Autor: Denise Rothenburg
Autoridades federais, inclusive ministros, receberam vídeos de integrantes do PCC enfrentando juízes e promotores sem o menor constrangimento. Um deles ficou famoso há mais de cinco anos e foi transmitido a ministros como se fosse novidade. Trata-se de uma gravação de setembro de 2009, que mostra o presidiário Carlos César dos Santos Lima desafiando um juiz durante interrogatório em Limeira, interior de São Paulo. Um outro, de 2012, apresenta um detento ameaçando o policial que filmava a cela. Foram esses vídeos recebidos, associados aos pedidos dos governadores, que levaram o presidente Michel Temer a autorizar o uso das Forças Armadas para tentar conter a barbárie. É o retrato de décadas de descaso desfilando nas telinhas de quem detém hoje o poder político do país.
Hora de valorizar o passe
No papel de fiel da balança e um dos poucos capazes de definir o tal “fechar questão quando o assunto é voto secreto”, o PT não vai apoiar qualquer candidato esta semana por um simples motivo: quer garantir seu espaço à mesa. Quem der mais garantias, leva. Em outras palavras, se Rodrigo Maia formar um bloco para entregar a primeira secretaria ao PP ou ao PR, pode esquecer os votos petistas.
Por falar em PT…
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o líder do PTB, Jovair Arantes, estarão hoje na Bahia, em busca dos votos para comandar a Casa por dois anos. Jovair mira os tucanos. Maia, os petistas, como o governador Rui Costa e o ex-ministro Jaques Wagner.
Serraglio e sua turma I
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vai entrar em bloco em busca da Presidência da Câmara. Com quase 200 deputados filiados e capacidade de propagar uma campanha nos bastidores da Casa, a frente vai investir no nome do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) para assumir a primeira-vice. “Ficaremos contemplados se isso acontecer”, diz o deputado Marcos Montes (PSD-MG), que preside o colegiado até o fim deste mês.
Serraglio e sua turma II
Ainda que outros interessados na primeira-vice participem da Frente Parlamentar de Agropecuária, as consultas feitas por Marcos Montes aos integrantes da Frente apontam para Serraglio, coordenador jurídico do grupo, que teve uma gestão “madura e aplaudida” como presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa e está mais do que preparado para ser primeiro-vice, até presidente da Câmara”, diz Montes.
Matemática de risco/ Os partidos que André Figueiredo (PDT-CE) ficou de procurar para alavancar sua campanha pela Presidência da Câmara somam 140 deputados. Descontadas as traições e aqueles que, reservadamente, dizem tomar outros caminhos, ele deve ficar com menos de 100.
Se jantar der voto…/ O deputado Jovair Arantes não terá muito com o que se preocupar. Os convescotes do petebista têm sido os preferidos de deputados do PMDB, em especial aqueles mais ligados ao ex-deputado Eduardo Cunha.
Onde mora o perigo/ Os mais experientes veem o PMDB como um partido a se observar bem de perto nesses 15 dias de campanha.
Tema da hora/ Coordenador da comissão de juristas que propôs reformas no Código Penal, o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp (foto) é o entrevistado de hoje de abertura do programa CB.Poder Nacional, temporada 2017. A entrevista será transmitida ao vivo, a partir das 13h30, dos estúdios da TV Brasília.
Os comandantes militares receberam ontem a missão de levatar os efetivos que poderão ser utilizados na “limpeza dos presídios”. Essa tarefa requer a montagem de um plano de emergência e foi repassada a eles na manhã dessa terça-feira em reunião com o ministro da Devesa, Raul Jungmann.
É o que significa esse trabalho? Os militares ficarão encarregados de fazer uma “varredura” nós presídios, ou seja, entrar Nas penitenciárias, retirar todo o material proibido (facas, canivetes, drogas) e ainda mapear as rotas de fuga. Esse trabalho, segundo cálculo das autoridades, levará um ano.
A base desse trabalho, que o governo vem pensando em fazer desde que tomou pé da gravidade da primeira rebelião, a de Manaus, foi a ação do governo de São Paulo em 1992, depois do massacre do Carandiru, quando o presidente Michel Temer assumiu a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Ali, ele determinou uma varredura semelhante ao que se pretende fazer agora. A ideia do presidente Temer era definir melhor antes de partir para a ação. O caso do Rio Grande do Norte e a perspectiva de mais rebeliões levaram o governo a antecipar o cronograma. Os detalhes devem ser divulgamos hoje à tarde pelo ministro Raul Jungamnn. Por exemplo, número de militares que poderão fazer esse trabalho.vejamos o que será apresentado mais tarde.
A carta do atual líder do PSD, Rogério Rosso (DF), praticamente liberando a bancada para conversar com outros candidatos a presidente da Câmara, deixou o partido do ministro de Comunicações, Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, livre para, a partir de hoje, sem constrangimentos, conversar com os demais interessados em comandar a Casa. Com 40 deputados, o PSD tem direito a um lugar no colegiado encarregado de administrar a Câmara e não pretende ficar fora. Portanto, está aberto a conversas, seja com Rodrigo Maia, seja com Jovair Arantes. “A carta nos tira a oportunidade de pedir que retire a candidatura, mas nos dá a oportunidade de conversar com os outros e é isso que vamos fazer”, diz o futuro líder da bancada, Marcos Montes (MG).
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A carta de Rosso matou a reunião que Montes e Kassab pretendiam ter ainda hoje pela manhã com ele para dar um ultimato em relação à candidatura que, até agora, não apresentou o apoio oficial de nenhum partido. Ele, agora, está tão avulso quanto Jovair Arantes e com um agravante: é cristão novo contra dois deputados que conhecem as “manhas” da Câmara.
Ação padrão
& paternidade
O governo federal, ao receber os secretários hoje, deixará bem claro que está ajudando e é solidário à situação do sistema carcerário no país, proporá uma ação padronizada, mas o tema continuará sob a responsabilidade final dos estados.
O dilema de Rodrigo
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está num dilema: formar um bloco, tirando da composição da Mesa Diretora todos aqueles que não apoiarem a sua candidatura, ou respeitar a proporcionalidade, concedendo a cada partido a vaga que lhe cabe na Mesa Diretora. Só tem um probleminha. Se fizer o bloco, repetirá o método Eduardo Cunha, ao qual muitos partidos médios ficaram viciados.
O veneno de Eduardo
Vale lembrar: em 2015, o então todo-poderoso Eduardo Cunha passou o rolo compressor, tirando o PT da composição da Mesa Diretora. Quis fazer o mesmo com o PSDB, que, no primeiro turno, apoiou Júlio Delgado (PSB-MG). Desta vez, querem afetar inclusive quem estiver apoiando outras candidaturas, embora o voto seja secreto.
Deu no que deu
O rolo compressor foi o que começou a provocar o desgaste de Eduardo na Casa. Muitos o seguiam, mas não viam a hora de vê-lo pelas costas.
Na área/ Ciro Gomes virá hoje à primeira reunião da executiva do PDT do ano. Ele foi fundamental no sentido de extirpar os movimentos internos que pretendiam tirar de cena a candidatura de André Figueiredo à Presidência da Câmara.
Agentes em movimento/ A primeira manifestação política do ano na Esplanada ficará a cargo dos agentes penitenciários. De roupa preta, eles vão se reunir a partir das 9h30 em frente ao Museu da República. Eles querem mostrar aos secretários estaduais que têm reunião hoje com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (foto), que são peça fundamental na melhoria dos presídios.
Aquecimento/ O encontro servirá ainda para começar a mobilização dos agentes ao grande ato das categorias relacionadas à área de segurança pública contra a reforma da Previdência, marcado para 8 de fevereiro em Brasília.
Recesso de história/ Quem visitar a Câmara dos Deputados por estes dias ainda terá tempo de ver a exposição Miguel Arraes, uma trajetória de lutas pelo Brasil, no hall de exposições do anexo II. Lançada em dezembro para comemorar o centenário de nascimento de Arraes, a mostra foi prorrogada até 25 de janeiro.
PDT ameaça retirar candidatura…
Diante das notícias de que o PCdoB cogita apoiar Rodrigo Maia e da divisão petista em torno da disputa pela Presidência da Câmara, a bancada do PDT marcou um jantar para terça-feira, em Brasília, a fim de rever a inclusão do deputado André Figueiredo no rol de candidatos ao comando da Casa. A avaliação é que não dá para concorrer para ficar apenas fazendo figuração e ter menos de 40 votos.
…o PSD quer retirar…
O candidato Rogério Rosso tem um encontro marcado para a manhã de terça-feira com o ministro de Comunicações, Gilberto Kassab, e o futuro líder do PSD, Marcos Montes, para uma conversa que deve desaguar no mesmo caminho: “Ele não conseguiu mostrar que tem o apoio de outros partidos. Se não tiver, temos que ter liberdade de conversar na bancada sobre outros caminhos. Não vamos dar um tiro no escuro. Entendemos a posição dele, mas não dá para levar o partido”, diz Montes.
… e outro avalia as chances
Se André Figueiredo e Rosso não mantiverem as candidaturas, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) avaliará a possibilidade de concorrer. A reunião dos socialistas, entretanto, está marcada para a próxima segunda-feira, e o partido dividido.
PT e Jovair
Deputados do PT de São Paulo jantaram ontem com o candidato do PTB à Presidência da Câmara, Jovair Arantes, em um hotel paulistano. Há quem diga que a história de Jovair ter sido o relator do impeachment deixou de ser motivo para evitar apoio ao petebista.
Terceiro “chapéu”
Depois da recondução à presidência nacional do PSDB, Aécio Neves se prepara para passar mais uma bola por Geraldo Alckmin. É Aécio quem conduz pessoalmente a nomeação de José Aníbal para o Ministério do Planejamento da mesma forma que fez com Antonio Imbassahy para a Secretaria de Governo da Presidência da República. Ah, o segundo foi a reeleição da executiva estadual paulista.
Esse racionamento do DF vai resolver rapidinho puxando água de Corumbá. Aqui é que faltam 8% para concluir a obra do São Francisco que não termina nunca”
Do deputado Danilo Forte (PSB-CE), que aproveitou o recesso para conferir o andamento das obras e descobriu que, na primeira semana de janeiro, estava tudo parado.
Melhor não/ A primeira-dama Marcela Temer (foto) começaria seu périplo pelo Brasil como madrinha do Criança Feliz com uma viagem a Roraima. A segurança da Presidência da República, entretanto, vetou a viagem por problemas de segurança. Afinal, dizem alguns, se nem o ministro da Justiça foi conferir de perto a situação dos presídios no estado, recomenda-se escolher outro local para Marcela.
Por falar em Marcela…/ Tem gente no meio político convicta de que o presidente Michel Temer não largou totalmente a ideia de uma possível candidatura em 2018. “Aos 72 anos, com uma mulher bonita daquelas, ele não iria se abalar de Brasília para inaugurar escola em Praia Grande. Aí tem”, comentou um parlamentar bastante atento aos movimentos políticos e que não costuma errar.
Segunda rodada/ O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fará um novo périplo pelo Nordeste a partir do dia 20. Vai a Fortaleza, no Ceará, e de lá, segue para o Maranhão, a fim de encontrar o governador Flávio Dino (PCdoB).
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Osmar Serraglio, começou a enviar mensagens aos colegas pedindo votos para vice-presidente da Câmara. Com ele, chega a seis o numero de peemedebistas interessados em concorrer. Ou outros são: Lúcio Vieira Lima, Carlos Marun, Elcione Barbalho, José Priante e Fábio Ramalho. A tendência é que alguns desistam quando chegar a hora do voto na bancada.
A posição do ministro da Justiça, Alexandre Moraes, contrário à criação do Ministério da Segurança Pública, é consenso no governo. O presidente Michel Temer, porém, aceitou receber os argumentos dos parlamentares para não passar a ideia de intransigência. Às vésperas de uma temporada em que cada voto no Congresso será precioso para a reforma da Previdência, a ordem no Planalto é não brigar com os parlamentares, ainda que se discorde do que eles pleiteiam junto ao governo. Estrategicamente, autoridades governamentais consideram que seria um erro levar para dentro do governo federal esse barril de pólvora que a Constituição deixou a cargo dos estados. Fica tudo como está e o governo federal entra apenas para dar uma ajuda.
A ordem dos fatores
O presidente Michel Temer avisou ao presidente do PSDB, Aécio Neves, que a nomeação do futuro ministro da Secretaria de Governo só sai depois da escolha do futuro presidente da Câmara. Mas o nome é Antonio Imbassahy (PSDB-BA).
PP e Barros
Setores do Partido Progressista começaram a balançar o ministro da Saúde, Ricardo Barros. A avaliação do governo, porém, é que primeiro o PP terá de provar que Barros não é um bom gestor, algo de que o presidente Temer, até aqui, discorda.
Plano A
O líder do PTB, Jovair Arantes, planeja sua campanha desde agosto de 2016, baseado na não candidatura de Rodrigo Maia e na união do Centrão. Não conseguiu nem uma coisa nem outra.
Plano B
Desde que o Supremo Tribunal Federal jogou a decisão sobre a candidatura de Rodrigo para fevereiro, resta a Jovair apostar no racha das bancadas dos partidos governistas e na profusão de candidatos, de forma a garantir um segundo turno.
Obras & Propaganda
Com a inflação dentro da meta e os juros em queda, o governo agora prepara um material publicitário para informar a população sobre o andamento das obras do PAC. São 45 projetos escolhidos para conclusão até 2018, além dos 1,6 mil anunciados no ano passado.
Nem tudo está perdido/ A mídia internacional manteve seus escritórios no Brasil depois das Olimpíadas. A avaliação é que o Brasil continua como um player importante, ainda que a economia atravesse um período de recessão.
O quinto elemento/ O deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) — foto — começou a pedir votos para primeiro vice-presidente da Câmara.
Grid de largada/ Além de Ramalho, mais conhecido como “Fabinho liderança”, estão na disputa Lúcio Vieira Lima, Carlos Marun, Elcione Barbalho e José Priante. Com perspectiva de vitória na bancada nessa ordem.
Santo de casa/ Se o PMDB, maior partido, quiser que os demais respeitem a chamada proporcionalidade e decisão de cada bancada, quem perder a eleição interna não pode sair avulso no plenário.
Ao lançar sua candidatura a presidente da Câmara de fora inédita, Rogério Rosso (PSD-DF), deixou muito claro que o mote de sua campanha será a aproximação do Parlamento com a sociedade. Defendeu de pronto mudanças no texto da reforma da previdência enviada pelo governo, um tema que promete agitar a Casa a partir de fevereiro, mais até do que as rebeliões nos presídios, que abriram os trabalhos da política e dos governos este ano. (Quem quiser detalhes, pode conferir o vídeo na página do deputado no Facebook)
A campanha de Rosso começaria bem, se fosse para algo em que a sociedade tivesse poder de escolha. Mas nessa eleição específica, a vontade do povo não conta. Conta a dos parlamentares. A maioria do colégio eleitoral formado pelos outros 512 deputados não está nem aí para esse tipo de campanha, via redes sociais. Embora desejem a mesma coisa, um parlamento mais próximo do povo, os congressistas querem um candidato que lhes peça o voto diretamente. Vale ali muito mais a relação com o público interno do que com o externo.
Rosso falou mais de temas de interesse da sociedade, reforma tributária e política, enfim, os temas que considera prioritários para compor a pauta da Casa. Até aí, dizem os próprios parlamentares que acompanharam o lançamento da candidatura, parece ter sido uma conversa mais voltada a quem deseja um cargo majoritário em 2018, do que propriamente a Presidência da Casa em fevereiro de 2017. Nesse aspecto, saiu na frente. Mostrou que sabe usar um ao vivo no Face, inclusive respondendo perguntas que surgiam nos comentários. Fez até uma homenagem ao Chapecoense, ao vestir a camisa que recebeu de presente do deputado João Rodrigues (PSD-SC). Nesse sentido, foi a largada oficial de um candidato para o futuro (a que cargo, não se sabe) usando como treino essa campanha para presidente da Casa. Amanhã, é a vez do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) se apresentar aos deputados eleitores. Escolheu para isso uma reunião parlamentar, bem mais ao estilo do colegiado que pretende atingir. Vamos acompanhar.
O secretário da Juventude, Bruno Júlio, pediu demissão depois das polêmicas declarações feitas nessa sexta-feira. O presidente Michel Temer aceitou. Na verdade, essa foi a versão oficial. No Planalto, o al esgtar chegou ao ponto de um ministro ligar para o secretário e sugerir que ele se afastasse. A indicação do futuro secretario da Juventude será feita pelo PMDB.
A temporada de demissões no governo do presidente Michel Temer vai começar cedo. E a primeira baixa será o secretário de Juventude, Bruno Júlio, que cometeu nesta sexta-feira o que muitos dos aliados dele chamariam de… “sincericídio”. Ao comentar as chacinas nos presídios do Amazonas e de Roraima essa semana, Bruno declarou ao site Huffpost Brasil que “tinha era que matar mais”.
Bruno é filho de um policial, o deoutado federal Cabo Júlio, do PMDB de Minas. Além de usar a expressão “matar mais”, defendeu uma “chacina oor semana”. No Planalto, houve quem dissesse entre quatro paredes que um secretário não pode dar uma declaração dessas. Foi, no mínimo, despreparo para o cargo. O sábado promete.
A visita que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fará hoje ao Recife servirá como uma espécie de lançamento de sua candidatura. Três ministros de Estado e 20 deputados confirmaram presença, inclusive de outros estados, caso de Benito Gama (PTB-BA), Heráclito Fortes (PSB-PI) e Danilo Forte (PSB-CE).
Em tempo: Há dois dias, o presidente Michel Temer havia dito ao lider do PTB, Jovair Arantes, que seus ministros deveriam ficar fora da disputa. Mas, Mendonça Filho, da Educação; Bruno Araújo, das Cidades, e Fernando Filho, de Minas e Energia, são pernambucanos, deputados e não deixarão de fazer as honras da casa ao presidente da Câmara. Esse é o discurso oficial. Domingo, Rodrigo irá a Maceió. E não será para pegar uma cor.
BNDES sob lupa
Depois dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a projetos no exterior, algo que rendeu três processos no Tribunal de Contas da União (TCU), o presidente em exercício do Tribunal, Raimundo Carreiro, planeja colocar os pingos nos is: “BNDES é para financiar a estrutura nacional”.
Rodrigo na lida
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já faz a contabilidade de votos por bancada. Conta com a integralidade do DEM, do PSDB, parte do PP e do PMDB. Já é um bom tamanho para chegar ao segundo turno.
Eles querem mais
Desde que a liberação de verbas para atendimento de emendas ao Orçamento se tornou obrigatória, os políticos andam chateados. É que o governo remete os recursos para realização das obras aos municípios, mas não avisa aos parlamentares. Aí, o prefeito anuncia a chegada do dinheiro, posa para a foto, e o autor da emenda fica a ver navios.
Segura a tropa!
André Figueiredo foi o único dos candidatos a presidente da Câmara que ainda não colocou o bloco na rua. Há quem diga que sua função nessa campanha é apenas segurar a parte da esquerda ligada ao PT que não quiser seguir com Rodrigo Maia. O PCdoB, por exemplo, ajudou o atual presidente da Câmara no ano passado, assim como o PSB, hoje dividido.
CURTIDAS
A história registra/ Quando não é para resolver um problema, vem um plano nacional. Só de segurança, o Brasil teve quatro em 16 anos.
Contagem regressiva I/ Se teve alguém torcendo para permanecer em 2016 na virada do ano, foi o presidente do Senado, Renan Calheiros (foto). O futuro dele, como dizia a música de Frejat e Cazuza, “é duvidoso”. Está nos seus últimos dias de uso do avião da FAB. Em fevereiro, ou alugará um jatinho ou terá que viajar em avião de carreira e enfrentar aqueles que, volta e meia, resolvem incomodar os políticos em aeroportos.
Contagem regressiva II/ Amigos de Renan estão preocupados com o futuro do senador. É que muitos anteveem agruras eleitorais à frente. Com Renan Filho candidato à reeleição em 2018, o senador só poderá concorrer a um novo mandato ao Senado, algo nada fácil para quem é réu em ação penal. Caso seja condenado, nem essa saída terá.
TCU esclarece/ A respeito da nota Papai Noel atrasado, o Tribunal de Contas da União esclarece: “Não foram criados novos cargos ou funções para assessoramento dos procuradores do Ministério Público junto ao TCU. As funções de confiança constantes da Portaria 336/2016 foram criadas pela Lei nº 12.776/2012 e apenas tiveram sua autorização de lotação renovada. Além disso, a portaria citada não se refere apenas aos gabinetes dos procuradores, mas também aos dos ministros e ministros-substitutos. O valor bruto das funções é de R$ 4.914,14, e não superior a R$ 6.000,00”.

