Economia e impeachment dominam a semana

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Com a Câmara praticamente em “férias”, as atenções do meio político se voltam ao Senado. Ali, estarão em debate a perícia nas ações da presidente Dilma Rousseff divulgada nesta segunda-feira, e, ainda, as medidas econômicas, a serem analisadas no encontro do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, com os senadores, marcado amanhã, na residência oficial do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Paralelamente, o seminário sobre corrupção promovido pelo Ministério Público, a Lava Jato e seus desdobramentos manterão o clima tenso, mas vamos aos temas:

Planalto
O presidente em exercício, Michel Temer, aproveita a semana para tentar mostrar o governo dedicado à geração de empregos. Para isso, reúne hoje o comitê de infraestrutura e vai amanhã à inauguração da fábrica da Klabin. Ele fará ainda a sanção da Lei de Responsabilidade das Estatais com poucos vetos. No horizonte, surge ainda o anúncio da nova meta fiscal para o ano que vem.

Turismo
O presidente promete para esta semana anunciar o novo ministro do Turismo e tem para isso duas teses: a primeira é nomear o deputado Newton Cardoso Jr e agradar o PMDB de Minas Gerais. A outra é passar o cargo para o PRB de Marcos Pereira, deixando o Ministério de Desenvolvimento, Industria e Comércio para os peemedebistas.

Impeachment
A comissão termina esta semana a oitiva de testemunhas, mas o que deve dominar o debate e pressionar os adversários da presidente afastada é a perícia do Senad , que responsabiliza Dilma diretamente pelos decretos de autorização de gastos sem passar pelo Congresso, mas a isenta de ação direta sobre as pedaladas fiscais. Logo, o governo afastado jogará nesse campo, mas nada indica até aqui que conseguirá alguma mudança de voto na comissão processante. Destaque ainda para o retorno da senadora Gleisi Hoffmann, depois que o marido foi preso, acusado de participação num esquema que desviava de dinheiro por intermédio de firmas contratadas para cuidar de empréstimos consignados a servidores públicos.

Lava Jato e seus desdobramentos
Continuam como os principais imponderáveis da politica Que ninguém se iluda: Apesar de todos os movimentos, as investigações seguem como propulsoras da política e assim será até que se desvende todos os casos. No Domingo, o jornal O Globo trouxe mais um braço dessa investigação, desta vez, sobre o setor elétrico, que envolve Furnas, Chesf e as SPEs, Sociedades de Propósito Específico, onde também há indícios de ações de Eduardo Cunha, o presidente afastado da Câmara,.

Apesar da Lava Jato, um respiro para os enroscados
Os tribunais superiores entram em recesso nesta sexta-feira. Um suspeito para os deputados envolvidos na Lava Jato e em outras investigações, uma vez que, sem reunião do pleno e das turmas, haverá apenas trabalhos internos.

Cunha e seus processos
Em meio ao recesso branco da semana, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Osmar Serraglio, pretende indicar o relator do caso Cunha na Comissão preparar para analisar os recursos já na semana que vem.

E o Maranhão, hein?
O presidente da Câmara, Waldir Maranhão, a cada dia se afunda mais. Primeiro, suspendeu os trabalhos da Casa para esta semana. No sábado à noite, recuou. Convocou sessão deliberativa inclusive para esta segunda-feira. Ontem, cancelou a deliberativa de hoje e promete que, para amanhã, quem faltar não terá desconto. Se tem uma unanimidade na Câmara hoje é ele. Nem a nova oposição, nem a antiga e tampouco o centrão querem que ele permaneça no comando da Casa. O problema é que, com a Câmara desmobilizada, até as ações para o afastamento de Cunha e eleição de um novo presidente ficam na geladeira.
E viva São Pedro! Que ele nos ajude a sair de tantas crises!!!

Maranhão volta atrás pela segunda vez

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Pressionado pelos líderes partidários, o presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, voltou atrás na decisão de não convocar sessões deliberativas para a semana que vem. É a segunda vez que Maranhão toma uma decisão polêmica e volta atrás. A primeira havia sido a suspensão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Várias lideranças partidárias repassaram a informação há pouco pelo WhatsApp às bancadas. Muitos funcionários estão revoltados, porque haviam inclusive comprado passagens aéreas para a semana de folga. O aviso enviado aos servidores informa ainda que haverá sessão deliberativa a partir das 16hs, nesta segunda-feira.
O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur foi um dos que insistiu para que a Casa trabalhasse na semana que vem. Ele considera que não dá para a Casa ficar paralisada diante da crise que o país vive. “Se a Casa parar para homenagear cada um dos Santos que existe, ela não terá mais nenhuma sessão de votação”, disse Mansur.

A távola de Michel

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A távola redonda

Há 43 dias no exercício da presidência, Michel Temer até hoje não usou a escrivaninha do amplo gabinete presidencial. Despacha apenas à mesa circular de madeira, no canto esquerdo. Superstição ou não, a opção de Temer lhe rendeu uma imagem positiva, por causa do simbolismo da mesa sem cabeceira, sem chefe, onde os temas nacionais são discutidos numa roda. Intencionalmente ou não, passa ainda a ideia de um estilo totalmente diferente daquele usado pela presidente afastada, Dilma Rousseff, de “eu fui eleita, eu mando”. Seus auxiliares agora querem que ele adote essa rotina, mesmo se houver o afastamento definitivo da presidente Dilma.

Mais um

Preso na Operação Recomeço, que apura desvio de recursos no Postalis, Ricardo Andrade Magro, dono da refinaria de Manguinhos, é ligado a Eduardo Cunha e a pelo menos 6 offshores listadas no Panamá Papers. O receio agora é que Magro, com os cofres recheados, termine partindo para uma delação premiada.

Devagar…

Com o feriadão na Câmara semana que vem, por causa das festas juninas, quem sai ganhando é o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha. Os deputados tinham agendadas diversas reuniões para discutir a troca de comando na Casa. Agora, ficou tudo adiado para julho.

…Quase parando

Mês que vem entra a temporada de convenções para escolha de candidatos nos municípios. Logo, também não será tempo de muito serviço na Câmara. E, assim, Eduardo Cunha vai cumprindo seu mandato de presidente ainda que afastado.

Viagens suspensas

O presidente em exercício, Michel Temer, decidiu que só fará viagens internacionais depois que o Senado decidir o destino da presidente afastada, Dilma Rousseff. Até lá, ele se limitará a cuidar dos assuntos internos, que não são poucos.

Lupa na ciclovia

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro entrou com uma ação na Justiça para suspensão de todas as obras de reconstrução da ciclovia Tim Maia até que se passe um pente-fino em toda a estrutura e, de quebra, se providencie um detalhado licenciamento ambiental, com, inclusive, controle de batimetria das ondas. E, em caso de não cumprimento, multa de R$ 100 mil por dia às autoridades competentes.

Em família/ A primeira-dama Marcela Temer e o filho do casal, Michelzinho, de 7 anos, mudam-se definitivamente para Brasília em julho.

Ele está em todas/ O ministro de Relações Exteriores, José Serra, é presença constante nas reuniões do presidente em exercício, Michel Temer. Até naquelas matinais, coisa rara na agenda do tucano. Dia desses, Temer brincou: “Na última, ele chegou até mais cedo.
A reunião era às 15h!”.

Se depender dele…/ Antes mesmo da reunião do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, com os senadores na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros, o senador José Reguffe avisa: “Voto a favor do limite do gasto público. Isso é questão de princípio. Governo não pode gastar mais do que arrecada”.

Enquanto isso, em São Paulo…/ O ex-presidente Lula (foto), até ontem, no fechamento desta edição, não tinha divulgado nota, tampouco se pronunciado oficialmente sobre a prisão de seu ex-ministro Paulo Bernardo. Apenas dizia nos bastidores que o PT não pode baixar a cabeça.

Lava-Jato na Esplanada reforça impeachment

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Em suas avaliações mais reservadas, os petistas calculam que, diante da prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, o partido perdeu qualquer chance de dizer que o coração do governo Dilma Rousseff e de seu antecessor, Lula, estava blindado contra malfeitos e distante da caixa-preta partidária que perpassou a administração da Petrobras. O esquema estava dentro do Planejamento, pasta considerada chave e integrante do chamado núcleo duro em qualquer administração. Diante disso, integrantes do próprio PT consideram que a chance de Dilma negociar um retorno se esvai.

A tese de levar para dentro da Comissão Especial do impeachment a delação de Sérgio Machado contra o PMDB também cairá em desuso. Em termos de escândalos, tem para todos os partidos.

Ela fica, mas…
A senadora Gleisi Hoffmann conversou por telefone com Lindberg Farias (PT-RJ), pra dizer que não iria ontem à comissão do Impeachment, mas, na semana que vem, pretende reassumir seu posto na defesa de Dilma. Ela só sairá do colegiado se quiser.

…vai ter que engolir
Até aqui, a comissão especial foi cortês e solidária com a senadora petista. Porém, na hora em que o debate esquentar, e tem esquentado todos os dias, há dúvidas sobre o uso de luvas de pelica.

Turbulência & Custo
A investigação de ontem colocou mais uma lupa sobre braços da Lava-Jato em Pernambuco. A ordem agora será cruzar dados da Consulcred com o laranjal estourado na Turbulência no início da semana. Os investigadores consideram que esse braço do esquema não era pequeno, até porque passaram pela Consulcred R$ 32 milhões, praticamente 1/3 do que a PF calcula ter sido desviado.

Efeito Orloff
Adversários de Renan Calheiros viram uma certa defesa pessoal nas reclamações da Mesa Diretora do Senado apresentadas à Justiça contra a busca e apreensão na casa de uma senadora (Gleisi Hoffmann). Algo do tipo, “eu posso ser você amanhã”. Nenhum senador quer passar pelo constrangimento de busca e apreensão sem ordens do STF.

Sobraram as pedaladas
Primeiro, Dilma Rousseff perdeu o direito a usar o helicóptero. em seguida, foi a vez do avião presidencial. Agora, não poderá nem andar de motocicleta com Carlos Gabas, alvo de uma condução coercitiva ontem. Restou apenas… A bicicleta.

A hora deles e delas
A Casa vive o período das agruras dos cônjuges. Primeiro, foi a mulher do senador Telmário (PDT-RR). Ontem, o marido da senadora Gleisi.

Além de Moro
Até aqui, os políticos tratavam Sérgio Moro como um justiceiro que destoava da Justiça de um modo geral. Agora, com a decisão do juiz Paulo Bueno de Azevedo (foto) dentro da Operação Custo Brasil, os políticos consideram que esse comportamento será geral.

Olha a foto!
O repórter fotográfico Alan Marques lança hoje à noite o livro A máquina de Acelerar o tempo, com reflexões e conversas com renomados profissionais da área sobre a arte do fotojornalismo contemporâneo. Leitura obrigatória para fotógrafos, jornalistas, estudantes e, ainda, as fontes retratadas nas imagens, a partir das 19h, no SIG Quadra 2 lotes 420/ 430/ 440 — City Offices Jornalista Carlos Castello Branco, Cobertura C13.

PMDB indica deputado para Turismo

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O presidente em exercício, Michel Temer, vai desagradar o PMDB da Câmara se ouvir conselhos de aliados e nomear uma mulher para o ministério do Turismo. É que uma parcela dos deputados peemedebistas se reuniu e fechou o nome do deputado Newton Cardoso Júnior para o lugar ocupado até a última quinta-feira por Henrique Eduardo Alves. O líder da bancada, Baleia Rossi (SP), levou a decisão ontem ao Planalto. Conforme antecipou a coluna na semana passada, é a bancada do PMDB de Minas Gerais, uma das maiores da Câmara, em movimento a fim de garantir um ministro para chamar de seu.

Evangélicos também querem

Ao mesmo tempo em que Baleia Rossi puxa para a sua bancada, a Confederação Brasileira de Turismo tenta emplacar o deputado Roberto de Lucena (PV-SP), pastor evangélico, que foi secretário de Geraldo Alckmin.

Santo de casa…

O pronunciamento de quase duas horas do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, tinha apenas um objetivo: sensibilizar aqueles deputados que o elegeram para o comando da Casa em 2015 a votar pela suspensão do mandato e não a cassação.

…Não faz milagre

Até mesmo entre os aliados de Eduardo Cunha, o pronunciamento foi visto como mais do mesmo do que ele tem dito ao longo do processo. A diferença é que ali foi tudo dito de forma organizada. A maioria dos aliados continua com a tese de que, enquanto Cunha for presidente da Câmara, ficará difícil tentar emplacar apenas uma suspensão. A avaliação é de que a cassação é questão de tempo.

Lula em movimento

O ex-presidente tem contactado diversos senadores a fim de avaliar o quadro dos votos pró-Dilma no plenário da Casa. Ele tem recebido a seguinte informação: quem disser que está tudo resolvido, está chutando. Seja para um lado, seja para o outro.

Pesos & medidas

Desde a campanha de 2014, ficou uma nuvem sobre o avião que serviu a campanha de Eduardo Campos e onde ele morreu de forma trágica. Agora, com a Operação Turbulência, desencadeada ontem, esse tema até aqui evitado por toda a classe política voltará com força. Numa disputa eleitoral, entretanto, o assunto é considerado de potencial bélico bem menor do que o desvendado pela Lava-Jato, a bomba H dos escândalos políticos.

Discretíssimos/ Saraiva Felipe e Mauro Lopes, os dois deputados que fizeram questão de acompanhar in loco o pronunciamento de Eduardo Cunha no auditório do Hotel Nacional tiraram o bóton parlamentar antes de entrar na sala.

Mudou de vez/ Mauro Lopes, para quem não se lembra, é aquele que foi ministro da Aviação Civil de Dilma por menos de um mês. Saiu para votar contra o impeachment e votou a favor. Ontem, ao atender o telefone, na hora em que estava acompanhando o pronunciamento de Cunha, disse “não posso falar agora, vim dar um apoio moral”.

Cardozo é pop/ O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (foto) mal conseguiu comer um queijo quente no Cafezinho do Senado. Quando chegou, um grupo de professoras que estava ali com a senadora Vanessa Grazziotin fez fila para tirar fotos ao lado dele.

E o Bolso, hein?/ Diante da comoção com o Brasil diante de casos de estupro, há quem diga ser difícil Jair Bolsonaro escapar ileso desse processo.

Pula fogueiraiaiá!!!!/ A semana parlamentar terminou ontem. Ficará apenas a comissão do impeachment, ouvindo depoimentos. Até os senadores têm se referido a essas sessões de oitiva de testemunhas como uma tortura.

Os Últimos moicanos

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Apenas dois deputados acompanham in loco o pronunciamento de Eduardo Cunha no Hotel Nacional: Mauro Lopes e Saraiva Felipe, ambos do PMDB de Minas Gerais. Aliás, os peemedebistas mineiros têm uma característica: eram aliados de Dilma e de Eduardo Cunha. Lopes, para quem não se lembra brigou com o partido para virar ministro da Aviação Civil quando o PMDB tinha decidido desembarcar do governo. Depois, saiu para votar contra o impeachment, mas votou a favor.
Em tempo: o fato de só dois deputados estarem aqui, no Hotel Nacional, mostra que Eduardo Cunha está cada vez mais sozinho.

Discurso para o futuro

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Cientes de que reverter o impedimento de Dilma Rousseff é missão praticamente impossível, os senadores petistas mudaram o foco na comissão especial do impeachment. Em vez da defesa pura e simples da presidente afastada, uma reunião recente fechou como estratégia tentar se diferenciar do governo Michel Temer na questão econômica, a fim de reconquistar o eleitorado com vistas a 2018. Integrantes do PT passaram, então, a dizer diariamente que, quando o partido era governo, havia uma preocupação maior com os programas sociais. As imagens estão prontas para compor o horário eleitoral deste ano nos municípios e da próxima eleição presidencial.

O governo Temer já percebeu esse jogo. Daí, a ideia de fazer um pronunciamento à nação, defendida por alguns ministros, para que Temer possa apresentar a real situação recebida da gestão de Dilma. O problema é que, com a Lava-Jato no calcanhar do governo e ministros caindo, está difícil centrar todo o fôlego nos assuntos econômicos. Os senadores petistas, hoje na oposição, têm mais tempo de organizar o discurso. Resta saber se vai colar.

Além das multas
A perspectiva de rejeição das contas eleitorais do PT deixa a área financeira do partido insone e não é apenas por causa da suspensão do fundo partidário ou do pagamento de multa. O que tira o sono é o risco de o partido perder a imunidade tributária e ser obrigado a pagar impostos de forma retroativa. Nos tempos do mensalão, quando essa hipótese foi levantada, o Congresso mudou a lei e ligou a suspensão da imunidade a decisões do TSE sobre as contas partidárias. Agora, pelo visto, não haverá escapatória. Os valores ainda não foram calculados, mas é coisa para milhões.

“O Brasil é grande, mas não sabe ser”
Gui Brandão, embaixador, do alto de seus 87 anos e com a experiência de quem já rodou o mundo

Ruim sem ela…
O governo age para tentar deixar em frequências diferentes as denúncias de pagamento de propina ao presidente do Senado, Renan Calheiros, e o processo de impeachment de Dilma. A ordem dos peemedebistas é, daqui para frente, repisar com mais ênfase aos senadores que os agentes econômicos esperam apenas o afastamento definitivo de Dilma para dar algum fôlego à economia.

Retorno I
Gilberto Kassab quer nomear o ex-ministro das Comunicações Juarez Quadros para o conselho diretor da Anatel. Quadros, um bem-sucedido consultor na área de telecomunicações e hoje muito ligado ao conselheiro da Anatel Anibal Diniz, já sinalizou que aceitaria o convite. Ele assumiu o ministério como titular do cargo em 1998, no governo Fernando Henrique, depois da morte de Sérgio Motta.

Retorno II
A ideia de Kassab é nomear Quadros na vaga de Rodrigo Zerbone, que termina o mandato em novembro. Quanto a João Rezende, o polêmico presidente da Anatel ligado ao ex-ministro Paulo Bernardo, Kassab não tem alternativa, a não ser mantê-lo. O período dele no colegiado termina apenas em dezembro de 2018.

CURTIDAS

Se dizem que nem cunhado é parente…/ Expedito Machado Neto, Dide, queria se filiar ao PSDB e disputar um mandato de deputado federal e, apesar da roubalheira do pai, pensou em manter o projeto. O senador Tasso Jereissati (foto), porém, vetou a filiação. Embora Dide seja casado com uma sobrinha da mulher do tucano, não é momento de misturar as coisas.

Dupla do barulho/ José Dirceu e Eduardo Cunha são vistos nos bastidores como “aqueles que podem ajudar a passar o Brasil a limpo”. Cunha, dizem alguns, a partir de amanhã, começa a se preparar para essa etapa.

Por falar em Cunha…/ O número de delatores que menciona algum envolvimento de Eduardo Cunha no esquema da Lava-Jato já ultrapassou a casa da dezena.

Custo & benefício/ Com as eleições municipais logo ali, os pré-candidatos a presidente da Câmara fizeram as contas e descobriram que o eleito terá, na prática, menos de três meses no comando.

Eduardo em movimento

Publicado em coluna Brasília-DF

O fato de Eduardo Cunha ter enviado recado aos parlamentares dizendo que, se cair, não vai sozinho, fez com que perdesse parte dos votos que ainda detém na Câmara, na avaliação de muitos, a ameaça passa a ideia de que “quem votar com ele é porque está com medo”. Por isso, na semana que vem, quando fará um pronunciamento, Cunha vai procurar desfazer a imagem de vingativo e manterá o discurso da inocência.

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Quanto à renúncia do cargo de presidente da Casa, ainda que esteja em análise, a avaliação em todos os campos é a de que ele já ultrapassou a linha temporal dos acordos para preservação do mandato e nem mesmo esse gesto seria suficiente para tirá-lo do cadafalso, ainda mais agora, depois da delação de Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos e Loterias da Caixa Econômica. Cleto é 10º delator a citar Cunha como beneficiário do esquema da Lava-Jato.

Janot de olho

A briga entre os maiores aliados do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, e o interino, Waldir Maranhão, por causa da relatoria da CPI do Dpvat vem sendo acompanhada de perto pelo Ministério Público. É que, com a vitória de Marcos Vicente (PP-ES), defendido pelo grupo mais próximo de Cunha, e a derrota de Luiz Tibet, o candidato de Maranhão, ficou aos procuradores a impressão de que, mesmo afastado, Cunha continha mandando.

Calamidade é nas contas

O principal objetivo do governo do Rio de Janeiro ao decretar o estado de calamidade pública é sensibilizar a administração Michel Temer, em especial Henrique Meirelles, para a necessidade de ajuda financeira ao estado. Só o envio da Força Nacional não será suficiente para resolver os problemas até as Olimpíadas.

Quando entrar setembro

Ministro novo para o Turismo, só depois da votação do impeachment no Senado, quando o governo Michel Temer tiver aprovado o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff. Essa é a provável data de uma reforma ministerial em caso de Dilma deixar o Alvorada.

O funil é o tempo

Quanto mais Eduardo Cunha demora em renunciar ao cargo de presidente da Câmara, menos atrativo fica o lugar para os candidatos a um mandato tampão. Até aqui, cinco já recusaram concorrer, inclusive Rogério Rosso (PSD-DF). O nome que desponta na corrida é o do segundo-vice-presidente, Fernando Giacobo, do PR-PR, que sabe que não tem chance para um período “cheio” de dois anos.

Pior que Sérgio Machado…/ … Só José Maria Marin, o ex-presidente da CBF condenado por corrupção no escândalo da Fifa. Aos 83 anos, o cartola cumpre pena num luxuoso apartamento na 5ª avenida, em Nova York. O ex-presidente da Transpetro terá ainda um jardim e uma piscina para se exercitar.

E o Henrique, hein?/ Na quarta-feira, antes da conta suíça vir a público, e 24 horas antes de pedir demissão, o então ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, estava em fúria por causa da delação de Machado. Murchou, entretanto, quando soube dos outros.

Almoço para quase 100/ Mal saiu do Planalto, o governador Rodrigo Rollemberg comentou com assessores que precisaria organizar almoço para 27 governadores e seus respectivos secretários de Fazenda e, para completar, assessores e motoristas. É a prévia da reunião de segunda-feira com Michel Temer.

Enquanto isso, no Jaburu…/ A avaliação dos aliados de Michel Temer depois dessas primeiras horas pós-delação de Sérgio Machado é de que o que o presidente em exercício tinha que “sangrar, já sangrou”. Agora, é focar na recuperação da economia.

CUNHA CONVOCA LÍDERES

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O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, está no Rio de Janeiro. Ele acaba de telefonar a vários líderes partidários aliados a ele e outros integrantes da sua base, convocando-os para estarem em Brasília na noite de segunda-feira. Cunha quer todos no Hotel Nacional para acompanhar o pronunciamento que ele fará na terça-feira, 11h. Se fosse algo “light” ou “mais do “mesmo”, dizem alguns, seria uma simples coletiva na residência oficial.

O “fusível” Henrique

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Quando há sobrecarga num circuito elétrico, o fusível aquece e o filamento queima. Por consequência, estanca a passagem de “eletricidade” naquele circuito. O circuito é o governo Michel Temer. E a sobrecarga, conforme dito nesta coluna ontem, não é Sérgio Machado. É o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Henrique foi o único ministro que atendeu ao chamado de Eduardo Cunha e deixou o governo Dilma quando Michel Temer ainda não havia embarcado com os dois pés no processo de impeachment. Era considerado um ministro do presidente da Câmara. Agora, com o enfraquecimento de Eduardo, decidiu deixar o governo, porque sabe o que virá.

Henrique era o elo mais forte entre Eduardo e Michel Temer. Foi ele quem introduziu o presidente afastado da Câmara no carteado privê da turma de Michel. Agora, fora do governo, terá o papel de evitar que Eduardo sobrecarregue o Planalto. Resta saber se conseguirá.

Líder na berlinda I
A demora das votações na Câmara começa a ser debitada na conta do líder do governo, André Moura (PSC-SE). Depois da ironia de Alberto Fraga (DEM-DF), ao reclamar do tempo levado para votar uma medida provisória e sugerir ao Planalto que “comprasse outro trator”, começou uma ofensiva palaciana para troca de comando da bancada governista.

Líder na berlinda II
Nos bastidores, há quem diga que Moura é um excelente cumpridor de tarefas. Porém, já houve quem levasse ao Planalto a preocupação com a falta de comando do líder para usar a força e levar a ampla base aliada a vencer rapidamente a obstrução dos petistas.

Enquanto isso, no 3º andar do Planalto…
Mal Henrique Eduardo Alves saiu do gabinete presidencial, onde entregou pessoalmente a sua carta de demissão, o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que transitava por ali, comentou com um amigo: “Olha, se precisar de ministro, estou à disposição”.

…Sabe como é, se colar…
A bancada do PMDB de Minas Gerais reclama desde o dia da posse que é a turma do “sem ministério”. Pediu a Vale do Rio Doce, mas Michel Temer não deu. Agora, vai apostar no Turismo.

Governador retido I/ Calma, pessoal! Falta de luz no Palácio do Planalto deixou a cancela da saída presidencial travada. O policial do Exército de plantão na guarita olhava para um lado, para o outro e nada de conseguir destravar o sistema elétrico e acionar o manual. O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, que acabara de sair de uma reunião com Michel Temer, esperou quase 10 minutos, e a cancela não abriu.

Governador retido II/ O carro do governador foi obrigado a voltar à garagem do Planalto e sair pelos fundos. Pegou tanto engarrafamento que por pouco ele não se viu obrigado a cancelar uma reunião com evangélicos.

Próxima parada/ Michel Temer pretende ir a Pernambuco na semana que vem. Lá, onde o governador Paulo Câmara já detectou o crescimento da popularidade de Dilma Rousseff, Michel deve visitar obras do Minha Casa Minha Vida ao lado do ministro das Cidades, Bruno Araújo (foto).

E o Renan, hein?/ Há quem diga que essa briga dele com Rodrigo Janot está muito parecida com aquela que Eduardo Cunha travou contra o Ministério Público. E está perdendo.