Dia 25 é Dia de Cuidado Coletivo

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Cosette Castro

Brasília – Na terça-feira, dia 25, é o Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

A data está na pauta da maior parte das instituições e movimentos sociais que realizam projetos com mulheres no Brasil desde 2003.

Não se trata de um dia a ser celebrado. Ao contrário, é um dia em que o luto pelos diferentes tipos da violência cotidiana contra as mulheres se transforma em manifestações presenciais e virtuais.

A violência física no seu extremo pode chegar ao feminicídio e o Brasil tem o triste índice de ser o 5o. país do mundo que mais mata mulheres. Mas há outros tipos de violências que deixam marcas profundas. É o caso da violência psicológica, moral, patrimonial ou financeira. E a sexual que atinge inclusive mulheres idosas.

No Brasil, as redes sociais digitais e a mídia tradicional estão inundando de informações sobre essas violências. Talvez assim, em alto e bom tom, repetindo muito, os homens escutem. Mais ainda, talvez eles também se sensibilizem e saiam às ruas para chamar atenção para os traumas causados por essas violências nas mulheres de suas famílias. E também nas amigas, colegas de trabalho e vizinhas.

Luana Pinheiro, do MDS, é a entrevistada do Programa Terceiras Intenções online nesta terça

A cor da campanha é laranja e pessoas de todas as idades podem participar, ajudar a divulgar e combater as violências.

Inclusive as cuidadoras famíliares que sofrem violência diária com a invisibilidade do trabalho de cuidado e sua falta de reconhecimento. Até hoje o cuidado familiar é considerado um “não trabalho” no Brasil, apesar das pesquisas apontarem a sobrecarga física e mental que vivem as mulheres brasileiras.

É possível mostrar publicamente que você não concorda com a violência contra as mulheres usando algo laranja durante os dias da campanha, até 10 de dezembro. Ou contribuir postando informações nas suas redes sociais digitais. Fontes seguras para buscar informações são a ONU MUlheres BR e o Ministério das Mulheres.

É possível organizar atividades,  como faz o Coletivo Filhas da Mãe. Há três anos, em parceria com o Grupo de Caminhadas Brasília (GCB) é realizada a “Caminhada pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”, com ou sem ameaça de chuva.

Não se trata de realizar mais uma trilha ou estar na natureza, embora isso seja muito bom. Nesse espaço de confiança no domingo 23/11, as mulheres puderam contar as diferentes formas de violência que já enfrentaram. Algumas histórias aconteceram a partir dos quatro, seis anos de idade. Outras na adolescência, na juventude, na vida adulta. E ainda após os 60 anos.

Compartilhar o medo e a dor não apaga o que aconteceu, mas diminui o poder dos fantasmas e acaba com os silêncios guardados. Mas principalmente aumenta a força do grupo e a certeza de que não estamos sós.

Marcha das Mulheres Negras

A terça-feira, 25,  é um dia para ficar na história. Vai acontecer em Brasília a MARCHA DAS MULHERES NEGRAS que espera reunir mais de 300 mil pessoas por “Reparação e Bem Viver”. As mulheres negras são as que ganham menores salários (abaixo dos homens e mulheres brancas), são as que mais sofrem violência e as que mais exercem trabalho precário por falta de oportunidades e políticas públicas.

A concentração para a Marcha vai ocorrer a partir das 9h no Museu Nacional, com atividades previstas durante o dia e a noite com muito cuidado coletivo (saiba mais aqui).

E na noite da terça-feira, das 19 às 20h, tem o Programa de Entrevistas onlineTERCEIRAS INTENÇÕES de novembro. A entrevistada de novembro é a Secretária Nacional de Políticas de Cuidados em Exercício, Luana Pinheiro, que vai conversar sobre os “Desafios do Plano Nacional de Cuidados”. Link aqui.

Cosette Castro

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