Autor: Denise Rothenburg
Essa é a forma que os parlamentares com assento na CPI pretendem adotar para escapar da pecha de ter trocado as convocações do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro da campanha de Dilma, ministro Edinho Silva, pela presença de Cardozo. Para alguns, ficou a sensação de que a CPI não é para investigar.
TSE, o foco
Em 2005, Lula não respondeu por crime eleitoral no mensalão porque o prazo para ingresso de ações relativas ao caixa dois da campanha de 2002 estava vencido. Agora, entretanto, com Dilma, ainda que as doações tenham sido por dentro, a Justiça Eleitoral está com a corda toda colhendo informações detalhadas sobre as contribuições e notas fiscais. Ainda que Ricardo Pessoa, da UTC, fique em silêncio na semana que vem, a situação de Dilma não ficará tranquila.
Quando a farinha é pouca…
… Meu pirão primeiro.
Foi essa a leitura que os próprios peemedebistas fizeram da fala do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante o evento no Rio com Eduardo Paes na sexta-feira. Cunha disse com todas as letras que havia colocado (Leonardo) Picciani como relator da desoneração para resolver os problemas do Rio de Janeiro.
Por falar em relator…
O outro Leonardo, o Quintão, do PMDB de Minas Gerais, não abre mão de relatar a medida provisória que amplia de 30% para 35% o comprometimento da renda do trabalhador com o empréstimo consignado. Há menos de dois meses, ele havia relatado uma proposta que ampliava esse limite de 30% para 40%. O governo não negociou, apenas vetou. Houve gente no governo certa de que Quintão havia feito essa sugestão apenas para agradar os bancos.
Sem estrutura
As dificuldades do governo chegaram à Casa Civil, do ministro Aloizio Mercadante. Além de Ivo Correia, da área jurídica, que foi fazer um curso fora do país, saíram as pessoas que faziam análise dos currículos e checagem de informações sobre antecedentes dos indicados a cargos. Mais um motivo para atraso nas nomeações.
A fórceps
A oposição terá dificuldades em manter o Congresso na ativa durante o período de recesso regulamentar. Há o consenso entre os partidos aliados do governo de que é melhor desmobilizar agora, ainda que seja um recesso branco, ou seja, sem a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Curtas
Citada/ Ao passar a palavra para o ministro Henrique Eduardo Alves no evento de sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes brincou: “Agora, para falar em nome do governo, o ministro Henrique. Manda um beijo da Dilma pra gente, Henrique!”. O ministro, constrangido, apenas respondeu: “Sem comentários”.
Presentinho, ainda que tardio/ O rapaz pode até ser competente, mas por muito tempo vai ouvir gracinha pelas costas. As rodinhas de parlamentares no Congresso só mencionam a nomeação do advogado Ricardo Fenelon Júnior para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como um presente de casamento da presidente Dilma Rousseff ao genro do líder do PMDB, Eunício Oliveira (foto).
Brasília no cinema/ “A senadora Maria Pilar elabora um esquema com a ministra Ivone Feitosa para fraudar o resultado de uma licitação, mas tudo se complica quando suas assessoras resolvem montar seu próprio esquema.” Essa é a história central do filme Mulheres no poder, com as atrizes Dira Paes e Stella Miranda, no elenco principal da trama que se passa nos corredores do Congresso Nacional e em Brasília, onde foram rodadas várias cenas.
Na vida e na arte/ O roteiro e a direção de Mulheres no poder são de Gustavo Acioli. Em tempos de Operação Lava-Jato, vai ter muita gente confundindo o que é real com ficção.
O desfile de peemedebistas no Rio de Janeiro ontem foi visto por muitos aliados do presidente em exercício, Michel Temer, como inapropriado para esse momento, em que o vice declara quase que diariamente que está do lado de Dilma Rousseff e que ela não vai cair. É que o movimento do Rio, avaliam os próprios peemedebistas, permite várias leituras, que vão além da obviedade de o partido querer apresentar Eduardo Paes como um dos nomes para 2018 por causa de sua capacidade de preparar a cidade para uma Olimpíada, o que ainda carece de comprovação. Depois da visita às obras do parque olímpico, o jantar, onde todos se reuniram em torno de Michel Temer, dá a entender que o partido se diz pronto para, se necessário, assumir a gestão de projetos, leia-se do Brasil. E é aí que mora o perigo: o PT, que já anda pra lá de desconfiado do PMDB, agora é que vai achar que onde há fumaça, há fogo.
Aposta geral
A aparente calmaria da sexta-feira não significa que a situação do governo melhorou. Do ponto de vista do PT, Dilma saiu da toca ao dar entrevista e não se furtar a falar dos problemas. Mas isso não basta. Precisa atrair a simpatia popular. Da ótica da oposição, não houve nem haverá refresco. E, se comprovado que alguma despesa de campanha foi paga diretamente pela UTC, a situação ficará pior. É atrás dessa suspeita que os oposicionistas estão há dias. Acreditam que o efeito de algo assim pode ser semelhante ao Fiat Elba que colocou Fernando Collor fora do Planalto em 1992.
Palpite peemedebista
Aliados de Renan Calheiros suspeitam que a abertura de ação de improbidade contra o presidente do Senado pelo escândalo que veio a público em 2007 tem o objetivo de tentar colocar o congressista alagoano na defensiva e baixar a bola das críticas que ele invariavelmente tem feito ao governo. A aposta de muitos é a de que não vai colar. A expectativa é a de que Renan jogue pesado a partir de agora contra o Poder Executivo.
Dirceu, o imponderável
Os amigos do ex-ministro são praticamente unânimes em afirmar que ele anda meio cansado de carregar a culpa do partido nas costas. Novidades virão em breve, especialmente, agora em que fracassaram todas as tentativas dele de obter uma distância segura de um novo pedido prisão.
Cid & Ciro
Antes de fechar a saída do Pros, os irmãos Cid e Ciro Gomes pediram ao presidente do Pros, Eurípedes Júnior, o poder de indicar, pelo menos, metade da Executiva Nacional do partido para influir diretamente em todas as decisões sobre o futuro da sigla. Júnior recusou. Difícil será obter algo semelhante no PDT, onde Carlos Lupi comanda com mão de ferro.
Por falar em Lupi…
Os senadores pedetistas Cristovam Buarque (DF), José Reguffe (DF) e Lasier Martins (RS) têm pronta uma carta pedindo o afastamento do partido do governo Dilma Rousseff. A hora é de apostar num caminho próprio, diz Cristovam.
Temer, o discreto/ Explica-se a ausência de Michel Temer na visita que os peemedebistas fizeram às obras do parque Olímpico: manter o jeito discreto. Se ele fosse participar da visita, ruas seriam fechadas, trânsito desviado ao longo do dia. Enfim, aquelas coisas que só serviriam para deixar os cariocas e turistas irritadíssimos numa sexta-feira, quando circular pela cidade maravilhosa é sempre complicado.
Perguntinha indigesta/ É bom essas pessoas acostumadas a encontrar os amigos e perguntar automaticamente “E aí, tudo tranquilo?” reformularem o cumprimento quando o interlocutor for integrante da base do governo Dilma. Dia desses, o senador Jorge Viana (foto), respondeu: “Tranquilo para quem? Até aqui, na Comissão de Relações Exteriores, está tranquilo só hoje!”, afirmou.
À deriva/ O deputado Wellington Prado (PT-MG) foi excluído do WhatsApp da bancada petista desde que votou contra o ajuste fiscal. Agora, não é chamado nem para reuniões nem informado do que foi decidido.
Escala/ Se for cumprir a programação prevista, a presidente Dima Rousseff mal fará uma escala em Brasília hoje e, amanhã de manhã estará no Paraguai para a missa do papa Francisco. Realmente, dizem seus amigos, ela precisa de reza forte.
O presidente da CPI da Petrobras, deputdo Hugo Motta, acaba de marcar para a próxima quarta-feira o depoimento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Assim, o governo continuará na berlinda na última semana do período regulmentar do Congresso Nacional. A oposição tentará colocar o ministro contra parede em relação aos recursos doados pela UTC à campanha presidencial. Os governistas tentarão arrancar de Cardozo declarações para reforçar a ideia de que o juiz Sérgio Moro está avançando o sinal ao prender tanta gente.
Enquanto dois brigam…
…Um terceiro se movimenta. Neste momento em que a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves trocam farpas e acusações, emissários peemedebistas, ainda que sem autorização do presidente em exercício, Michel Temer, têm procurado integrantes do PSDB, numa tentativa de atrair os tucanos para um hipotético governo do PMDB. Ocorre que não está nos planos dos tucanos tirar Dilma para se integrar ao projeto peemedebista. Se for para uma mudança de governo, o partido jogará as fichas em novas eleições, conforme dito aqui há vários dias. Ocorre que, até o momento, nada aponta nessa direção.
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Para uma cassação via eleitoral, que tirasse de cena tanto Dilma quanto Temer, a principal aposta dos tucanos era, até o início da semana, o depoimento de Ricardo Pessoa, da UTC, que jogou a campanha da presidente Dilma Rousseff no meio da Lava-Jato. Ontem, entretanto, a notícia era a de que Pessoa está disposto a ficar calado em seu depoimento à Justiça Eleitoral. Se isso ocorrer, enfraquecerá o processo eleitoral. Restará, portanto, as pedaladas, que podem levar a presidente a responder por crime de responsabilidade, se suas explicações não forem acolhidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e ainda pelo Congresso Nacional. Pelo jeitão da base aliada, a tendência hoje é Temer — o único que até agora tem dado declarações ponderadas — pregando a união e por aí vai.
Hora de afunilar
A decisão da CPI da Petrobras de convocar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a tentativa de chamar José Dirceu e outros ministros foram lidas como mais um capítulo em que Eduardo Cunha age nos bastidores para mostrar aos petistas que eles não vão controlar o colegiado.
PR em litígio I
A bancada do Partido da República entrou em pé de guerra depois que o assessor especial do Ministério dos Transportes e ex-deputado Edson Giroto foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Receita Federal. A ação fez crescer as pressões para que ele seja afastado de suas funções no ministério. O ministro da área, Antônio Carlos Rodrigues, foi chamado ao Planalto, mas quer dar tempo para que o ex-parlamentar possa se defender.
PR em litígio II
Giroto não é um assessor especial qualquer. Desde o início do ano, ele aguardava a nomeação para secretário executivo do Ministério dos Transportes. Não conseguiu por causa dos processos no estado. Aí, veio o “jeitinho nos transportes”, título da nota que a coluna publicou em 22 de março. O Diário Oficial da União trouxe naquele período a nomeação do ex-deputado no cargo de assessor especial, e, no dia seguinte, Giroto foi designado pelo ministro o substituto oficial do secretário executivo, quando o titular do cargo se ausentasse. E assim, Giroto praticamente passou a responder como vice-ministro da área. Agora, a bancada na Câmara pressiona para ficar com o cargo.
Agora vai
Eduardo Cunha pretende colocar em votação na semana que vem o segundo turno da emenda que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em vários crimes. A pressa é para entregar a matéria aprovada antes do recesso, que até agora ninguém sabe se terá.
Nem…/ Os funcionários da Câmara que se preparem: a ideia do presidente da Casa, Eduardo Cunha, é não permitir a festa de todo mundo sair no recesso e ficar por isso mesmo. Quem quiser aproveitar o recesso fora do período regulamentar de férias terá que usar uma parte do chamado banco de horas.
…Para avisar?!/ Já tem servidor irritado porque não houve sequer um aviso para evitar que aqueles que compraram pacotes de viagem pudessem renegociar os dias.
PT e PMDB/ Enquanto os peemedebistas viajam ao Rio para bater bumbo na proposta de parceria público-privada que o prefeito Eduardo Paes (foto) montou para as Olimpíadas de 2016, os petistas vão a Belo Horizonte prestar solidariedade ao governador Fernando Pimentel.
PT e Dilma/ A mesma bancada que vai se encontrar com Pimentel, até aqui, não fez o mesmo gesto em relação à presidente Dilma Rousseff. Os senadores, por exemplo, soltaram no fim de junho uma nota de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, onde nem sequer mencionaram a presidente.
Emendas & jeitinho
O acordo entre o presidente em exercício, Michel Temer, e os parlamentares para acalmar a base aliada e tentar melhorar o clima político no Congresso corre sério risco de terminar na “bacia das almas”. Ontem, enquanto o comando do Planalto, leia-se Temer, e o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, se comprometiam a aprovar um projeto de lei com mudanças no Orçamento deste ano para atender os deputados novos, o líder do governo, José Pimentel (PT-CE) tirava o quórum do plenário, com medo da votação dos vetos que incomodam o governo. Resultado: base revoltada e indisposta com o Planalto.
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Agora, a uma semana do recesso parlamentar, dificilmente o Congresso conseguirá quórum para aprovar a proposta e liberar os restos a pagar de anos anteriores e, ainda, permitir a liberação de emendas dos novos parlamentares, ou seja, o governo queria aproveitar as férias dos parlamentares para baixar a poeira, agora corre o risco de sequer conseguir o recesso.
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A forma que os congressistas encontraram para levar o Planalto a aceitar votar o projeto, que atende pelo código de
PLN nº 4/2015, foi incluir no mesmo texto a redução da economia que o governo é obrigado a fazer para pagar os juros da dívida, o tal superavit primário, baixando o percentual de 1,1% para 0,4%. Agora, é tentar arrumar uma sessão do Congresso que aprove o projeto e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sem precisar passar pela apreciação dos vetos, que trancam a pauta.Tarefa difícil.
O PMDB e a crise
O encontro dos peemedebistas amanhã no Rio de Janeiro servirá para a cúpula do partido desenhar os cenários e os planos para tentar sobreviver à crise que assola o governo e o PT. Eles não estão na linha de empurrar Dilma para o precipício, mas asseguram que não vão cair com ela.
Cabos eleitorais no telhado
A comissão de senadores encarregada de votar uma proposta de reforma política aprovou um dispositivo proibindo o uso de cabos eleitorais contratados pelas campanhas. Por incrível que pareça, a proposta, que foi a voto por insistência do senador Reguffe (PDT-DF) deixou Gleisi Hoffmann, do PT, e Aécio Neves do PSDB, no mesmo lado. Coisa rara. A maioria concordou com a tese de que cabo eleitoral é compra de voto institucionalizada.
TCU, a pedra
Os deputados e senadores petistas começam a estudar formas de mudar as regras para escolha dos ministros do Tribunal de Contas da União a fim de acabar com o que o líder do governo, José Guimarães, chamou de casa de “aposentadoria” de parlamentares. Falta, entretanto, combinar com os demais partidos, que não desejam rever a forma atual.
Efeito prático, zero
A entrevista da presidente Dilma Rousseff só conseguiu levar os congressistas a adiarem para agosto a proposta que reduz a desoneração da folha de pagamentos. Mais uma prova de que a base não atende ao comando do Planalto de aprovar logo essa fonte de receita.
Papel em desuso/ O banco Itaú cortou o envio de extrato mensal de seus financiamentos imobiliários pelos Correios. Quem quiser um documento, tem que pedir. E vai receber por e-mail. A ordem é economizar papel.
Marco Aurélio e Eduardo Cunha/ O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ficou todo cheio de si quando leu que o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello tinha dito, em entrevista ao Correio, que o deputado era um “craque” e que, se fosse mais jovem, poderia jogar no Flamengo. É que, muita gente não sabe, mas ambos nutrem a mesma paixão pelo rubro-negro. Quem diria que os dois tinham algo em comum…
Marta, o pêndulo/ A senadora Marta Suplicy (foto) passou o fim de semana no Recife, onde se reuniu com o PSB, e ontem se encontrou com o presidente em exercício, Michel Temer. Ela vai para o partido, mas quer abrir mais portas para o seu grupo do PT.
Por falar em Michel…/ Começa a crescer no Congresso a sensação de que o presidente em exercício é “o cara” para conduzir uma transição, caso Dilma Rousseff não consiga se segurar no cargo.
Nuances de uma crise
A crise política que põe em perigo o mandato da presidente Dilma Rousseff tem diversos detalhes, que regem os bastidores da política e muitos movimentos, seja na oposição, seja na base governo. Vejamos:
1) Alckmin versus Aécio
Dentro da oposição, há quem diga que os aecistas veem a interrupção do mandato da presidente, via Justiça Eleitoral, como a senha para que Aécio possa concorrer à eleição com Geraldo Alckmin fora da disputa por ser governador de São Paulo. Em 2018, embora ninguém possa dizer como estará a conjuntura, o desenho hoje indica Alckmin no páreo, apesar de Aécio, na avaliação de setores do partido, ter a primazia de ser o candidato por causa do desempenho em 2014.
2) PMDB
A vida dos peemedebistas de tranquila não tem nada. Desenha-se internamente uma disputa pelo comando do partido. Eduardo Cunha, apontado como um dos grandes beneficiários da saída de Dilma pela via eleitoral porque tiraria também Michel Temer, ficaria três meses como presidente da República. Perspicaz e habilidoso politicamente, seria tempo suficiente para adquirir o controle do partido. A ala de Michel Temer lutará com todas as forças contra essa saída.
3) Poder econômico versus movimentos sociais
O empresariado anda de mal com o governo da presidente Dilma, mas o PT acredita que tem fôlego para mobilizar setores da sociedade, como o “exército de Stédile” mencionado por Lula no passado. Ontem mesmo, além das movimentações palacianas fartamente explorada hoje nos jornais e ontem na internet, o PT buscava manifestos dos movimentos sociais em favor da presidente Dilma.
Quem não se comportar…
A reunião de Joaquim Levy ontem no Planalto serviu para mostrar que o governo vai liberar as emendas dos deputados e senadores ao Orçamento. Mas quem leva a notícia a cada um põe na bagagem o aviso de que o “cobertor” está curto e, se a “pauta-bomba” vingar no Congresso, vai ser difícil ter recursos para atender o que está acordado.
Enquanto isso, na Receita Federal…
Os auditores aumentam o tom em busca do reajuste salarial maior que os 21,3% parcelados em quatro vezes proposto pelo governo. Além de uma carta enviada aos governadores, alertando para o risco de redução dos repasses do Fundo de Participação dos Estados por causa da insatisfação da categoria, eles agora nem participam mais de reuniões para tratar do reajuste no Ministério do Trabalho.
Marco Aurélio/ A entrevista do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello ao Correio Braziliense, no último domingo, deu o que falar. Nos bastidores do Planalto, houve quem desconfiasse que o ministro está pronto para ingressar na política. Mas, aos amigos, ele sempre lembrou que se diverte mesmo é no colegiado do STF.
Levy no Planalto/ O PT olha meio de lado para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mas os peemedebistas adoram o jeito afável do economista. Ontem, ele passou a tarde reunido com o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (foto). Cuidavam da liberação das emendas ao Orçamento da União.
No Senado…/ A Fiesp, de Paulo Skaf, lidera uma romaria hoje pelos gabinetes dos senadores a fim de repetir o movimento feito há algumas semanas na Câmara contra a proposta que reduz a desoneração da folha de pagamento de diversos setores.
War/ Ao sair do Planalto ontem à tarde, a senadora Fátima Bezerra, do PT do Rio Grande do Norte, foi incisiva: “Sabe quantas vezes vingará esta tese de impeachment? Nenhuma! A oposição pensa que nós e os movimentos populares vamos assistir deitados em berço esplêndido? Os tucanos que preparem um projeto para as eleições municipais e outro para 2018 e nos derrotem na urna!”, afirmou, pintada para a guerra. Coluna do dia 08/07 O fator Lula
Em conversas reservadas, os peemedebistas têm o seguinte alerta ao PT: o ex-presidente Lula, embora tenha andado por Brasília há uma semana jurando amor e lealdade à presidente Dilma Rousseff, tem que continuar mobilizando o partido e os movimentos sociais em prol do governo. Caso contrário, todo o trabalho de segurar a tropa de aliados irá por água abaixo.
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Na oposição, já existe um consenso de que Lula foi o estopim para que a pauta da classe política e empresarial migrasse das previsões de tempo do fim da crise econômica para quando e qual será o processo a encurtar o mandato de Dilma.
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Ambos, oposição e PMDB, concordam numa avaliação: Lula, ao vir a Brasília tentar consertar suas declarações contra Dilma, deu sinais de que errou lá atrás, ao criticá-la, mas não desfez completamente o mal-estar. E, problema, quando chega em casa, termina ampliado. Há, no governo e fora dele, quem esteja desconfiado de que Lula joga para entregar a cabeça de Dilma e, assim, tentar transformar a si próprio e ao PT em vítima, a fim de preparar o retorno em 2018.
Apostas em alta
Quem tem auscultado o Tribunal de Contas da União (TCU) assegura que a situação do governo lá, hoje, é pior do que há um mês, quando o relator das contas de 2014, ministro Augusto Nardes, concedeu o prazo de 30 dias para o Executivo responder sobre as pedaladas fiscais e outras operações contábeis.
Pauta bomba
Os senadores estão convencidos de que será difícil segurar a MP que institui a política do salário mínimo, incluindo aí as aposentadorias e as pensões, conforme votado na Câmara. Para completar, o Ministério Público baixou na Casa pedindo isonomia de tratamento, depois do reajuste aprovado para o Poder Judiciário. Se for a votação, passa. E será mais um texto para Dilma vetar.
Cunha presidente?
A visita do papa Francisco a países latino-americanos esta semana levou autoridades do governo a bolar um meio de permitir que Michel Temer saia do posto de presidente em exercício para permitir que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) assuma o comando do país, nem que seja por algumas horas.
CURTIDAS
Collor e Dilma/ Há, no meio político, quem veja muita semelhança entre o comportamento do então presidente, Fernando Collor, em 1992, e o de agora de Dilma Rousseff. Ele corria para mostrar que estava bem. Dilma pedala. Ele também dizia que não cairia e prometeu acabar com a inflação com um ippon (o golpe perfeito em judô, equivalente ao nocaute). Dilma mencionou “um tiro só” na entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
Nem vem/ O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), assegura que o novo diretor da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), Celso Cunha, que era do planetário e do governo de Eduardo Paes (PMDB), no Rio de Janeiro, não foi indicação do partido. “Não sei nem quem é.”Olho nos aliados, Dilma!/ Tancredo Neves, avô de Aécio Neves, dizia: “Peçam a um político qualquer coisa, menos o suicídio”.
Presença de Aldo/ A participação do ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo (foto), na reunião das segundas-feiras tem um significado especial. Ele foi um dos principais pilares de Lula quando da crise do mensalão, com o então líder do PMDB na Câmara, Eunício Oliveira, hoje líder no Senado, e Eduardo Campos, do PSB, que morreu no ano passado.
MP, TSE E PLANALTO
A política é uma senhora ansiosa e, embora muitos considerem cedo para se trabalhar com saídas mais drásticas, os partidos já começaram a discutir as formas para afastar a presidente Dilma Rousseff (PT) do poder. O problema, entretanto, é como afastar e quem assume. A parte do PMDB que aposta no impeachment prefere uma saída “via pedaladas”, ou seja, crime de responsabilidade por ter consumido recursos sem cobertura orçamentária, o que significaria um longo caminho e o governo seguindo aos trancos e barrancos, mas com a perspectiva de Michel Temer assumir o poder.
A outra saída, na qual aposta o PSDB, é a via eleitoral. Em 14 de julho, (coincidentemente, a queda da Bastilha), o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, depõe na Justiça Eleitoral sobre as doações à campanha de 2014. Se ficar configurado crime eleitoral, a expectativa é de que tudo se resolva até setembro, com a cassação da chapa, algo que não interessa a uma parcela expressiva do PMDB. Nesse caso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também do PMDB, assumiria a Presidência da República e convocaria eleições em 90 dias.
Os partidos, entretanto, não farão qualquer movimento se perceberem que essas saídas poderão gerar uma instabilidade ainda maior no país. A presidente Dilma Rousseff, na avaliação de muitos, tem espaço de manobra, embora pequeno, para sair desse córner. O primeiro passo foi dado essa semana, ampliando o poder de Michel Temer. Faltam atitudes capazes de oferecer ao governo um ar de novidade.
Cargos distribuídos
Embora a classe política reclame da demora das nomeações de segundo escalão, alguns não têm do que se queixar. Depois de nomear Alexandre Gadelha comandante das Docas do Rio, o PMDB fará de Celso Cunha, diretor do Planetário do Rio de Janeiro, diretor da Nuclebras Equipamentos Pesados (Nuclep), onde estava Gadelha. É o PMDB de Eduardo Paes, Luiz Fernando Pezão, Leonardo Picciani e Eduardo Cunha ocupando seus espaços.
Na gaveta
Enquanto os políticos nomeiam, a gratificação de fronteira da Polícia Federal continua apenas no papel. O incentivo foi criado por lei, como forma de estimular os policiais a trabalharem nas cidades fronteiriças, mas não foi implementado.
Mercado futuro
Dados da Polícia Federal indicam que os regimes próprios de aposentadorias e pensões de municípios espalhados por todo o Brasil vão dar trabalho daqui a algum tempo. No Ceará, por exemplo, num universo de 55, 53 estão falidos. Os problemas vão de má gestão a desvios. O rombo ultrapassa R$ 11 bilhões.
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A solução de Miro
Do alto da experiência de quem já viu muitas crises no governo, o deputado Miro Teixeira (PROS) considera que Dilma hoje só tem uma saída: fazer uma tremenda reforma administrativa, transparente, em linguagem simples. “Não há motivo para
se permitir o impeachment. Ela é reconhecidamente íntegra. Não se mete em malandragens, mas tem que agir”, afirma.
CURTIDAS
Ranking do cárcere/ O executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar é considerado um dos mais irritados na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Às vezes, grita e esperneia.
Sintomático/ O ministro da Advocacia Geral da União, Luiz Adams (foto), almoçava dia desses sozinho em plena quinta-feira, num famoso restaurante fast-food de um shopping da cidade. Comeu um hambúrguer, tomou um chopE, pagou a conta e foi embora. Em Brasília, quando ministro começa a andar sozinho, é mau sinal…
Por falar em horário de almoço…/ No mesmo dia, o ministro do Turismo, Henrique Alves (PMDB), e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), passaram mais de duas horas numa mesa discreta em um restaurante da cidade. Falavam bem baixinho, mas, se estavam num local público, é porque queriam ser vistos.
Tripudiou/ A presidente Dilma Rousseff não cumprimentou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), na solenidade da Tocha Olímpica em Brasília. “Tô nem aí. Minha aprovação é de 80% e a dela de 9%. Desta vez, vai ganhar Troia e não a Grécia!”, ironizou.
Os próximos passos
Enquanto Lula vem a Brasília tentar levar a bancada do PT à ofensiva nos vazamentos da Lava-Jato, na CPI da Petrobras e na política econômica, os peemedebistas traçam estratégias para se descolar do PT. A ordem é ajudar o governo Dilma Rousseff até a abertura oficial das eleições municipais. Virada a página eleitoral, os peemedebistas hoje aliados ao governo — sim, eles ainda existem! — vão avisar oficialmente à presidente da República que estão dispostos a cuidar da própria vida. Aí sim, o desembarque virá.
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O único problema é a realidade atropelar esses planos. Afinal, se a Lava-Jato se configurar em algo que leve à cassação do mandato da presidente da República por crime eleitoral, ou seja, doações recebidas na base do toma lá, dá cá dos contratos com a Petrobras, pode haver cassação da chapa. Assim, o PMDB irá para o ralo, junto do PT. Esse cenário não está no script do partido de Michel Temer, mas já preocupa o de Lula.
Protejam a rainha I
Ao dizer que a responsabilidade das contas de campanha é exclusividade do tesoureiro, no caso, ele próprio, o ministro da Secretaria de Imprensa do Planalto, Edinho Silva, trabalha para colocar a presidente Dilma numa trincheira segura. Enquanto ele estiver tentando cumprir o objetivo de desconstruir as declarações de Ricardo Pessoa, da UTC, a presidente não estará na frente.
Protejam a rainha II
A escolha do Ministério da Justiça e não da sala de briefing do Palácio do Planalto para a coletiva de imprensa ontem na hora do almoço também foi estrategicamente pensada para deixar a presidente fora desse contexto, ainda que tenha servido para que o ministro que despacha no Planalto exponha suas explicações a respeito das doações de campanha.
Real, a dor dos 21 anos
Desde 1994, quando foi lançado o Plano Real, o setor do Ministério do Trabalho responsável por homologar os acertos entre patrões e empregados não recebia acordos de redução salarial. E olha que são cerca de 50 mil por ano. Em junho deste ano, cinco desse tipo já foram protocolados.
Se o Senado não segurar…
…Vai sobrar para a Câmara. Caso os senadores não retirem as aposentadorias e as pensões da proposta do salário mínimo, o governo já tem um discurso pronto: apresentou a política de reajuste na melhor das intenções, mas os congressistas preferiram inviabilizá-la incluindo a Previdência Social. A conta é inadministrável e, portanto, graças à “irresponsabilidade” dos congressistas, a política não poderá ser aprovada.
[FOTO2]Renan e Wagner/ O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ajudaram o ministro da Defesa, Jaques Wagner (foto), a chegar aos Estados Unidos com três acordos bilaterais aprovados. O ministro é quem hoje mais serve de ponte entre o parlamento e o governo.
Por falar em governo…/ Parlamentares têm se queixado que a presidente Dilma fazia aqueles megaencontros com bancadas, mas jamais deu sequência à prática, chamando posteriormente pequenos grupos para conversas mais aprofundadas. Foi assim, por exemplo, com a bancada feminina. Quando voltar dos Estados Unidos, ela será aconselhada a retomar
esses contatos.
Triplo carpado/ Lava-Jato, Lula em Brasília e o PMDB sempre na gangorra entre o apoio e a cobrança. Diante desses três elementos, a presidente Dilma Rousseff preferiu deixar o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, em Brasília para ser os seus olhos nesses três elementos. Embora o relacionamento entre a chefe e o vice Michel Temer seja bom, há no governo quem diga que, quando se trata de PMDB, se confia desconfiando.
Por falar em Mercadante…/ Dilma não cogita afastar os ministros petistas de seu governo. Quem é ligado a ela lembra que a presidente já está sozinha. Pode ficar pior ao jogar para longe aqueles que lhe são leais.
Cargos, emendas e poder
Entre os partidos, cresce a sensação de que ou a presidente Dilma Rousseff “divide o bolo” agora ou, talvez daqui a algum tempo, não tenha mais poder para dividi-lo. É assim que deputados e senadores têm se referido ao governo de uma maneira geral. À exceção do PCdoB, não há hoje um só partido no Congresso ou fora dele que esteja ao lado de Dilma “para o que der e vier”.
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Essa percepção de “o governo já foi”, associada à crise econômica, tornará a vida do Poder Executivo um inferno. Esta semana, por exemplo, alguns foram informados de que vem por aí mais uma leva de cancelamento de restos a pagar de anos anteriores. No Ceará, feitas as contas, os prefeitos calculam que R$ 120 milhões serão perdidos pelos municípios. Nesse clima, Dilma terá, a cada dia, a sua aflição no parlamento.
Apelou, perdeu
O vazamento da mensagem de Marcelo Odebrecht a seus advogados com a ordem “destruir e-mail sondas” foi proposital. É para tirar força do documento que a empresa distribuiu ao público interno e externo se referindo à detenção do empresário como “arbitrária” e “desnecessária”.
Se apertar…
Rogério Araújo, um dos funcionários da Odebrecht que trocava e-mails sobre sondas com Marcelo, é considerado o ponto fraco do grupo. A aposta dos colegas dele na empreiteira é a de que, em mais uns dias, ele dará detalhes sobre os negócios da companhia.
PSC em chamas
Os integrantes do Partido Social Cristão, o do Pastor Everaldo, vivem atualmente num campo minado entre o desconhecido Vitor Nósseis e o popular pastor. É que Nósseis não vê a hora de retomar o controle da legenda. Everaldo resiste.
“Vou para a Venezuela, que está pior do que aqui. Quem sabe, volto mais conformada”
Da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), referindo-se ao clima geral da política no Brasil e à crise econômica
Pau para toda obra/ O senador Romero Jucá (PMDB-RR), sempre chamado a relatar projetos importantes, acaba de receber um título do senador Jorge Viana (PT-AC): “Relator-geral da República”. Tudo porque Jucá vai cuidar da reforma política.
Papo sem cafezinho I/ A partir de segunda-feira, qualquer pessoa que não for parlamentar estará proibida de fazer pedido de refeições no restaurante-lanchonete dentro do plenário da Câmara. Ordem do primeiro-secretário, Beto Mansur (foto), do PRB-SP. Só deputados podem fazer os pedidos para si e seus convidados.
Papo sem cafezinho II/ A confusão está armada. Revolta dos jornalistas que fazem a cobertura diária da Casa e esperam horas por um lanche, uma vez que a regra é atender primeiro os parlamentares. Cara feia de assessores, que não podem deixar o plenário em dias de votação porque precisam estar a postos para atender os deputados. Há quem aposte, inclusive, que o faturamento semanal cairá pela metade, uma vez que grande parte das excelências prefere comer fora, nos melhores restaurantes da cidade. É incrível a capacidade das excelências de criar hostilidade por bobagem. #vaitrabalhardeputado
Tirem as cadeiras!/ Pouco depois das 10h de ontem, no Planalto, funcionários correram para retirar parte das cadeiras do salão do segundo andar, onde foi a solenidade de lançamento do Plano Nacional de Exportações. Foram pelo menos cinco fileiras tiradas e ainda sobrou lugar no fundo. Sinal de estiagem no poder.
Brasil e Estados Unidos, o retorno
Quando for lançar hoje o Plano Nacional de Exportações, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Indústria e Comércio, Armando Monteiro Filho, pretendem deixar claro um reposicionamento da política comercial do país em direção aos Estados Unidos, algo que foi deixado e lado ao longo do governo Lula e também no primeiro mandato de Dilma.
Diante de tantas dificuldades que o governo, há um consenso de que a saída é a economia e, dentro dela, a exportação. Afinal, dizem muitos, é o que resta para tentar sair da crise. E, dentro das exportações, os Estados Unidos estão bem e são próximos. A China, embora tenha ajudado bastante, é longe demais para salvar toda a lavoura.
Nem vem
A oposição viu nas declarações de Lula uma tentativa de o ex-presidente repetir agora com Dilma Rousseff a mesma estratégia usada lá atrás para se afastar de José Dirceu e de Antonio Palocci, como se não tivesse nada a ver com eles. “Lula agora quer jogar a carga ao mar, mas ele é o responsável”, diz o senador José Agripino (DEM-RN).
“ABC da virtude. As críticas de Lula, de que o PT está sem virtudes, são feitas num quarto de espelhos e de forma emotiva. Ou ele realmente acha que o pecado pudesse ser menos divertido?”
Do ex-deputado Paulo Delgado
Procuradores na cobrança
Os procuradores da Lava Jato têm reclamado muito do fato de seus colegas terem enviado todo o processo que envolve governador direto para o Superior Tribunal de Justiça. Assim, vai demorar muito mais a ter resultado e muitos envolvidos podem escapar, porque muitos procedimentos devem ser refeitos. Além disso, a defesa se aproveita para repetir recursos, o que faz com que os procuradores chamem a instância superior de “cemitério do STJ”.
Cada um com a sua
Os deputados começam a ter certeza de que a reforma dos políticos aprovada pela Câmara não sairá do papel. É que os senadores vão primeiro analisar suas próprias propostas para depois cuidar do “resto”.
Só reclamações
Embora esteja correndo a liberação de R$ 4 bilhões em emendas de deputados e senadores ao orçamento da União, sobram reclamações sobre a dificuldade de recebimento desses recursos. E hoje, se a maioria continuar nesse clima, a proposta que reduz a desoneração da folha não passará na Câmara dos deputados.
CURTIDAS
Jogo de empurra/ Basta o sujeito aparecer na cadeia que logo perde os amigos. O PT trata de jogar o detento Marcelo Odebrecht no colo dos tucanos. “Dia desses, Marcelo Odebrecht estava prestando homenagens a Fernando Henrique Cardoso. Portanto, vamos devagar”, comentou o deputado Carlos Zaratini, do PT de São Paulo.
A empoderada…/ A presidente Dilma Rousseff dá cada vez mais poderes à empresária Luiza Trajano (foto), do Magazine Luiza. Ela acaba de substituir Henrique Meirelles no comando do conselho público olímpico e tem ainda presidido diversas reuniões sobre os Jogos do Rio.
…vem para influir/ O conselho tem que referendar toda a matriz de responsabilidade e acompanhamento das obras que é feito pela APO. Meirelles agia nesses quesitos como uma espécie de rainha da Inglaterra. Mas Luiza, contam os palacianos ligados a Dilma, chegará para dar pitacos, como já tem feito em algumas reuniões.
Pelo jeitão do São João…/ Muitos líderes juravam ter ouvido do presidente da Câmara que a liberação do “ponto” dos deputados para votações valeria até esta quinta-feira. Portanto, dificilmente haverá quórum hoje para aprovar a redução da desoneração da folha de pagamento.

