Dia das Mães nem sempre é fácil

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Ana Castro & Cosette Castro

Brasília – Dia das mães nem sempre é um dia fácil. Ainda mais para quem já perdeu a mãe, como é o nosso caso.

Não comemoramos mais o dia das mães como filhas (Ana, há quatro anos; Cosette, desde janeiro de 2021). Ainda assim, elas estão presentes na nossa  memória.

Mesmo quando somos nós as mães,  o segundo domingo de maio tem cheiro de mãe. Da nossa mãe. Ainda que ela não desse valor para “essas datas comerciais” (mãe da Cosette) ou que ela comprasse presente para  os filhos nesse dia (mãe da Ana).

Neste  2021  pandêmico, com filhos longe e algumas mães também, muitas de nós passaremos sozinhas, mães e filhas. Mães sem filhas e filhos. Filhas sem mãe, mesmo que ela esteja ao lado.

Quem está conectado à internet, terá a oportunidade de ver  e/ou falar com as mães.  E as mães com suas filhas e filhos. Outras,  vão tecer na memória uma fala muda, porque ainda que as mães estejam lá, em muitos casos,  os fios da memória já não estão mais conectados . Particularmente  para quem tem demências como o Alzheimer.

O dia das mães nem sempre é fácil. E as  mães não são perfeitas. Nem sempre elas  são como nós  gostaríamos. Nem sempre correspondemos aos ideais de filhas que elas às vezes esperam  (e algumas  mães fazem questão de repetir isso).

Apesar de reclamar de nossas mães (quem nunca? ),  quantas vezes nos pegamos fazendo exatamente o mesmo que elas? Usando as mesmas frases, inclusive  as negativas, repetindo gestos e até os preconceitos?  Mesmo quando interiormente juramos que iríamos fazer tudo diferente.

Ainda está em tempo. A melhor forma de homenagear as mães é  fazer diferente, com respeito, mas diferente.

O dia das mães pode ser duro, sim, mas não precisa ser solitário, nem  completamente triste. Para comemorar o dia das mães juntas, de forma virtual, preparamos uma surpresa.

Temos dois  textos especiais para você. Foram escritos com muito carinho.

Um se chama “Quase Tudo Sobre Minha Mãe“, da Ana Castro,  e fala sobre a Normita. E o  outro, “Carmencita Tinha Faca na Bota“, da Cosette Castro,  fala sobre a Carmencita. (Para ler basta clicar no título).

Este é o nosso presente de dia das mães. Através das nossas  histórias, homenageamos todas as mães, incluindo as mães  de coração, as mãe adotivas, as madrastas incríveis e  as mães de cachorros, gatos, peixinhos ou plantas.

Ser mãe vai muito além do ato biológico. Acreditamos na maternagem, que é caracterizada pelo afeto, pelo desejo de cuidar como escolha, pela educação e pela proteção. Para nós, toda a forma de amor vale a pena!

Cosette Castro

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