Depois de fechar o primeiro turno na frente do presidente Lula, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, caminha para o debate de hoje, na TV Globo, com a missão de segurar a vantagem em relação ao presidente. Sua campanha decidiu deixar de lado as pesquisas que detectam um empate e focar apenas na urna. Porém, entre a urna do primeiro turno e a deste domingo, os movimentos indicam que as pesquisas não podem ser desprezadas.
Nos bastidores das duas campanhas, chamou muito a atenção, por exemplo, o posicionamento da apresentadora e atriz Angélica a favor da reeleição de Lula, esta semana. Em suas redes, a mulher do apresentador Luciano Huck declarou seu voto e ressaltou, com todas as letras, que não é petista e diz querer viver num país “onde as pessoas se escutem, se respeitem e cuidem uma das outras”. Disse que pensava nas mulheres, nas crianças, na população LGBTQIA .
Angélica dialoga com uma parcela do eleitorado, especialmente o feminino, que costuma ficar alheia ao dia a dia da política. Sua posição viralizou nas redes chamando a uma reflexão. Para muitos, pode ajudar a virar o resultado. A conferir no domingo. Afinal, pesquisas à parte, o que vale é a urna.
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A hora do confronto/ De olho em tentar conquistar votos no eleitorado feminino, Flávio sabe que Lula irá para o segundo e último confronto entre os dois disposto repisar a questão de o candidato do PL ter sido o único a votar contra a licença-maternidade de servidoras, no tempo em que integrava a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Também, se houver chance, não deixará de expor as relações do senador do PL com o advogado Willer Thomaz e mostrar a sequência de denúncias que surgiram nos últimos dias. Inclusive, o caso da ilha em Angra, exposta nas redes sociais pelo jogador de futebol Richarlison, em que o atleta diz que lhe foi tirado “na mão grande” pelo advogado e por Flávio. O filho 01, porém, não pretende ficar atrás nesse quesito. Ele irá repisar o caso Roberta Luchsinger, a lobista amiga do filho de Lula, e a abertura do sigilo que dominou os dois últimos dias. Só tem um problema: entre esse debate e a urna, o tempo é escasso.
Onde vai pegar
A proposta da campanha de Flávio Bolsonaro de suspender a implantação da reforma tributária começou a ser tratada pelos governistas como uma forma de tirar de cena o cash back do imposto para a população de baixa renda, que passa a valer em 2027. Ou seja, se a reforma não for implementada conforme previsto, quem tem menos recursos será punido.
A força do antipetismo
Chamou a atenção na pesquisa Datafolha divulgada ontem o fato de 25% afirmarem que o motivo para votar em Flávio é derrotar Lula. Entre os eleitores de Lula, apenas 13% afirmam que votam nele para evitar a volta do bolsonarismo ao poder.
Cada um por si
O desafio de abertura do sigilo que Lula fez a Flávio termina com cada campanha fazendo isso como quiser. Até aqui, ninguém viu nada. E será muito difícil ter tempo de avaliar tudo.
Enquanto isso, no Congresso…
Independentemente do resultado, o PT fará reunião na terça-feira pós-eleição para fechar o apoio à reeleição de Hugo Motta para presidente da Câmara. A ordem é não dar espaço para, no caso de vitória de Flávio, os bolsonaristas tentarem reverter o favoritismo do atual comandante da Casa.
Os últimos atos de campanha de Lula/ Amanhã de manhã no Rio de Janeiro e à tarde, na Avenida Paulista, o presidente encerra sua participação como protagonista em campanhas políticas. É a última, em 51 anos, desde que assumiu a presidência do sindicato dos metalúrgicos, em 1975.
Eles decidem/ A pesquisa Correio/Opinião divulgada esta semana, a última desta eleição, trouxe algo que deixa as campanhas em alerta até o final: 6,6% dos eleitores que votaram no primeiro turno no Distrito Federal disseram ter escolhido seus candidatos no dia do pleito. No caso de Celina Leão, que está bem à frente, é difícil haver mudança de tendência. No caso de Flávio, porém, nada está definido.
O que preocupa a campanha de Lula/ O Datafolha quis saber dos eleitores se eles moravam perto do local de votação. Entre aqueles que votam em Flávio, 48% moram perto. Os de Lula, são 45%. Numa eleição apertada, isso faz diferença.
O que preocupa II/ Com a eleição polarizadíssima, os políticos estão preocupados com o que pode ocorrer no país quando conhecido o resultado. Seja a favor de A ou de B, a orientação é #fiqueemcasa.

