Um deles, assinado pelo ministro Flávio Dino, não restringe circulação de pessoas na Esplanada
Por Samanta Sallum
Dois documentos são os alicerces da defesa do governador afastado Ibaneis Rocha contra as acusações de conivência com os atos golpistas na Esplanada. A narrativa dele é de provar que não houve omissão. Os advogados refutam as declarações do ministro da Justiça, Flávio Dino, dias atrás, quando afirmou que o GDF não tinha um plano operacional robusto de segurança.
Um documento assinado pelo próprio Dino foi usado para mostrar que não foi pedida a proibição de circulação de manifestantes na Esplanada. Mas apenas a de circulação de ônibus.
“Os documentos provam que foi elaborado, sim, o devido plano operacional, em que o STF inclusive foi alertado de que deveria reforçar as grades de proteção no prédio”, destaca o advogado Cleber Lopes.
Ibaneis e advogados sustentam que também não houve alteração do plano operacional de última hora, permitindo a entrada de manifestantes na Esplanada.
“Em nenhum momento esteve proibida a circulação de pessoas no local. A contenção estava prevista apenas para a Praças dos Três Poderes. Está havendo uma confusão sobre isso e estamos esclarecendo”, reforçou Lopes.
O documento do plano operacional reúne 14 setores, incluindo Senado e Câmara dos Deputados. E, nele, consta a divisão de responsabilidades para cada instituição.
Nas responsabilidades da PM/DF estão:
– Acompanhar o ato durante todo o inerário com o objetivo de manter a ordem e a segurança pública, tanto dos participantes da manifestação como das pessoas da comunidade em geral, mantendo a incolumidade das pessoas e do patrimônio e evitando acidentes;
– Ficar em condições de empregar tropa especializada em controle de distúrbio, no caso de perturbação da ordem;
– Não permitir acesso de pessoas e veículos à Praça dos Três Poderes.
“Compareci espontaneamente”
O governador afastado afirmou que foi hoje, voluntariamente, à Polícia Federal prestar esclarecimentos sobre tudo que ocorreu no último domingo.
“Fui espontaneamente. Respondi a todos os questionamentos e espero ter deixado claro que não tive qualquer envolvimento, seja por ação ou por omissão, com os lamentáveis fatos, que volto a repudiar”, disse.
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