Categoria: coluna Brasília-DF
Presidente do DEM lava as mãos na disputa pela Presidência da Câmara
Coluna Brasília-DF
Depois de deixar a prefeitura de Salvador amanhã, o presidente do DEM, ACM Neto, vai se dedicar à eleição do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para suceder Davi Alcolumbre (DEM-AP) na Presidência do Senado. Quanto à Câmara, ele praticamente lavou as mãos. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que cuide de Baleia Rossi (MDB-SP).
As divergências entre ACM Neto e Maia, porém, não são incontornáveis. Afinal, eles sempre tiveram alguma tensão e, na hora H, se entenderam. O partido, que chega ao novo ano como uma das promessas de 2022, com prefeituras de peso, um pé em São Paulo e um leque de opções para o futuro, e não vai brigar por causa das opções do momento de seus principais caciques.
Veja bem
Ao se reunir com o PT para expor suas opiniões como um nome para comandar o Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) tenta manter viva a intenção que os petistas tinham de votar em Davi Alcolumbre (DEM-AP), que não pôde ser candidato. Pacheco, porém, só terá mais chances por ali se o postulante do MDB for o líder do governo, Eduardo Gomes. O PT, lá atrás, cogitava apoiar Alcolumbre, mas, agora, a avaliação é de que o quadro ainda está muito incerto.
Ali tem jogo de 2022
Na Câmara, não rola. Mas, no Senado, promessas de apoio em 2022, por parte de Rodrigo Pacheco, podem lhe render votos. Que o diga o PSD, que tem Alexandre Kalil como um nome forte para o futuro. Afinal, foi reeleito no primeiro turno para a Prefeitura de Belo Horizonte, e a avaliação dele é uma das mais altas do país.
Correu, levou
Até o fim da tarde de ontem, os bancos emprestaram R$ 2,2 bilhões dentro da nova fase do Pronampe, o programa de socorro a pequenas e microempresas. Foram 23.441 contratos. O maior volume de operações, de acordo com a Frente Parlamentar do setor, ficou a cargo da Caixa Econômica, com 11.752 contratos que somam R$ 1,4 bilhão. Em segundo, vem o Bradesco, com R$ 486,6 milhões, distribuídos em 8.281 contratos.
Contas salgadas
Os planos de saúde que seguraram seus reajustes em 2020 agora virão com tudo para 2021, cobrando dobrado dos seus clientes. A Qualicorp, por exemplo, já avisou a seus usuários que, a partir dejaneiro, a mensalidade terá, além do reajuste anual, um valor extra, dividido em 12 parcelas, referente ao reajuste adiado em 2020.
Contas atrasadas
Não foi por falta de aviso. O governo sabia, desde meados deste ano, que seria preciso comprar insumos para a aplicação das vacinas, quando estas estivessem disponíveis. Não providenciou com bastante antecedência, confiante no fato de ter um dos melhores programas de vacinação do mundo. Só tem um detalhe: não previu a falta de seringas no mercado. Aff…
Ranking feminino/ O prefeito eleito de Belém, Edmilson Rodrigues, do PSol, colocou 13 mulheres nos cargos de primeiro escalão, incluindo coordenadorias e fundações. Ultrapassou Salvador, que liderava o ranking, com 10 escolhidas por Bruno Rodrigues. João Campos, no Recife, anunciou, ontem, que metade do seu secretariado será composto por mulheres.
Não contem com ele…/ O presidente do PSB, Carlos Siqueira, já avisou aos prefeitos eleitos pelo partido —em especial, o de Recife, João Campos, e o de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC — que não irá às posses. Está praticamente em isolamento desde março.
…E fiquem avisados/ Quando vai ao partido, Siqueira só recebe para as audiências quem chega de máscara e aceita colocar um Pró-pé.
Já vai tarde, 2020/ Hoje é dia de agradecer à vida e de se despedir deste ano difícil. Que o ano-novo chegue recheado de saúde e prosperidade para todos os leitores, com muita fé em dias melhores. Vamos em frente e que Deus nos proteja. Feliz 2021.
Dinheiro do FNDE pode virar moeda de troca na eleição da Câmara
Coluna Brasília-DF
Todo fim de ano, os parlamentares lotam as antesalas palacianas à espera de respostas sobre a liberação de emendas extras na última hora. Este ano, às vésperas da posse de prefeitos, não está muito diferente, apesar da pandemia. É a expectativa de que o governo vá para o “tudo ou nada” para eleger o deputado Arthur Lira (PP-AL) presidente da Câmara.
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Uma das maiores apostas para essas liberações de última hora é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), comandado pelo PP do senador Ciro Nogueira (PI). Afinal, é uma das instituições que mais têm dinheiro para distribuir diretamente às escolas e municípios. Neste mês, por exemplo, só o Programa Nacional de Alimentação Escolar repassa R$ 393 milhões. Em janeiro, há outros R$ 401 milhões previstos. A população que fique de olho vivo na aplicação desses recursos.
Bolsonaro enterra Lira na oposição
O tuíte do presidente Jair Bolsonaro, debochando da tortura sofrida pela ex-presidente Dilma Rousseff, provocou uma união em solidariedade à petista por parte de adversários do PT — leia-se DEM e PSDB — e de um ex-aliado, o MDB. E justamente no momento em que o PT define seu caminho na eleição para presidente da Câmara.
Lira tenta conter o estrago
Até aqui, o presidente Jair Bolsonaro ajudou o seu candidato Arthur Lira no campo da fisiologia, cargos e emendas. Mas atrapalhou onde esse toma lá dá cá não surte efeito. Lira, que se posicionou de forma mais genérica a respeito do episódio de desrespeito à ex-presidente Dilma, está praticamente rouco de tanto dizer que, sob sua gestão, a Câmara será independente. E vai continuar dizendo até o dia da eleição, em fevereiro. É a forma de tentar angariar votos da esquerda.
O desafio do PT
O trabalho na bancada do Partido dos Trabalhadores, hoje, é mais no sentido de contar os votos. Não dá para fazer parte de um bloco e ter uma dissidência maior do que o compromisso de compor uma chapa. Nos bastidores, deputados repetem que é complicado começar um casamento com traições. O objetivo é chegar a uma maioria expressiva dos 53 votos do partido a favor da eleição de Baleia Rossi.
O que separa
Vai afastar a oposição quem colocar 2022 nessa roda da disputa pela Presidência da Câmara, como fez o atual presidente, Rodrigo Maia, por exemplo, ao dizer, em entrevistas, que essa união pode ser um ensaio. Os petistas podem até apoiar Baleia Rossi como forma de impor uma derrota a Jair Bolsonaro. Mas não querem saber de união com o DEM nem com o MDB, em 2022.
Bruno Reis e as mulheres/ Com 10 mulheres em seu primeiro escalão, o prefeito eleito de Salvador, Bruno Reis (DEM), chama a atenção entre os gestores municipais e jogará holofotes sobre a sua administração. Na largada do governo da presidente Dilma Rousseff, em seu primeiro mandato, eram nove ministras.
Por falar em prefeitos eleitos…/ O ranking da consultoria Bytes sobre o uso do Twitter pelos prefeitos das capitais que tomam posse, nesta sexta-feira, coloca o prefeito reeleito, de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), como o líder em número de seguidores, com 1,6 milhão. Na segunda posição, ficou Eduardo Paes (DEM), que governará a cidade do Rio de Janeiro pela terceira vez, com 805,8 mil. Em terceiro, está o pernambucano João Campos (PSB), do Recife, com 422 mil, na frente de Bruno Covas (PSDB), que comanda o terceiro maior orçamento do país e foi o mais citado em artigos de sites de mídia.
O novato/ O quinto lugar em número de seguidores coube a João Henrique Caldas (PSB), o JHC, prefeito eleito de Maceió, um estreante na administração municipal, assim como João Campos. Sinal de que o Twitter não é privilégio do centro-sul e esses prefeitos também podem se preparar para o diálogo direto com o contribuinte nas redes sociais.
Enquanto isso…/ O presidente vai criando frases polêmicas para alimentar seu público nas redes sociais. O problema, dizem aliados de Bolsonaro, é que, até aqui, as frases presidenciais renderam mais efeitos colaterais do que as vacinas contra a covid-19 aplicadas pelo mundo afora. Arthur Lira que o diga.
Oposição trabalha para consolidar nome de Baleia Rossi na disputa pela Presidência da Câmara
Brasília-DF, por Denise Rothenburg
Agora vai I
Agora vai II
Não tem troco sem nota
Mais fácil
Bolsonaro circula com cautela para recuperar poder no Senado
Brasília-DF, por Denise Rothenburg
Protocolos I
Protocolos II
Coluna Brasília-DF, por Denise Rothenburg
Muitos políticos ficaram meio cabreiros com a live do presidente Jair Bolsonaro em que ele mandou uma mensagem direta àqueles que cogitarem qualquer pedido de impeachment. Ao dizer que não podia lançar o país numa aventura e que lutou muito para chegar ao Planalto, o presidente foi direto: “Tudo tem limite. Não tenho sangue de barata, lutei para chegar aqui, me livrei da morte naquela facada (…) e jamais vou aceitar, se aparecer um dia algum movimento conspiratório. Me tirar daqui de qualquer jeito, sem motivo, não vai mesmo. Ou para escravizar o nosso povo”, disse o presidente.
A complementação à essa colocação foi “por decreto, ajudamos muita gente a comprar armas e munições”. Para bons entendedores, a mensagem está dada: Bolsonaro chamará os seus para defendê-lo em caso de qualquer processo. Desde que não seja em caso de um resultado eleitoral desfavorável daqui a um ano e 10 meses, está tudo certo.
A semana de aposta no PT
O candidato do bloco “Câmara Independente” à Presidência da Câmara, Baleia Rossi, aproveita o fim de semana para mapear o apoio da oposição-raiz ao governo federal. Dos governadores, por exemplo, tem o apoio de Wellington Dias (PI) e Camilo Santana (CE). Em tempo: ambos defendem que o partido siga em frente e evite o que consideram pior, ou seja, a eleição de Arthur Lira, aliado de Bolsonaro.
Ciúme de político…
… Reza a lenda, é pior do que ciúme de mulher. Não foi bem recebido, no MDB, o almoço do presidente Jair Bolsonaro com o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). No governo, porém, há quem diga que o presidente adotou apenas uma “cortesia” com Davi Alcolumbre que nunca deu motivos para não receber um bom tratamento por parte dos inquilinos do Alvorada.
O pulo de Alcolumbre
O atual presidente do Senado pretende fazer com Rodrigo Pacheco tal e qual agiu em 2019, quando oficializou a sua candidatura no último minuto. Só tem um probleminha: desta vez, o candidato do DEM não concorrerá contra Renan Calheiros, que foi para a campanha desgastado. Os nomes do MDB que estão na roda têm condições de derrotar o atual comandante do Senado.
Saúde e economia andam juntas
Até aqui, o turismo, no final do ano, não correspondeu às expectativas, o número de casos de covid-19 voltou a subir e muitas cidades se viram obrigadas a apertar as medidas de isolamento para tentar evitar o pior. Desse jeito, avaliam os economistas, a ideia do governo de cuidar da saúde e da economia terá que ser revista, porque funcional, aos trancos e barrancos, apenas para a segunda.
Um homem, dois discursos/ No quase monólogo que o presidente Jair Bolsonaro transmitiu em suas redes sociais, em 24 de dezembro, faltou espírito natalino e sobraram críticas às vacinas. Muito diferente do pronunciamento que foi ao ar em cadeia nacional de rádio e tevê, ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Por falar em discurso…/ A contar pelo discurso de João Amoedo (Novo) em entrevista ao Estadão, o presidente Jair Bolsonaro perdeu seu apoio no segundo turno. Porém, há um senão: desde que o adversário não seja o PT.
Lei Viviane/ A morte da juíza Viviane Vieira Arronenzi, covardemente assassinada a facadas pelo ex-marido na frente das filhas, é mais uma mostra de que ainda estamos longe de garantir proteção às mulheres ameaçadas por ex-companheiros. A Associação Nacional dos Desembargadores (Andes) e a Andes-Mulher vão pedir novas leis para aumento da pena para casos de violência doméstica contra magistradas e mulheres que atuam na área de segurança e Justiça.
Aliados tentam convencer Bolsonaro a prorrogar estado de calamidade pública
Brasília-DF, por Denise Rothenburg
A esperança permanece
Números positivos
MDB vai reforçar bancada no Senado
Vai vendo
Coluna Brasília-DF
A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) estuda um projeto de lei para tornar criminoso quem vier a exigir a obrigatoriedade da vacina contra covid. Ora, e se outro país obrigar a vacinação? Quem quiser viajar vai ter que tomar — e ponto! Sem choro nem vela.
Coluna Brasília-DF
Disposto a manter a sua decisão da vacina opcional, Jair Bolsonaro avisou a seus ministros que o governo federal não vai impor qualquer restrição para quem decidir não tomar imunizante. O aviso do presidente é um sinal claro de que o governo não vai cumprir a deliberação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele, inclusive, tem o respaldo da área jurídica do governo para fazer valer a sua posição. Agora, isso não impedirá que estados queiram adotar restrições, ou que quem for viajar ao exterior não seja obrigado a se vacinar, se não for uma exigência do país de destino. Mas, onde estiver ao alcance do governo federal, não haverá qualquer sanção a quem não se imunizar.
Em tempo: o presidente está tão convicto da sua posição que, se o Congresso aprovar uma lei que imponha restrições a quem não tomar vacina, Bolsonaro vetará.
Para bons entendedores…
O encontro em São Paulo entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ex-presidente Michel Temer, deixou nos deputados a sensação de que o candidato a presidente da Casa será o líder e presidente do MDB, Baleia Rossi (SP).
A esperança dos condenados
A turma condenada na primeira leva da Lava-Jato pode ser a primeira beneficiada pela decisão liminar do ministro Nunes Marques, que reduziu o período de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa. A alegria dessa turma vai durar pouco. O STF, como bem lembrou o ministro Marco Aurélio Mello, já havia decidido sobre a Ficha Limpa. Não pode uma liminar mudar o entendimento do plenário.
Nem vem
Não tem nada que tire mais Arthur Lira (PP-AL) do sério do que o zunzunzum de que o governo pode trocar de candidato a presidente da Câmara. Aos aliados, ele tem dito que já caminhou muito para desistir em nome de A ou B, como, aliás, já publicou a coluna.
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Nada pessoal, ok?/ O deputado Luís Miranda (DEM-DF) foi à tribuna cobrar que o “baixo clero” tenha voz na escolha do presidente da Câmara. Ele falava da necessidade de romper a polarização entre o que ele classifica como o candidato do governo e o da oposição. Bem na hora em que ele discursava, chegou Rodrigo Maia para começar a ordem do dia. Rapidamente, Miranda encerrou seu discurso.
Veja bem/ Muitos entenderam que Miranda estava se lançando candidato. O deputado, então, resolveu se explicar: “Não é oposição às chapas, até porque só tem um candidato apresentado. Apenas uma expressão de nós, que não somos escutados. Precisamos ser escutados, porque é uma eleição muito importante. Não sou candidato e nem me referi à outra chapa como da oposição”, disse.
Este fecha muito bem um ano difícil/ Com mais de 35 anos de experiência na área de telecomunicações, Eduardo Levy Moreira, que já integrou o conselho da Anatel no passado, assume o comando da área de Relações Institucionais da OI.
Férias sem barulho/ O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) tinha motivo para renunciar ao cargo de terceiro-secretário: vai viajar de férias para o Nordeste e não quer ser incomodado para assinar papelada no recesso. De quebra, ainda abre a vaga para o senador Marcos do Val (Podemos-ES), primeiro suplente da Mesa Diretora.
Coluna Brasília-DF
A disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados e do Senado ganhou, nesta reta final de 2020, um contorno bem diferente daquele que marcou a corrida de fevereiro de 2019 e se tornou uma armadilha para o candidato do PP, Arthur Lira (AL).
Neste momento, está em jogo quem comandará o Legislativo na preparação das eleições de 2022, o que terminou por afastar do candidato do PP todos aqueles partidos que não desejam seguir com o presidente Jair Bolsonaro daqui a dois anos.
Lá atrás, os candidatos que caminhavam numa trilha mais governista e num cenário sem reeleição, caso de Davi Alcolumbre (DEM-AP), tinham mais chances de sucesso, por se tratar de um governo novo e com muita expectativa de poder e o discurso da nova política.
Agora, diante de um pleito sem reeleição e, com cada um querendo armar o próprio jogo para o futuro, pesa o discurso de impor uma derrota a Bolsonaro. Lira já percebeu e, não por acaso, ontem, citou que tanto Baleia Rossi (MDB-SP) quanto Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) integram a base do governo. Se Lira conseguir vencer essa nova lógica, aumenta suas chances de sucesso. Se essa lógica prevalecer daqui a 44 dias, terá problemas.
Ramagem sob pressão
O diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, que negou ter produzido relatórios para ajudar Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das rachadinhas, passará momentos de tensão por causa da investigação pedida pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF). Há quem diga que ele terá que “matar essa no peito”, de forma a preservar o presidente da República nesse episódio.
Vai ter briga
O clima vai esquentar no PSB entre o líder, Alessandro Molon (RJ), e o deputado Júlio Delgado (MG). Júlio tem uma carta assinada por 15 deputados do partido pedindo uma reunião da bancada para discutir a posição em relação à eleição à Presidência da Câmara. “Não dei cheque em branco para que ele adotasse a participação no bloco do Rodrigo. Aliás, não dou cheque em branco para ninguém”, diz Delgado à coluna.
Será turno único
A montagem de dois grandes blocos na disputa pela Presidência da Câmara indica que não haverá segundo turno na eleição. Daí, a pressão daqui para frente será junto aos partidos e parlamentares que têm, lá, seus votos e falam em lançar candidaturas avulsas ou partidos que costumam marcar posição –– leia-se PSol.
Nadou de braçada
A imagem de João Doria recebendo as 2 milhões de doses da CoronaVac, no aeroporto, e a imagem de um transporte para as vacinas com a bandeira do Brasil, a marca do governo de São Paulo e a inscrição “vacina dos brasileiros”, deixou muita gente irada dentro do governo. Mal ou bem, Doria até aqui agiu e soube faturar, para irritação de seus adversários.
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Um artista na cúpula da PGR/ O sub-procurador-geral da República, Antônio Carlos Bigonha, termina este ano tão difícil com muito a agradecer. Na mesma data em que foi nomeado secretário de Relações Institucionais do Gabinete da Procuradoria-Geral da República, chegou às plataformas musicais seu mais novo álbum, Saudades do Amanhã, com Dori Caymmi, Jorge Helder e Jurim Moreira. Motivos para brindar não faltam.
A volta de Moro/ Com as denúncias de ajuda da Abin a Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas, o ex-ministro Sergio Moro aproveita para voltar à ativa em suas redes sociais: “A verdade, e não a propaganda, prevalecerá”, escreveu.
O tempo esquentou/ A deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS) puxou o coro contra o líder do PP, Arthur Lira, na sessão plenária da Câmara: “Começou muito mal, Arthur Lira. Tentar colher a palavra nossa é inaceitável”.
Muita calma nessa hora/ A viagem de lazer de Bolsonaro ajuda a tirar de cena frases polêmicas, por exemplo, a de virar um “jacaré” se tomar a vacina da Pfizer, ou culpar Rodrigo Maia pela não aprovação do 13º do Bolsa Família –– algo que havia sido pedido pelo governo. Quanto ao jacaré, vai para o anedotário, mas o caso de culpar Maia e a negação das vacinas, cruciais para a volta à normalidade, deixaram a área econômica de cabelo em pé. É o presidente distante de sua própria equipe, responsável pelas contas públicas.
A lógica da eleição no Congresso é 2022, por isso, oposição quer impor derrota a Bolsonaro
A lógica da eleição tirou a oposição de Lira
A disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados e do Senado ganhou nesta reta final de 2020 um contorno bem diferente daquele que marcou a corrida de fevereiro de 2019 e se tornou uma armadilha para o candidato do PP, Arthur Lira. Nesse momento, está em jogo quem comandará o Legislativo na preparação das eleições de 2022, o que terminou por afastar do candidato do PP todos aqueles partidos que não desejam seguir com o presidente Jair Bolsonaro daqui a dois anos. Lá atrás, os candidatos que caminhavam numa trilha mais governista e num cenário sem reeleição, caso de Davi Alcolumbre, tinham mais chances de sucesso, por se tratar de um governo novo e com muita expectativa de poder e o discurso da nova política.
Agora, diante de um pleito sem reeleição e, com cada um querendo armar o próprio jogo para o futuro, pesa o discurso de impor uma derrota ao presidente Jair Bolsonaro. Arthur Lira já percebeu e, não por acaso, ontem citou que tanto Baleia Rossi quanto Aguinaldo Ribeiro integram a base do governo. Se Arthur Lira conseguir vencer essa nova lógica, aumenta suas chances de sucesso. Se essa lógica prevalecer daqui a 44 dias. Arthur terá problemas.
Ramagem sob pressão
O diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, que negou ter produzido relatórios para ajudar Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas, passará momentos de tensão por causa da investigação pedida pela ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia. Há quem diga que ele terá que “matar essa no peito”, de forma a tentar preservar o presidente da República nesse episódio.
Vai ter briga
O clima vai esquentar entre o líder do PSB, Alessandro Molon, e o deputado Júlio Delgado. Júlio tem uma carta assinada por 15 deputados do PSB pedindo uma reunião da bancada para discutir a posição em relação à eleição à Presidência da Câmara. “Não dei cheque em branco para que ele adotasse a participação no bloco do Rodrigo. Aliás, não dou cheque em branco para ninguém”, diz Delgado à coluna.
Será turno único
A montagem de dois grandes blocos na disputa pela presidência da Câmara indica que não haverá segundo turno na eleição. Daí, a pressão daqui para frente será junto aos partidos e parlamentares que têm lá seus votos e falam em lançar candidaturas avulsas ou partidos que costumam marcar posição. Leia-se, o Psol.
Nadou de braçada
A imagem de João Dória recebendo as 2 milhões de doses da coronavac no aeroporto e a imagem de um transporte para as vacinas com a bandeira do Brasil, a marca do governo de São Paulo e e a inscrição “vacina dos brasileiros” deixou muita gente irada dentro do governo. Mal ou bem, Dória até aqui agiu e soube faturar, para irritação de seus adversários.
CURTIDAS
Um artista na cúpula da PGR/ O sub-procurador geral da República Antônio Carlos Bigonha termina este ano tão difícil com muito a agradecer. Na mesma data em que foi nomeado secretário de Relações Institucionais do Gabinete da Procuradoria Geral da República, chegou às plataformas musicais seu mais novo álbum, “Saudades do Amanhã”, com Dori Caymmi, Jorge Helder e Jurim Moreira. Motivos para brindar não faltam.
A volta de Moro/ Com as denúncias de ajuda da Abin a Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas, o ex-ministro Sérgio Moro aproveita para voltar à ativa em suas redes sociais: “A verdade, e não a propaganda, prevalecerá”, escreveu.
O tempo esquentou/ A deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS) puxou o coro contra o líder do PP, Arthur Lira, na sessão plenária da Câmara: “Começou muito mal, Arthur Lira. Tentar colher a palavra nossa é inaceitável”.
Muita calma nessa hora/ A viagem de lazer do presidente Jair Bolsonaro ajuda a tirar de cena frases polêmicas, por exemplo, a de virar um “jacaré”se tomar vacina da Pfizer, ou culpar Rodrigo Maia pela não aprovação do 13º do Bolsa Família __ algo que havia sido pedido pelo governo. Quanto ao jacaré, vai para o anedotário, mas o caso de culpar Maia e a negação das vacinas, cruciais para a volta à normalidade, deixaram a área econômica de cabelo em pé. É o presidente distante de sua própria equipe, responsável pelas contas públicas.











