Cosette Castro
Brasília – Hoje o Blog trata de temas como os 20 anos da Lei Maria da Penha, sobre o estudo internacional que aponta o envelhecimento precoce da população brasileira. E traz outras novidades.
Este 07 de agosto é o dia que se reconhece a importância dos 20 anos da Lei Maria da Penha. São 20 anos quebrando o silêncio para romper ciclos de violência doméstica que incluem tentativas de assassinato ou o feminicídio de mulheres.
São 20 anos de sim, “tem que meter a colher em briga de marido e mulher”porque não é apenas briga. É violência física, sexual, psicológica, moral, financeira e patrimonial.
No decorrer dos anos, a Lei Maria da Penha passou por atualizações, como a inclusão da violência vicária. Ela ocorre quando o companheiro ou ex-marido, comete violência contra outras pessoas da família, como as crianças, para atingir a mulher.
Também cabe registrar a condenação inédita no país do Ministro Marco Buzzi. pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) esta semana. É a primeira vez que um magistrado perde o cargo com remuneração proporcional por tempo de contribuição.
Com isso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mandou um recado para os agressores sexuais de mulheres de todo o país: o combate à violência contra as mulheres conta com o apoio do judiciário, inclusive dentro da própria casa.
Envelhecimento
Esta semana um novo estudo comparativo realizado com 30 mil pessoas idosas do Brasil e da Espanha aponta o que a população 60+ brasileira já sabe na prática. Aqui envelhecemos antes.
O estudo comparou o envelhecimento de pessoas idosas a partir do declínio da habilidade de realizar tarefas diárias nos dois países. E aponta que no Brasil envelhecemos 10 anos antes que na Espanha. Isso ocorre causa das desigualdades sociais.
É preciso levar em conta que, diferente dos países desenvolvidos, temos diversos tipos de envelhecimento no país. Vivemos em um país onde 75% da população depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). E onde mais de 70% das pessoas que conseguem se aposentar recebem. 01 salário mínimo.
Ainda bem que temos o SUS, o maior sistema público de saúde do mundo. Na maior parte dos países, o sistema de saúde é pago. Ou seja, se você não pode pagar por um plano saúde privado mensalmente, fica sem atendimento.
Além disso, temos uma população onde a maior parte dos trabalhadores são obrigados a fazer jornadas 6×1 anos a fio. Já as mulheres trabalhadoras têm jornadas 7×0. Quando chegam em casa, elas seguem realizando trabalho gratuito de pessoas e o cuidado doméstico
Não é de estranhar o envelhecimento precoce no Brasil quando não há reconhecimento do trabalho de cuidado gratuito realizado diariamente por mulheres, entre elas as 60+, quando não há políticas públicas para pessoas idosas e não há espaço para o autocuidado.
No Brasil, a maioria dos 36 milhões de pessoas idosas só procura ajuda quando já está adoecida. E quando procura, fica na fila de espera para exames nas áreas cardiológica, neurológica, ginecológica, locomotora, bucal, de visão, audição, etc. Temos um longo caminho a percorrer no aprendizado sobre prevenção de doenças.
Mas ainda é baixo o percentual da população que sabe disso. Não há campanhas públicas permanentes para informar a população e estimular a prevenção das doenças. Informação para o autocuidado e o cuidado coletivo são essenciais. Elas salvam vidas.
PS: Este domingo, 09/08, estaremos caminhando no Parque das Sucupiras, no Sudoeste. Encontro às 8h30 na entrada no Parque.
Cosette Castro Brasília - Depois de um domingo tomado de Atos em todo o país…
Cosette Castro Brasília - Este fim de semana promete ser movimentado no Distrito Federal. No sábado…
Cosette Castro Brasília – Cuidado Coletivo e Autocuidado são quase mantras no Coletivo Filhas da…
Cosette Castro & Simone Lima Brasília – No Coletivo Filhas da Mãe temos um grupo…
Cosette Castro Brasília - Domingo foi dia de assistir o jogo final da Copa do…
Cosette Castro Brasília - Esta semana três pautas importantes para a população brasileira foram deixadas de…