Categoria: coluna Brasília-DF
Coronavírus: sem receber ajuda do Governo Federal, governadores trocarão experiências
Coluna Brasília-DF
Os sete governadores do Sul e Sudeste se reúnem amanhã por videoconferência para trocar experiências e tentar resolver conjuntamente o combate ao coronavírus e como enfrentar as dificuldades de relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro, que até agora não chamou os governos estaduais para uma ação conjunta e nacional de combate à pandemia. Outras regiões devem seguir por esse caminho.
A maioria concorda com a avaliação do governador de São Paulo, João Doria, de que a coordenação nacional não está funcionando, porque eles se veem obrigados a procurar ministério por ministério e há problemas que são interministeriais e seria mais fácil de resolver se houvesse uma coordenação nacional, a cargo do presidente da República, em linha direta com os governadores, em especial, daqueles estados onde há mais casos, como Rio e São Paulo.
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Um dos gargalos, por exemplo, é agilidade na compra de material médico, em especial, da China. Ontem, por exemplo, um importador conseguiu apenas 300 respiradores e a experiência dele diz que os governadores não conseguirão agilizar sozinhos essas compras. Ou a área de comércio exterior do governo federal, ou o próprio presidente, entra em campo nessa seara e pede ajuda, ou as dificuldades permanecem.
As consequências…
Os chineses replicaram, em suas redes internas, a crítica do deputado Eduardo Bolsonaro à China e também a nota do Itamaraty semana passada sobre o episódio do parlamentar dando um “pito” no embaixador chinês. O resultado é que, diante da procura mundial por produtos médicos, os empresários daquele país estão dando prioridade aos amigos.
… vêm depois
Quem tem agilidade para liberação de recursos e compra em cash também leva vantagem na hora da compra. Caso por exemplo, do Exército Americano, que, conforme a coluna publicou ontem em primeira mão, comprou 10 milhões de kits para testes rápidos de detecção do coronavírus.
Pregação no deserto
Amigos do presidente Jair Bolsonaro tentam convencê-lo a, mesmo tarde, mudar a nota divulgada pelo ministro Ernesto Araújo no caso do incidente com a China, para amortecer o mal-estar gerado a partir de um tuíte de Eduardo Bolsonaro. Até aqui, não funcionou.
CURTIDAS
Na guerra, transforma/ A Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea) não foi procurada, mas já tem gente pensando em sugerir que as fábricas de automóveis voltem a colocar a mão na massa para produzir UTIs móveis.
Ele não deixa de ter razão/ “O mundo vive hoje sua verdadeira Primeira Grande Guerra Mundial. Japão, China, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Irã, enfim, todos, contra o inimigo invisível”, diz José Múcio Monteiro (foto), presidente do Tribunal de Contas da União.
O futuro dirá quem está certo/ O ex-ministro da Cidadania Osmar Terra trocou impressões com médicos gaúchos e viralizou nas redes. Ele diz: “Não concordo com a previsão do Mandetta (de que o número de casos diagnosticados vai regredir lá para os idos de agosto). Acho que regride em abril”. Ele, porém, ressalta que os contaminados serão dezenas de milhões e é isso que, na opinião dele, fará regredir a epidemia.
Fez bem/ O fato de o presidente Jair Bolsonaro não ter feito a prometida festa de aniversário foi bem recebido pelos seus apoiadores que estavam incomodados com as atitudes presidenciais. O momento é de trabalho.
Políticos cogitam adiar eleições e prorrogar mandatos de prefeitos
Coluna Brasília-DF
Acostumados a tentar se antecipar aos fatos, os políticos agora passam a monitorar o quadro da pandemia causada pelo coronavírus, de olho no calendário eleitoral. Há, inclusive, quem cogite adiar as eleições e jogar tudo para 2022, prorrogando os mandatos dos atuais prefeitos. O assunto será abordado assim que o Congresso resolver as ações mais urgentes relativas às medidas provisórias e a outros projetos emergenciais relacionados ao combate à pandemia de Covid-19.
Nos bastidores, há quem diga que, com o país quebrado, a prioridade deve ser a destinação dos recursos eleitorais para o tratamento de pacientes. Para completar, não será possível sequer sugerir a retomada do financiamento empresarial para custear campanhas. Portanto, o melhor é esperar tudo se acalmar para poder, mais à frente, tratar de outros assuntos.
Desconfianças federais
No show de teorias da conspiração que ronda o país, o episódio envolvendo o deputado Eduardo Bolsonaro e a China foi visto por muitos parlamentares como uma possível sinalização aos Estados Unidos. Algo do tipo, se a coisa apertar para os Bolsonaros por aqui, eles esperam contar com a ajuda de Donald Trump para permanecer no poder. Os equilibrados avisam: tudo o que o Brasil não precisa neste momento é de instabilidade democrática para salgar ainda mais o quadro causado pela Covid-19. A população espera que se cuide da saúde, deixando de lado o jogo rasteiro do poder e as disputas políticas com qualquer país.
Entre Eduardo e a China
O ultimato do presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Fausto Pinato (PP-SP), publicado ontem no Blog, indica que mais um grande aliado do presidente Jair Bolsonaro está a um passo de seguir o caminho trilhado por Santos Cruz, Alexandre Frota, Joice Hasselman e outros.
Nada é para já
Pinato, entretanto, não tomará qualquer atitude mais contundente em meio a essa crise do coronavírus, com as pessoas adoecendo e a economia em frangalhos, nem tampouco a Frente Parlamentar de Agricultura. A ordem é esperar.
Por falar em esperar…
Antes da crise do coronavírus, deputados já falavam em dar um puxão de orelhas em Eduardo Bolsonaro. Agora, quando esse furacão terminar, alguma sanção virá.
..o embaixador ajusta a mira
Em seus tuítes ontem à noite, o embaixador chinês, Yang Wanming, disparou contra o deputado Eduardo Bolsonaro, a quem o governo de Xi Jinping ainda não perdoou nem ao ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
Eleição por videoconferência/ Pela primeira vez em seus 30 anos de história, a Federação Brasileira de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) fez uma assembleia e elegeu a sua diretoria por videoconferência. O uso da tecnologia em conferências, que já é uma realidade em audiências em diversos estados e poderes da República, agora vai se espraiar diante da realidade do coronavírus. O auditor fiscal de São Paulo Rodrigo Spada (foto) estará no comando da Febra no biênio 2020-2022.
Hoje tem mais #Aplausosnajanela/ Via redes sociais, a população combina um gesto de apoio aos profissionais da área de saúde. Hoje, às 20h30, vamos novamente usar as mãos para aplaudir médicos, enfermeiros, agentes de saúde que trabalham diuturnamente por todos nós. Algumas cidades começaram ontem mesmo com esse gesto que representa muito. A eles, nosso muito obrigada.
Enquanto isso, em Paris…/ Quem for às ruas sem motivo expressamente autorizado está sujeito à multa de 135 euros. Esperamos que o Brasil não chegue a esse ponto. Por isso, quem puder trabalhe de casa.
Para congressistas não é hora de impeachment, é hora de trabalho
Coluna Brasília-DF
Esse é o espírito dos congressistas, mas sem cenas de “amor” para com o presidente da República. A avaliação dos líderes partidários que, inclusive, levou Rodrigo Maia a recusar a participação na reunião com Jair Bolsonaro é de que não dá para “passar a mão na cabeça presidencial”, depois de o Planalto levar quase 15 dias se esquivando de uma crise de saúde pública grave. Agora, é trabalhar nas soluções a serem enviadas pelo governo, sem dar palco para o capitão aparecer bem na foto. Porém, nenhum líder vai tocar pedidos de impedimento de Bolsonaro ou tentar surfar neste momento gravíssimo definido pelo próprio ministro da Defesa, Fernando Azevedo, como uma situação de guerra.
Eles já calculavam a explosão…
Em 7 de março, o fim de semana depois do carnaval, as informações na área da Saúde, conforme publicou esta coluna, eram de que o número de casos aumentaria exponencialmente, dada a quantidade de voos da Europa para o Brasil no período pré-carnaval. No Planalto, entretanto, a ação demorou a ocorrer, uma vez que a gestão se mostrava mais focada em outros temas.
… mas a ação demorou
Agora, depois de perder um tempo precioso em manifestações, e em não querer alarmar a população para segurar a economia, o presidente Jair Bolsonaro entra atrasado e vai tentar recuperar o tempo perdido. Segue o ditado “antes tarde do que nunca” e torce para fazer valer o “tardo, mas não falho”. Terá de combinar com o povo, que, agora, percebeu a gravidade do que está por vir.
Onyx anuncia medidas
Ausente na coletiva do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, anunciará, hoje, um conjunto de medidas para os idosos e os mais vulneráveis, além do que já foi dito ontem por Paulo Guedes na coletiva. “Vamos atender idosos do BPC (Benefício de Prestação Continuada), Bolsa Família e informais. Atenção e proteção total”, disse o ministro à coluna.
Termômetro I
Em outubro de 2018, moradores de condomínios de luxo de Brasília vibraram e comemoraram a eleição do presidente Jair Bolsonaro com fogos de artifício e muitos “fora, ladrões”. Ontem, nesses mesmos condomínios, o panelaço foi o do “fora, Bolsonaro”. Houve também panelaço a favor, segundo moradores isentos, mais sonoro que o primeiro.
Termômetro II
Na SQS 108, assim como nos bairros nobres do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde Bolsonaro ganhou de lavada em 2018, o “fora” predominou. A ira da população registrada nos panelaços foi detectada também por quem faz medições de redes sociais. Sinal de que a coletiva do presidente não foi suficiente para reverter a situação. Se Bolsonaro vai se recuperar, só o futuro dirá.
CURTIDAS
Segure os seus pit bulls/ A forma como o senador Flávio Bolsonaro (foto) se referiu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pesou na recusa do deputado em posar para foto numa reunião com o presidente Jair Bolsonaro. Flávio foi às redes dizer que o deputado queria ser presidente do Brasil e ameaçava a democracia com ataques contra o Executivo. Quem atacou o Congresso foram os manifestantes de 15 de março.
Mandetta, o novo queridinho do Brasil/ Depois da live de quinta-feira, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, foi o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, quem puxou as reuniões e pontes com outros Poderes, Congresso, Supremo Tribunal Federal, Procuradoria-Geral da República e Tribunal de Contas da União (TCU).
e da política/ O ministro ganhou nos meios políticos e empresariais a tarja “se sair, piora”, que hoje acompanham o cartão de visitas de Paulo Guedes e Sérgio Moro.
Por falar em Guedes/ O mercado em pleno ataque de nervos com a economia derretendo começou a entoar o “chama o Meirelles”. Do Planalto, entretanto, vem a sensação de que Bolsonaro jamais pedirá alguém que trabalhou com Michel Temer no comando da economia e hoje é secretário de Fazenda do Estado de São Paulo, comandado por João Doria.
Prepare-se/ A confirmar-se as notícias de que o aumento de casos continuará exponencial, o período de permanência em casa será prolongado. Pode esperar.
Coronavírus: Ministros e assessores trabalharam para conter Bolsonaro
Coluna Brasília-DF
O presidente Jair Bolsonaro começou a terça-feira chamando as recomendações para conter o coronavírus de “histeria”, criticando os governadores que agem com rigor para tentar manter as pessoas em casa, anunciando uma festa de aniversário. Terminou pedindo a decretação de calamidade pública, união nacional, falando, inclusive, em reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; do Senado, Davi Alcolumbre; do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Personagens atacados nas manifestações de domingo, aquela que contou com a participação de Bolsonaro distribuindo apertos de mão, em desacordo com a orientação de seu próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
A mudança da atitude presidencial foi trabalho que começou com amigos, assessores e alguns políticos que, com muito jeito e habilidade, disseram a Bolsonaro que ele precisava liderar essa crise de uma maneira diferente daquela demonstrada no domingo. O que funcionou, entretanto, foi a mudança de clima nas redes sociais. As críticas ao comportamento presidencial diante do vírus, esse inimigo pouco conhecido, levaram Bolsonaro a passar o dia colocando nas redes as ações do governo para conter a Covid-19. Resta saber se ele continuará nesse caminho, ou, daqui a alguns dias, acionado pelos radicais, voltará ao estágio anterior. A ordem, no momento, é recuperar apoiadores.
A realidade bate à porta
A conclusão do secretário da Receita, Mansueto Almeida, de que, diante da crise que ainda está por vir, o governo terá que desistir das metas fiscais em 2020 foi o que levou o presidente Jair Bolsonaro a optar pela decretação de calamidade pública. Agora, falta combinar com o Congresso, em especial com Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, que, até aqui, é visto como um inimigo pelos bolsonaristas.
Por falar em Maia…
Na noite de segunda-feira, o presidente da Câmara reuniu os líderes e a palavra “calamidade” chegou a ser utilizada por alguns dos presentes. Dos mais simpáticos ao governo até os oposicionistas, ninguém apostava nas rusgas políticas. Tirou-se dali somente declarações de que era preciso trabalhar para que a crise não se agrave.
Gestores garantidos
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, prepara em conjunto com a Advocacia Geral da União, Procuradoria Geral da República, Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União um protocolo para evitar que gestores públicos da área de saúde sejam processados por compras rápidas a fim de atender a população. A proposta será fechada hoje.
Incerteza eleitoral
Com a Covid-19 na avenida, ninguém vai arriscar entrar em disputa política mais ferrenha nesse momento. A ordem é esperar a crise passar e só tratar de eleição quando a curva de casos se inverter. Resta saber se as excelências vão se segurar até lá, uma vez que a previsão, se tudo correr bem, é lá para o final de maio.
Trilha 03// O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi às redes reforçar as ações adotadas pelo governo. Não é hora de briga política com gente morrendo pelo coronavírus,
Trilha 01// Já o senador Flávio Bolsonaro foi para as redes criticar Rodrigo Maia, dizer que o TSE deveria declarar se Maia havia sido eleito presidente do Brasil, que o deputado provocava instabilidade política, dificultava investimentos e geração de emprego.
Não colou// O senador, dizem até ministros do governo, errou feio ao tecer esse comentário. Afinal, quem foi a manifestações contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, apostando no consenso e desrespeitando orientações para conter o coronavírus, foi o presidente da República.
Faz sentido// O deputado Daniel Freitas (PSL-SC), mais um integrante da comitiva de Jair Bolsonaro a ter o teste positivo para o coronavírus, sugere que se adie o prazo de filiação partidária que se encerra no início de abril. No meio dessa pandemia, é impossível fazer reuniões políticas com muitos apoiadores e festas de filiações. O momento é de recolhimento.
Bolsonaro sai do grupo de divulgação das ações contra o coronavírus
Coluna Brasília-DF
Nos Estados Unidos e na França, coube aos respectivos presidentes, Donald Trump e Emmanuel Macron, proferirem as mensagens de incentivo à população para atravessar esse período tenso e doloroso causado pela Covid-19. No Brasil, quem deu o recado do governo em relação a medidas a serem adotadas foi o ministro da Economia, Paulo Guedes. Internamente, há quem diga que, depois da presença do presidente Jair Bolsonaro na manifestação de domingo, é Guedes quem assume agora o comando da divulgação das ações governamentais e pede união. Resta saber quanto tempo durará.
Em tempo: até dentro do governo, a sensação é a de que houve um exagero do presidente Jair Bolsonaro ao promover selfies e apertos de mãos com seus apoiadores no domingo. Especialmente, depois de ter aparecido numa live nas redes sociais três dias antes, de máscara e pedindo aos internautas que repensassem as manifestações do dia 15. A atitude domingueira, entretanto, tirou de Bolsonaro o papel de liderar os apelos de união nacional e de ser exemplo a ser seguido pela população em geral. Daí, o fato de deixar para o ministro Paulo Guedes e para o da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, as injeções de ânimo na população. Porém, a participação na reunião da Economia e na de ministros no Planalto foi a forma a mostrar que, apesar da sua posição, o presidente está de olho nos reflexos do coronavírus.
Na chantagem não vai
O ultimato do ministro Paulo Guedes para que o Congresso aprove logo a privatização da Eletrobras não surtirá efeito. Isso porque os congressistas estão convencidos de que, nesse clima de ações em queda, não é hora de vender nada.
Olha aí, presidente!
O alerta em relação à necessidade de repensar a venda da Eletrobras neste momento casa inclusive com a teoria da conspiração — a qual muitos no entorno presidencial acreditam — de que toda a crise do coronavírus foi inventada pela China para comprar empresas e petróleo barato. Aprovar a venda da Eletrobras agora será permitir que os chineses comprem a empresa a preço de banana.
#ficamandetta
A forma como o presidente Jair Bolsonaro agiu em frente ao Planalto no domingo levou muitos a dizer que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pedisse demissão. Afinal, havia sido desautorizado pelo próprio presidente da República na recomendação para que as pessoas mantenham distância uma das outras. Uma saída do ministro seria piorar a situação.
60 anos em suspense
Por causa da pandemia de coronavírus, balança toda a programação prevista para os 60 anos de Brasília. A ordem é nada de aglomerações até que a curva de número de casos inverta a sua trajetória.
Oposição vem animada I/ Um grupo de parlamentares oposicionistas chega hoje a Brasília disposto a cobrar do presidente da Casa um puxão de orelhas no presidente Jair Bolsonaro por causa da manifestação de domingo. O chefe do Executivo poderia até ter participado, mas não poderia cumprimentar pessoas nem sair sem máscara, uma vez que ainda não está totalmente liberado por causa da viagem que fez aos Estados Unidos.
Oposição vem animada II/ Um dos que vai cobrar é o deputado Júlio Delgado (PSB-MG foto): “O mundo inteiro está passando por isso, pedindo para as pessoas ficarem em casa, e o presidente contraria as orientações em saúde pública do mundo. É caso de interdição pela sanidade do país”, diz o deputado.
E os defensores do presidente também/ A deputada Bia Kicis (DF) foi direta ao dizer que Bolsonaro participou e cumprimentou as pessoas para estar ao lado do povo. “Na alegria e na tristeza”, reforçou em suas redes sociais.
Olhar do filho/ O deputado Eduardo Bolsonaro reforçou em suas redes, em resposta ao pronunciamento da deputada Janaína Paschoal (PSL-SP) criticando o presidente, que 57 milhões votaram a favor de Jair Bolsonaro. Em privado, alguns deputados diziam que os votos não foram a favor do capitão, e sim contra o PT. Bolsonaro era o que tinha para evitar a volta dos petistas, e as excelências acreditam que o presidente será reeleito se a polarização se repetir em 2022.
Google nos 60 de Brasília/ A Google assinou um protocolo com o governo do Distrito Federal para digitalizar todos os museus e documentos da capital. Pelo menos, virtualmente, a festa está salva. E brindes com muito álcool em gel.
Coluna Brasília-DF
Nem todos reclamam… A Polícia Federal ainda decidirá se dará uma segurada nas operações da corporação por esses dias. Se for confirmada, a turma, que tem medo de ser acordada às 6h da matina com os agentes à porta, dormirão mais tranquilos.
TCU quer saber por que o Nordeste foi deixado de lado no Bolsa Família
Coluna Brasília-DF
O mesmo Tribunal de Contas da União (TCU) que ajudou o governo a não ampliar a despesa do Benefício de Prestação Continuada (BPC) tem tudo para dar um puxão de orelhas no Executivo em relação ao Bolsa Família. É que a maioria dos ministros, de origem nordestina, ficou muito incomodada ao saber que a região foi deixada de lado na hora de incluir novas famílias no programa. Dos nove ministros, seis são nordestinos, a contar pelo presidente, José Múcio Monteiro.
Na semana passada, quando o governador da Bahia, Rui Costa, esteve lá para pedir que o colegiado abrisse uma auditoria, José Múcio imediatamente determinou a apuração. A relatoria ficará com o ministro substituto Marcos Bemquerer Costa, que está de licença médica. Porém, a expectativa na casa é a de que, quando ele voltar, o trabalho técnico já esteja pronto. É bom o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra e o atual, Onyx Lorenzoni, começarem a preparar as explicações.
Futuro difícil
O fato de o ministro José Múcio Monteiro deixar a Presidência do TCU este ano não facilitará a vida do governo Bolsonaro em relação à concessão de Bolsa Família. É que a próxima a comandar o TCU será a ministra Ana Arraes, pernambucana. Depois, assume o ministro Bruno Dantas, baiano, sucedido por Vital do Rego, da Paraíba.
Congresso sob tensão
O teste positivo do senador Nelsinho Trad deixou todos os parlamentares em sinal de alerta. Já está em fase de estudo, inclusive, a possibilidade de declarar recesso e, assim, prorrogar automaticamente os prazos de validade de Medidas Provisórias.
Enquanto isso, no PT…
O ex-presidente Lula dirá ao governador do Maranhão, Flávio Dino, que não há meios de os petistas não terem candidato próprio à Presidência da República em 2022. Lula e Dino conversam semana que vem.
» CURTIDAS
Comunicação por videoconferência / A equipe que trabalha com o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, foi orientada a ficar em casa. Inclusive o número dois, Samy Libernam, que também é suspeito de ter sido infectado pelo coronavírus.
Quem acreditou em “fantasia”… / Agora está preocupado. O senador Nelsinho Trad, que está infectado e em quarentena, contou que distribuiu apertos de mão no Congresso essa semana. A aflição é geral.
Bebianno / A morte de Gustavo Bebianno, o ex-ministro de Jair Bolsonaro que virou adversário político do presidente, deixa o PSDB com a obrigação de refazer todo o seu jogo eleitoral para este ano no Rio de Janeiro. E com a diferença que não tem alguém que fosse tão íntimo da família Bolsonaro e de seus segredos de campanha.
A manifestação, hein? / Certa vez, um grupo de servidores da cúpula do Legislativo pensou em fazer carreata. O medo de que a manifestação se resumisse a um desfile de automóveis de alto padrão fez a organização mudar de ideia.
Coluna Brasília-DF
As dificuldades políticas caminham para ficar em segundo plano depois do pronunciamento em que o presidente Jair Bolsonaro conclamou seus apoiadores a repensarem a manifestação deste domingo. Porém, da mesma forma que os simpatizantes do governo tendem a substituir a rua por um panelaço e um tuitaço, a política caminha para segurar um pouco as desavenças, mas a tensão não se dissipará.
Tampouco as pressões de alguns pela troca de comando na Secretaria de Governo. Aliás, com a derrubada do veto do Benefício de Prestação Continuada na quarta-feira e a concessão permanente do 13º aos beneficiários do Bolsa Família e do BPC, na semana passada, o ministro Luiz Eduardo Ramos continuará sob ataque. A sorte é que, diante da pandemia, tudo ficou menor, pronto para voltar a crescer quando a situação de saúde se normalizar.
Foro adequado
O governo caminha para garantir a suspensão do pagamento do BPC a idosos de famílias cuja renda per capita seja de meio salário mínimo — regra aprovada após o Congresso derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro na quarta-feira. E antes mesmo de qualquer decisão do Supremo Tribunal Federal. Basta pedir ao Tribunal de Contas da União.
Vitória certa
O TCU segue à risca o entendimento de que aumento de qualquer despesa só pode se dar em duas circunstâncias: ou corte de algum outro gasto para garantir cobertura orçamentária, ou aumento de imposto. Até aqui, o governo não se mostra disposto a se mexer nessas direções. Até porque, dizem os especialistas do Executivo, não
tem de onde tirar.
Prazo
Ao buscar o diálogo com a ala bivarista do PSL, a ideia do grupo liderado por Eduardo Bolsonaro é ganhar tempo para montar o Aliança até o final do ano. A virada para 2021 é considerada o momento ideal para arrebanhar parlamentares e candidatos com vistas a 2022.
Adereços
Entre o material que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro produziram para levar às ruas no domingo estão oito mil bonecos do presidente Jair Bolsonaro e do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, o mais novo pop star dos movimentos bolsonaristas. A ideia era distribuir esse material em trios elétricos de, pelo menos, três cidades — São Paulo, Fortaleza e Brasília.
A turma não gostou/ Antes de o presidente Jair Bolsonaro pedir a seus apoiadores que repensassem a manifestação do dia 15, a página da deputada Bia Kicis (foto) no Facebook lançou essa sugestão. As respostas dos internautas foram irascíveis. A mais light perguntava “Até tu?!!”
Depois da quaresma/ Agora, ao atender o chamamento do presidente e repensar a manifestação, a ideia é deixar tudo preparado para a semana seguinte à Páscoa, quando se espera que esse pico de coronavírus tenha terminado.
Metamorfose ambulante I/ O clima no Palácio do Planalto ontem era de “deixa quieto” o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter dito há três dias que a situação de coronavírus no Brasil era “fantasia da mídia”. Afinal, aparição do chefe de máscara na live indica que ele mudou de ideia.
Metamorfose ambulante II/ Um presidente que chegou a usar a expressão da música de Raul Seixas para admitir que mudava mesmo de opinião em relação a determinadas situações foi Luiz Inácio Lula da Silva. Qualquer semelhança, entretanto, é mera coincidência.
Sexta-Feira 13… / Em tempo de bruxas soltas e viroses preocupantes, em especial, para os idosos, melhor se prevenir.
Empresários concordam com Bolsonaro e veem com muita desconfiança a pandemia da Covid-19
Coluna Brasília-DF
Empresários reunidos no almoço da Lide DF, sob o comando do ex-senador Paulo Octávio, eram unânimes em afirmar que, apesar das crises, não vão deixar de investir ou revisar para baixo suas programações. Eles veem com muita desconfiança a pandemia da Covid-19 e concordam com o presidente Jair Bolsonaro de que é preciso ver as coisas com mais calma e menos alarmismo.
“Ganância infecciosa”
Numa roda, Ennius Muniz, da Conbral, puxou, na hora, a expressão que o ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan usou em 2002 para definir o perfil do investidor americano. Pelo menos, no DF, tem muita gente acreditando que parte dessa celeuma que derrubou bolsas e fez o dólar subir levará muita gente a adquirir ações pelo mundo afora a preço de banana.
Coluna Brasília-DF
O governo não terá apoio dos congressistas quando seus projetos tiverem relação direta com corte de benefícios sociais. Essa é a mensagem inserida na derrubada do veto que permitirá o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a idosos e pessoas com deficiência em famílias com renda de meio salário mínimo per capita.
… e de Bolsonaro ao Congresso
Porém, em tempos de Orçamento Impositivo, a tendência do governo é devolver a bola e ir até ao Supremo Tribunal Federal, se for preciso. Se for para pagar o BPC a mais famílias — com o veto de Bolsonaro a ideia era restringir o BPC a famílias que recebem 1/4 do mínimo per capita —, o Congresso deverá indicar a fonte de receita. O governo não pagou, porque considerou que não havia dinheiro suficiente para isso. Agora, deputados e senadores podem, se quiserem, ajudar retirando recursos das tais emendas que o Poder Executivo é obrigado a atender.
Vem mais
Antes de o Congresso derrubar o veto do BPC, parlamentares no cafezinho tentavam se mobilizar para derrubar o veto parcial do pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro. A intenção é derrubar todos os dispositivos vetados.
Para antes que caia tudo!
A suspensão da sessão evitou novas derrotas do governo. Ou seja, ao que tudo indica, as notícias de que o presidente Jair Bolsonaro desistiu de fazer acordo com o Congresso terminou prejudicando o Poder Executivo no Congresso.
CURTIDAS
E o PT, hein?/ Parte do PT não desistiu de ter Fernando Haddad como candidato a prefeito de São Paulo. Só tem um probleminha: Haddad já repetiu, reiteradamente, que não quer. Dia desses, conversou até com Lula a respeito. O ex-presidente, porém, desconversou.
Por falar em PT…/ Quem andou por Brasília foi o governador da Bahia, Rui Costa, dedicado a fazer com que o Tribunal de Contas da União apurasse por que a inclusão no Bolsa Família foi maior nas regiões consideradas mais ricas do país. Costa é considerado um dos nomes do partido de Lula para concorrer à Presidência da República em 2022.
Mandetta e Guedes/ Os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, viraram uma dupla afinada. Mandetta leva a mensagem de que é preciso apenas lavar as mãos e evitar aglomerações, ou seja, precaução. Guedes, por sua vez, pede o mesmo ao mercado: muita calma nessa hora e celeridade nas reformas.
Por falar em aglomerações/ Um dos empresários presentes à Lide dizia, para quem quisesse ouvir, que é preciso ir à manifestação de domingo para que o Congresso pare de “atrapalhar” o governo e reclamou que eles (os congressistas) “mudam tudo”. Na China e na Venezuela, respondeu outro, é assim que funciona.











