Transição em curso e transmissão da faixa

Publicado em Política

Independentemente do resultado da eleição no próximo domingo, haverá transição de governo. E, para isso, todos os ministros do presidente Lula já foram orientados a repassarem seus relatórios de execução de programas à Casa Civil. Em caso de vitória, Lula pretende anunciar mudanças no governo, de forma a dar uma oxigenada na equipe de seu último mandato. Se for derrotado, quer mostrar ao clã dos Bolsonaro como se faz uma transição num país democrático. No início de 2023, quando Bolsonaro deixou o Planalto, a equipe de Lula encontrou computadores vazios, sem qualquer relatório sobre os programas de governo.

Em tempo/ O “já ganhou” na equipe do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, chegou ao ponto de seus interlocutores procurarem funcionários do governo para falar de transição. Inclusive com perguntas sobre se Lula iria querer transmitir a faixa para o presidente eleito, no dia da posse. No governo, o que se diz é que, diferentemente de Jair Bolsonaro, seu antecessor, Lula, se derrotado no domingo, não se furtará a cumprir os protocolos da democracia.

Apoio dos Poderes

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, estão se preparando para, junto com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, parabenizar o eleito do próximo domingo, de forma a não permitir choradeira do lado A ou B. Afinal, um candidato vai ganhar, outro vai perder, e, se a diferença entre eles for minúscula, certamente o lado perdedor vai reclamar do resultado.

Apostas supremas

Crescem as apostas de que a tendência é de acordão para preservar o Supremo Tribunal Federal, independentemente de quem for eleito no próximo domingo. É que, se for para “pegar” Alexandre de Moraes, não vai dar para preservar o ministro Kassio Nunes Marques, que nega qualquer ligação com Daniel Vorcaro, mas é citado como o personagem de festas.

Conselheiro supremo

Nas hostes bolsonaristas, o que se diz é que o ex-presidente Jair Bolsonaro não aceita acordo com o STF. Se para tirar Moraes, tiver que “sacrificar” outro ministro, que assim seja.

Hora das contas

Independentemente de quem vencer no domingo, as alas do Senado vão começar a fazer contas para saber se dá para levar adiante o impeachment de um ministro do STF. Até aqui, os senadores afirmam que a matemática não é tão fechada como pensam os mais radicais aliados de Flávio Bolsonaro. Com os inquéritos a que o candidato responde, ainda que vença, tem muita gente indisposta a comprar toda essa guerra com o STF.

O caso da ilha/ O jogador de futebol Richarlison (foto) retomou com força o caso de uma ilha em Angra dos Reis (RJ) em que o advogado Willer Thomaz e o senador Flávio Bolsonaro teriam tomado dele em 2020. O vídeo em que ele apresenta documentos para comprovar que havia comprado o imóvel viralizou nas redes. É mais um problema para o advogado Willer Thomaz e o candidato do PL responderem às vésperas da eleição.

Especialista requisitado/ Servidor afastado do Superior Tribunal de Justiça e alvo da operação Linceu, Humberto Pradera era conhecido no meio dos advogados como alguém que consertava computadores de muitos deles nos renomados escritórios de Brasília. De uns tempos para cá, deixou de fazer esse serviço.

Difícil tirar da “leoa”/ A pesquisa Correio/Opinião divulgada hoje mostra a governadora candidata Celina Leão (PP) com 50,1% dos votos consolidados, ou seja, o voto espontâneo. Enquanto o candidato Leandro Grass (PT) tem apenas 34% que declaram o voto nele sem consultar a lista.

Por falar em DF…/ Comenta-se, nos bastidores do Senado, que a senadora Leila do Vôlei planeja deixar que Leany Lemos exerça o mandato até o final. Não voltaria sequer para se despedir desses quase oito anos e agradecer os votos que obteve para esta Legislatura e os que manteve neste pleito.