Depois do Carnaval Tem Roda de Conversa

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Brasília – Este fim de semana o Coletivo Filhas da Mãe participou de intensas atividades no sábado e domingo. As duas ações diziam respeito ao cuidado coletivo e incentivo ao autocuidado das pessoas que cuidam sem remuneração.

A primeira atividade foi a participação na Marcha das Mulheres  2025 do Distrito Federal (8MDF) que acontece anualmente no dia 08 de março.

Estivemos juntas em defesa da vida em segurança das mulheres de todas as idades e pela construção de uma Sociedade do Cuidado sem violência (física, psicológica, sexual, moral e patrimonial) e sem preconceito contra mulheres.

No domingo, dia 09/03 realizamos a nossa segunda atividade de carnaval. Mais uma vez junto com o Bloco do Rivotrio no Pós-Carnaval 2025. Ao mesmo tempo em que nosso parceiro completou 15 anos em defesa da luta antimanicomial, o Bloco Filhas da Mãe completou 05 anos de acolhimento às pessoas que cuidam familiares.

Cuidadina, a dinossaura mascote do Bloco Filhas da Mãe, que desde a pré-história cuida sem remuneração, veio brincar o Carnaval e conhecer outras pessoas que cuidam seus familiares.

Nossa gratidão à Co-coordenadora Leandra Lofego que criou a Cuidadina e “incorporou” a mascote, apesar do calor.

No Coletivo Filhas da Mãe acreditamos no carnaval como um espaço de cultura popular, de ocupação da cidade, de encontro (cuidado coletivo), brincadeira e alegria (autocuidado) tanto para quem enfrenta os desafios dos transtornos mentais como para quem cuida familiares adoecidos. Veja aqui álbum compartilhado com as fotos e vídeos do Pós-Carnaval 2025.

Parte da Comissão Organizadora do Bloco Filhas da Mãe com a Terezinha Ananke, uma das fundadoras do Bloco Rivotrio (terceira da esquerda para direita).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023), vivemos no país com maior número de casos de transtorno de ansiedade do mundo e somos o terceiro em casos de depressão. Isso não acontece por acaso. As mulheres sofrem sobrecarga física e emocional diária e não param de trabalhar, com ou sem remuneração.

São elas que mantém financeiramente 49,1% dos lares brasileiros (IBGE (2023). Isso significa 35 milhões de famílias. A maioria delas se encontra na faixa dos 40 anos e cuidam de crianças, familiares doentes e também de pessoas idosas.

PS: Nesta quinta-feira, dia 13, acontecerá a Roda de Conversa do mês de março coordenada por Manoela Dias. Em 2025, aos encontros passaram para o formato híbrido: online (link aqui) e presencial (Espaço Longeviver, situado na Quadra 601 da Asa Sul, edifício Providência, 2o. andar). Horário: Das 19 às 20h30. Lembre de levar uma contribuição para o lanche.

Cosette Castro

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