolas do mundo quando o assunto é a arte de proteger a área.

O lateral-direito da Seleção contra a Croácia nesta terça-feira, às 21h, em Orlando, na Flórida, Estados Unidos, será Roger Ibañez. O gaúcho formado nas categorias de base do Fluminense inclui passagens por Atalanta e Roma no período de 2019 a 2023.

Marquinhos é outro jogador lapidado na Itália. Jogou uma temporada na Roma em 2012/2013 antes de acertar a transferência rumo ao Paris Saint-Germain, onde continua. Ele atuou como lateral-direito, zagueiro e teve o papel de líbero na defesa do time da capital.

O lateral-esquerdo Douglas Santos tem uma passagem rápida pela Udinese. Foram três partidas na temporada de 2013/2014 sob o comando do técnico Francesco Guidolin.

Convocado antecipadamente por Ancelotti na entrevista coletiva da última segunda-feira, Danilo Luiz jogou em todas as posições da defesa na Juventus. Isso ajuda a explicar a preferência do italiano por ele para ser uma espécie de extintor de incêndio na Copa. Em caso de emergência, ele será acionado para as duas laterais e a zaga.

Autor do gol do Brasil contra a França, Bremer é outro jogador com formação italiana. O baiano de Itapitanga com passagem por Desportivo Brasil, São Paulo e Atlético-MG na base deixou o Galo para trabalhar no Torino e hoje veste a camisa da Juventus.

Até o goleiro tem raízes italianas. O primeiro destino do goleiro predileto de Ancelotti para a Copa é Alisson. Ele defendeu a Roma de 2016 a 2018. Lesionado, está sendo substituído por Ederson na Data Fifa. Alex Sandro tem carreira na Juventus de 2015 a 2024. Ele também chamou o lateral-esquerdo Carlos Augusto (Internazionale). Todos com pedigree italiano.

Pode até ser mera coincidência, mas há um “modus operandi” no mínimo curioso nas escolhas. Carlo Ancelotti é italiano. Dedica muita atenção ao sistema defensivo. Ele deixou isso claro na entrevista de segunda-feira: “A história fala muito claro: ter talento e defender bem. Estou convencido de que ganha quem sofrer menos gols e não quem faz mais”, disse.

“Ganha a Copa quem sofre menos gols, e não quem faz mais. Não gosto que me chamem de retranqueiro”, continuou, para em seguida concluir.  “Tive times que fizeram 100 gols em um ano. O trabalho defensivo é muito importante”, argumentou o treinador.

Há um pré-requisito. Quem passou pelo futebol italiano tem conceitos necessários ao que Carlo Ancelotti pretende implementar. Isso significa na prática que a maioria dos defensores escolhidos em 18 de maio precisam ter no currículo passagem pelo País da Bota? Não! É um bom começo. Wesley está amadurecendo taticamente onde? Na Roma. Esquecido pela Seleção, o volante Éderson dá sustentação ao meio de campo da Atalanta.

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X: @marcospaulolima

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Marcos Paulo Lima

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